TRUMP(A)

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CONSULTÓRIO SENTIMENT[e]AL -7- duas breves

Novamente o Consultório publica uma missiva que não solicita resposta
[nem solicita nem eu me atrevo a inventá-la: trata-se de alguém acima de qualquer conselho -- alto dirigente partidário, devidamente identificado por mim de quem faz o favor de ser amigo, cuja identidade não revelo].
Foi escrita ontem e diz assim:
Caro,

Duas coisas a acabar a manhã de Domingo no escritório:

1. Uma, mais uma, triste notícia - acaba de falecer o António Costa Quinta, médico cardiologista, activo simpatizante do MRPP e do Partido, foi quem participou na libertação do Arnaldo Matos, sacando-o do Hospital Militar da Estrela.

2. Envio em anexo um trecho de um dos contos do Jorge de Sena, inserido nas "Novas Andanças do Demónio", que achei interessante - refere-se, no conto e na parte que envio, ao nosso Camões. Se, dentro da tua bagagem e memória literárias, também achares interessante e sobre a matéria não conheceres muito melhor, aproveita-o, nomeadamente para o blog.

Um abraço.
E o trecho de Jorge de Sena:
O amor para ele fora carne e espírito, tão carne, que nenhum espírito podia estar presente, e tão espírito, que nem toda a carne do mundo, usada dia e noite, chegava para contentá-lo. Até o fastio, que às vezes o afastava longamente de contactos carnais, era uma ardência insatisfeita, que se continha, suspensa e ameaçadora , à espera de esquecer que a carne era sempre igual, e os gestos do amor tão poucos que os sabia já de cor. Mas depois, ao fazê-los, era sempre, como na primeira vez, uma surpresa, uma ignorância curiosa, um receio tímido, uma insegurança doce, um pasmo juvenil, uma alegria nova, um encantamento frenético; era como na primeira iniciação, mas sem a perplexidade e a decepção de o amor não ser mais do que isso, quando a virtude do amor não está em ser mais do que é, mas em ser o prazer de não ser isso mesmo.

Jorge de Sena
Novas Andanças do Demónio
Super Flumina Babylonis
escrito por ai.valhamedeus

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SOARES E OS MAIAS

Soares afirma, na entrevista ao Expresso, que preferia ter escrito Os Maias a ter sido quem foi.

Parece ser uma manifestação de modéstia. Parecia: vistas as coisas, é uma frase à.... Soares. O maior troca-tintas da política portuguesa, a quem se aplica aquela famosa frase do amigo Quim “tenho esta opinião e a contrária se necessário for”, julga-se ao nível de Eça. Julga que o seu percurso e a sua influência no Mundo se aproximam de Eça, que a sua “obra” se assemelha à de Eça. Enfim, entre hermanos, entre dois génios, Soares preferia ter feito aquela obra de Eça a ter feito a sua própria obra -- genial, por certo.

Soares teria preferido escrever Os Maias? Também eu.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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