TRUMP(A)

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A ICAR E OS DESPEDIMENTOS

A Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) tem lá os seus conceitos, muito próprios, incluindo os de justiça e direitos. Em Espanha, porém, o vento não lhe corre de feição.

Segundo a Concordata Espanha-Vaticano, os bispos
[que, como em Portugal, escolhem os professores de Religião e Moral]
podem prescindir desses professores sem qualquer explicação, ou por motivos como o casamento com um divorciado. Nereida del Pino Díaz Mederos, por exemplo, foi despedida em 2001 por participar numa greve legal de professores; várias sentenças de tribunais decidiram que o governo de Canárias, que foi quem a contratou, lhe deverá pagar os salários não recebidos entretanto, mas será a ICAR o responsável pelo pagamento das indemnizações, já que é também o responsável pelo desrespeito por direitos fundamentais. Os bispos argumentam que os docentes em questão não são abrangidos pelo Estatuto dos Trabalhadores nem por outras leis espanholas, mas pela Concordata. No entanto, multiplicam-se as sentenças, a favor de outros docentes despedidos, que obrigam a ICAR a respeitar os direitos constitucionais fundamentais
[certamente contra o que o sopro divino sopra aos ouvidos de Sua Santidade, no Vaticano. E os desígnios divinos, como se sabe, são insondáveis...].
escrito por ai.valhamedeus

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UMA HISTÓRIA DE PETRÓLEO

Aqui há uns anos, reinava em Portugal Durão Barroso, um grupo de políticos algarvios, capitaneados pelo actual presidente da Federação do Algarve do PS, Miguel Freitas, pelo actual presidente da RTA

(Região de Turismo do Algarve),
António Pina e pelo antigo governador civil, Fialho Anastácio, foi em manifestação até Ayamonte para chamar a atenção para uma situação insólita: os combustíveis eram mais caros em Portugal do que em Espanha, coño! Autocolantes, bandeiras, caravana automóvel. Uma manifestação bem organizada, com um fim político bem claro: mostrar como Portugal estava mal dirigido e como urgia mudar de governo e de política.

Passados todos estes anos a situação, mercê do empenho destes dirigentes briosos e sagazes, alterou-se radicalmente: hoje os combustíveis já não são mais caros em Portugal do que em Espanha! Em Espanha são os combustíveis mais baratos do que em Portugal, olé!

Com dirigentes regionais destes é um milagre que haja quem seja a favor da regionalização.

Eu já tinha contado esta história
(com H).
O que não sabia é que esta situação derivava mais de uma grande visão dos nossos dirigentes regionais
(que abundam no país).
Como já há uma percentagem grande de pessoas junto à fronteira que vai a Espanha encher os depósitos, as emissões de CO2 baixaram em Portugal
(tais emissões são medidas de acordo com as vendas de combustíveis em cada país…).
Como se vê, há sempre uma certa razão nestes PSs…

escrito por Carlos M. E. Lopes

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LEIT(e)URAS [22] courrier de 7 de fevereiro

Courrier InternationalO Courrier International desta semana destaca o tema da laicidade, justificando o destaque com a ideia de que as luzes da cena política estão focadas na religião. Designadamente, em Espanha, onde a hierarquia católica lançou uma campanha contra o governo socialista em vésperas das eleições legislativas de 9 de Março

[no seguimento de outras investidas anteriores, acrescento eu. O governo de Zapatero cometeu pecados vários, entre os quais o de legalizar as uniões homossexuais ou o de facilitar o divórcio]
ou em França, onde Sarkozy
[cujo exibicionismo, futilidade e frenesins amorosos merecem análises noutras páginas da revista]
elogia as religiões e os valores morais que elas defendem. O fenómeno, garante o Courrier, é aqui analisado pelos melhores especialistas.

Embora custe
[em Portugal]
apenas 3,20 euros, é bem possível que não encontre a revista num qualquer quiosque perto de si. Neste caso, procure-a aqui.

escrito por ai.valhamedeus

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REFORMAS

Os nossos liberais, os nossos gestores de primeira água, acham que o Serviço Nacional de Saúde não pode ser sustentado pelo orçamento, mas que se deve orientar pelo princípio utilizador/pagador. Depois, os trabalhadores não devem ganhar todos o mesmo, nem sempre o mesmo: devem receber de acordo com os seus objectivos e a sua produtividade. Quem já não ouviu esse discurso? Pois bem... Paulo Teixeira Pinto, até há pouco presidente do BCP, vem dar corpo a estes princípios. Corrido do BCP, recebeu uma indemnizaçãozita de 10 milhões de euros e uma reforma vitalícia de 35 000 € mensais, 14 meses por ano.

O sisudo Cavaco Silva, nosso presidente, veio, há pouco, chamar a atenção para estes ganhos. O mínimo que lhe chamaram foi populista. Divulgações que se fizeram na imprensa vieram dizer que a diferença entre os salários mais baixos de uma empresa alemã e o gestor de topo dessa empresa é de 10 vezes. Em Portugal, é 32 vezes! Claro que dizer que os nossos gestores são uns ladrões é populista. Aliás, alemães, americanos, franceses e espanhóis, pelo menos, andam às turras para levar um gestor português para os seus países.

Temos excelsos gestores, como se vê, e um povo ignaro que não lhes presta o devido tributo.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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FRASE REAL

Um amigo, especialista em mexericos da realeza, apresentou-me o contexto da celebrada frase real «por que não te calas?».

Na sua versão, quando um tal Aznar era chefe do governo espanhol

[e aparecia em fotos ao lado de Bush]
começou a dizer em entrevistas e conferências de imprensa quem era bom e quem era mau, quem era democrata e quem era ditador. Entre outros, zurziu o presidente da Venezuela e chegou mesmo a insinuar que deveriam fazer-lhe certos trabalhinhos que o afastassem do seu posto, o que veio a acontecer uns tempos depois.

A situação começou a ficar preta para a Espanha quando se soube que algumas empresas espanholas e a embaixada da Espanha em Caracas meteram o bedelho no golpe de estado contra Chávez alentados pelas declarações do Sr. Aznar.

Assustado com as possíveis consequências, o Rei chamou então a capítulo o seu súbdito Aznar e disse-lhe, espetando-lhe o seu real dedo na zona do coração: «Por que no te callas?»
[chegaram as eleições e Aznar calou-se].
No Chile, o Rei estava sentado cómoda e aborrecidamente ao lado de Zapatero. Ao segundo discurso já ressonava discretamente
[noblesse oblige].
De repente o seu cérebro foi impactado pelo nome de Aznar. Chávez dizia que esse tipo era um fascista, Zapatero retrucava que era um honrado ex-chefe de governo.

No meio da sua real sonolência abriu os olhos, espetou o seu real dedo no ar e gritou com raiva: «por que não te calas?».

Diz a fonte que quando Sua Majestade percebeu que não era Aznar mas sim Chávez quem estava na ponta do seu real dedo... abandonou a sala muito corado.

Fim.

A propósito da Venezuela, hoje há referendo.

Durante a campanha houve uma séria acusação de que a CIA e a embaixada USA em Caracas estavam a apoiar de várias maneiras a campanha do NÃO.

Veio-me à memória uma velha adivinha:

Por que é que nos Estados Unidos nunca houve nem haverá um golpe de estado?
Resposta: porque em Washington não há embaixada dos Estados Unidos.

escrito por José Alberto, Porto Rico

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POR QUÉ NO TE CALLAS?

O incidente de há quinze dias entre Hugo Chávez e o rei de Espanha deixa alguns motivos para pensar.

Penso que ninguém duvida de que Chávez é um populista sem escrúpulos, perigoso e charlatão. Mas é por isso que os países o combatem? Certamente que não. Os direitos humanos são o primeiro dos argumentos e o último dos motivos por que se critica um político ou uma política. E basta ver a recepção que o Rei da Arábia Saudita teve no Reino Unido

[Arábia Saudita onde os direitos humanos são diariamente violados].
O problema é que Chávez beliscou alguns interesses económicos estrangeiros na Venezuela. E isso, o dito ocidente não perdoa. Chávez é um demagogo, mas quer dar alguma dignidade a milhões de venezuelanos. É populista, mas pretende pôr regras à exploração desenfreada que é feita por empresas estrangeiras. Juan Carlos limitou-se a dar voz a essa “indignação” do ocidente “desenvolvido”. E falou como fala um antigo patrão para o empregado que já se estabeleceu sozinho. Com sobranceria.

Mas há uma grande diferença entre Chávez e Juan Carlos: é que aquele foi eleito. Um dos “valores” tão caros ao ocidente, a legitimidade democrática pelo sufrágio universal, Chávez tem, Juan Carlos não. Quem se deveria calar?

escrito por Carlos M. E. Lopes

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na rede [9] colecções digitais

Biblioteca nacional de EspanhaÉ espantoso o número

(e o valor)
dos documentos já digitalmente disponibilizados, gratuitamente, na Internet. Muitas das bibliotecas nacionais têm colecções digitais
(livros já sem direitos de autor, hemerotecas, cartazes, iconografias,...)
que vale a pena visitar e eventualmente descarregar.

Seja hoje o exemplo da colecção digital da Biblioteca Nacional de España, de onde
[da secção "cartazes da República e da guerra civil"]
retirei o cartaz "fascista" que acima reproduzo. Uma secção onde se encontram, por exemplo, edições digitalizadas do Quixote. Ou uma gravação sonora com o lindo bolero Traicionera.

Cosas veredes
, dizia o tal. E estamos a ver...

escrito por ai.valhamedeus

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A GALOPAR

Um dia destes hei-de dedicar-me com mais vagar a Paco Ibañez. Hoje, lembro só o seu Galope

[com poema de Rafael Alberti],
com ganas de no poema substituir Espanha por Portugal.
Las tierras, las tierras, las tierras de España,
las grandes, las solas, desiertas llanuras.
Galopa, caballo cuatralbo,
jinete del pueblo,
al sol y a la luna.

¡A galopar,
a galopar,
hasta enterrarlos en el mar!

A corazón suenan, resuenan, resuenan
las tierras de España, en las herraduras.
Galopa, jinete del pueblo,
caballo cuatralbo,
caballo de espuma.

¡A galopar,
a galopar,
hasta enterrarlos en el mar!

Nadie, nadie, nadie, que enfrente no hay nadie;
que es nadie la muerte si va en tu montura.
Galopa, caballo cuatralbo,
jinete del pueblo,
que la tierra es tuya.

¡A galopar,
a galopar,
hasta enterrarlos en el mar!



escrito por ai.valhamedeus

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POR DEUS E POR ESPANHA

Vaticano tem armas de beatificação maciçaO Vaticano tem armas de beatificação maciça. Foram 498 os espanhóis beatificados de uma assentada só. Todos "mártires" da Guerra Civil espanhola, mortos

[segundo opinião de uma espanhola presente na cerimónia, confirmada pelas fontes de informação dos representantes de Deus na Terra]
por Deus e por Espanha.

Vou consultar a lista dos quase 500, para ver se dela consta o chefe das tropas que combateram as satânicas tropas republicanas: o Generalíssimo Franco
[amigo de Diós y de España, sem a protecção do qual muitos mais fiéis cairiam às baionetas dos republicanos. Portanto, igualmente beatificável -- por supuesto, coño!]
escrito por ai.valhamedeus

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SONS * 18. albéniz

Isaac Albéniz (1860-1909) é um compositor e pianista espanhol, autor de peças para piano com sabor pitoresco e romântico, com raízes no folclore do país vizinho.

Poderia ilustrar-se a afirmação com a

[possivelmente]
mais conhecida das suas obras: Iberia: impressões para piano. Fá-lo-ei com Sevilla, recordando os ritmos das sevillanas.

escrito por ai.valhamedeus [com um beijo para a Joana Garcia -- ou, com sonoridade espanhola, García]

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DIZCIONÁRIO [56 instituição matrimonial]

Teresa Pires e Helena Paixão continuam a lutar pelo direito a se casarem. O argumento que mais tenho ouvido contra a pretensão das duas jovens portuguesas relaciona-se com a instituição do matrimónio

[amigo confessadamente de esquerda afirmava-se, um dia destes, contra o casamento homossexual, embora defendesse o direito a os homossexuais viverem a sua sexualidade como entenderem].
O Jornal divórcio em EspanhaO extinto semanário O Jornal de 16 de Outubro de 1981 incluiu uma reportagem sobre o primeiro casal divorciado em Espanha. E pasma-se hoje o leitor ao saber que os divorciados Vidal e Julia se esconderam dos meios de comunicação social que os procuravam como fenómeno excepcional, pasma-se ao constatar as razões das reacções-contra dos partidos conservadores espanhóis
[a lei do divórcio mataria a família],
proclamando que a lei não era necessária
[à semelhança da atitude recente de alguns partidos portugueses aquando do referendo sobre o aborto]...
O Jornal divórcio em EspanhaÉ que isto foi em 1981: e, se, por um lado, custa acreditar que em 1981 ainda fossem possíveis tais reacções, por outro lado, é curioso verificar quanto mudou a mentalidade em pouco mais de 25 anos. Entende-se hoje facilmente a lei do divórcio como "a verificação de que se deu a ruptura irreversível do casal" e que a lei não destrói nada.

O Jornal divórcio em EspanhaNão me custa aceitar que o mesmo acontecerá ao casamento homossexual: não pode a lei obrigar a manter a ligação entre duas pessoas que já se não amam; não pode a lei recusar às pessoas a possibilidade de oficializar
[nos casos em que estas o desejarem],
a ligação que resulta do facto de se amarem.

escrito por ai.valhamedeus

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PARTIDO DO VARGAS LLOSA PARTIDO

Entre os fundadores do partido que baralha a união, o progresso e a democracia, está um tal Vargas Llosa. Conhecendo o passado e o presente de tal personagem, é fácil prever o futuro de uma coisa que os fundadores insinuaram que viria a ser um partido.

Se essa coisa chegasse a ser, nunca seria um partido de direita, porque a direita tem caudilhos e este personagem do Inferno de Dante já provou à saciedade e à sociedade que nem para isso tem cabedais

[que o diga o povo do Peru];
nunca seria um partido de esquerda, porque este personagem ganancioso é alérgico à esquerda do que quer que seja
[que o digam os leitores dos jornais a quem o escrevinhador esmifra os dólares];
nunca seria um partido de centro, porque este personagem insaciável não perdoaria que o pusessem a comer só de um lado
[que o digam os espanhóis, os peruanos, os venezuelanos];
não seria um grémio literário, porque para este personagem ególatra só existe um escritor: Vargas Llosa
[que o diga Gabriel Garcia Márquez, entre muitos outros];
não seria nunca uma plataforma de reflexão ou de oposição, porque este personagem esquizofrénico se caracteriza por não comer nem deixar comer.

Essa coisa nem um aborto pode vir a ser, porque a sequência do seu aparecimento viola todas as leis da procriação
[natural ou assistida]:
A. Um grupo de conhecidas personagem decidiu ter uma criança.
B. Juntaram-se os donos dos óvulos e os dos espermatozóides e apresentaram a criatura à sociedade.
C. Durante a apresentação da criatura aproveitaram para fornicar a direita, a esquerda e o centro.
Quando dentro de nove meses lhes perguntarem pelo processo de gravidez da criatura apresentada, dirão que a barriga de aluguer era de uma mula; que os fornicadores da conferência de imprensa eram estéreis; e que os burros que finalmente cobriram a mula não puderam terminar o seu trabalho porque a besta começou aos coices.

Para raiva do tal Vargas Llosa, tudo isto ficará na história não como a crónica da Tia Júlia e o escrevinhador, mas como a crónica de um quase aborto anunciado.

escrito por José Alberto, Porto Rico

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DIZCIONÁRIO [54 partido]

Espanha tem novo partido. Ouvi a notícia em 2 canais de tv e fiquei a saber que o nome

[UPD, sigla a partir de Unión, Progreso y Democracia]
é provisório. É, portanto, um partido
(ainda)
sem nome definitivo e sem programa
[segundo o que percebi]
nem definitivo nem provisório. Nem parece importante
(não)
ter: não sabendo o que defende, sabe-se contra o que é: contra os "nacionalismos espanhóis crescentes".

Importantes
[mais do que o nome que se não sabe se tem ou do que o programa que se sabe que não tem]
são os nomes sonantes de alguns fundadores
[do acto de apresentação, fixei dois nomes: o do filósofo Fernando Savater e o do escritor Vargas Llosa; mas a grande estrela parece ser uma tal Díez, ex-socialista -- uma Louçã em versão feminina?].
Pode um partido constituir-se sem programa
[e, mesmo assim, anunciar que se apresentará nas eleições do próximo ano]?
Pode um partido constituir-se em torno de pessoas/nomes
[como em Portugal se constituiu um tal PRD]?
Quando um partido se apresenta dizendo não ser nem de direita nem de esquerda
[mas dizendo ser progressista. Então, é de onde?],
o que é que este partido diz de si próprio?

Quando um partido
[novo]
se apresenta assim, apetece perguntar: "ó meu Deus, mas afinal o que é um partido?"

escrito por ai.valhamedeus

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2.500€ POR CRIANÇA

A notícia, em devido tempo, passou-me ao lado. Encontrei-a no blogue Anacruses

(de que eu gosto e que recomendo)
e, depois, noutros sítios
(incluindo o Courrier, na edição de que o Ai Jesus copiou o dossiê sobre a revolução na música pop).
Para os menos atentos, como eu, fica a síntese:

O governo espanhol decidiu dar 2.500 € a/por cada recém-nascido. O semanário satírico El Jueves
[em português, "A quinta-feira". Uma publicação que sai... às quartas!]
decidiu, na edição do passado 18 de Julho, fazer humor com a medida, representando o herdeiro do trono de Espanha e a respectiva mulher nos propósitos que a figura seguinte documenta.

El Jueves príncipes de astúrias follando"2.550 € por criança" diz o título. E o príncipe herdeiro não está tão gozosamente metido no acto que não tenha discernimento suficiente para comentar com a princesa que, no caso de esta ficar grávida, de tudo o que ele fez na vida isto será o mais parecido com trabalhar.

El Jueves foi retirado dos quiosques por ordem do tribunal. E está bem
[se fosse em Portugal, já a DREN, competentemente, teria levantado bué de processos disciplinares, cumprindo os deveres de uma DRE -- e todas as demais DRE zelosamente lhe teriam seguido o exemplo. Digo eu, a julgar pelo passado].
Para justificar a minha concordância com a censura, apresento algumas razões:
  1. Já há sítios na Internet onde se vendem cópias do número censurado
    [em segunda mano, por exemplo, vendem-se a 150€ o exemplar -- num anúncio onde se não exibe ilustração do artigo em venda].
    Na ausência de censura, quanto valeria o exemplar em questão? nada!

  2. Com estas brincadeiras, pretende-se atingir a credibilidade da instituição monárquica. E isto é intolerável
    [enfim... se se tratasse de caricaturas de Maomé, vá que não vá... agora o herdeiro do trono de Espanha, garante da unidade de todos os espanhóis, fundamento do Estado espanhol... por amor de Deus! haja respeito!].
  3. Poderá argumentar-se que a relação sexual é um acto nobre, realmente digno e que se pode principescamente fruir. Pois sim! admito que sim. Mas, nesse caso, numa posição mais decente do que aquela que a ilustração ilustra. Com tanta posição digna que há por aí, por que é que o semanário não escolheu... sei lá... a do missionário? seria mais, digamos, ortodoxa
    [ou católica... sei lá... mais decente!].
    Agora... naquela posição a gente nem sabe muito bem em que zona precisa o príncipe está a trabalhar
    [embora se admita que, estando a trabalhar para os 2.500€, não tem muito onde escolher].
  4. Nada disto está conforme aos costumes terrestres e aos mandamentos divinos.
Valha-me Deus!

escrito por ai.valhamedeus

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NUMA QUALQUER ESQUINA

Todos os meses, no início do mês, dou um saltinho

[de cento e tal quilómetros]
a Espanha, para comprar umas revistas, uns dvd... e
[para amortecer a despesa da viagem]
encher o depósito do carro
[o litro da gasolina continua lá mais barato trinta e tal cêntimentos, o que, num depósito de 40 litros, vale mais de 2 contos e quatrocentos].
No meio das compras, o saco, ontem, trouxe "Casa de Muñecas"
["Casa de bonecas"]
do escritor norueguês Henrik Ibsen, numa encenação da RTVE.

Surpreende-me que a "Casa de bonecas" seja vendida em quiosque -- quero dizer, ao grande público. Surpreende-me, porque penso
(na impossibilidade de isso acontecer)
em Portugal. Logo a seguir, recordo que muito do que por cá se vende em séries, fascículos,... tem origem em Espanha. E palpito com a esperança
[que espero não seja vã]
de que um dia destes nos cheguem cá, com tradução ou legendas, os Ibsen, os Cervantes, os Dante,... que em Espanha se encontram num qualquer quiosque de qualquer esquina.

escrito por ai.valhamedeus

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