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destaques [61] os minaretes mexem

Les "minarets suisses" attisent le débat sur l'identité française
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Ce que pensent les musulmans de France
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Où va l'Islam
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escrito por ai.valhamedeus

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LUGARES -11. mértola islâmica

Já não pouso em Mértola há bastante tempo. E, apesar dos meus projectos nesse sentido, nunca gozei este acontecimento notável que, cada 2 anos, é o Festival Islâmico de Mértola. E este ano é ano do 5º Festival, como detalha este texto rapinado do Fugas, o suplemento do Público, desta semana
[descarregue, em pdf, o programa completo]:
Temos boas notícias: este é ano de Festival Islâmico em Mértola. A partir de quinta-feira e até domingo, as vielas da vila alentejana vão transformar-se num imenso "souk", haverá odaliscas e música em cada canto.

Quem conhece Mértola embrulhada na sua habitual tranquilidade não irá reconhecê-la se por lá passar nos próximos dias. A modorra vai ser sacudida, a temperatura será aprazível à sombra dos panos que cobrem as ruas, a vila branca encher-se-á de cor. Falamos da 5.ª edição do Festival Islâmico, que a cada dois anos anima a margem direita do Guadiana, e que terá lugar entre 21 e 24 de Maio (de quinta-feira a domingo). Se sempre sonhou conhecer os nossos vizinhos do Sul, se tem saudades do sabor de um autêntico cuscuz, ou se os seus filhos já não o podem ouvir falar sobre os momentos maravilhosos que passou em Marrocos, esta é a altura ideal para pegar neles e encetar uma viagem até ao Magreb e mais além... sem sair do Alentejo.


MértolaMas do que se trata, afinal? De uma versão "arabizada" das feiras medievais que pululam um pouco por todas as urbes onde haja um castelo a servir de cenário? Pelo contrário. A ideia não é fazer uma reconstituição histórica da Mirtolah muçulmana do século VIII, mas sim dar a conhecer o século XXI tal como ele é vivido a sul do Mediterrâneo, revivendo o espírito cultural do Garb Al-Andalus - época áurea da povoação que chegou a capital de um reino taifa.

Como se estivéssemos a percorrer uma rua do Cairo ou de Marraquexe, nas vielas apertadas da parte antiga recria-se o ambiente dos "souks", com comerciantes marroquinos e egípcios a venderem coloridas peças de cerâmica, bijutaria brilhante, vestuário tradicional e artigos em pele, junto a barraquinhas onde é possível provar os biscoitos "cornes de gazelle" e outras delícias feitas de amêndoa e mel, acompanhadas por um chá de menta bem doce e quente, como é suposto.


Festival islâmico de MértolaTal como numa medina típica, linguarejares estranhos misturam-se com os sons do trabalho artesanal ao vivo, com os alentejanos dos montes circundantes a mostrarem-nos com quantos pontos se cozem umas botas e a destreza necessária para manejar um tear. Como há muito aprenderam que o caminho para o futuro de Mértola passa por cultivar o passado, jovens artistas do concelho mostram também o seu trabalho: joalharia contemporânea inspirada em peças islâmicas, réplicas em barro dos candis muçulmanos e lucernas romanas encontradas durante trinta anos de escavações arqueológicas, olaria pintada com técnicas antigas. Tudo isto acontece a partir das dez horas da manhã, prolongando-se por doze horas consecutivas. Porém, o evento que agora comemora o seu décimo aniversário não se esgota no mercado de rua, por mais animado que este seja com a passagem constante de tocadores de flautas e alaúdes, malabaristas e cuspidores de fogo. As actividades agendadas são múltiplas e pensadas para todas as idades. Os "contos do souk", narrados dentro de uma tenda instalada junto ao castelo; as oficinas de danças orientais, onde aprendemos a menearmo-nos com a sensualidade de odaliscas; o teatro ao fim da tarde; os lançamentos de livros e conferências; as exposições de fotografia e ourivesaria; os jogos tradicionais ou os passeios de barco no Guadiana são acontecimentos de entrada livre ou custo reduzido de que toda a família pode desfrutar.

Festival islâmico de MértolaA noite traz consigo espectáculos de dança e concertos verdadeiramente cosmopolitas, com actuações de grupos vindos da Turquia, Sudão, Síria, Argélia, Egipto e Marrocos, bem como de França e de Itália. Para não nos esquecermos que, afinal, não é no meio do deserto mas na planície que nos encontramos, o festival encerra com a actuação de grupos corais alentejanos.

Mértola - casteloDe mesquita a igreja
Já que nos encontramos na vila-museu, vale a pena reservar algum tempo e aproveitar o horário alargado deste fim-de-semana festivo para visitar alguns dos núcleos que dão a conhecer as muitas vidas de Mértola. De qualquer forma, quem resiste a uma subida ao castelo, nem que seja só para apreciar o panorama numa perspectiva de ave? Curiosos, os olhos não se limitam a voar pela extensão florida das planícies, nem a repousar no topo das serras circundantes. Descem até ao rio, seguindo as voltas lentas de uma cegonha, e detêm-se nos pátios escondidos a quem passa nas ruas, verdadeiros jardins secretos com aroma a jasmim e flor de laranjeira.
A fortaleza é dominada pela Torre de Menagem, que alberga um conjunto de fragmentos arquitectónicos da época pré-islâmica e é testemunha do século em que a povoação foi sede nacional da Ordem de Santiago. O recém-inaugurado circuito de visitas da alcáçova permite transitar pela zona onde as escavações arqueológicas das últimas décadas têm decorrido, com vistas sobre as fundações de um bairro islâmico, mosaicos e de um baptistério do primeiro milénio.

O nosso percurso segue agora em direcção à Igreja Matriz, erguida sobre a mesquita de outrora. Dessa época, o interior de abóbadas nervuradas conserva ainda quatro arcos em ferradura e o "mihrab" - nicho que indica a direcção de Meca. Por estes dias é habitual que a Bíblia e o Corão se encontrem lado a lado no altar, celebrando um encontro inter-religioso em solo sagrado para os dois credos.


Se o tempo não der para mais e a ideia for visitar um só núcleo expositivo, continue-se então o espírito da festa, seguindo directamente para a Casa de Bragança, onde está guardada a mais importante colecção de arte islâmica do país. Entre utensílios domésticos, jóias, peças de osso e estelas funerárias destacam-se os objectos de cerâmica em "corda seca", técnica decorativa oriental de vidrado sobre pintura. Ali perto, a antiga Igreja da Misericórdia acolhe o núcleo de arte sacra cristã, com imagens e alfaias litúrgicas recolhidas em igrejas do concelho.


Mértola e Convento de São FranciscoUm convento divertido
Importante entreposto desde o tempo em que fenícios e cartagineses utilizavam o seu porto fluvial para trocas comerciais, a Myrtilis romana era um dos pontos de passagem da via que ligava Baesuris (Castro Marim) a Pax Julia (Beja). Provas essenciais do seu estatuto foram encontradas há uns anos, quando obras no edifício da Câmara Municipal deixaram a descoberto vestígios de uma residência romana datada de 2000 a.C., e que agora constitui o núcleo românico.

Para que a descrição não se torne exaustiva, e porque o passado de Mértola é muito mais rico do que o seu reduzido tamanho permite imaginar, informe-se que a lista dos espaços museológicos inclui ainda a forja do ferreiro, a oficina de tecelagem e a basílica paleocristã, oculta num edifício incaracterístico fora da zona muralhada. E até no pátio da escola secundária nos deparamos com uma necrópole romana e as ruínas da ermida de São Sebastião, de origem quinhentista.


Seja qual for a escolha, há um sítio que não deve perder. Embora se encontre ali mesmo à mão, logo após a ponte sobre a ribeira de Oeiras, poucos conhecem o Convento de São Francisco, um misto de alojamento rural, retiro artístico e reserva natural. Propriedade privada de uma família holandesa, o espaço pode ser visitado mediante o pagamento de uma pequena taxa, de que as crianças estão isentas. O jardim é um oásis de frescura, onde arbustos exóticos convivem com orquídeas e flores silvestres fazem companhia a ervas aromáticas e condimentares. Sistemas antigos de irrigação, tanques de nenúfares e um labirinto aquático constituem o Museu da Água, cuja principal atracção é uma nora movida por um burro-robot, que fará com certeza a delícia dos mais pequenos. A antiga capela, agora transformada em galeria de arte, é outro lugar de uma tranquilidade ímpar, de onde se podem observar a colónia de peneireiros que têm guarida no convento, bem como inúmeras outras aves que ali se sabem protegidas.


Convém não esquecer que estamos a um passo do Pulo do Lobo, a poucos quilómetros do complexo mineiro das Minas de São Domingos e do cais do Pomarão, e bem no coração do Parque Natural do Guadiana. Bem vistas as coisas, um fim-de-semana é bem capaz de ser curto. O melhor mesmo é começar já a planear o regresso.

escrito por ai.valhamedeus

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VÍDEOS DA SEXTA 18. persépolis

“Persépolis”, animação francesa dirigida por Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi, conta a história da revolução islâmica de 1979 no Irão, através dos olhos de uma menina de 10 anos. O filme baseia-se na banda desenhada biográfica de Marjane Satrapi.


escrito por Adriana Santos

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FÉ ISLÂMICA E FILOSOFIA

Fé islâmica e filosofia

Decorrerá de 2 de Abril a 11 de Junho de 2009 o curso livre de Filosofia Medieval: "Fé islâmica e Filosofia", ministrado pelo Dr. J.M. Costa Macedo (FLUP/GFM).

O curso decorre na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Via Panorâmica s/n, Porto; sala 111A, das 17.30 às 19,30.

A participação é livre mas sujeita a inscrição prévia através do email gfm-secretariado@letras.up.pt
O número de inscrições é limitado.

Programa e calendário AQUI.

Gabinete de Filosofia Medieval
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Via Panorâmica s/n
4150-564 Porto
Portugal
http://web2.letras.up.pt/ifilosofia/gfm

escrito por ai.valhamedeus

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POLICARPO DIXIT

Corre nos mentideros pertinaz rumor segundo o qual Si Policarpo contratou a agência de comunicação que também serve o Rais Sarkozy, e a forma como nos últimos tempos cria happenings para ocupar espaço mediático parece dar-lhe alguma verosimilhança. Não podendo por bicicleta com dono nem ir ao Baba Bento pedir bênção para se embrulhar com qualquer Bruna, deu-lhe para debitar provocações e impertinências, que é importante deixar bem claro serem inócuas.

Na questão de alinhamento religioso dentro do casal, sucede que a suna
(doutrina do Islão baseada nas palavras e acções do Profeta que a tradição ("sunnah") cristalizou)
preconiza um sistema parcialmente discriminatório, em que, para espanto e confusão de muitos e de muitas, o discriminado é o homem: a mulher de muçulmano pode praticar qualquer religião, o marido de muçulmana deve converter-se ao Islão.

O Profeta – que não dispunha de estúdios de televisão para cantar loas ao ecumenismo e que por isso activamente o praticava - casou-se com Safiya, uma cativa judia, que segundo relatos coevos nada devia à beleza, e com Maria al-Qabtyiia
(Maria a Copta),
uma belíssima escrava cristã egípcia que libertou e que o governador do então Egipto lhe mandara como presente
(diga-se de passagem que eram tempo em que ainda se sabia obsequiar com generosidade).
Ambas são "Umm-al-Momineen"
("Mães dos Crentes"),
sendo-lhes tributado grande prestígio e respeito em todo o Islão.

Maria - Sayyidatnâ Maryam, mãe de Issa ben Yussuf – um dos últimos profetas que precedeu Maomé e que pereceu crucificado na Judeia no ano 33 – é também respeitada e venerada por todos os muçulmanos, e muito particularmente pelos chiitas, que ao longo dos séculos desenvolveram um complexo e resplandecente culto mariano.

Timendi causa est nescire – A ignorância é a causa do medo (Séneca)

escrito por Ya Allah

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BREVES -9. dos últimos dias

  1. 10% do território argentino
    [estamos a falar de uma superfície superior a metade de França]
    pertence a estrangeiros. O maior proprietário de terrenos é um grupo familiar italiano e multinacional da moda. Esse mesmo: os Benetton, que se dedicam também à reflorestação com uma grande variedade de árvores, cuja madeira é utilizada para o fabrico de móveis.
    E eu pergunto: em circunstâncias destas, o que é que quer dizer “soberania nacional”?

  2. Beit Lid é uma aldeia sem história da Cisjordânia, construída no cimo de uma colina. A armada israelita transformou-a, um dia destes, em campo de manobras. “Invasão”, considera a associação israelita de defesa dos direitos humanos Yesh Din.
    E eu pergunto: estes Yesh Din não serão comunas?

  3. Michelle BritoMichelle Brito é portuguesa. Li na imprensa que é também boa tenista.
    Vê-se a foto de primeira página do Público do último dia 23 e naturalmente comenta-se que também é tenista boa.

    E eu pergunto: quando se lê melhor e se sabe que tem apenas 14 anos, é de recear acusação de pedofilia?

  4. ÓperaComprei há tempos, com o jornal espanhol El País, o 1º número de uma colecção de cds com algumas óperas. Uns dias depois, vi a mesma colecção vendida com o português Diário de Notícias. Vejo-a agora a acompanhar o francês Le Monde.

    E eu pergunto: ainda haverá quem não saiba o que é este fenómeno que dá pelo nome de globalização? Um pormenorzito que ajuda a perceber melhor o conceito: o DN vende os cds por 9,95€; o Le Monde, por 7,45€
    [com preços especiais para os assinantes].
  5. Bastante abaixo noutros domínios, Portugal encontra-se bastante acima da média europeia na taxa de incidência da tuberculose. Em 2006 registaram-se mais 3.000 novos casos.

    E eu recordo: quando me dizem que o regime de Salazar “encheu os cofres do Estado”, eu acrescento “e encheu os sanatórios de tuberculosos”. Pergunto agora: será que também neste aspecto há semelhanças entre os tempos do ditador e os do senhor José de apelido Sócrates, dito primeiro ministro de Portugal?

  6. Uma juíza alemã baseou-se no Corão para negar divórcio, pedido por uma mulher muçulmana alegando violência doméstica. Se a senhora, quando casou, já sabia que poderia levar porrada, de que se poderia queixar?

    E eu recordo os tempos em que em Portugal quem "casasse pela Igreja" se não poderia divorciar, nem "pelo civil". E pergunto: se se pretende registar na Constituição europeia a dívida da Europa ao Cristianismo, que mal há em aceitar uma excepção à lei a partir de razões culturais/religiosas?
    [afinal, não é a tradição que justifica os touros de morte em Barrancos?]
escrito por ai.valhamedeus

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MEMORIZAR O CORÃO?

Na Arábia Saudita, um toxicodependente foi condenado, em alternativa à pena de prisão, a decorar o Corão em seis meses.

Seria bom ver isto aplicado em Portugal, adaptado, claro. Já viram textos a decorar? A tese de doutoramento de Ramalho Eanes

(pena máxima),
o programa do governo, os discursos de Sócrates, as intervenções de Cavaco, etc e tal?

“Antes a morte que tal sorte” diriam muitos.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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