Estive p'raqui a perder tempo a ouver Manuel Alegre na
Sic Notícias, um Alegre eternamente igual... a dizer que este pê-èsse não pode ser -- e logo a seguir louvar Sócrates
[acrescentando que o problema não é de Sócrates, que Sócrates é uma série de qualidades positivas, mas do pê-èsse. Mas que raio de pê-èsse é esse, pergunto eu, senão o pê-èsse de Sócrates?];
a jurar que a verdadeira esquerda não pode ser um pê-èsse assim -- e logo a seguir esclarecer que o seu lugar é no pê-èsse; que o pê-èsse tem que mudar -- e logo a seguir lamentar sem qualquer lamento, constatando apenas, que é impossível fazer debate democrático neste pê-èsse...
...e de repente dei comigo a pensar baixinho "mas eu votei neste gajo para as presidenciais!"...
...mas logo a seguir consolei-me: "eu soube em quem votei. Votei num candidato que apareceu de espingarda de caça ao ombro, meio pê-èsse meio monárquico, meio outra coisa qualquer indefinida... votei num candidato que pensei que pudesse derrotar Sócrates. Mas eu sabia que ele era assim"...
Alegre faz com frequência apelo ao número de votos que teve. Talvez sem se aperceber
[não acho Alegre particularmente esperto]
que é bem provável que nunca mais tenha tal votação
[mesmo que seja candidato pelo Bloco de Esquerda, onde ficaria muito bem -- talvez, quem sabe, como substituto de um autarca que recentemente perdeu a confiança do Bloco].
Digo eu, que votei nele sabendo que era o que é, mas não voltarei a votar...
escrito por
ai.valhamedeus
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