TRUMP(A)

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DO CONTRA [60] especial campanha do anticristo

Papa Bento XVISuas Santidades vaticaninas já avisaram -- e é bom que toda a cristandade, mesmo a que não é católica nem sequer cristã, saiba: o anti-Cristo mundial anda a lançar por aí uma diabólica campanha contra Sua Santidade Reverendíssima, o pastor alemão Bento 16 (B16). E é bom que se recordem algumas das fases dessa orquestrada campanha, cujo último episódio é a difamação segundo a qual B16 teria vivido de olhos bem fechados à pedofilia de clérigos que agora excomunga.

Recorde-se, pois:
  1. Já se recriminou B16 por querer mais latim e mais gregoriano nas missas. Ora, toda a cristandade sabe que o latim é a língua que todos os cristãos romanos falam -- pelo que celebrar a missa em latim incentivará a participação democrática de todos os fiéis na sacrossanta Eucaristia. E o gregoriano?! qualquer cristão católico sabe que se sente enlevado às divinas alturas quando entoa essa marc(h)a musical católica
    [tudo hinos muuuuuito mais participados que qualquer coral protestante].
    E se forem hinos gregorianos cantados em latim, à boa maneira ortodoxa, ufff!... então é que será coisa de sacrossanto orgasmo, que é como quem diz êxtase, divinal.

  2. Também há quem tenha censurado B16 pelas ameaças de excomunhão dos políticos que apoiem o aborto ou políticas de contracepção. Como se a política papal não fosse a política divina: pense-se só, a título de exemplo, na Virgem Mãe. Como toda a cristandade sabe, se todas as mulheres Lhe seguissem o exemplo, quero dizer, se todas as mães
    [e, sobretudo, todas as não mães]
    fossem virgens, certamente que não haveria necessidade de abortos e contraceptivos
    [e quem não vê isto é porque só pensa naquilo].
  3. Já se recriminou B16 por ser contra a "despenalização da homossexualidade" ou por ter demonstrado por A+B aquela ideia
    [brilhante. divinalmente brilhante. secundada pelo senhor dom josé de lisboa]
    segundo a qual a utilização do preservativo propaga a sida
    [recordo que segue nisso Sua Santidade o antecessor JP2, o qual cancelou a participação de Daniela Mercury num concerto de Natal em Roma, por esta cantora ter participado numa campanha a defender o uso da camisinha].
    Ora toda a cristandade sabe que, de facto, a sida se propaga na proporção directa da utilização do preservativo: só o capeta é que apregoa o contrário.

  4. ...e poderíamos continuar a lista. Mas, por falta de espaço, fiquemos por aqui, só com mais um episódio desta maligna campanha contra SS B16. Noutros tempos, o convite da presidenta da Argentina para que B16 visitasse o país foi associado à eventual hipótese de a senhora presidenta despenalizar a pedofilia. Já então andava o Anti-Cristo a preparar a demoníaca cruzada contra Sua Santidade... Porque, sim, as forças do mal, como toda a cristandade sabe, não têm descanso.
escrito por ai.valhamedeus

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DO CONTRA [59] o broker e o cardeal

A COPE
(acrónimo de Cadena de Ondas Populares Españolas)
é, diz a Wikipédia, uma das principais cadeias radiofónicas de âmbito nacional espanholas. É uma cadeia de rádio generalista com programação variada, mas de pendor claramente religioso/católico
[essa é, também, a sensação forte que se respira por todo o lado quando se entra no seu sítio da web].
Nem admira: os seus accionistas são a Conferência Episcopal Espanhola (50%), dioceses e ordens religiosas...

Vaticano pedofilia
Javier Vizcaíno, no texto Ingeniería social, comenta que a Cope,
"na sua enésima lavagem de mãos pelos casos de pedofilia no seio da Igreja, ficou a um centímetro de dizer que a culpa é dos pais que vestem as criaturas como... entendem-me, não é? Pasmem, se para tanto tiverem capacidade: 'A chamada revolução sexual disparou o fenómeno dos abusos nas últimas décadas. Um único caso na Igreja seria demasiado. Mas o certo é que noutras instituições e realidades sociais a chaga dos abusos converteu-se num fenómeno infelizmente muito mais frequente e espalhado que entre o clero”. E o editorialista da rádio atrevia-se a rematar assim: “A Igreja pôs-se na vanguarda de uma auto-crítica sincera e do exame a fundo do sucedido'."
[o texto da Cope está aqui]
Javier Vizcaíno tem coluna de opinião no Público espanhol. Tal como Isaac Rosa, que escreve sobre o mesmo assunto na mesma edição, na de ontem, do jornal. Traduzo o texto, intitulado "O que diz um 'broker' a um cardeal e é introduzido por uma citação de Bento XVI:“Como prova da minha profunda preocupação escrevi uma carta pastoral sobre esta dolorosa situação dos abusos de menores”:
Vou contá-lo ao jeito de uma anedota, ainda que sem piada: trata-se de um executivo de Wall Street que entra num bar. Senta-se ao balcão e descobre ao seu lado, num banco e cabisbaixo em frente de um uísque, um cardeal do Vaticano, de batina e solidéu e todos os adornos do costume.

"Eminência, sente-se bem?", pergunta o 'broker' ao purpurado, que suspira e fala baixinho: "Assim-assim, filho, assim-assim. Não conseguimos arribar por causa dos casos de pedofilia. Cada vez há mais denúncias, e ainda a procissão vai no adro. O Santo Padre está desesperado, não sabe o que fazer para salvar a imagem da Igreja. Estamos em crise. "

"Crise?", diz o executivo, a sorrir. "Disso sei eu que bonde. Crise! Um ano atrás, estava eu como o senhor, arrasado e a pensar que era o fim. E olhe para mim agora... Tão calmo. Se quiser, posso dar-lhe alguns conselhozitos". O Cardeal vira-se e pega-o pelos ombros: "Por favor, meu filho, diz-me como é que fizeste".

"Vou explicar-lho facilmente", diz o executivo, que puxa a sua
blackberry para lhe mostrar um powerpoint. "A primeira coisa é deixar claro que se trata de casos isolados, individuais, que nada têm que ver com o funcionamento do sistema. Nós culpamos a ganância de uns quantos; vocês podem denunciar a luxúria de uns poucos. Mas que os fiéis fiquem bem cientes de que não há nada no sistema católico que favoreça esses abusos. Nem o celibato nem o segredo, nem as relações de dominação, nem a homofobia, nada. Tudo é culpa de uns poucos pecadores, maçãs podres que é preciso separar".
"Em segundo lugar, propósito de emenda. Está a ver... Prometam algo grande, gerem expectativas: digam que vão refundar a Igreja, que aprenderam a lição, que não voltará a acontecer".

"Achas que funciona?", perguntou o cardeal, com um brilho nos olhos. "Claro, padre. Nós já conseguimos que a culpa da crise seja dos trabalhadores, dos seus salários e da sua baixa produtividade. Se ouvir o que eu digo, num ano acabarão por lançar a culpa sobre as crianças, por provocarem. E se pedíssemos mais um copo? "
[Um texto del el plural.com refere vários documentos da Igreja espanhola onde se "denuncia" a “Campanha hipócrita contra a Igreja, o celibato e o Papa”, e se arranjam desculpas no incitamento das crianças à masturbação, na pornografia, na "educação para a promiscuidade", e se recusa qualquer relação entre pedofilia e celibato. Assim seja!...

Aconselho ainda uma visitinha ao texto La Cope: la voz de Dios. Muito instrutivo!]

escrito por ai.valhamedeus

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DO CONTRA [58] um escasso número de pedófilos

Bento XVI

A Santíssima Sé, dos processos analisados desde 2001, admite três mil acusações de pedofilia entre os seus clérigos mais ou menos altíssimos
[até já Sua Santidade o pastor alemão foi envolvido no escândalo, na Alemanha. "Tentativa falhada" de envolvimento de Sua Santidade, dizem os responsáveis vaticaninos]:
"Cerca de 60% dos casos referem-se a efebofilia [atracção física por adolescentes do mesmo sexo], 30% a relações heterossexuais e os restantes a verdadeira pedofilia."

Se estas fontes noticiosas
[que, como se sabe, estão protegidas pelo divino dom da infalibilidade]
anunciam três mil casos, eu estou convencido de que não haverá nem mais um. Nem mais um, mesmo em qualquer recôndito prado onde pastem humildes ovelhas do rebanho do Senhor.

Que Deus seja louvado, portanto: 3 mil não é um número por... aí além!

escrito por ai.valhamedeus [com um abraço para o Jerónimo, que me enviou a notícia]

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DO CONTRA [57] o discurso vaticanino

O discurso de Suas Santidades costuma ser feito de frases suficientemente vagas para não dizerem nada rigoroso e dizerem tudo o que se queira. São ainda frases que, quando confrontadas, se contradizem.

Interpretando as recentes catástrofes naturais
[a que os clérigos, curiosamente, chamam tragédias humanas],
Bento 16 salientou a ideia de que elas não são castigo de Deus.

Parece que a coisa corria bem, mas o Pastor Alemão começa logo a descambar: é que, diz, "Deus é bom e não pode querer o mal"
[admitindo isso, fica por explicar por que, embora não o querendo, o não evita. Ou Deus não pode evitá-lo -- e então não é todo poderoso -- ou não quer evitá-lo -- e então a sua suma bondade é sumamente duvidosa].
E o divino Pastor continua em plano inclinado, como as bolas de Galileu: associa as referidas catástrofes ao pecado e à conversão:
“as desventuras, os acontecimentos funestos [...] devem antes constituir ocasiões para reflectir, para vencer a ilusão de poder viver sem Deus, e para reforçar, com a ajuda do Senhor, o empenho de mudar de vida”.
Parece que o cu nada teria que ver com as calças -- mas afinal sempre tem que ver: que as tais catástrofes sirvam de lição. É que, afinal, Deus,
"querendo sempre e só o bem dos seus filhos, por um desígnio imperscrutável do seu amor, por vezes permite que sejam provados pelo sofrimento para os conduzir a um bem maior”.
Bolas
[para não dizer outra coisa]
para tal amor!...

[Pode ler-se síntese do asneiredo aqui]

escrito por ai.valhamedeus

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DO CONTRA [56] o padre e as mulheres

O Do contra de hoje não é do contra: é um texto rapinado de um jornal paroquial, cujo director é o próprio pároco -- garantia de nihil obstat: garantia aumentada pela sensação de que o autor do mesmo
[um tal N.M.]
ou é clérigo ou sabe muito de assuntos clericais. Tudo somado resulta num belíssimo texto
[publicado na secção Annus Sacerdotalis]
ilustrativo da imagem da mulher que habita as mentes dos altíssimos habitantes dos vaticanos. Da minha autoria são apenas os negritos, com que destaquei os nacos de prosa que me parecem mais significativos
[o clímax é aquele aviso contra a possibilidade de o padre (querer) substituir os faltosos afectos do marido].
O padre e as mulheres

Jesus e a samaritanaSe faltassem as mulheres na vida pastoral, inúmeras paróquias entrariam como que em "falência técnica", pois muitas actividades celebrativas, formativas e de bem-fazer deixariam de ter corações e mãos generosas para as levarem à prática. Com efeito, o ministério sacerdotal desenvolve-se com muita frequência entre e com a colaboração assídua e fecunda das mulheres. Nada de novo, pois acompanhavam Jesus "os Doze e algumas mulheres... e muitas outras que serviam Jesus com os seus bens"(Lc8,2-3). "
O padre tem de saber relacionar-se de maneira fraterna e justa com todos: homens e mulheres. Isto significa que sabe dar valor ao trabalho e à dedicação voluntária de homens e mulheres na vida da comunidade: acompanha cada pessoa, sabe escutar, conhece as dificuldades pessoais e familiares, sabe inteirar-se sobre situações de falta de saúde e encorajar no momento próprio com palavras de estimulo e apoio.
O relacionamento do padre com as mulheres exige prudência e clareza. É preciso estar vigilante, ajudando as mulheres com tendência para se imporem autoritariamente a transformar esta "energia" em serviço desinteressado e fecundo em prol de toda a comunidade e do seu bom funcionamento.
O relacionamento do padre com as mulheres exige sensibilidade e maturidade que só o Espírito Santo e o bom senso podem dar. Significa que o padre tudo faz para que seja o Evangelho e o próprio Jesus Cristo a exercerem fascínio e atracção. A experiência e liberdade de coração ensinam a discernir as situações ambíguas e a definir sem hesitações que a missão do padre é apontar caminhos de libertação, de crescimento, de autonomia e de ajuda na formação de pessoas dispostas a fazer frente, com realismo e capacidade de sofrer, às responsabilidades, fadigas e lutas da vida. É tempo inútil e perigoso o que se gasta simplesmente a "moer" e a "remoer" frustrações, ou a tentar substituir afectos perdidos ou não encontrados no marido, nos pais, nos irmãos, nos amigos....
Perante a possibilidade de uma relação menos clara, o padre tem de estar preparado para distinguir o bem do mal, o que convém e não convém e saber situar-se. Ele tem obrigação de distinguir entre a atracção natural que suscita uma pessoa jovem, bela, e o amor verdadeiro e genuíno para com todas as mulheres, também, e sobretudo, para quem foi percorrendo o caminho da vida e se foi "consumindo" no trabalho ou na doença.
Afinal, porque são mais as mulheres do que os homens no serviço voluntário e zeloso aos irmãos, nos diversos âmbitos da vida comunitária? N.M.
escrito por ai.valhamedeus

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DO CONTRA [43] coitadinhos dos vaticaninos!


Ai Jesus! Coitadinhos dos Vaticaninos, tão surpresos e amargurados com escolas laicas sem símbolos religiosos! Tenho tanta peninha que era até gajo para propor um acordo entre eles e o governo italiano: o governo deixava ficar os crucifixos nas escolas e os Vaticaninos permitiam a entrada nas Igrejas de imagens de... sei lá... Budas. Sei lá... Krishnas. Podiam até colocar-se, no centro dos altares, foices e martelos envolvidos em bandeiras vermelhas. Sei lá...

escrito por ai.valhamedeus

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DO CONTRA [39] interpretações

Depois de Maitê Proença, José Saramago decidiu incendiar Portugal. Só que o prémio Nobel, tendo atingido menos portugueses, atingiu mais alvos -- os católicos de toda a Terra; e os da Lua, onde provavelmente também haverá católicos -- quando declarou que
a Bíblia é um manual de maus costumes
[veja um vídeo com extracto das declarações].
Desta vez, Saramago tem razão. Só que a Igreja tem, contra ele, um argumento divinamente poderoso. Chamemos-lhe o argumento da interpretação, que é divinamente poderoso porque, quando aplicado a um texto
[no caso, aos textos bíblicos],
dá para tudo -- e, ao dar para tudo, anula qualquer hipótese de argumentação séria e impede quem quer que seja de ter razão em que circunstância for.

O argumento sintetiza-se assim, aplicado aos textos (pretensamente sagrados):
  • o que a Bíblia diz
[nalguns casos -- quais casos? isso é questão a decidir circunstancialmente]
não deve ser lido literalmente, mas interpretado;
  • o poder dessa interpretação -- e da mudança da interpretação -- tem o seu centro na cidade santa, o Vaticano.
A História provou já suficientemente que este argumento, além de divinamente poderoso, é divinamente maléfico, porque já forneceu fósforos para acender fogueiras para queimar hereges.

Seja, por hoje, um exemplo. O capítulo 10 do Livro de Josué
[um dos livros bíblicos, recordo eu, para que não haja dúvidas]
apresenta-nos um Josué chefe do povo de Deus que vence e destroça reis, com a ajuda super-poderosa do (seu) Deus: é Ele-Deus quem põe em desordem os inimigos
[que Israel "desbaratou com grande matança", diz a Bíblia],
é Ele quem depois lança do céu sobre os inimigos grandes pedregulhos
["e foram mais os que morreram das pedras da saraiva do que os que os filhos de Israel mataram à espada", diz a Bíblia],
é Ele quem finalmente manda parar o Sol e a Lua, para que o seu povo pudesse acabar definitivamente com os inimigos.

Esta coisa de Javé ter mandado parar o Sol
[e é a Bíblia, repito, que diz que foi assim. O Sol e a Lua]
foi entendida, durante séculos, pelos intérpretes oficiais assim mesmo, literalmente: o Sol anda porque só assim o Senhor Deus pôde fazê-lo parar até nova ordem. Quando, no século XVII, um senhor sem direitos de interpretação jurou
[antes de, sensatamente, jurar o contrário]
que o Sol não andava nada, que era preciso dar uma/outra interpretação ao texto bíblico, foi o cabo dos trabalhos: Galileu
[esse é o nome do tal senhor]
só não foi parar à fogueira
[que já se acendera para reduzir a cinzas as mentes heréticas de gente como Giordano Bruno]
pelas boas relações que tinha com a Sua Santidade (SS) da época. Mas, apesar de ter renegado a heresia, Galileu ficou em prisão domiciliária até à morte -- e foi bem feito para aprender que intérpretes da Palavra Divina há só uns: os donos do Vati-cano.

400 anos depois, os mesmo donos da Verdade Interpretada voltaram ao ofício interpretativo, desta vez para absolver Galileu; para dizer que afinal o cientista nunca foi condenado, porque SS da época nunca assinou a condenação
[o que prova que os intérpretes, além do mais, são cínicos];
para propor uma estátua, na cidade santa, do injustamente condenado; para lhe fazer exposições; ...só falta, mas talvez não tarde, que, um dia destes, o cientista de Pisa seja beatificado.

Não obstante, segundo os intérpretes, o texto bíblico continua válido; o que nele se pretende transmitir à humanidade é, segundo a nova interpretação, a ideia de que Deus é amigo do seu povo e está do seu lado, sempre que é necessário...

Agora pergunto eu: o que é que mudou para que mudasse a interpretação? Isto, apenas: já ninguém, hoje, vai nessa estória de o Sol andar -- e a estória bíblica é tão ridícula que há que tentar salvá-la pela (re)interpretação.

Segunda pergunta: quem garante que esta é a interpretação definitiva? ninguém. Nem Deus! Porque, afinal, nada disto é razoável. E, ao falar na falta de razoabilidade, Saramago tem toda a razão.

escrito por ai.valhamedeus

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AINDA MATAM O PASTOR ALEMÃO

Bento XVI

Missa de Bento XVI na República Tcheca é celebrada ao som de rock. Ainda lhe dá uma coisa, ao pobre...

Recordo que o pastor alemão advoga(ou) o regresso do latim, recomenda práticas austeras, mesmo no que respeita à música nos actos litúrgicos... Ainda lhe dá uma coisa, ainda... até porque, além do rock, houve protestos checos contra posições Vaticaninas, como a homossexualidade e o uso do preservativo...

Ai, pobre coração divino!...

escrito por ai.valhamedeus

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DO CONTRA [28] o sexo, perdição do vaticano

O sexo e o VaticanoAs violações e sevícias descobertas na Irlanda verificaram-se em muitos outros países -- a hierarquia católica pratica uma política de secretismo e ocultação.

"Se não podemos ser castos, pelo menos sejamos cautelosos." Esta ironia, que o pensador Georges Bernanos coloca na boca do seu simpático padre de aldeia, define o espírito com o qual a Igreja romana enfrenta os comportamentos sexuais dos seus clérigos. O mal é quando a hipocrisia e a ocultação dizem respeito a actividades criminosas, como a pederastia e outros abusos de poder. É essa política de secretismo, avalizada pelo Vaticano, que agora submergiu a hierarquia católica num escândalo de proporções colossais. Afecta a muito católica Irlanda. Os factos são devastadores, com testemunhos de 1.000 alunos em 216 escolas, reformatórios ou orfanatos, e relatos chocantes de violações, abusos e maus tratos a crianças de ambos os sexos, geralmente de lares humildes.

O que aconteceu na Irlanda tem ocorrido em muitos outros países. Em Espanha, existem inúmeras queixas, com meia dúzia de condenações penais contra sacerdotes pederastas. Mas é difícil conhecer a magnitude do problema, dada a tendência da hierarquia para ignorar, ou mesmo para encobrir, os escândalos. As instruções do Vaticano são sintomáticas. Perante qualquer denúncia, há que garantir a reserva total, diz uma instrução de 1962.

Quando Dante Alighieri descreveu na Divina Comédia o sofrimento, nas profundezas do inferno, de numerosos sodomitas, deteve-se sobretudo num grupo de sacerdotes libertinos. Encontra aí também um bispo de Florença. O poeta depressa se cansa de ajustar contas "com pecado tão óbvio." "Saber de alguém é bom / dos restantes será melhor calar / que de tantos que são o tempo é curto", desculpa-se (Canto XV).

Na altura, castigavam-se severamente os eclesiásticos de vida depravada. Um decreto papal de 1568, intitulado Horrendum, ordenou que "os sacerdotes que abusarem serão privados de todos os ofícios e benefícios, e entregues aos tribunais seculares para punição". O que não foi cumprido com escandalosa frequência.

O caso mais notório foi a protecção de João Paulo II ao fundador dos Legionários de Cristo, Marcial Maciel. Durante décadas, Maciel e alguns dos seus lugar-tenentes submeteram a abomináveis abusos centenas de rapazes, em especial no seminário de Ontaneda (Cantábria). Somente após a morte do Papa polaco, em 2005, o famoso pederasta foi apeado do seu enorme poder, com a proibição rigorosa de se aproximar de Roma. Refugiou-se no México. Foi o seu único castigo em vida. Morreu faz agora um ano.

O primeiro escândalo por esse comportamento encobridor ocorreu em Itália, numa das escolas pias do aragonês José de Calasanz. Fundador da Ordem dos Clérigos Regulares Pobres, agora conhecidos como escolápios, Calasanz reprimiu a divulgação do abuso sexual de crianças pelos seus sacerdotes. Pagou por isso. Um dos pedófilos, o padre Stefano Cherubini, foi tão bem sucedido no encobrimento dos seus crimes, que chegou mesmo a ser superior da ordem, encostando o fundador a um canto. A ordem foi encerrada por Inocêncio X. Calasanz morreu com 91 anos, em Roma, ainda caído em desgraça. Oito anos mais tarde, Alexandre VII reabilitou-o. Foi santificado em 1767.

O sexo foi assunto desprovido de importância para os primeiros cristãos, e é praticamente ignorado por São Paulo (o temperamental apóstolo chegou a dizer que "é melhor casar-se que abrasar-se"). Mas depressa se impôs a ideia de que o celibato era superior, o casamento inferior, e o sexo, em consequência, um acto perverso. Foi o bispo Ambrósio de Milão (373-397), quem desbravou o caminho. Homem "imponente", segundo São Agostinho (pela sua sabedoria e porque "lia silenciosamente", um hábito desconhecido no mundo clássico), Ambrósio impôs o critério de que a vida conjugal era incompatível com uma carreira na Igreja. "Mesmo um bom casamento é escravidão", disse. Daí à obrigatoriedade do celibato do clero seria um passo, dado entre azedas disputas.

A obstinada decisão de esconder ou proteger os desvios sexuais do clero dissoluto, mesmo quando são criminosos, tem que ver com a imagem heróica que os eclesiásticos têm de si próprios. "A Igreja é uma preciosa elite de super-homens porque o espírito actua neles. Devemos defendê-la da contaminação, venha de onde vier", prega Tertuliano.

Julio Pérez Pinillos, ex-presidente da Federação Internacional de Sacerdotes Católicos Casados (FISCC), acredita que o escândalo dos abusos sexuais por sacerdotes "remete para a inconveniência de manter essa lei eclesiástica medieval e não evangélica." "O celibato obrigatório promove relações clandestinas, e dá lugar a abusos que sofrem sobretudo os menores, as mulheres e a descendência, quando a há. Que bom serviço prestaria, à clareza evangélica e ao merecido bom nome de muitos sacerdotes e religiosos e religiosas entregues às comunidades cristãs, a revisão dessa lei do celibato, formulada em meados do século XII ".

Emilia Robles Bohórquez, da organização Proconcil, sublinha, por seu turno, que "não é toda a Igreja que comete crimes", mas que cabe a toda a Igreja, “com coragem, transparência e energia, encarar o facto". E acrescenta: "Dada a gravidade das situações, temos de rever a forma de lidar com a sexualidade, mas antes temos que limpar e desinfectar o porão de algumas instituições que, longe de ser o que eles dizem que são, são, com demasiada frequência, um ninho de bichos". Robles acredita que, nesse esforço de limpeza, a hierarquia precisa de "colaborar com as instituições civis e afastar-se de cumplicidades e de vitimismos".

Apesar de ter sido entre os escravos, os pobres e as mulheres que primeiro se difundiu o Cristianismo, a agressiva tradição anti-feminista depressa avança na nova organização eclesiástica. Foi por esse desprezo pela mulher, incluindo o aborrecimento, que se infiltrou o afã de dominação e todo o tipo de abusos, especialmente sexuais. Não é possível compreender tais comportamentos prepotentes sem ouvir os Padres da Igreja a proclamar a abjecção da mulher e do sexo. Assim se explica, também, que as principais vítimas, aos milhares, da Santa Inquisição fossem mulheres, arrastadas para a fogueira como bruxas ou portadoras de pecado.

Tinha dito, por exemplo, São João Damasceno: "A mulher é uma burra teimosa, um terrível verme no coração do homem, filha da mentira, sentinela do inferno." E São. Tomás de Aquino: "A mulher é um homem falhado. Um ser ocasional: apenas o homem foi criado à imagem de Deus." Ou Alberto Magno: "A mulher é um homem ilegítimo e tem a natureza incorrecta e defeituosa". Mesmo o grande Agostinho, bispo de Hipona, defendeu que "o marido ama a mulher porque ela é a sua esposa, mas odeia-a porque ela é mulher," e que "nada há tão poderoso para degradar o espírito de um homem como as carícias de uma mulher". Falava por experiência própria? Pai de um rapaz a que chamou Deodato (dada por Deus), repudiou a mãe sem contemplações, para fazer carreira eclesiástica.

Outra música é a homossexualidade entre o clero quando se torna um sinal de poder ou antecâmara de abusos pedófilos. Defende Ramon Teja, presidente da Sociedade de Ciências da Religião e catedrático de História Antiga da Universidade de Cantábria: "Era lugar comum na literatura ascética da antiguidade que o declínio do monaquismo foi causado pela presença de jovens nos mosteiros. Advertiam-no os Padres do deserto com ditos como este: «Um diabo foi bater à porta de um mosteiro e veio um jovem abrir. O diabo, ao vê-lo, disse: ‘Se estás tu aqui, não há necessidade de mim’. Para os monges, os jovens, mais do que as mulheres, são uma armadilha do diabo. " Outro dito da época: "Onde há vinho e jovens não é preciso Satanás."

Teja vê nos casos de abuso um fio condutor comum: a ideia de que o sexo não encaixa bem com o sagrado. "Não encontrei textos que reflictam maior tolerância em relação à fornicação homossexual do que em relação à heterossexual, mas é reveladora esta sentença que parece reflectir uma certa gradação de pecados: 'O monge não deve cultivar a amizade com um jovem nem o trato com uma mulher, nem ter amizade com um herege".

As coisas não melhoraram na actualidade. Ainda em 2001, o teólogo redentorista Marciano Vidal foi punido pela Congregação para a Doutrina da Fé (antigo Santo Ofício da Inquisição) por considerar a sexualidade humana como "um privilégio da natureza" (a pessoa, um ser sexuado, uma forma de percepcionar o outro, etc), e por entender as relações pré-nupciais, a homossexualidade ou a masturbação. A severa notificação inquisitorial contra o grande moralista espanhol tem a assinatura do Cardeal Joseph Ratzinger, actualmente Bento XVI.

O livro de Marciano Vidal Moral de atitudes é uma referência imprescindível para a compreensão das agitadas relações do cristianismo com o sexo e a mulher. Vidal recorda em Moral do amor e da sexualidade que "castidade" vem de "castigo" (que "a razão impõe à concupiscência domando-a como a uma criança", escreve São Tomás de Aquino).

Marciano Vidal, naturalmente, sublinha a clemência com que o bom Santo Afonso contempla um decote (ubera) de mulher. "Pectus non est para vehementer provocans ad lasciviam" ("O peito não é parte que provoque veementemente a lascívia"), escreve o fundador dos Redentoristas. Há uma simpática história do Papa João XXIII ante a exuberante Sofia Loren. Quando ele era núncio em Paris, o carismático Papa do Concílio Vaticano II encontrou-se numa cerimónia oficial com a actriz italiana, que usava generoso decote. "Benedetto, quel Calvario!", suspirou com sorriso desarmante, para regozijo dos presentes. Foi beatificado por João Paulo II, em 2000.

O argumento libidinoso, usa-se muitas vezes para afastar a mulher do sacerdócio. Recorda-o Umberto Eco ao cardeal Carlo Maria Martini, no diálogo publicado com o título Em que crêem os que não crêem? Eco diz ao cardeal que Tomás de Aquino usa o argumento propter libidinem (por causa da luxúria), porque se o sacerdote fosse mulher, os fiéis (homens) se excitariam ao vê-la. Rebate Eco: "Uma vez que os fiéis são também as mulheres, o que é que acontece então com as miuditas que poderiam excitar-se ao ver um padre bonitão?" O autor de O Nome da Rosa recorda ao prelado as páginas de Stendhal na Cartuxa de Parma sobre os fenómenos de incontinência passional suscitados pelos sermões de Fabrizio del Dongo.

[traduzido, por Ai meu Deus, do el País]

escrito por ai.valhamedeus

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NAS BENTAS DO BENTO

A caminho de África, ainda no avião, o pastor alemão

Perante declaração tão bombasticamente monstruosa, fiquei sem palavras para além destas:

quem te, a ti Bento, desse nas bentas com um gato morto até ele miar!...
[Antecipo-me a eventual e previsível comentário a requerer-me respeito perante SS -- quero dizer, Sua Santidade. Gajos como este não merecem qualquer respeito. Dizer isto a caminho de um continente com 20 milhões de infectados pela sida é uma filhadaputice de todo o tamanho!...]

escrito por ai.valhamedeus

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VATI CANICES

A solução dum problema só pode ser solução se ultrapassar o problema, nunca se o mantiver. Óbvio, dirá qualquer leitor -- mas o Vati cano não acha. Exempli fiquemos.

Eluana Englaro está em coma, ininterruptamente desde 18 de janeiro de 1992, após um acidente de carro. Satisfazendo um pedido que o pai faz desde 1999, a Corte de Apelações de Milão autorizou a interrupção da hidratação e da alimentação artificiais que têm mantido a vida de Eluana. Mas o Vati cano condena a decisão, porque, diz, essa não é solução.

Mais uma vez, os clérigos vati caninos estão errados: por mais excomunhões que eles enviem, essa é uma solução. Porque resolve o problema. Os vati caninos poderão é não concordar com essa solução
[e têm, reconheçamos, o direito de não concordar].
Mas eu pergunto-lhes
[e suponho que também tenho o direito de perguntar]:
então, qual é a solução? Deixar as coisas como estão? mas manter o problema, repito, não é solução, porque não é resolvê-lo.

Para o caso de algum vati canino ler estas linhas e querer aproveitar a ideia, deixo aqui a resposta à minha pergunta: a solução está em Deus
[e, portanto, resta-lhes orar para que Deus solucione a coisa].
Faço notar que o Vaticano até pode dar a Deus liberdade de escolha, porque há duas vias de solução:
  • ou Deus mata Eluana
    [e aí já não será homicídio, porque, quando a morte é assistida por Deus, já não há homicídio];
  • ou Deus cura Eluana
    [e esta solução traz mais vantagens que a anterior: nunca se sabe quando um qualquer incréu, como eu, por via desta via se converte aos santos ensinamentos do Vati cano, logo, de Deus].
Valha-me Deus!...

escrito por ai.valhamedeus

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TODO O ESPERMA É SAGRADO

Bento XVI, o Papa das cavernas


O Ai Jesus! associa-se à condenação de qualquer método anti-conceptivo não natural, lançando uma campanha cujo hino é "Todo o esperma é sagrado", na interpretação dos Monty Python.



Querendo apreciar mais umas músicas dos Monty Python, podem ser descarregadas DAQUI.

escrito por EduardoLG, Argentina

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VISITA PAPAL A USA

Um êxito total.

[Muita festa, pá.]
Ricas, refinadas e respeitáveis recepções oficiais.
[Os meios de comunicação totalmente rendidos às sandálias do pescador].
Discursos vazios e politicamente muito correctos. Nada de referências a temas penosos. Tudo muito leve
(light),
para agradar a gregos e troianos.

Referiu-se à invasão do Iraque, na ONU, com o eufemismo «acções unilaterais». Pediu desculpa às vítimas dos pedófilos, com os olhos postos nas graves consequências económicas que já levaram à falência um par de dioceses e ameaçam outras quantas.

A ideia desta viagem era não ofender ninguém. Segundo os meios de comunicação, isso foi totalmente conseguido.
[Toda a gente feliz e contente.]
Esta visita papal coincidiu
[por pura coincidência]
com a de Jimmy Carter ao Médio-Oriente, onde se reuniu com dirigentes do Hamas, há muito excomungados pela trindade Bush-Cheney-Rice. Esse atrevimento custou-lhe o repúdio do mundo politicamente correcto. A cobertura mediática da viagem do impertinente ex-presidente
[promotor dos acordos de Camp David]
foi totalmente abafada pela do politicamente super correcto Bento XVI.

Quem se der ao trabalho de ler com algum cuidado os discursos e declarações de ambos os políticos, concluirá que o ex-presidente dos Estados Unidos falou de coisas mais importantes que o presidente do Vaticano.

escrito por José Alberto, Porto Rico

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rapinados 2. OLHA QUE 2!...

[foto e título rapinados ao Público]

Encontro... para o papa das guerras abençoar a pedofilia dos clérigos da religião que apregoa "deixai vir a mim as criancinhas"? ou para o papa das cavernas abençoar os iraquianos que todos os dias continuam a pagar com a vida o preço de uma liberdade que se chama petróleo?

escrito por ai.valhamedeus

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A ICAR E OS DESPEDIMENTOS

A Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) tem lá os seus conceitos, muito próprios, incluindo os de justiça e direitos. Em Espanha, porém, o vento não lhe corre de feição.

Segundo a Concordata Espanha-Vaticano, os bispos
[que, como em Portugal, escolhem os professores de Religião e Moral]
podem prescindir desses professores sem qualquer explicação, ou por motivos como o casamento com um divorciado. Nereida del Pino Díaz Mederos, por exemplo, foi despedida em 2001 por participar numa greve legal de professores; várias sentenças de tribunais decidiram que o governo de Canárias, que foi quem a contratou, lhe deverá pagar os salários não recebidos entretanto, mas será a ICAR o responsável pelo pagamento das indemnizações, já que é também o responsável pelo desrespeito por direitos fundamentais. Os bispos argumentam que os docentes em questão não são abrangidos pelo Estatuto dos Trabalhadores nem por outras leis espanholas, mas pela Concordata. No entanto, multiplicam-se as sentenças, a favor de outros docentes despedidos, que obrigam a ICAR a respeitar os direitos constitucionais fundamentais
[certamente contra o que o sopro divino sopra aos ouvidos de Sua Santidade, no Vaticano. E os desígnios divinos, como se sabe, são insondáveis...].
escrito por ai.valhamedeus

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UMA MISSA PARA GAYS

O Papa Bento XVI celebrará uma missa para homossexuais, durante o Dia Mundial da Juventude, em Julho próximo em Sidney.

Sossegue o leitor! Não tendo perdido o contacto com o Além, o Vaticano também não perdeu o norte: continua firme na defesa da ortodoxia. A notícia que leu no parágrafo anterior é a mentira do Dia das mentiras de uma rádio australiana.

Seria interessante fazer uma leitura

[sociológica? psicanalítica?]
das mentiras que neste dia são propostas, bem como do grau de convencimento conseguido junto da "população". É curioso verificar que os media australianos insistem em visar o Vaticano com as mentiras, inventando um carro alegórico que a Igreja Católica enviaria ao cortejo Gay de Terça Feira de Carnaval de Sidney. Outra mentira: a de que haveria "tarifas mínimas nos aviões de passageiros dispostos a viajar em pé".

NB: pode ler, em espanhol, outras notícias falsas deste ano no jornal argentino Clarín, que enquadra assim o Dia das Mentiras:
Sob nomes como "April Fool's Day" em Inglaterra, e "Peixe de Abril" em França e Itália, a data equivale ao Dia dos Inocentes que nos países hispânicos se celebra a 28 de Dezembro, como na Argentina. A origem bíblica desta data no continente americano não tem nada que ver com o Dia das Mentiras, que recorda o final do equinócio da Primavera.
escrito por ai.valhamedeus

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A CIÊNCIA É LAICA

Papa Bento XVIFoi anunciado que o Papa Bento XVI visitaria a universidade romana La Sapienza, na inauguração do ano académico. Entretanto, cerca de cem professores e grupos de alunos da universidade protestaram contra a visita do pastor alemão, que consideram "obscurantista"

[alegando que o representante de Deus na Terra considera justo o processo da Igreja contra Galileu, é o "artífice" de atraso cultural, apoia dogmas anacrónicos, ataca o pensamento livre e só considera ética a heterossexualidade],
chegando mesmo, veja-se lá!, a convocar uma "semana anticlerical".

As reacções foram diversas
[com os protestantes a serem acusados, por políticos e clérigos, de estupidez, ostracismo,...].
O vice-presidente do Senado italiano fez saber que apresentará uma queixa contra os professores envolvidos e a emissora do Vaticano diz tratar-se de censura.

Se a coisa se passasse no Irão, no Afeganistão ou em qualquer dos países árabes em que
[diz-se e escreve-se, nos países laicos]
a religião e a política andam de mãos dadas, a gritaria que por aí se não faria ouvir
[recordem-se, para exemplo, as reacções às reacções contra as polémicas caricaturas da religião de Alá/Maomé. Neste caso, era a liberdade que estava em questão]!...
No caso agora noticiado, o caso parece ser diferente. Porque está em causa a Itália e não o Irão ou o Afeganistão? Porque se trata do cristianismo e não do islamismo?

Sou a favor de Estados laicos. Seja o Irão ou o Iraque. Seja Portugal
[em cujas escolas não aceito a existência de uma disciplina de religião e moral].
Seja a Itália.

Entretanto, SS
[leia-se Sua Santidade]
cancelou a visita. Fez bem
[mesmo na perspectiva do Vaticano. Afinal, o forte de SS B16 não parece ser a diplomacia. Nem a sensatez. E SS B16 deve estar recordado de que a universidade vaiou o seu antecessor, SSJP2, na única visita que aí fez].
escrito por ai.valhamedeus

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POR DEUS E POR ESPANHA

Vaticano tem armas de beatificação maciçaO Vaticano tem armas de beatificação maciça. Foram 498 os espanhóis beatificados de uma assentada só. Todos "mártires" da Guerra Civil espanhola, mortos

[segundo opinião de uma espanhola presente na cerimónia, confirmada pelas fontes de informação dos representantes de Deus na Terra]
por Deus e por Espanha.

Vou consultar a lista dos quase 500, para ver se dela consta o chefe das tropas que combateram as satânicas tropas republicanas: o Generalíssimo Franco
[amigo de Diós y de España, sem a protecção do qual muitos mais fiéis cairiam às baionetas dos republicanos. Portanto, igualmente beatificável -- por supuesto, coño!]
escrito por ai.valhamedeus

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QUE DIRÁ O SANTO PADRE


Hoje

[mais logo]
Fátima voltará a ser o cenário de festança religiosa. Não sei se por lá estará de novo o sr presidente da república ou o sr ministro da presidência. Estiveram ontem e já dei conta das cócegas que tais presenças me fizeram. Quero agora explicar o porquê das cócegas.

A razão é simples: não consigo ver a convivência fácil entre o poder político e o poder religioso sem que me lembre de Cerejeira e Salazar, ombro com ombro
[mesmo que se diga que o segundo não apreciaria particularmente o primeiro].
E o que tudo indica é que a associação não é exclusiva de Portugal
[não consigo esquecer a recusa de João Paulo II em beijar o solo de Timor, numa altura em que os timorenses eram massacrados].
A cantora chilena Violeta Parra confirma-o na canção cuja letra interpela o Vaticano nestes termos:
Miren cómo nos hablan
de libertad
cuando de ella nos privan
en realidad.
Miren cómo pregonan
tranquilidad
cuando nos atormenta
la autoridad.

¿Qué dirá el Santo Padre
que vive en Roma,
que le están degollando
a su paloma?

Miren cómo nos
hablan del paraíso
cuando nos llueven balas
como granizo.
Miren el entusiasmo
con la sentencia
sabiendo que mataban
a la inocencia.

El que ofició la muerte
como un verdugo
tranquilo está tomando
su desayuno.
Con esto se pusieron
la soga al cuello,
el quinto mandamiento
no tiene sello.

Mientras más injusticias,
señor fiscal,
más fuerzas tiene mi alma
para cantar.
Lindo segar el trigo
en el sembrao,
regado con tu sangre

escrito por ai.valhamedeus

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DIZCIONÁRIO [52 católico]

O adjectivo

[de origem grega]
católico significa universal. Isso mesmo acentua um documento recente do Vaticano
[mais exactamente, um documento da Congregação para a Doutrina da Fé, entretanto ratificado e confirmado pelo Sua Santidade Bento XVI (SS B16)].
RESPOSTAS A QUESTÕES RELATIVAS A ALGUNS ASPECTOS DA DOUTRINA SOBRE A IGREJA reafirma o que, depois do Concílio Vaticano II, era considerado politicamente incorrecto acentuar: que a Igreja do Vaticano é a única Igreja de Cristo
[portanto, católica],
uma Igreja "una, santa, católica e apostólica
[apostólica, porque fundada pelos Apóstolos Pedro e Paulo]".
Depois de encorajar as missas em latim
[e assim piscar o olho a alguns conhecidos sectores mais conservadores da Igreja],
este SS B16 continua a andar para trás... que é como quem diz a desencorajar eventuais modernices.

escrito por ai.valhamedeus

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