TRUMP(A)

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REABILITAÇÃO DO CENTRO HISTÓRICO DE VISEU: EMBUSTE?

Centro histórico de Viseu

Em comunicado, o Secretariado da DORV do Partido Comunista Português manifesta o seu apoio à concentração
[a realizar amanhã, 2 de Março]
pela revitalização do centro histórico de Viseu:

A DORV do PCP, vem publicamente manifestar o seu apoio à Concentração promovida pelo Movimento de Cidadãos pelo Centro Histórico e pela Associação de Comerciantes, no dia 2 de Março, reivindicando a instalação da Loja do Cidadão no Centro Histórico da Cidade.

De há muito que a revitalização do Centro Histórico da Cidade de Viseu, está na ordem de preocupações do PCP. Em Outubro último, a nossa deputada no Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo, deslocou-se à cidade com um programa de trabalho voltado exclusivamente para a auscultação dos problemas do comércio tradicional instalado nesta zona, tendo mantido reuniões de trabalho com o Movimento de Cidadãos e com a Associação de Comerciantes e contactado directamente diversos comerciantes, de que resultou um conjunto de perguntas feitas à Comissão Europeia, em Bruxelas.

Também os nossos deputados na Assembleia da República, Miguel Tiago e Agostinho Lopes, têm acompanhado de perto esta questão, requerendo ao Governo medidas concretas para a revitalização deste espaço vital da cidade e de apoio aos comerciantes, ao mesmo tempo que criticam o licenciamento desenfreado de grandes superfícies comerciais, que têm invadido o concelho.

Para a DOR Viseu do PCP, esta justa reclamação pela instalação da Loja do Cidadão no Centro Histórico, não deve fazer esquecer a necessidade de um plano integrado de desenvolvimento para a zona, que envolva a Câmara e o Governo e aposte na reabilitação patrimonial, na captação de novos moradores, na valorização e dinamização dos espaços culturais, na promoção de iniciativas e eventos que atraiam regularmente pessoas a todo este espaço. Só assim será possível salvar o Centro Histórico do manifesto abandono a que tem estado votado.
[Viseu, 1/03/09 - O Secretariado da DORV]
Para contextualização:
escrito por ai.valhamedeus

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OBRAS ESCOLHIDAS DE ÁLVARO CIUNHAL

Apresentação do 2º volume das Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal. Hoje, em Viseu.

Obras escolhidas de Álvaro Cunhal Viseu[clique na imagem para ler melhor]

escrito por ai.valhamedeus

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DEBATE SOBRE A PALESTINA

...com Alan Stoleroff, Judeu, professor do ISCTE, membro do Comité de Solidariedade com a Palestina, autor de numerosos artigos e intervenções em defesa da causa palestiniana.

"(...)Gaza precisará de ajuda: os Palestinianos que sobrevivem têm direito a
uma vida normal. O "cessar-fogo tem que acabar com o bloqueio em Gaza. Será
ainda uma luta para acabar com o bloqueio e o cerco, além de mais, não há
garantia que Israel pare a matança: não vamos deixar a Gaza só nesta luta.
(...) Como diz Eduardo Galleano: "Ya poca Palestina queda. Paso a Paso, Israel
la está borrando del mapa".
Projecção de imagens recolhidas em Gaza, presença de uma cidadã Palestiniana, poemas.

Domingo, 1 de Fevereiro, às 15h30m, em VISEU, no Solar dos Peixotos-Assembleia Municipal (Junto à PSP)


Exibir mapa ampliado

escrito por ai.valhamedeus

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NEVE EM VISEU

Em Janeiro/2009, para memória futura:



escrito por Adriana Santos

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ISTO PEGA-SE! (2) as fotos

Alunos da Escola Secundária Emídio Navarro de Viseu em lutaOs alunos da Escola Secundária de Emídio Navarro de Viseu fecharam a Escola a cadeado. A notícia está aqui. Não vá a ministra dizer que é tudo aldrabice dos professores, aqui ficam as fotos
[de Carlos Monteiro],
com um abraço para os alunos.

Alunos da Escola Secundária Emídio Navarro de Viseu em luta
Alunos da Escola Secundária Emídio Navarro de Viseu em luta
Alunos da Escola Secundária Emídio Navarro de Viseu em luta
Alunos da Escola Secundária Emídio Navarro de Viseu em luta
Alunos da Escola Secundária Emídio Navarro de Viseu em luta
Alunos da Escola Secundária Emídio Navarro de Viseu em luta
Alunos da Escola Secundária Emídio Navarro de Viseu em luta
Alunos da Escola Secundária Emídio Navarro de Viseu em luta
escrito por ai.valhamedeus

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ISTO PEGA-SE!

Escola Secundária Emídio Navarro de ViseuAcabo de saber que os alunos da Escola Secundária de Emídio Navarro de Viseu fecharam, esta manhã, a Escola a cadeados e, mesmo depois da Escola aberta, se recusaram a entrar nela.

Se acho bem? não acho mal.

Se são os professores que estão a influenciar os alunos
[não apenas nesta Escola mas noutras também]?
pelo menos pelo exemplo das lutas estarão. E daí?
[os bons exemplos devem ser seguidos. E a questão é saber se as lutas dos professores -- e as dos alunos -- têm ou não razão. Se tiverem...].
escrito por ai.valhamedeus

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A GUERRA COM FESTA



Prometido é devido. Cá está o vídeo prometido ontem, uma amostra do ambiente que se viveu na manifestação de professores ontem em Viseu. Por favor, ligue o som.
[é possível também vê-lo com dimensões maiores e com mais qualidade: basta clicar em cima dele e, uma vez no Youtube, clicar na opção watch in high quality/assistir em alta qualidade, no canto inferior direito abaixo do vídeo].
Se gostar deste
[ou mesmo que não goste],
veja o nosso vídeo da manifestação dos 120.000 professores, a 8 de Novembro ou o da manifestação dos 100.000 professores, em Março.

escrito por ai.valhamedeus

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A GUERRA É A GUERRA

Manifestação de professores em Viseu

A TSF diz que esta tarde se manifestaram 1.500 professores em Viseu, mas estiveram garantidamente mais. Fizeram-no depois das aulas, respeitando os interesses dos seus alunos. Com muito frio por fora e muito fervor na alma.

Prometo para amanhã uma amostra fotográfica do clima da manifestação. Banda sonora provável da apresentação das fotos: a faixa nº 4 de um duplo cd que dá pelo nome de Por este rio acima
[isso mesmo! do Fausto!].
Título da faixa: A guerra é a guerra.

Isso mesmo! O coro é esse/este mesmo!:
Malaca Malaca
A guerra é a guerra
No céu e na terra
Nos dentes a faca

Avanço avanço
A guerra é a guerra
No céu e na terra
Balanço balanço

Cruzado cruzado
A guerra é a guerra
No céu e na terra
O mais enfeitado
Largar largar
O fogo no mar
A guerra é a guerra!

Manifestação de professores em ViseuManifestação de professores em Viseu
Manifestação de professores em Viseu
Manifestação de professores em Viseuescrito por ai.valhamedeus

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FEIRA DE SÃO MATEUS EM VISEU

A edição deste ano tem o número 615

[isso mesmo! é uma feira franca velhinha!].
O programa está AQUI e hoje a grande atracção é... Marco Paulo.

escrito por ai.valhamedeus

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irreal quotidiano 7. O ÓPIO DO POVO

selecção nacional de futebol de Portugal[clique nas imagens para as ampliar]

Não vejo razão nenhuma para ter orgulho
[que, segundo me dizem, deveria ter]
naquilo a que chamam a selecção nacional.
  1. Se se tratasse de cientistas, daqueles que, volta e meia, fazem descobertas que contribuem para a cura ou tratamento de doenças
    [das minhas, também...]...
    Se se tratasse de escritor cuja obra
    [Nobelmente reconhecida ou não]
    me possa dar o prazer da leitura...

    Se se tratasse de artista cuja música me possa alegrar os dias...

    ...eu entendia a pica nacional. Agora... isso a que chamam selecção?! que raio tem a selecção que me possa impelir a cantar "Portugal olé!"?!...

    selecção nacional de futebol de Portugal...ou a ameaçar que "Até os comemos!"
    [na cama, a acreditarmos na imagem]?!
  2. É bem possível que o fenómeno desportivo profissional tenha tudo menos racionalidade
    [ou, mais uma vez, tenha a (ir)racionalidade dos senhores da economia].

    Europeu 2008
    Quando a tal selecção invadiu Viseu
    Europeu 2008[quando o autocarro passava nas ruas, a polícia sem mácula organizada parava o trânsito, como se de chefe de Estado se tratasse; quando a dita selecção foi recebida no Teatro da cidade, a rua teve o trânsito parado durante toda a manhã -- e carros de polícia, incluindo 4 de tropas especiais, "cercaram" as redondezas... Mas que é isto, meu Deus?!],
    Europeu 2008a Câmara invadiu a cidade com cartazes que chamavam a atenção para as rimas de Viseu com Europeu e de selecção com coração. Pois tudo isso rima, sim, senhor! E daí? Pura exploração da irracionalidade -- ou, se se preferir, pura publicidade política
    [digo eu].
    Europeu 2008Europeu 2008
  3. Em tempos ensinaram-me que a distinção entre propaganda e publicidade estava neste ponto: a segunda pretendia vender produtos, a primeira, dar a conhecer ideias. Por isso se devia falar em propaganda eleitoral e não em publicidade eleitoral. Duvido de que haja hoje razões empíricas para continuar a fazer essa distinção.
escrito por ai.valhamedeus

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SOCIALISTAS CONTRA TRABALHADORES

DEPUTADOS SOCIALISTAS ELEITOS POR VISEU VOTAM CONTRA EX-TRABALHADORES DA ENU

Na passada sexta-feira, dia 7 de Março, a Assembleia da República procedeu à discussão e votação dos projectos lei do BE, do PCP e do PSD que tinham por objecto fazer justiça aos mais de cem ex-trabalhadores da ENU – Empresa Nacional de Urânio, que por não estarem ao serviço da empresa à data da sua extinção não puderam beneficiar da equiparação a trabalhadores de fundo de mina, para efeitos de antecipação da idade de acesso às pensões de velhice e invalidez, prevista no Decreto-Lei nº 28/2005.

Cerca de cem ex-trabalhadores da ENU deslocaram-se de autocarro a Lisboa para assistir ao que poderia ser um acto de justiça por parte do Estado, apesar do anúncio prévio do PS de que votaria contra todos os projectos-lei. No fundo, aqueles ex-mineiros e os familiares dos cerca de 80 que morreram de cancro nos últimos cinco anos, ainda acreditavam num milagre de lucidez pelo menos da parte dos deputados “socialistas” eleitos pelo Distrito de Viseu, já que Miguel Ginestal havia reconhecido em tempos que “o Estado tem uma dívida para com os ex-trabalhadores da ENU”.

Foi, pois, com manifesta desilusão e revolta que assistiram, nas galerias da Assembleia da República, a “Casa da Democracia”, à intervenção de uma pouco notável deputada do PS que tentou justificar o voto contra do seu partido aos três projectos-lei com uma alegada “impossibilidade jurídica” das propostas e à confirmação do chumbo pelo voto, incluindo o dos deputados do PS eleitos por Viseu, que se refugiaram no silêncio, durante toda a discussão.

No dia seguinte, José Junqueiro, questionado pela Rádio No Ar, “explicou”, com a jactância que o distingue, que “nenhum português compreenderia que um qualquer trabalhador, que já não o é, que não estava na mina à data do seu encerramento, que não está doente, tivesse direito a uma pensão. Todos os outros trabalhadores iam querer a mesma coisa”.

Com estas palavras, Junqueiro apresenta os ex-trabalhadores da ENU como se fossem uns meros oportunistas que, sem estarem doentes, reclamam vantagens sobre os demais trabalhadores do país.

Ora, todos os projectos-lei se baseavam nos prejuízos e riscos para a saúde decorrentes da actividade mineira, que não acabaram com a dissolução da empresa já que se revelam ao longo do tempo, como, de resto, foi comprovado por estudos internacionais e nacionais (Instituto de Tecnologia Nuclear e Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge). Desde 1994, pelo menos, que se sabe, com base em grandes estudos longitudinais de forças de trabalho de mineiros que os trabalhadores das minas de urânio estão em risco acrescido de contrair neoplasias malignas, nomeadamente o cancro do pulmão. O estudo “MinUrar – Minas de urânio e seus resíduos: efeitos na saúde das populações”, coordenado pelo Dr. Marinho Falcão, encomendado pelo governo, comprovou que a própria população de Canas de Senhorim, onde se situa a Mina da Urgeiriça” foi vítima do “radão e de poeiras radioactivas que se dispersam na atmosfera”, com danos “na função tiroideia, na função reprodutiva dos homens e em menor grau na das mulheres e na função renal, bem como “em três séries sanguíneas: eritrocitária, leucocitaria e plaquetária”.
O que os projectos-lei apresentados pediam era tão só, com base em todos estes dados, que se alargasse o âmbito da aplicação do Decreto-Lei nº 28/2005 de 10 de Fevereiro, no sentido de alargar o regime de antecipação da idade de acesso à pensão de invalidez e velhice, desde os 50 anos de idade, a todos os ex-trabalhadores da ENU, independentemente da data da cessação do vínculo profissional, uma vez aquele decreto-lei apenas reconhecia esse direito aos que exerciam funções na empresa à data da sua dissolução.

Recorde-se que os trabalhadores foram sendo despedidos por vagas, ficando apenas umas escassas quatro dezenas até ao encerramento definitivo.

Aliás, o projecto-lei do PSD apenas se refere a este ponto, alargando a aplicação aos trabalhadores que “exerceram a sua actividade por período não inferior a cinco anos.” É caso para perguntar se quem trabalhou quatro anos, ou quatro anos e meio, não correu os mesmos riscos de quem trabalhou cinco anos. Até dá a impressão que o PSD só apresentou este projecto-lei, por sinal poucos dias antes da data agendada pelo BE para a subida a plenário, para poder justificar o facto de não votar a favor dos projectos do BE e do PCP.

O PS teve muito tempo para elaborar um diploma que fizesse justiça aos ex-trabalhadores da ENU. Já em 2005 o Bloco de Esquerda tinha apresentado um projecto-lei que só não subiu a plenário, durante duas sessões legislativas, por falta de vontade política do PS e do PSD (o BE apenas tinha direito a um agendamento potestativo). Agora, com o novo regime da AR, que torna obrigatório a discussão e votação de qualquer projecto-lei, o Bloco voltou a apresentar o mesmo projecto, a que acrescentou um outro, no sentido da não prescrição do direito a indemnização, alterando o artigo 308º do Código do Trabalho (que estipula que o direito a indemnização emergente de doenças profissionais prescreve no prazo de um ano, a contar da data da alta clínica, ou no prazo de três anos a contar da data da morte) alargando este direito a todos os que trabalham em actividades penosas e com riscos para a saúde ao longo do tempo. Neste sentido, este projecto-lei do BE é mais abrangente do que o apresentado pelo PCP. No entanto, os dois partidos de esquerda foram os únicos a dar resposta a esta justa reivindicação dos ex-mineiros.

A omissão dos deputados do PS eleitos pelo distrito de Viseu é lamentável e pode significar que também a profissão de deputado está sujeita a riscos de contaminação. A contaminação pela arrogância do chefe do governo e de alguns ministros, como o dos Assuntos Parlamentares que, face à manifestação pública de protesto de três quartos de uma classe profissional, como nunca se tinha visto em Portugal (7 em 10 professores), insulta os militantes de outros partidos que lutaram pela liberdade e a memória de antifascistas como Álvaro Cunhal, e acusa ainda os professores de comunistas, ou de se deixarem manipular pelos comunistas. À velha maneira salazarista. Sem ofensa aos militantes socialistas (e conheço muitos, felizmente) que não se revêem nestes governantes e dirigentes.

escrito por Carlos Vieira, Viseu

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EM VISEU, HOJE FEZ-SE HISTÓRIA


Eu, que sou um habitué destas andanças, nunca vi em Viseu nenhuma manifestação de professores com a grandeza da que aconteceu esta tarde

[a RTP fala em cerca de 2000 professores].
Entre os presentes que conheço,
  • havia muitos professores, velhinhos, que sempre se tinham recusado a participar nestas coisas;
  • havia um grupo enorme de uma escola onde a adesão dos professores, nestas coisas, é habitualmente nula.
Ocorrem-me 2 conclusões:
  • este fenómeno (nacional) só é possível porque este governo pê-èsse foi (está a ir) demasiado longe na (tentativa de) humilhação dos professores;

  • olhando para trás, revejo os tempos em que o governo maioritário de Cavaco Silva parecia, autoritariamente, resistir, apesar de todas as "investidas": o tempo viria a provar que os cavalos também se abatem. Começo a pensar que valeu a pena andar 3 anos na luta anti-socretina por ideais que achava justos, mesmo quando a maioria parecia entender o contrário...
escrito por ai.valhamedeus

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VISEU TV

O canal Viseu TV acabou de entrevistar Paulo Ribeiro, director do Teatro Viriato. Neste momento, Fernando Figueiredo está a apresentar o centro histórico da cidade.

Para quem não conhece o canal de tv por Internet, fica a indicação de que pode ser visto, por exemplo, neste local.

escrito por ai.valhamedeus

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O COMÉRCIO TRADICIONAL

COMPRAR NO COMÉRCIO TRADICIONAL PARA NÃO DEIXAR MORRER A(S) CIDADE(S)

Curiosamente, Fernando Ruas acaba de se desculpar com “as leis de mercado e de estabelecimento defendidas pela União Europeia”, pela proliferação de grandes superfícies no concelho de Viseu. Revelando ter mais de 10 pedidos para abertura de grandes distribuidores, o presidente da CMV, apesar de achar que “o panorama é comum ao resto do país”

(na verdade, Viseu está em vias de se tornar a cidade portuguesa com a maior densidade comercial, segundo dados da Associação Comercial do Distrito),
pela primeira vez questiona-se se haverá mercado para tantos empreendimentos
(ler Diário de Viseu).
Mas, Ruas não pode, agora, atirar todas as responsabilidades para cima da Direcção Regional de Economia
(como parece ter feito, de acordo com a notícia),
porque a actual Lei nº 12/2004, de 30 de Março, faz depender as autorizações de instalação do parecer prévio de uma comissão presidida pelo presidente da Câmara ou um seu representante.

Fernando Ruas não só ficará nos anais de Viseu como o “exterminador implacável do pequeno comércio”, como também deverá ser responsabilizado pela expulsão dos moradores do centro da cidade
(e não só do centro histórico)
para a periferia, pela ausência de uma estratégia urbanística e de reabilitação atempada do casco histórico, pela sujeição aos interesses imobiliários
(geradores de taxas e impostos municipais),
por uma política errada de mobilidade, que retirou o direito dos moradores e dos comerciantes ao estacionamento. A Rua Formosa, a Rua do Comércio e metade da Rua Direita já só têm dois ou três moradores. Sem gente não pode haver comércio. Naquelas artérias só há vida no rés-do-chão das lojas. Mas daqui a poucos anos, como já acontece hoje nas cidades do Canadá, como Toronto, inundadas de grandes superfícies, serão as lojas a ficar entaipadas.

Como disse José António Silva, presidente da Confederação do Comércio Português, numa reunião com associados da Associação Comercial do Distrito de Viseu, na passada segunda feira, para discutir a Crise no Comércio e o seu previsível agravamento com o novo regime de licenciamento comercial e de liberalização de horários, a área comercial duplicou em relação a 2005, mas o desemprego aumentou”. Portugal, que tem um poder de compra 32% abaixo da média europeia (68%), já tem um horário de abertura ao consumidor (84 horas semanais) superior à média europeia (72 horas). Só em três países europeus o comércio abre ao domingo e na Alemanha encerra até mesmo ao sábado à tarde. Mas basta irmos até Espanha. Castelo Branco tem mais grandes superfícies do que Cáceres, que tem quatro ou cinco vezes mais população.

Um estudo apresentado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços, conclui que o trabalho precário nos centros comerciais da área metropolitana do Porto atinge 43% dos trabalhadores, alguns com recibos verdes e contratos a prazo há uma década, e 26,5% a descansar apenas um dia por semana (1,2% nem sequer isso), enquanto 9,5% trabalham mais do que as 40 horas semanais estipuladas por lei, havendo casos de não pagamento de horas extraordinárias. Nada que me surpreenda quando já tive oportunidade de denunciar, há uns anos atrás, que 19 empregadas do Modelo de Viseu tiveram de recorrer a um abaixo assinado para exigir o pagamento de horas extraordinárias.

A grande distribuição criou 4 mil empregos, em 2006, mas provocou a perda de 24 mil. Desde 2005 que o saldo negativo é de 54 mil postos de trabalho extintos.

Esta é também uma questão de cidadania. Comprar no comércio tradicional é não só dar vida às cidades, como também contribuir para uma economia sustentável.

escrito por Carlos Vieira

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FERNANDO RUAS EM EXCESSO DE VELOCIDADE

Fernando Ruas ia em excesso de velocidade e foi mandado parar pela brigada de trânsito. O governador civil de Viseu estava presente e mandou Fernando Ruas em paz. Sem o identificar, diz o jornal.

Pensava eu que o edil tinha “corrido” a brigada à pedrada, mas não. Bem prega frei Tomás…

escrito por Carlos M. E. Lopes

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JERÓNIMO DE SOUSA EM VISEU

PCP ViseuO PCP promove, no próximo Sábado, 13 de Outubro, a partir das 15.00 horas, na Escola Secundária Emídio Navarro, em Viseu, um Encontro/Debate, subordinado ao tema

“Distrito de Viseu - Outro Rumo, Nova Política ao Serviço do Povo e do País”,
que contará com a participação de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP.

Este Encontro/Debate, que se insere nos trabalhos de preparação da Conferência Sobre Questões Económicas e Sociais que o PCP realiza, em Novembro, no Seixal, pretende realizar uma análise global e integrada dos problemas do Distrito, a partir do aprofundamento do conhecimento das suas estruturas socioeconómicas e das suas actuais dinâmicas, das limitações e potencialidades que existem, das muitas injustiças e desigualdades que marcam o território e as classes no nosso Distrito.

Estão previstas várias intervenções centradas no quadro social e no desenvolvimento do Distrito, tendo como ponto de partida o Documento Base que se encontra em discussão nas organizações locais do PCP.

A Intervenção de encerramento, a cargo de Jerónimo de Sousa, terá lugar por volta das 17.30 horas. Durante a intervenção de encerramento o Encontro/Debate é aberto a todos os senhores jornalistas.

Mais informações : João Abreu 91 9930018.

O Secretariado da DOR Viseu do PCP

escrito por ai.valhamedeus

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DIZCIONÁRIO [50 cavalhadas]

Cavalhadas de Vildemoinhos - Viseu[Cavalhadas de Vildemoinhos, 2007. Carro. 1º prémio]

Dizem os dicionários que uma cavalhada é uma quantidade de cavalos; cavalhadas
[no plural]
é
[em Portugal e no Brasil]
um divertimento em que os parceiros vão montados em cavalgaduras – uma espécie de torneio popular. Na região de Viseu, as cavalhadas são associadas a Vildemoinhos
[uma povoação encostada ao perímetro urbano da cidade, terra de um campeão olímpico: Carlos Lopes],
o seu ex-libris, uma tradição com mais de 355 anos.

Cavalhadas de Vildemoinhos - Viseu[Cavalhadas de Vildemoinhos, 2007. Carro. 2º prémio]

A história das Cavalhadas de Vildemoinhos mistura-se com a lenda
[ou será pura lenda?]
e analisa-a criticamente Alberto Correia no seu Cavalhadas de Vil de Moinhos
[edição do autor. (1979?)].
Críticas à parte, adopto a versão mais... poética
[que interesse tem, aqui, a verdade dela?].
Estava-se em 1652, com estiagem prolongada e consequente escassez de água. Nas hortas das margens da cidade se esgotavam as águas do rio Pavia, presas nos açudes. Mais longe, em Vildemoinhos, as 43 mós dos moleiros estavam paradas.

Em visita festiva
[as festas de solstício]
à capela de São João da Carreira
[à beira do caminho que sai de Viseu para Nascente],
os moleiros abrem represas e açudes. As mós giraram de novo, mas os açudes voltaram a erguer-se e a estancar a água – e estalou a guerra entre camponeses e moleiros. As autoridades estão do lado dos segundos, mas os primeiros resistem. As autoridades locais escrevem a Lisboa e da capital chega, em resposta escrita, novo apoio aos moleiros.
Os moleiros, agradecidos, fazem o voto de ir agradecer ao Santo o milagre da sentença favorável. E cumprem o voto na noite festiva de S. João.” (p. 15).
Cavalhadas de Vildemoinhos - Viseu[Cavalhadas de Vildemoinhos, 2007. Carro. 3º prémio]

Hoje as Cavalhadas deixaram de ser o “velho e tradicional cortejo de moleiros mascarados, montados em alimárias, perseguindo os vultos hieráticos dos Mordomos guiados pela bandeira, em esbeltas montadas” (p. 36-37), para se transformarem num complexo espectáculo de Corso. A coisa começa de manhã e prolonga-se durante várias horas. Em Monumentalidade visiense
[Viseu : AVIS, 2007],
Júlio Cruz e Jorge Braga da Costa sintetizam-na assim:
“Abrem o cortejo quatro mordomos, de casaca e chapéu alto, ladeando o Alferes da Bandeira que leva chapéu bicorne e bandeira cor de púrpura, todos a cavalo dão previamente três voltas à capela de S. João Baptista, depois, atrás deles outros cavaleiros engrossam a cavalhada onde aparecem a seguir os engenhosos carros alegóricos
[“Há carros artísticos, carros humorísticos e carros tradicionais”, com prémios atribuídos por um júri -- especifica Alberto Correia (p. 39). E bandas de música, ranchos folclóricos, gigantones, Zés Pereiras,... e uma multidão a esgotar todo o espaço que ladeia todo o percurso],
partindo então até Viseu. Só os cavaleiros irão até S. João da Carreira, como é da tradição
[desde 1954].
De regresso a Vildemoinhos é festa até às tantas” (p. 132).
Cavalhadas de Vildemoinhos - Viseu[Cavalhadas de Vildemoinhos, 2007. Carro. 4º prémio]

escrito por ai.valhamedeus

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ZOOM [33] - no reino de Ruas -2-

Viseu. Ecopontos. Poluição
Viseu. Ecopontos. PoluiçãoFotos de 2 sítios. 2 sítios bem próximos

[entre si e bem próximos de outros sítios bem semelhantes pelas piores e bem visíveis razões].
2 sítios com este aspecto há bastante tempo
[o tempo bem suficiente para desencorajar a tão propagandeada separação dos lixos. Porque separar, quando não há recolha, é sinónimo de poluir, também visualmente: ao contrário deste, o lixo indiferenciado é recolhido todos os dias].
No reino de Fernando Ruas é assim: rotundas apedregulhadas ou floridas moram, bem vizinhas, com lixo abundantemente acumulado. No reino de Ruas é assim...

escrito por ai.valhamedeus

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O AIJESUS NO TAL&QUAL

Ai Jesus no Tal&QualA secção Blogue bem informado do semanário Tal&Qual desta semana é feita com duas fotos

[do nosso... repórter fotográfico Carlos Monteiro]
e a síntese de 2 textos do Ai Jesus!. Numas e noutros, em notícia, o reino
[viseense]
de Ruas, objecto de "reportagem" nos posts ZOOM [22] - no reino de ruas e Viseu... naturalmente (nas) Ruas.

É este o texto de Carlos Vieira, a que o jornal faz referência, escrito para o Ai Jesus!:
Rotunda com Jacuzzi Gigante

Viseu já é conhecida como a capital das rotundas. Já concorremos à maior broa do mundo, mas por este andar ainda entraremos no Guiness como a cidade do mundo com mais rotundas.

Fernando Ruas já chama às rotundas espaços verdes e até teve a originalidade de criar uma rotunda com dois bancos de jardim debaixo de uma tília, mesmo ao lado de uma escola do 1º ciclo. Que lindo exemplo, dois em um, de educação ambiental e rodoviária (claro que não há passadeiras para atravessar a estrada até à rotunda)!

Já tínhamos ficado verdadeiramente embasbacados com as obras de arte escultóricas colocadas em algumas rotundas, que pela sua beleza estonteante e dimensão avantajada atraem perigosamente a atenção dos automobilistas. Depois surgiram, nas rotundas das novas radiais, umas estranhas composições com pedras e cascalhos que nos deixaram confusos ao tentar destrinçar se estaríamos perante a musealização de vestígios arqueológicos ou um simples aproveitamento de restos de obras.

Agora, para gáudio de todos, Fernando Ruas oferece aos viseenses um jacuzzi gigante no meio de uma rotunda oval. Alguns desiludiram-se com o “bidé”, na expectativa de uma fonte semelhante à “cibernética” (com luzes e música, apesar de nunca ali se ter ouvido mais do que o som da água a jorrar dos repuxos) na rotunda onde antes existia a estação da CP. Os bombeiros municipais, ali mesmo ao lado do jacuzzi, talvez apreciassem mais o prazer de mergulhar naquela banheira, depois de regressarem do combate às chamas, num local mais recatado, mas “a cavalo dado, não se olha o dente”. Obrigado, Dr. Ruas, por esta prenda natalícia!
Carlos Vieira
escrito por ai.valhamedeus

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MORTE ANUNCIADA

Transcrevo integralmente o texto, ainda que possa ser lido no blogue da Livraria:

É com enorme desgosto que informamos que a Livraria da Praça vai encerrar.

Este projecto, iniciado em Março de 2005, chega, infelizmente, ao fim. Tudo tem um fim, mas é claro que não o queríamos tão cedo! Só que a frieza dos números não nos deixa outra alternativa.

Foram 2 anos de frenética actividade – fizemos perto de 150 eventos, desde exposições, tertúlias sobre os mais diversos temas, concertos, conversas (foram tantos e bons os convidados… a todos muito obrigado), workshops, cursos de vinho, lançamentos de livros, etc.

Chegamos ao fim com tristeza, mas também com a consciência – tranquila – de que tudo fizemos pela Livraria e pelos nossos Clientes.

Até encerrarmos definitivamente portas, no próximo mês de Março, o nosso horário manter-se-á, bem como as actividades já agendadas e a agendar.

A partir de hoje faremos promoções de livros, CDs e filmes (descontos até 20%), a difícil fase de liquidação total. Apareça.

Deixamos vago um espaço bonito e bem equipado, para quem o puder e quiser aproveitar (escritórios, gabinetes,… pode servir para tanta coisa!). Estamos abertos a ofertas e propostas.

Por tudo o que fizeram por nós, agradecemos a todos os nossos Clientes e Amigos (foram muitos e bons os que fizemos!!!).

Viseu, 18 de Janeiro de 2007.
escrito por ai.valhamedeus

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