O chefe do conselho de ministros e do pê-èsse diz, hoje, que são simples militantes do PS, Santos Silva admitira que seriam pê-èsses ligados à educação. O Público de hoje anuncia que a reunião é com professores "para travar a contestação" e acrescenta que serão 50. Um outro jornal refere um pouco mais de 70. Sejam quantos forem, nós somos muitos mais. Vários milhares. E, longe de a travar, vamos continuar com a contestação.
escrito por ai.valhamedeus
Pê...quê?! [53] QUANTOS SÃO? QUANTOS SÃO?
Pê...quê?! [52] O GOVERNO PÊ-ÈSSE E OS TRIBUNAIS
Na próxima terça-feira, na TVI, o sr. Miguel vai espumar novamente: os juízes continuam a fazer oposição ao governo pê-èsse. Os tribunais continuam a demonstrar que este governo pê-èsse dá pouca importância à lei, incluindo aquela que ele próprio produz.
Transcrevo, do sítio do Sindicato dos Professores do Norte:
AINDA O PAGAMENTO DAS ACTIVIDADES DE SUBSTITUIÇÃO COMO SERVIÇO EXTRAORDINÁRIOescrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
TRIBUNAL CENTRAL ADMINISTRATIVO DO NORTE NEGA PROVIMENTO A RECURSO E MANTÉM CONDENAÇÃO AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
O Ministério da Educação viu agora negado pelo Tribunal Central Administrativo do Norte o recurso que interpôs relativo ao Acórdão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Viseu, de 16 de Fevereiro de 2007, que julgou procedente a acção interposta por um professor, patrocinada pelos Serviços Jurídicos do Sindicato dos Professores do Norte (SPN), em que era requerido o pagamento de actividades de substituição como serviço extraordinário.
Esta é mais uma derrota, a somar à já longa série de sentenças proferidas, anulando a interpretação abusiva, e ao arrepio da Lei, que o ME vem fazendo em relação a uma série de questões.
Assim, vêm agora os Juízes da Secção do Contencioso Administrativo do TCAN, por Acórdão de 24 de Janeiro de 2008, negar provimento ao recurso jurisdicional apresentado pelo Ministério da Educação e manter o Acórdão recorrido, ou seja, condenar o ME a remunerar o referido docente pelo serviço extraordinário por ele prestado em actividades de substituição.
O SPN relembra que estão cada vez mais próximas as condições legais para obrigar o ME a assumir o pagamento das horas extraordinárias a todos os docentes que asseguraram actividades de substituição.
O Sindicato dos Professores do Norte reafirma que tudo continuará a fazer para que seja reposta a legalidade, face às arbitrariedades e prepotência do ME.
Porto, 11 de Fevereiro de 2008
A Direcção do SPN
Pê...quê?! [51] GOVERNO RETRO-ACTIVO
O governo do sr. José de Sousa é um governo retro-activo
[o termo, colhi-o de um colega, o qual garante que há governos retro-passivos, páfrente-activos e páfrente-passivos].Para que se não diga que faço afirmações gratuitas, apresento duas provas entre as muitas possíveis:
- O Ministério da Educação promoveu um disparatado concurso a professor titular, definindo, no ano passado, regras/critérios de avaliação dos últimos vários anos de docência
[regras que subvertiam retro-activamente as "regras do jogo" existentes até então].
Na 2ª série do Diário da República de 7 de Fevereiro passado, a páginas 4995, são publicados 3 despachos do retro-activo secretário Pedreira. O primeiro é assinado com data de 28 de Dezembro de 2007 mas com retro-activos efeitos a partir de 1 de Setembro de 2007. O terceiro, com a mesma data, produz retro-activos efeitos desde 30 de Novembro de 2007.
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Pê... quê?! [49] OS PROFESSORZECOS
Um dos instrumentos de publicidade deste governo tem sido a quantidade de produção legislativa e de tomada de decisões
[fogo de artifício, na maior parte dos casos -- mas o fogo de artifício ajuda à festa].Nos últimos dias, a habitual diarreia legislativa, no domínio da educação, foi de esguicho: o governo esguichou diplomas a um ritmo alucinante
[possivelmente para que o impacto de um diploma amortecesse o do anterior].Resultado: diplomas com aplicação inexequível, como justificam as várias reacções de vários Conselhos Pedagógicos por todo o país, designadamente, em relação ao diploma da avaliação dos professores
[alegro-me com a constatação de que são cada vez menos os professores que põem o cu a jeito].E são cada vez mais as confirmações: agora, foi o próprio Conselho das Escolas (CE),
[cito o Público]órgão consultivo do Ministério da Educação criado pela actual equipa, que "entende que é "manifestamente inexequível" a aplicação do novo modelo de avaliação dos professores "nos termos, prazos e procedimentos com que está actualmente a ser aplicado". Por isso, pede à tutela que suspenda o processo até que sejam publicados "todos os documentos, regras e normas legais" previstos na legislação". Esta equipa é tão cega, que, contra todos os conselhos e avisos, promete o que visivelmente não pode
[por impedimento legal ou temporal]cumprir, como foi o caso das fichas de avaliação dos docentes que o ministério prometeu, sem cumprir, divulgar ontem. Ou como é a sua insistência no prazo de 20 dias para operacionalizar a avaliação, quando o Conselho Científico
[de cujas orientações o processo legalmente depende]não está sequer constituído.
A contestação à arrogância do governo pê-èsse parece ser cada vez maior também dentro do grupo parlamentar do pê-èsse, que, em reunião, terá sido acusado pelo mistério da educação de estar a defender os "professorzecos". "Professorzecos", sic!.
Esta semana, uma sondagem fez-nos saber que os professorzecos estão no topo da confiança dos portugueses e os senhores políticos, na base -- e que estas são também as posições a nível internacional. Será isso que tem originado as investidas dos políticos pê-èsse contra os professorzecos, na tentativa de trocar as percentagens respectivas?
Em suma, começo a retocar a minha auto-imagem. Ao longo do domínio deste governo pê-èsse, tenho passado por maus momentos, em que cheguei a pensar que não estava no meu perfeito juízo por me achar pouco acompanhado na péssima ideia que tinha desta equipa governamental. Começo a sentir-me menos só...
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Pê...quê?! [48] SIMPLEX: É PAGAR... E PRONTO!
Por razões que não vêm ao caso, o Estado
[que sabe que eu não lhe devo nada, nas Finanças]exigiu-me uma declaração
[passada pelas Finanças do Estado]de que não devo nada às Finanças do Estado.
Fui, pois, às Finanças do Estado pedir que declarasse ao Estado das Finanças
[que sabe que eu não lhe devo nada]que nos computadores das Finanças do Estado consta que não lhe devo nada.
Para conseguir a declaração, perdi uma manhã. E paguei 12 euros. Tudo muito simples: para provar ao Estado aquilo que o Estado sabe ser verdade, tenho que pagar tempo e dinheiro. Para provar que sou homem de bem.
Na semana passada, tive que ir à Segurança Social do Estado pedir uma declaração semelhante: também me é exigido provar ao Estado da Segurança Social que não devo nada à Segurança Social do Estado
[não paguei nada, mas gastei tempo].E não se admire, caro leitor, se um dia destes lhe tocar a vez a si...
Se isto é simplex, puta que pariu tal simplex em vez de o ter abortado.
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Pê...quê?! [47] HOJE É ALCOCHETE, AMANHÃ NÃO SABEMOS
Pelo que tenho ouvido e lido, eu pertenço ao número minúsculo dos portugueses que não têm opinião sobre onde deverá ficar o novo aeroporto português. Assisto de fora, espectador nada surpreendido com o anúncio, hoje, da nova localização do referido aeroporto: este governo, que já gastou unhas e dentes
[e até ofensas]na defesa da OTA, solenemente declara agora que o melhor é mesmo Alcochete.
E nada disto me surpreende porque, como se demonstrou, mais uma vez, ainda ontem, este governo pê-èsse continua a ser o que é há muito tempo: uma cambada para quem as coisas são assim mas podem ser assadas
[mesmo que jamais -- leia-se jamé -- antes pudessem ser: basta que haja algum interesse que mais alto se alevante].A este governo falta tudo, até ideias, como aos cata-ventos
[mas os cata-ventos não é suposto terem ideias].Há pouco, numa estação de tv, o ministro jamé, Mário Lino, justificava a mudança com a ideia
[vestida de sensata e de muito democrática]de que tinha defendido antes a hipótese OTA porque não havia estudos que apontassem outra hipótese como mais aceitável. E isto, sim, é que me faz pasmar: se não havia estudos, como é que o engenheiro jamé poderia jurar que jamais? mandam as regras elementares de tudo o que é elementar que, se não há estudos, se façam estudos antes de gastar unhas e dentes na defesa de projectos que se não sabe se são os mais defensáveis.
Mas este governo pê-èsse é assim: o que lhe interessa é marketing. O resto que arda em fogueira alimentada de carne de gente. Dos menos poderosos
[até quando, meu Deus?]escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
Pê...quê?! [46] SEM QUALQUER VERGONHA
Ontem, anunciou-se que o governo pagaria o aumento extraordinário das pensões em 14 suaves prestações mensais de alguns cêntimos cada; hoje, soube-se que, afinal, será tudo pago de uma só vez.
Não há nada de extraordinário nisto: já não é a primeira vez que, em prazo de horas, este governo diz e desdiz. O que é incrível é que as borradas deste governo pê-èsse
[que têm sido muitas]somam e seguem sem qualquer
[aparente]sobressalto. Repare-se:
a) repetindo uma atitude que também já é habitual neste governoescrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>[a de invocar princípios de justiça social para justificar medidas sem qualquer justiça],ontem o secretário de estado da segurança social justificava o pagamento em prestações com a ideia, muito social(?), de que assim os pensionistas não perderiam poder de compra. Conclui-se daí, então, que com a decisão hoje anunciada o governo irá tirar poder de compra aos pensionistas -- ou então a lógica é uma batata...
b) nem o ministro respectivo nem o presidente do conselho de ministros justificaram a mudança. Talvez nem seja preciso: não faz parte do seu jeito de governar. O que me causa espanto, repito, é nada disto ter consequências[já não digo outras; pelo menos esta: que esta gentalha que nos (des)governa tivesse um restinho de decência. Sentisse um restinho de vergonha].
Pê...quê?! [45] ESTE GOVERNO DESPEDE ASSIM
Ouço a notícia na Sic Notícias
[Ministério da Cultura despede 46 avençados]e pasmo. Pelos despedimentos, também
[mas já nos habituámos --salvo seja!-- a eles, durante este governo e por este governo],mas, sobretudo, pelo modo: que merda de socialismo é o deste governo que despede 46 pessoas por email enviado às 19h?! que merda de socialismo é o deste governo que assim despede pessoas que há 10 anos viam os contratos automaticamente renovados?! que merda de socialismo é o deste governo que, em email com data de 28 de Dezembro à tarde, diz que os despedidos... não precisam de se apresentar ao serviço no dia 1 de Janeiro?! que merda de socialismo é este?!...
Se isto é socialismo, puta que pariu tal socialismo em vez de o ter abortado!...
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Pê... quê?! [44] O PODER DA GESTÃO ESCOLAR
O Conselho de Ministros aprovou o projecto de decreto-lei que alterará o modelo de gestão escolar. Segundo ele (e cito o Público)
o futuro órgão máximo de cada agrupamento de escolas, com competência para eleger e destituir o director, não poderá ser presidido por um professor, mas antes por um encarregado de educação ou por um representante da autarquia ou da comunidade local.A explicação do secretário de Estado Jorge Pedreira é esclarecedora:
os professores não poderão assumir a presidência do Conselho Geral, uma vez que isso poderia representar uma diminuição da autoridade do director da escola, que necessariamente terá de ser um docente.Portanto, fica claro que o objectivo é retirar o poder aos professores. Isso mesmo se pretende com outras medidas, como esta:
Os professores nunca poderão estar em maioria absoluta no Conselho Geral [constituído por professores, funcionários não docentes, encarregados de educação e representantes da autarquia e da comunidade local], uma vez que o projecto de decreto-lei estabelece que a sua representação não poderá ser inferior a 30 por cento nem superior a 40 por cento da totalidade dos membros.Repito: os docentes não são decisivos nem na eleição nem na destituição do director
[nem estou a ver em quê sejam decisivos].Interrogo-me sobre o que pensará esta equipa socratina:
- que os profissionais da educação não são os professores? que os professores não são profissionais da educação?
- que o objectivo principal das escolas não passa pelos profissionais da educação?
- que é preciso abrir o caminho à criação de jobs, já que a procura pelos boys é cada vez maior?
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Pê...quê?! [43] AS REGRAS DO JOGO
Governo quer cobrar cinco cêntimos de taxa sobre cada saco de plástico de supermercado. Por nobres razões ecológicas.Notícia de hoje:
Governo voltou atrás na aplicação de uma taxa para a utilização de sacos de plástico.Claro
[onde é que estão as dúvidas?]!Ambas as partes conhecem as regras do jogo:
- Os Belmiros de Azevedo sabem quão fácil é incluir o custo dos sacos
[com publicidade]
no preço das mercadorias e assim obter publicidade gratuita[ou antes, publicidade paga pelo consumidor].
- O governo pê-èsse sabe quanto lhe pode custar contrariar os interesses dos Belmiros de Azevedo. Basta recordar que a embrulhada da licenciatura do presidente do conselho de ministros só saltou para as páginas do Público da Sonae de Belmiro de Azevedo após o fracasso da OPA da Sonae sobre a PT-Telecom.
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Pê... quê?! [42] UM GOVERNO ESTABILIZADO
- O Eurostat anunciou uma taxa de desemprego, em Portugal e em Outubro, de 8,5%. Corrigiu entretanto o valor para... 8,2%
[descida suficiente para o sr. José de Sousa criticar a oposição por precipitação nas reacções].
O presidente do conselho de ministros acha que o número não é preocupante[mesmo sendo a taxa mais elevada da zona euro]:
a situação está a estabilizar. Tratando-se de um governo que se diz socialista, esta despreocupação em relação a um dos males sociais mais inaceitáveis é, no mínimo, de provocar enjoo. - Pela primeira vez em cinco anos, o número de mortos nas estradas portuguesas aumentou
[em Novembro o número era já superior ao de 2006].
Mas o ministério da Administração Interna consola-nos com a ideia de que "o aumento não é significativo" e que "há uma tendência para a estabilização".
- ainda que em Outubro o desemprego seja superior ao do mês anterior ou ao do mês equivalente do ano passado e em cada 100 portugueses mais de 8 estejam desempregados;
- ainda que em 2007, até Novembro, tenham morrido mais de 800 pessoas em acidentes nas estradas.
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Pê... quê?! [41] BEATICES
É só poses. A beata, ao lado, de cara que diz estar a rezar p'ra dentro. E o beato, compenetrado, a benzer-se compondo desajeitadamente a imagem
[o mais ridículo é o poisar da mão esquerda. O mais revelador é o nível desta: ao nível do estômago, em vez do do coração. Lapsus mani...].Ai, Jesus! Valha-me Deus!...
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Pê... quê?! [40] FINALMENTE SÓCRATES FALA VERDADE
É público que tenho um odiozinho de estimação por essa coisa que dá pelo nome de actual governo pê-èsse. A razão principal é esta: não gosto de farsantes e este governo é um colectivo a actuar diariamente na base da farsa. Invoca princípios para justificar decisões que os negam; orienta a sua prática governativa por valores contrários aos supostos nas características com que se pinta. Diz-se socialista sem que se perceba que raio de socialismo é esse. Em suma, mente descaradamente.
Mas hoje, finalmente, o chefe do governo pê-èsse falou verdade
[ou quase. Já explico].Disse ele que nos últimos 2 anos se fez mais do que nos últimos 10: "há menos professores, mais alunos e menos desperdício de dinheiro". Tais declarações só pecam por modéstia. Eu, que sou professor desde Janeiro de 1975, penso que se fez mais nos 2 últimos anos do que nos restantes
(quase)33 que conheço. Há, efectivamente, menos professores para fazerem mais trabalho: este governo, efectivamente, pôs os professores a trabalhar mais, de muitos e variados modos. Honra lhe seja feita: nem os governos de Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite conseguiram, apesar das tentativas, esta proeza assinalável.
É claro que, para um governo que se diz do PS
[pê... quê?!],pôr trabalhadores a trabalhar mais
[gerando, entre outras "coisas", desemprego]não deveria ser propriamente um (auto) elogio. Mas, pelos vistos, o sr. José Sócrates até já o pudor começa de perder. Ou, então, andou a (re)ler a história dos governos pê-èsse, que é tudo menos exemplar. Foi algum governo da chamada direita que deu a grande machadada na Reforma Agrária? Foi durante algum governo de direita que começaram em Portugal os salários em atraso? Sottomayor Cardia, também ex-ministro da Educação de má memória para os professores, foi porventura de algum governo da chamada direita? Há, na história da democracia portuguesa, alguma significativa viragem à direita que não tenha sido protagonizada por esse pê-èsse que se diz de esquerda?
Se este governo é socialista, puta que pariu tal socialismo em vez de o ter abortado!...
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
O SEGREDO BANCÁRIO
O segredo bancário é um dos pilares em que assentam as relações entre depositante e banco. Já muito se tem falado na necessidade de levantar o segredo bancário, uma vez que em torno desse segredo se tem feito muito branqueamento de capitais. Todos ouvimos falar dos “méritos” da banca suíça que alicerça o seu prestígio em dar guarida a todo o torcionário, ditador ou assassino.
O governo PS prepara-se para levantar o segredo bancário. Todo o segredo bancário? Não. Com os métodos pidescos que gosta de utilizar, o PS “selecciona” o levantamento do segredo bancário. Assim, quem reclamar por sentir que está a ser vítima de algum acto de injustiça, será investigado e o segredo bancário, violado. Isto é, quem se meter com o governo PS leva logo. “Ai tu achas que te devemos o IVA e não te pagamos? Pois vais levar com uma inspecção às contas, pois podes ter aí algumas receitas duvidosas”. É assim que o nosso ternurento PS pensa e age. “Queres saber por que não te devolvemos o IRS que te cobrámos a mais? pois vamos lá ver essas continhas”.
Afinal o sol quando nasce não é para todos, é só para quem refilar…
O Sr. Presidente da República entendeu ser de enviar o diploma para o Tribunal Constitucional. Vital Moreira concorda. Ainda bem, estou mais descansado.
escrito por Carlos M. E. Lopes
Pê... quê?! [39] CAVAQUINHOS E SOCRATEZINHOS
Falar baixinho, não criticar o chefe à frente dos colegas, evitar contar anedotas sobre a licenciatura do primeiro-ministro. Se vivemos em democracia, porque é que – nas escolas, nos hospitais e na administração pública – se voltou a viver em clima de medo? O que é que (ainda) nos resta do Portugal amordaçado?Esta é a síntese-introdução de um mini dossiê, que a Visão de ontem publica, sobre o estado da liberdade em Portugal, hoje. Está aqui, com a lista dos mais badalados casos de alegada perseguição política por membros do governo de José Sócrates. Recomendo a leitura. Para que sejam abortados "cavaquinhos e socratezinhos".
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
O BLOGUE PROCESSADO
O Ai meu Deus anunciou mais um processo a um blogue. O problema não é um blogue ser processado: será que o terreno dos blogues está isento de cumprir as regras que se impõem aos jornais, às televisões, às revistas, às rádios, etc.?
O que devemos perguntar é se o que se disse é de facto penalmente censurável.
O ter dito que o maior filho da puta é que está a dirigir o governo é censurável? O ter permitido que uma brincadeira sobre a ida do ministro da saúde ao SAP seja colocado num Centro de Saúde é errado? Ter dito que uma atitude da directora do Museu Grão Vasco é uma atitude censória e inexplicável deve ser punido? O dizer que vivemos num ambiente censório e sufocante com tantos bufos, a maioria incompetentes, ignorantes e alarves, deve-nos levar ao pelourinho? Essa é que é a questão.
Os partidos políticos transformaram-se numa grande União Nacional. O politicamente correcto, as medidas de higiene e exigências de comportamento colectivo estão a atingir o paroxismo. E com algumas medidas que todos vamos aceitando, o governo vai querendo introduzir algum “respeitinho” por si próprio. Inaugura-se a ponte bem longe do povo; mostra-se ofendido o Sr. Primeiro-Ministro porque se põe em causa a lisura da sua licenciatura; o ministro da saúde demite porque só ele pode dizer piadas; a senhora conservadora do Museu também se acha com direito ao “respeitinho”. E assim havemos de ver toda a choldra do PS a exigir “respeito e consideração” pela mais inocente das piadas ou a mais leve censura. O Sócrates não é mais do que eu... dizem eles
(com falta de respeito).escrito por Carlos M. E. Lopes LEIA O RESTANTE >>
A DESVERGONHA CONTINUA
Charrua, Associação de professores de matemática, directora do centro de Saúde de Vieira do Minho, agora Castelo Branco.
O despacho de exoneração da Directora publicado em Diário da República dizia que pelo despacho
(...) do Ministro da Saúde, de 5 de Janeiro, foi exonerada do cargo de directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho a licenciada Maria Celeste Vilela Fernandes Cardoso, com efeitos à data do despacho, por não ter tomado medidas relativas à afixação, nas instalações daquele Centro de Saúde, de um cartaz que utilizava declarações do Ministro da Saúde em termos jocosos, procurando atingi-lo.E não o atingiu? Ai, atingiu, atingiu…
Agora, em Castelo Branco, manda-se abrir a correspondência dos funcionários. O problema não é novo e é mais frequente do que se pensa. Já soube até de, num hospital, se ordenar a abertura da correspondência dirigida ao advogado. O artº 34º da Constituição é peremptório:
“O domicílio e o sigilo da correspondência e dos outros meios de comunicação privada são invioláveis” (nº 1).Esta prática é muito usual, mas está a tomar proporções alarmantes.
Estes “deslizes” do governo dizem mais sobre o carácter do PS do que duzentos discursos. E o que mais impressiona é o conjunto de delatores, lambe botas, sabujos e ordinários, que enxameiam o círculo do poder. Esta gente sempre existiu, mas o PS está a tirar um prazer inaudito do “trabalho” destes bajuladores. A denúncia, a pequena trapaça, o frenesim em que tal gente vive é insuportável.
PS – A Vitória nasceu. Parabéns ao pai baboso e ao avozinho babado
(tal pai, tal filho).escrito por Carlos M. E. Lopes LEIA O RESTANTE >>
Pê... quê?! [37] OS GRANDES E OS PEQUENOS
Sabendo que o número de listas candidatas à Câmara de Lisboa sobe à dúzia e que a chamada comunicação social só mostra menos de metade, o Carlos Lopes já aqui perguntou pelas restantes. Como salientou, é a democracia que está em questão.
Ontem, António Vitorino (AV)
[o comentador pê-èsse de serviço às segundas na RTP1],após considerar que o debate a 12 é uma grande confusão, sugeriu uma alternativa: que se fizessem pequenos debates entre alguns dos candidatos. Quando a jornalista observou que isso seria polémico, AV teve uma ideia brilhante: que se constituíssem 2 grupos de candidatos -- os candidatos grandes e os candidatos pequenos (sic!); seriam escolhidos, por sorteio, alguns para pequenos debates, segundo esse critério dos grandes e dos pequenos. Por exemplo, um debate de um grande com um pequeno...
Sendo AV pequenote, não pergunto em que grupo se auto-integraria ele, se fosse candidato. Mas certamente integra no grupo dos grandes o actual chefe da lista pê-èsse. Só assim se pode defender este curioso tipo de democracia. A democracia pê-èsse dos grandes e dos pequenos. Mais uma ideia genial do genial partido do licenciado em engenharia...
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
OS PIDES ANDAM POR AÍ
O número das delações
[e dos consequentes processos, processos disciplinares, demissões]soma e segue. Ou a minha memória é curta ou nunca depois do 25 de Abril o fenómeno teve as dimensões que se conhecem nestes tempos de governação do pê-èsse licenciado em engenharia. Mas a coisa entende-se facilmente, quando se matuta um pouquinho nela.
É do conhecimento geral que, antes de Abril de 74, viviam neste país milhares de informadores da PIDE. E, apesar dos que terão morrido, muitos hão-de continuar a viver. Entretanto, alguns deles terão criado filhos segundo os ensinamentos da bufaria pidesca
[que se caracteriza, como se lembrarão os mais entradotes em idade, pela denúncia do anónimo estudante da faculdade ou vizinho ou colega ou mesmo amigo].Por quê nos haveremos, então, de admirar com o crescente fenómeno da bufaria? Por mim, só há um aspecto que me surpreende: o ter tardado tanto. Os outros aspectos, não. Nem o facto de a coisa ter ganhado esta dimensão durante um governo pê-èsse, nem o facto de no
[governo]pê-èsse haver um aparelho que é sensível à bufaria
[o aparelho que levanta os processos e assina demissões. De que faz certamente parte o ministro que, ao justificar a exoneração de Celeste Cardoso, deixou escapar que ela fora nomeada para o lugar pelo Governo PSD/CDS, por “manifesto favor político” e que manifestara "deslealdade para a tutela"].Nem isso.
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>





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