TRUMP(A)

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AI JESUS! 2 novelas e natalidade

Cito, da AngolaPress

[mas a notícia está por aí espalhada]:
Brasil/População: Novelas ajudam a baixar natalidade, aponta estudo

Londres, 17/04 - A espectacular queda da taxa de natalidade no Brasil, ao longo dos últimos 40 anos, deve-se, em parte, à paixão nacional pelas novelas, demonstra o estudo de um instituto britânico.

O modelo de famílias compactas dado por essas telenovelas extremamente populares parece ser a principal causa desse fenómeno, de acordo com pesquisadores que trabalham no Centro de Pesquisa de Política Económica (CEPR), baseado em Londres.

Essas histórias, em sua maioria produzidas pela poderosa TV Globo, tiveram, certamente, "um efeito mensurável" no número de crianças desejadas pelos brasileiros, declarou à AFP uma das autoras da pesquisa, Eliana La Ferrara, do CEPR e da Universidade Bocconi, de Milão.

Censos e outros dados mostraram que a queda da taxa de natalidade de 6,3 filhos por mulher, em 1960, para 2,3 filhos, em 2000, é, parcialmente, resultado das novelas da Globo.

Esses programas populares também influenciam "de maneira surpreendente" a escolha dos nomes dos recém-nascidos, acrescentou Eliana La Ferrara.

Ela declara ainda que, nos países onde o analfabetismo é elevado, essas telenovelas poderiam ajudar os governos a sensibilizar a população sobre a Aids, a desenvolver a educação e a reforçar os direitos das minorias.
escrito por ai.valhamedeus

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ESCRITA SMS: A GERAÇÃO TOU

Acabo de ver na TVI publicidade a uma sua reportagem, a passar não sei quando. Em curtíssimos extractos de entrevistas, entrevistados anónimos fazem declarações que são repetidas em legendas. Sobre as listas de espera, diz uma legenda "Tive 5 anos à espera...". Pensei que fosse gralha, mas logo a seguir outra repete "Tive 8 anos à espera...".

Li e não me foi possível não associar aos sms que anunciam que
"ja ka tou".
escrito por ai.valhamedeus

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EX-CITAÇÕES *52. emídio rangel e os hooligans

Emídio Rangel, o berbequimEm entrevista a Fernanda Câncio publicada na revista “Grande Reportagem”, Setembro de 94, o Dr. Emídio Rangel quando questionado sobre se na altura se fazia bom ou mau jornalismo em Portugal, respondeu como segue:

Acho que há muitas coisas que leio, vejo e ouço que classifico como bom trabalho jornalístico mas também tenho encontrado coisas que acho exasperantes no domínio da imprensa, sobretudo quando se trata de respeitar coisas como o bom nome. Há nalguns casos uma grande preguiça de não realizar o trabalho até ao fim, mas noutros existe uma intencionalidade complicada. Escrevem-se coisas que não correspondem minimamente à verdade e é preciso urgentemente corrigir isso sob pena de os jornalistas serem permanentemente questionados (sic).
Mais adiante e em relação à “nova” lei de imprensa afirma:
…se dependesse de mim já tinha abolido a Alta Autoridade para a Comunicação Social há muito tempo e não havia nenhuma lei de imprensa. A tentativa de regulamentar questões que têm a ver com liberdade e responsabilidade é um exercício muito complicado. O ordenamento jurídico existente é perfeitamente claro em relação a direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. (sic)
E ainda:
A Alta Autoridade não sabe nada de comunicação social e debita muito sobre comunicação social. Diz muitas asneiras e não devia existir (sic)
Mais à frente, e em resposta às críticas que se faziam aos programas da altura passados na SIC e da sua responsabilidade enquanto Director de Programas, respondeu:
Não sente que a maior parte dos críticos são diletantes, mal informados, fazem este exercício sem conhecer os meios?
Pergunta da jornalista: “Vêem televisão. O que é preciso mais?”

Resposta do Dr. Emídio Rangel:
Ver televisão não chega. É preciso estudar. Eles não compreendem o fenómeno. Há sempre excepções, mas na sua maioria as pessoas que escrevem sobre TV não a conhecem. Estão convictos de que estar uma hora à frente do televisor a ver um programa é suficiente para poder falar sobre esse programa, e mais, para discorrer sobre o fenómeno televisivo em si próprio. Isto tem de acabar. É preciso fazer exercícios sérios de crítica de televisão que levem em linha de conta toda esta panóplia de argumentos que não pode de forma alguma passar em branco. (sic)
E não é que o homem parece que adivinhava?

escrito por Gabriela Correia, Faro

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VISEU TV

O canal Viseu TV acabou de entrevistar Paulo Ribeiro, director do Teatro Viriato. Neste momento, Fernando Figueiredo está a apresentar o centro histórico da cidade.

Para quem não conhece o canal de tv por Internet, fica a indicação de que pode ser visto, por exemplo, neste local.

escrito por ai.valhamedeus

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NOTÍCIAS DOS ALLgarves

Sinceramente não sei quem é mais ridículo: se o PR a interpelar dramaticamente os portugueses sobre as razões da fraca e assaz vergonhosa demografia em termos dos nascituros (talvez comendo mais bolo-rei), se o actor Luís Vicente a propagandear o ALLgarve na televisão.

Fico triste e perplexa com a figura que ambos fazem, sobretudo em relação ao segundo, encenador bastante aceitável, na minha opinião, que sou uma leiga.
Interrogo-me onde estavam os assessores de imagem que tal permitiram. Não vejo muita televisão e fujo na hora dos anúncios, pese embora já ter apreciado alguns; por conseguinte não sei se tal descaro a nível televisivo e insulto ao bom gosto ainda se mantém. Se acontecer que se mantenham no ar, façamos uma petição para que sejam erradicados o mais depressa possível. Agradecida!
E já agora, os programas de música onde pontuam os cantores-pimba. É que ao fazer zapping um dia destes e detendo-me alguns segundos no Canal 1 pareceu-me ver qualquer coisa que ressuscitava o Natal dos Hospitais com que nos brindavam nos anos sessenta. É que fico saudosa! Não da música, mas do que a ela associo: a minha Mãe a amassar as filhoses e o aconchego da lareira em fins de tarde gélidos. E isso não se faz. Tenham dó!

escrito por Gabriela Correia, Faro

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A SIC NOTÍCIAS OFENDEU SANTANA LOPES

Ontem à noite, na SIC Notícas, a entrevista que estava a ser dada por Santana Lopes foi interrompida para dar a chegada, ao aeroporto, de José Mourinho. Santana Lopes saiu dizendo que o “o país está doido”. Ele esquece que esta demência do país já se tinha notado

(e de forma muito aguda)
quando ele chegou a primeiro-ministro. Mas esqueceu ou ele está demente?
(ou nunca deixou de estar?).
escrito por Carlos M. E. Lopes

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MANUEL GOUCHA E FILIPE VIEIRA

Hoje ouvi e vi um pouco do programa do Manuel Goucha. Uma avó, a Natalina, chorava, a filha versejava e a neta cantava. Todas um pouco mal, ainda que a pior

(por ser a mais nova)
tenha sido a neta.

Ontem à noite o meu presidente foi entrevistado na RTP1. Refiro-me a Luís Filipe Vieira.

Diz-se que os programas televisivos da manhã são uma lástima. E ontem o meu presidente? Culturalmente foi melhor? Foi abaixo de cão.

Depois de falar este blog de Gershwin e Bernstein, falar da avó Natalina e de Luís Filipe Vieira soa a insulto. Mas este blog tem disto: contrastes.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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LIBERDADE DE EXPRESSÃO

No último minuto de Domingo, os donos do canal venezuelano RCTV assistiram à morte anunciada da sua galinha dos ovos de ouro, enquanto as carpideiras pagas pelos donos das outras galinhas de ovos de ouro de todo o mundo atroam os ares com as suas choradeiras e rasgar de vestiduras desenhadas pelos nomes da alta moda democrática. E é difícil saber se as lágrimas de crocodilo são vertidas pela perda da liberdade de expressão, se pela liberdade da perda de expressão ou pela expressão da perda de liberdade. O que sim sobressai é a raiva de não poderem continuar a mandar os ovos de ouro para a Suíça.

Vamos aos factos:

Os donos do referido canal

[uma SIC venezuelana, para melhor entendimento]
sentiram o cheiro do dinheiro quando apostaram no golpe de estado que prometia, quase com garantia, derrubar definitivamente o presidente Chávez e lhes permitiria continuar a receber os milhões que sempre choveram durante o reinado dos passados presidentes
[com nomes como Andrés Pérez, Jaime Lusinchi, Rafael Caldera, et aliud].
Conferidos os números, descobriram que não acertaram sequer na terminação da lotaria política. Em vez de atirarem a cautela para o caixote do lixo e esperar a próxima oportunidade, puseram-se a bater o pé e a gritar que queriam o prémio
[tinham alguma razão: por terem sido a sede do comando central do golpe de estado deviam receber pelo menos um prémio de consolação].
Diz um velho ditado que «não cuspas para o ar que te pode cair na cara». Os milionários donos do RCTV fartaram-se de cuspir para o ar. Era tudo festa no dia do golpe de estado. E não puderam prever que dois dias depois o cuspo começaria a cair-lhes nas ventas. O povo da Venezuela exigiu que o seu presidente democraticamente eleito voltasse a presidir o país.

O centro de mando do golpe entendeu que tudo seguiria igual: muitos milhões em publicidade, muitas novelas, muito entretenimento para que o povo não pensasse na realidade do dia a dia, muitas notícias sobre erros, verdadeiros ou fictícios, do governo. Tudo como dantes.

Mas não contaram com a astúcia do outro lado
[erro crasso em política: pensar que o adversário é imbecil]:
e foi por isso que o governo do comunista Chávez deu um golpe de mestre: só teve que esperar a data do fim do contrato legal que tinha o canal. Assim de simples.

Agora a discussão centra-se no tema da liberdade de expressão. RCTV teve a inteira liberdade de se transformar no centro de mando de um golpe de estado para expressar o seu repúdio ao Presidente. O Presidente teve a liberdade de expressar que preferia um canal público chamado TeVes. Porque são milionários, os donos do ex-RCTV já expressaram livremente a sua decisão de criar um novo canal.

escrito por José Alberto, Porto Rico

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BREVES -11. dos últimos tempos

  1. Recordo-me da "rábula" dos Gatos Fedorentos ao fim do limbo, no domingo passado, que apresentou habitantes do local fechado que se recusavam a sair. Não é só no humor dos Gatos que há resistências ao fecho do limbo: o sítio da Associação Cultural Montfort proclama que a Comissão que publicou o documento não foi criada por Deus e, portanto, o seu documento não é fidedigno, advertindo mesmo que
    "esses que festejam o "fim" do Limbo, são os mesmos que não crêem no inferno".
    Também o sítio das Paróquias de Portugal afirma que a referida Comissão aceita o Limbo como "opinião teológica possível", tendo um dos seus membros acrescentado, em entrevista, que quem desejar defendê-la é livre de o fazer.

    Se recordarmos que um padre lhe chamou, há tempos, "treta teológica", é caso para perguntar quem é que terá o contacto mais directo com Deus
    [ou a qual dos contactados Deus continuará a enganar].
    E eu pergunto quem é que julga esta gente toda e, no mínimo, a declara culpada
    [das angústias e dos terrores que, por causa da hipótese do limbo, sofreram muitos pais cujos filhos morreram sem baptismo].
    Estes mesmos senhores hão-de, um dia destes, decretar o fim da proibição da utilização do preservativo; entretanto terão morrido milhões de pessoas, algumas das quais se poderiam ter salvado se não fosse aquela tola e criminosa proibição. Quem haverá então de julgar estes papas, estes cardeais, bispos e arcebispos? quem os condenará, no mínimo, às chamas do fogo eterno do inferno?

  2. As televisões adoram os "directos". O noticiário desta tarde de uma delas fez um directo para entrevistar adeptos do Sporting, concluindo que
    "os adeptos do Sporting acreditam que é possível ganhar o campeonato".
    Que interesse tem investigar esta crença, se sabemos que de facto é possível o clube ganhar o campeonato
    [basta, por exemplo, vencer o jogo de hoje e o FCP não ganhar]?
    Muitos jornalistas ainda não perceberam em que domínios a opinião (não) faz sentido.

  3. O acaso
    [quero dizer, a navegação errática pela web]
    levou-me hoje ao sítio In verbis, onde conheci os termos gerais da fundamentação da decisão do tribunal de Coimbra que libertou o "mediático" Sargento Luís Gomes. Gostaria de a ler integralmente, porque tudo indica tratar-se de uma peça digna de leitura atenta
    [se não se tratasse de juízes, pensaria mesmo tratar-se de uma comédia].
    A criança teria sido tratada como... "animal de estimação"
    [cito]:
    [os juízes] decretam que o condenado, "actor-encenador privilegiado do teatro da vida da criança-vítima, tem de fazer parte "da nova cena" que virá, esperam os juízes, acabar com o "mundo de encantamento" em que a criança vive, e ajudando-a a recuperar daquilo que consideram ser o "apagamento da sua personalidade" e o "riscar do seu passado", "criando-lhe uma personalidade para o futuro, como se de animal de estimação se tratasse".
escrito por ai.valhamedeus

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O CONGRESSO DO CDS E O FCP - PRIMORES SIC

Ouvi uma breve reportagem na Sic Notícias sobre o Congresso do CDS/PP deste fim de semana. A figura de destaque foi, como se adivinha, o PP

[Paulo Portas].
Mas um destaque pouco destacado, já que
[cito de cor 2 primores da reportagem televisiva]
a sala onde discursou era "uma sala cheia de vazio" e o Congresso "ficará para a História como um Congresso... sem história".

Outro primor, neste caso extracto de um discurso do dirigente-mor do Futebol Clube do Porto
[Pinto da Costa, claro].
Após vaticinar a vitória do FCP amanhã
[que, portanto, tornará a equipa novamente campeã],
concluiu:
"No Domingo [...] o Compensan vai esgotar nas farmácias de Portugal".
O Puerto é uma naçom, carago!

escrito por ai.valhamedeus

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AS TELEVISÕES

Ontem, no meu habitual zapping televisivo, deparei com abundantes discussões sobre futebol. Era António Pedro Vasconcelos e mais uns quantos, num outro e em repetição num terceiro, pessoas de que já nem me lembro. Eu sei que nunca é tempo demais para discutir a lesão de Simão e a operação do Nuno Gomes

(o Benfica merece muito mais),
mas não há nada mais interessante para discutir e que atraia audiências?

Na RTPN havia uma discussão sobre as eleições francesas. Aí vi um rapaz muito excitado a defender as vantagens da eleição do Sarkory. Fez-me lembrar os “falcanitos” portugueses quando, excitados, defendiam a invasão do Iraque. Ou, em 1979/80, aquando do ataque da embaixada da América no Irão e a eleição de Reagan deixou muita gente excitada e feliz porque os reféns foram libertados horas depois...

Agora espera-se, em conformidade com as expectativas eleitorais, que Sarkozy responda à canalha. Tem de haver respeito.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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A DEMAGOGIA POPULARUCHA

Até Julho próximo, o Brasil terá um novo canal televisivo por assinatura. O nome diz tudo: chamar-se-á Fiz, porque será feito com vídeos

[de humor, documentários, de notícias, musicais...]
feitos pelos próprios espectadores. Aos espectadores caberá também fazer a programação, através da eleição dos vídeos a exibir
[um conselho de especialistas terá na selecção um complementar papel secundário]
e, num momento posterior, escolher mesmo o horário da exibição.

Vou esquecer os interesses económicos
[produção barata de material]
que motivam estes projectos; vou até admitir que eles potenciam a revelação de produtores de qualidade que de outro modo não apareceriam
[o Grupo em questão, o Grupo Abril, refere-se explicitamente às Universidades, onde "produz-se muita coisa que se perde em meio à massa de vídeos do YouTube"].
O que menos me agrada é uma determinada concepção da democracia(?)
[na verdade, demagogia]
que lhes subjaz: a democracia(?) baseada no princípio de que é o povo(?) quem, em tudo, mais ordena. E a verdade é que este princípio não é verdade em tudo. É
[também]
por se pensar o contrário que em Portugal se tem o lixo televisivo que se sabe.

escrito por ai.valhamedeus

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OS GRANDES PORTUGUESES

A merda de um concurso de televisão, como o Grandes Portugueses, gerou um conjunto de reacções a rondar o histerismo.

Saber se Aristides Sousa Mendes, Salazar ou Cunhal deveriam estar lá ou não, é a vexata quaestio que agita a inteligentzia e ameaça revoltar os nossos intelectuais.

Estou certo de que os nossos intelectuais não vêem televisão, porque teriam muito mais com que se revoltar do que com este concurso. Já viram o Preço Certo, por exemplo? Um concurso ao nível de cão, sem puto de interesse, a não ser distribuir algumas bugigangas pelos concorrentes? E os programas “matinais” com o de mais sórdido, pimba e rasteiro que há? Haja juízo!...

Cada vez me convenço mais de que os intelectuais devem pensar, escrever e falar e nunca agir. Quando agem... sai preço certo.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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