TRUMP(A)

hoje é sábado 276.

XXI 
Eu poderia usar
outras imagens, sua
trama complicada,
falar

das urdiduras da justiça.
eu poderia pôr
quadrigas sobre as praias,
calar os animais,

cantar, eu poderia
falar de morte e música,
de vida, de sibilas,
ou aludir a delphos.

mas há a linha
da minha vida, tua sobriedade.
[Moura, Vasco Graça, Poesia 1963/1995, Quetzal, Lisboa, 2007, pág. 281]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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ANTI-PIRATARIA * 35. HOLA!, novo rei de espanha


Amigas minhas garantem-me que não conseguem comprar a revista ¡HOLA! dedicada ao "entronamento" do novo rei de Espanha, por estar esgotada. Convencido de que, dadas as referidas circunstâncias, não está em causa qualquer ato de pirataria, sugiro a versão digital. Está aqui.

escrito por ai.valhamedeus

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LIVROS_ CONHECER O PASSADO PARA COMPREENDER O PRESENTE



Uma História de Portugal (1808 – 2010) no contexto da América Latina:
  • HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DE PORTUGAL – VOLUME 1
  • O COLAPSO DO IMPÉRIO E A REVOLUÇÃO LIBERAL: 1808-1834
  • E HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DE PORTUGAL – VOLUME 2
  • A CONSTRUÇÃO NACIONAL: 1834-1890
…Um dos objectivos desta colecção é facultar ao público português, latino-americano e espanhol um conjunto de obras de contexto ibérico e atlântico…desmistificar algumas das ideias pré-concebidas da História… 
Ignorado pela maioria dos portugueses será o facto de, ao longo do século xix, Portugal pertencer à chamada “terceira Europa”. No ano de 1900 encontrávamo-nos numa situação de enorme pobreza, falência do Estado, com indicadores de educação extremamente baixos, e a tentar recuperar algum dinamismo económico perdido desde a independência do Brasil. Apesar da posição periférica no contexto europeu, Portugal passa da coroa mais pobre da Europa, no século xix, para um desenvolvimento intermédio, mas chega ao 25 de Abril com um atraso cultural e estrutural muito significativo… 
Quando olhamos para a nossa contemporaneidade e para a crise actual talvez não nos lembremos de que só entre 1970 e 2000 Portugal atinge um impressionante processo de desenvolvimento económico, democratização, modernização, e efectiva mudança social…
[In Jl]

escrito por Gabriela Correia, Faro

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 13



EFÉMERA É A PASSAGEM DA CHUVA 
nem sempre vestiste
a indiferença forçada que te cobre e te oculta
tempos houve em que fazias de cada palavra uma ode
de cada gesto um festim
de cada ausência um fado incerto
 
agora navegas à deriva
num oceano sem ondulação nem ventos bonançosos
onde por vezes
confundes escolhos com terra firme
 
e é então que afastas o manto que te cobre
por breves momentos, apenas,
na esperança de que as gotas de chuva sussurrem o teu nome
 
efémera é a passagem da chuva
e pesado o silêncio que a arrasta para fora do teu horizonte
[JOÃO CARLOS ESTEVES, in Inventei-te as manhãs (Chiado Ed. 2013)]


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RECEBIDO POR EMAIL -140- alemanha-portugal



escrito por ai.valhamedeus [com um abraço para o Hernâni]

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LEIT(e)URAS [56] viagem ao fundo da noite


Jorge Luís Borges tem sido citado e abundantemente citado, como um autor e um homem de direita. Vasculhando a net, encontrei algumas pérolas do senhor. Por exemplo:
A democracia é uma coisa que não existe, uma superstição do homem que pensa que é livre. Por isso eu sou favorável aos regimes militares, duros; eu estive na Guerra Civil Espanhola, ao lado dos republicanos, mas logo percebi que Franco era merecedor de todos os meus elogios...; Se não existissem negros, a história do mundo não mudaria em nada. Uma raça que só sabe viver da imitação das coisas dos homens brancos. 
Chega? Chega. Mas é um bom escritor.

Outro há, Céline, que também se arrima a esta visão do mundo mas que escreveu um livro, Viagem ao Fundo da Noite, que é um dos livros de todos os tempos.

Conta Jorge Listopad que, vivendo nos arredores de Paris e tendo precisado de um médico por causa de uma sua filha doente, foi bater à porta de Louis-Ferdinand Céline, médico, que lhe disse não poder ir ver a filha porque não tinha com quem deixar os cães… A acusação de ter traído a França e a sua fama (e proveito) de anti-semita contribuiu para ser votado a um certo ostracismo em França, mas a sua obra é de uma crueza e desencanto extraordinários. Lembro uma passagem em que ele diz, enquanto médico, “quando levo dinheiro a um pobre sinto-me ladrão; quando levo a um rico, sinto-me lacaio”.

O estilo e a visão desencantada do mundo tornam Viagem ao Fundo da Noite um dos livros mais extraordinários que li.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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hoje é sábado 275. APENAS UM CORPO

Respira. Um corpo horizontal,
tangível, respira.
Um corpo nu, divino,
respira, ondula, infatigável.
 
Amorosamente toco o que resta dos deuses.
As mãos seguem a inclinação
do peito e tremem,
pesadas de desejo.~
 
Um rio interior aguarda.
Aguarda um relâmpago,
um raio de sol,
outro corpo.
 
Se encosto o ouvido à sua nudez,
uma música sobe,
ergue-se do sangue,
prolonga outra música.
 
Um novo corpo nasce,
nasce dessa música que não cessa,
desse bosque rumoroso de luz,
debaixo do meu corpo desvelado.
[Andrade, Eugénio, As Palavras Interditas, Até amanhã, Assírio & Alvim, 2012, s/l, pág. 7-48]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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ZOOM [93] - o mundial


escrito por Gabriela Correia, Faro

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 12



NAVIOS DE VENTO 
Fechei a minha janela
ao vento que vem do largo
que entra pela foz do rio
e declina pela cidade
silvando pelos telhados
que lhe servem de desvio.
No rio sobem navios
que apitam de quando em quando.
Oh mudo pranto fechado,
que se ouve no meu quarto!
 
Mas o vento força a porta
sublinha-se pelas frinchas
com denodado desígnio
que me fere de malícia.
Abro a janela fecho-a
e recebo-o em minha casa
com honras de visitante,
pé atrás, outro adiante,
como se fosse esperado.
Oh pranto desenganado!
 
Não converso, não me espanto
com o que o vento sussurra
quando entra de improviso.
O que se ouve no meu quarto
é um anjo apavorado
que me pretende assustar
com uma voz de além-túmulo
ouvida algures, além mar.
Oh lamento recordado
de uma criança a chorar!

Eu vejo cavalos brancos
galopando sobre as nuvens,
as crinas ao ar soltando
como um cardume assustado.
O vento que me percorre
rodopia sem cessar
enche-me o quarto todo
de furtivos sentimentos
difíceis de controlar.
Oh mudo pranto fechado
a sete chaves pelo vento!
[Ruy Cinatti, 26/2/1975]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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hoje é sábado 274.

Queria ter a posição dos claustros
A posição do monge antigo que os varre
A posição do moribundo que pergunta as horas
A posição das árvores quando as crianças sobem
A posição dos ramos quando os ninhos nascem
A posição de alguém que já não mora. Queria
Como se tivesse
A posição da casa e alguém me visitasse
[Faria, Daniel, Poesia, Assírio & Alvim, s/l, 2012, pág. 303]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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ATÉ QUANDO DURAM OS CORTES? VAMOS RECORDAR AS PROMESSAS

Que este governo tem sido/é uma aldrabice pegada, só não é evidente para quem quiser ser cego. Mas, como há quem não queira ver, vamos recordar o que os governantes disseram quando anunciaram os cortes nos salários e pensões: ATÉ QUANDO DURARIAM TAIS CORTES?


escrito por ai.valhamedeus

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ELES TÊM MAIS RAZÃO DO QUE PENSAM...


Ouço os comentários e os ataques do PPD e CDS, dos seus dirigentes e governo, dos comentadores, dos banqueiros... às decisões de chumbo do Tribunal Constitucional -- e concluo que eles têm mais razão do que pensam. Dois exemplos:

  • O repetitivo carreirista Medina Carreira afirmou que Se TC pudesse desaparecer o país só beneficiaria.
...e tem mais razão do que pensa: SE o Tribunal Constitucional pudesse desaparecer, é porque não seria preciso. E isso seria porque não teríamos os políticos de merda que temos (e que corremos o risco de ter). Os merdosos que de democracia só conhecem a dos euros (deles). Constituição? Isso é estorvo...
  • A par do elogio ao rei caducante de Espanha, Passos Coelho avisa que Não podemos estar em permanente sobressalto constitucional.
...e tem mais razão do que pensa: não podemos mesmo aguentar tanto sobressalto. Desde 2012, este governo já teve seis chumbos do Tribunal Constitucional. Os sobressaltos poderiam evitar-se, se este governo percebesse o que é uma democracia e o papel estruturante da Constituição. Mas, como a sua Constituição são as ordens dos troikos...
escrito por ai.valhamedeus

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 11




EIS-ME

Eis-me 
Tendo-me despido de todos os meus mantos 
Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses 
Para ficar sozinha ante o silêncio 
Ante o silêncio e o esplendor da tua face 
Mas tu és de todos os ausentes o ausente 
Nem o teu ombro me apoia nem a tua mão me toca 
O meu coração desce as escadas do tempo 
                        [em que não moras 
E o teu encontro 
São planícies e planícies de silêncio  
Escura é a noite 
Escura e transparente 
Mas o teu rosto está para além do tempo opaco 
E eu não habito os jardins do teu silêncio 
Porque tu és de todos os ausentes o ausente 
[Sophia de Mello Breyner Andresen, in Livro Sexto]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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LEIT(e)URAS [55] o estrangeiro


Meursault é uma pessoa estranha a quem o mundo é indiferente, e, como diz Sartre, “este homem lúcido, indiferente, taciturno…” não reage como o comum dos mortais perante os factos: a morte da mãe, matar um homem, ser julgado, fazer amor. Antes com uma indiferença que é também serenidade. Daí ser um estranho, estrangeiro aos olhos dos que o rodeiam. Meursault é condenado à morte por ter matado um homem, mas é-o sobretudo por ter demonstrado indiferença perante a morte da mãe. Mais do que o ato de ter disparado e matado um homem, a personagem é condenada por não ter reagido à morte da mãe com o sentimento com que as pessoas normais reagiriam.

Camus leva-nos a refletir face aos clichés e às nossas reações “normais” face aos factos. É um livro que trata a vida com secura, trata do absurdo da vida. Tema que o próprio Camus desenvolve em O mito de Sísifo.

Segundo alguns, logo a entrada, “Aujourd’hui, Maman est morte´´, é elucidativa do romance, marca a indiferença da personagem e constitui uma das entradas mais famosas da literatura francesa.

Ler este livro (e reler agora), deu-me imenso gozo e julgo que é um dos livros de leitura obrigatória.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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hoje é sábado 273. AR DE ITÁLIA

Mesmo que seja só de passagem
esta é a terra que me renova

Ou me dá forças para a passagem
do que no fundo não se renova
[Mourão-Ferreira, David, Os Ramos, os Remos, Areal Editores, Porto, 1985, pág.14]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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VÍDEO DA SEXTA 191. "Rito de Passagem"


Em muitas comunidades indígenas, em algum ponto da vida os meninos precisam mostrar para toda a tribo que já não são mais crianças. Por isso eles passam por um tipo de ritual, no qual devem provar que já estão maduros o suficiente para serem reconhecidos como adultos. Essa foi a inspiração para o curta Ride of Passage (Rito de Passagem), de 2012.
Fonte: [http://www.animamundi.com.br/2014/ser-gente-grande-pode-ser-muito-divertido/]

escrito por Adriana Santos

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PARA A MINHA AVÓ MÃE

para a minha avó mãe pessoa de todos nós


avó máxima do máximo de tudo na vida
o amor maior dos amores por tudo existente à sua volta e para lá de si.
a avó mais terna mais criativa mais inventiva jogadora de cartas ao peixinho na ilha da nossa infância. observadora de aviões de quantos passam lá no ar "16 hoje!" de estrelas de luas e de mar
"já viste, isto é um milagre, como é que conseguimos estar aqui a boiar ao de cima da água. isto só pode ser deus nosso senhor!"

sim avozinha, deus nosso senhor é boiar no mar e tu encarnada nele.
tu que nunca conheceste limites nem limitações só acreditar acreditar fé e acreditar num sem fim inacreditável de amor que és tu. porque deus é amor. e tu és Ele. porque estás acima de qualquer pecado materialista humano ou mesquinho porque te elevas por cima disso tudo e ficas a observar lá de cima ou cá de perto as nossas trocas e os nossos passos sem entender porque temos tanto medo.

que saudades de te ouvir deslumbrada com a natureza com a tecnologia com os desenhos animados "como é que eles fazem isto? olha o boneco a mexer! ai que coisa engraçada!" e a contares pelas quinquagésima vez a história do rapaz dos óculos que não quiseste como pretendente porque poderia passar para a família e de como depois logo a tua primeira filha precisou duns óculos. De como não devemos rejeitar as pessoas por essas coisas e de como tudo na vida tem um retorno e que nada acontece ao acaso.

não há medo para ti. não há nem nunca pode haver limites para a tua grandiosidade. se entendermos que sempre e só foste feita de amor a nossa vida não fica em vão.

sei que és maior do que o corpo físico que agora largaste mas o meu coraçãozinho ainda tão humano e tão poucochinho divino está apertadinho até ao âmago do ser. queria ver essa tua cara grande quase imaculada de rugas e impregnada de ternura mais uma vez. queria assistir à tua despedida com todos aqueles que também te amam e admiram e para os quais foste sempre tão generosa.
até imagino animais em torno de ti, e passarinhos e borboletas e cães e gatos e camaleões nos teus braços todo o dia na bela ilha da fuzeta.
e imaginar-te mais uma vez a dares as migalhas do pão diário aos passarinhos e de contares dos feitos milagrosos da rainha santa isabel para os pobres .. e tantos passarinhos tantos.. ai que saudades

que o que nos ensinaste em vida a sempre amar a sempre perdoar a sempre acreditar nos sirva de inspiração.

vai agora avó mãe sogra amiga irmã filha anjo mais nobre de deus vai em paz para o descanso merecido

"já viste, estar lá no alto a voar assim. ai como era a coisa que eu mais gostava.. de voar !"
Maria Máxima Guerra*

[mariana. Mais informação sobre a avó mãe Máxima]

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UM DIA A OLHAR A BAÍA

Um dia a olhar a baía da varanda do 11ãndar. Como o teclado não é luso brinca-se com as ondas que se vê no a.
Um dia não é suficiente mas já ajuda bastante.
A baía. Maputo. Os portugueses e as suas colónias de mar feitas. De cidades no mar feitas.
E tanto mar ..
tanto

uma pessoa perde-se nele e encontra-se sem querer por querer... porque é assim o memorar. Para se encontrar nesse grão de areia misto de arrogância e fragilidade humana… de ego.
Ai o ego..
O ego, majestade de areia no mar...
No mar todos somos liberdade e amor e ternura.  e vontade magistral de ser de sophia de mello breyner andresen encarnados.
partir daqui a falar natureza.
e que natureza.

o mar.  a sophia.  e já sem dor.
escrito por mariana

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 10


[clicar na imagem, para a ver melhor/maior]
CREPÚSCULO 
En la tarde, en las horas del divino
crepúsculo sereno,
se pueblan de tinieblas los espacios
y las almas de sueños.

Sobre un fondo de tonos nacarados
la silueta del templo
las altas tapias del jardín antiguo
y los árboles negros,
cuyas ramas semejan un encaje
movidas por el viento
se destacan oscuras, melancólicas
como un extraño espectro!

En estas horas de solemne calma
vagan los pensamientos
y buscan a la sombra de lo ignoto
la quietud y el silencio.
Se recuerdan las caras adoradas
de los queridos muertos
que duermen para siempre en el sepulcro
y hace tanto no vemos.

Bajan sobre las cosas de la vida
las sombras de lo eterno
y las almas emprenden su viaje
al país del recuerdo.
También vamos cruzando lentamente
de la vida el desierto
también en el sepulcro helada sima
más tarde dormiremos.

Que en la tarde, en las horas del divino
crepúsculo sereno
se pueblan de tinieblas los espacios
y las almas de sueños!
[José Asunción Silva]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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O MPT E A EDUCAÇÃO

A FENPROF colocou 3 questões aos candidatos às eleições europeias:

  1. INVESTIMENTO NA EDUCAÇÃO: Sendo o investimento na educação e na ciência uma responsabilidade do Estado, que percentagem mínima do PIB deve reverter para essas áreas?
  2. PRIVATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO: Em que condições pode o ensino privado ser financiado com dinheiros públicos?
  3. CONDIÇÕES DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM: Que medidas concretas devem ser implementadas para melhorar as condições de trabalho nas escolas?
A coligação dos partidos do governo (PSD/CDS) não respondeu. O MPT
[que, segundo me disseram. será conhecido no Parlamento Europeu como Marinho e Pinto's Theatre]
respondeu assim
[quem terá escrito "isto"? não haverá no MPT quem escreva melhor?]

[clique na imagem para ler melhor]

escrito por ai.valhamedeus

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