TRUMP(A)

hoje é sábado 279. HOMERO

Escrever o poema com um boi lavra o campo/
Sem que tropece no metro o pensamento/
Sem que nada seja reduzido ou exilado/
Sem que nada separe o homem do vivido
[Andresen, Sophia de Mello Breyner,  O búzio de Cós, Caminho, Lisboa (4° edição), 1997, pág. 14]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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VÍDEO DA SEXTA 196. "Runaway"

Runaway foi criado por Emily Buchanan, Esther Parobek e Susan Yung, estudantes da Ringling College of Art and Design.
escrito por Adriana Santos

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A PACC É UM VEXAME!


Desafio qualquer defensor da chamada prova de avaliação de conhecimentos e capacidades (PACC) a que, seriamente, analise o enunciado da prova de anteontem (está aqui) e mostre como é que esta prova distingue os bons professores dos maus professores.

A sensação que tenho é que, mesmo alguns dos camelos que nas tevês comentaram, a soldo, essa PACC (e a confundiram, com a maior das facilidades e de ignorância, com o processo de avaliação dos professores) -- mesmo esses, e alguns bem conceituados na praça político-partidária, não fazem ideia do que estão a falar.

escrito por ai.valhamedeus

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 18


[clique na imagem para a ver maior]

SILENCIO
Así como del fondo de la música
brota una nota
que mientras vibra crece y se adelgaza
hasta que en otra música enmudece,
brota del fondo del silencio
otro silencio, aguda torre, espada,
y sube y crece y nos suspende
y mientras sube caen
recuerdos, esperanzas,
las pequeñas mentiras y las grandes,
y queremos gritar y en la garganta
se desvanece el grito:
desembocamos al silencio
en donde los silencios enmudecen.
[Octavio Paz]
[esta foi a terceira ilustração de uma série de três, sugeridas por um tema comum: o Nevoeiro. A anterior está aqui].
foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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PROFESSORES EM PROTESTO CONTRA A PACC

Porque não se lê bem, transcrevo:
-- e como professor, não sente uma espécie de vergonha em fazer este tipo de protestos?
-- sinto é uma espécie de vergonha em viver num país onde professores precisam de fazer este tipo de protestos.
escrito por ai.valhamedeus

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ESTE GOVERNO SUBSTITUIU A DEMOCRACIA PELA MANHA


Não é para melhorar as escolas, é para mostrar quem manda. O resultado é que, se houver sarilhos, é porque andaram a pedi-los,
escrevia, um dia destes, Pacheco Pereira a propósito das manhas pouco democráticas deste governo para fintar a atividade sindical contra esta teimosia de uma prova estúpida para professores.

Continua a saga dos truques: Ministério proíbe concentrações de professores em dia de prova polémica. O SPRC promete:
Em todas as escolas onde está marcada a prova vai realizar-se uma reunião sindical. Nem que seja à porta da escola. Nenhum colega deve vigiar outros colegas.
escrito por ai.valhamedeus

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EX-CITAÇÕES * 145. os erros da troika


... Este país, que não é para novos nem para velhos diz, de certo, muito pouco aos que sonharam com um Estado que abandonaria a cauda da Europa e saberia afirmar a sua modernidade… A percepção dos “dez erros que abalaram Portugal”, como prefiro dizer, resulta patente mais do que das afirmações do autor de “Os Dez Erros da Troika em Portugal”, das sucessivas demonstrações de incompetência, irresponsabilidade, má fé e enviesamento ideológico, que investigou com um rigor inultrapassável…. 
…Os erros da Troika explicam o país que hoje somos, e como foi possível extrair aos particulares mais de 27 mil milhões de euros para reduzir o défice em nove milhões…. 
… Do meu ponto de vista, não há qualquer razão para inocentar ou perdoar aos homens de fato cinzento que por cá passaram, com uma arrogância e incompetência quase inultrapassáveis, e que, fechado este dossier, partirão para outra operação, quais verdadeiros pistoleiros contratados, dos velhos westerns, gozando das benesses que recusam aos outros, e aguardando reformas douradas e isentas de impostos, sem um minuto de pensamento para os reformados condenados à miséria. Mas não nos podemos esquecer dos mandantes do crime, e de que portugueses há que se vangloriam de ter sido autores e inspiradores da troika, e que o Governo português proclamou, ufano, que iria para além do imposto pelo exterior. … 
…Se não estivesse hoje convencido de que, como sustenta Ulrich Beck, tudo isto fez parte de uma estratégia merkeliana de tomada de poder, pensaria que a Europa era estúpida e partidária de comportamentos auto-lesivos, como escrevi há mais de um ano…. 
…Com o sentido injurioso de quem considera que não está num estado independente -- e que até é um dos mais antigos da Europa -- a troika e os seus mandantes atacaram em termos inaceitáveis um órgão de soberania português -- o Tribunal Constitucional. Nada, no entanto, que se compare com aquilo que os dirigentes políticos portugueses fizeram e que nos levaram para muito próximo da Hungria e da vergonhosa supressão da independência do poder judicial. …
[Eduardo Paz Ferreira, professor catedrático da Universidade de Direito de Lisboa]

escrito por Gabriela Correia, Faro

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hoje é sábado 278. FOI NO MAR QUE APRENDI

Foi no mar que aprendi o gosto da forma bela
Ao olhar sem fim o sucessivo
Inchar e desabar da vaga
A bela curva luzidia do seu dorso
O longo espraiar das mãos de espuma

Por isso nos museus da Grécia antiga
Olhando estátuas frisos e colunas
Sempre me aclaro mais leve e mais viva
E respiro melhor como na praia
[Andresen, Sophia de Mello Breyner, O Búzio de Cós e outros poemas (4ª edição), Editorial Caminho, Lisboa, 1997, pag. 11]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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HÁ MUITAS LINHAS. ESTA É UMA DELAS...


escrito por ai.valhamedeus

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VÍDEO DA SEXTA 195. "capuchinho vermelho 2"


Capuchinho Vermelho  trabalha para a agência Felizes para Sempre, que resolve problemas no mundo dos contos de fadas. No momento ela foi enviada para um treinamento junto com as Irmãs de Capuz, deixando o Lobo Mau, a Vovózinha  e o esquilo sozinhos nas missões. Quando uma bruxa desconhecida sequestra os irmãos João  e Maria  o trio é chamado para o resgate, mas a Vovózinha acaba sendo aprisionada. Capuchinho retorna para salvá-la, mas enfrenta problemas quando precisa trabalhar junto com o Lobo.
Fonte: [http://www.adorocinema.com/filmes/filme-127677/]

CAPUCHINHO VERMELHO: a nova aventura 1
http://youtu.be/hNUVNyNP1D4 (filme completo) 

escrito por Adriana Santos

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 17


[clique na imagem para a ver maior]

CONTEMPLAÇÃO

Sonho de olhos abertos, caminhando
Não entre as formas já e as aparências,
Mas vendo a face imóvel das essências,
Entre ideias e espíritos pairando...

Que é o mundo ante mim?  fumo ondeando,
Visões sem ser, fragmentos de existências...
Uma névoa de enganos e impotências
Sobre vácuo insondável rastejando...

E d'entre a névoa e a sombra universais
Só me chega um murmúrio, feito de ais...
É a queixa, o profundíssimo gemido

Das coisas, que procuram cegamente
Na sua noite e dolorosamente
Outra luz, outro fim só pressentido...
[Antero de Quental, in Sonetos]
[esta foi a segunda ilustração de uma série de três, sugeridas por um tema comum: o Nevoeiro. A anterior está aqui. A terceira, aqui].
foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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VÍDEO DA SEXTA 194. "os Três Porquinhos"

[A dança húngara nº5 de Brahms]


O desenho Pigs in a Polka de 1942, utilizando as "Danças Húngaras" de Brahms, reconta de forma inusitada a história do Lobo Mau e os Três Porquinhos.
Fonte: [http://www.livrariasaraiva.com.br]

escrito por Adriana Santos

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 16


CÂNTICO NEGRO
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
 
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
 
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
 
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
 
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
 
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
 
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
 
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
 
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
[José Régio, in Poemas de Deus e do Diabo]
[esta foi a primeira ilustração de uma série de três, sugeridas por um tema comum: o Nevoeiro. A segunda está aqui].
foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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hoje é sábado 277. E EU QUE ME ESQUECI

e eu que me esqueci de cultivar: família, inocência, delicadeza,
vou morrer como um cão deitado à fossa!
[Helder, Herberto,  A Morte Sem Mestre, Porto Editora, Porto, 2014, pág. 39]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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VÍDEO DA SEXTA 193. "matraquilhos"

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Sinopse
Amadeu é um adolescente popular com muitas aventuras e amigos fora do normal, que joga matraquilhos como um campeão. Ele tem uma vida fantástica e duas grandes paixões: os matraquilhos e a Laurita. Mas um dia tudo muda quando Amadeu tem de voltar a enfrentar o seu mais temível rival, El Macho, desta vez num jogo de futebol a sério. El Macho está decidido a vencer Amadeu e tirar-lhe tudo aquilo que ele ama: A vila onde vive, o bar onde trabalha, a sua mesa de matraquilhos e o coração de Laura, por quem Amadeu está secretamente apaixonado. Juntando-se a um grupo improvável de Matraquilhos muito divertidos e determinados em vencer, com a ajuda de Capi, o capitão da sua equipa, de "Liso", o líder da equipa adversária e dos restantes matraquilhos, Amadeu inicia uma aventura espetacular para salvar Laura e o sonho de todos. Juntos, irão descobrir que aqueles que são seus rivais dentro de campo, se podem transformar em amigos incondicionais fora dele.
Fonte [http//cinema.sapo.pt/filme/metegol]

escrito por Adriana Santos

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A BIBLIOTECA MUNICIPAL DE VISEU


É minha convicção que a Biblioteca Municipal de Viseu precisa de algumas "vistas mais largas" nalguns aspetos. Hoje, estranhei mais um.

Precisava de consultar a revista Colóquio-Letras de janeiro de 2011. Procurei-a na Biblioteca. Informaram-me de que não me poderiam informar, no momento, se a tinham em arquivo; o processo ("normal", acrescentaram) nestas circunstâncias é este: preenche-se uma requisição (e solicitamente entregaram-me a respetiva folha) e, no dia seguinte, havendo a publicação solicitada, estará à disposição para consulta.

Ou seja, terei (teria! porque, entretanto, desisti) que voltar amanhã para, amanhã, saber se a Biblioteca tem a publicação que desejo consultar e, no caso de ter (o que só saberia amanhã), a poder consultar. Hoje, só preencher a requisição.

Isto, em 2014 e numa biblioteca com esta dimensão,... santo Deus!...
Post scriptum: escrito o anterior desabafo, optei por procurar um número recente de uma outra revista (um outro título). Na prateleira da estante vizinha, estavam Colóquio-Letras em número suficiente para me despertar a curiosidade: entre os números expostos (do 163, de janeiro-abril de 2003 até ao atual 186, de maio-agosto de 2014), lá estava o nº 176, que eu pretendia. E senti-me tentado a concluir que quem está a "atender" neste espaço poderia estar, com o mesmo/pouco à-vontade..., a vender frigoríficos ou algo assim.

escrito por ai.valhamedeus

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 15



JUNTO ÀS MARGENS DE UM RIO 

Junto às margens de um rio docemente
Com meus suspiros altercando,
A viva apreensão ia pintando
Passadas glórias no cristal luzente. 
Mas quando nesta ideia mais contente
O coração se estava recreando,
Despenhou-se do peito o gosto brando,
Envolto com a rápida corrente. 

Lá vão parar meus gostos no Oceano, 
Ficando inanimado o peito frio,
Que o recreio buscou só por seu dano. 

Acabou-se o contente desvario,
E meus olhos saudosos do engano
Quase querem formar um novo rio.
[Maria Teresa Horta, in As Luzes de Leonor]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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VÍDEO DA SEXTA 192. "Rio 2"


SINOPSE
Blu vive feliz no Rio de Janeiro ao lado da companheira Jade e seus três filhotes, Carla, Bia e Tiago. Seus donos, Linda  e Túlio, estão agora na floresta amazônica, fazendo novas pesquisas. Por acaso eles encontram a pena de uma ararinha azul, o que pode significar que Blu e sua família não sejam os últimos da espécie. Após vê-los em uma reportagem na TV, Jade insiste para que eles partam para a Amazônia. Blu inicialmente reluta, mas acaba aceitando a ideia. Assim, toda a família parte em uma viagem pelo interior do Brasil rumo à floresta amazônica sem imaginar que, logo ao chegar, encontrarão um velho inimigo: Nigel.
Fonte: [http://www.ilovefilmesonline.com/2014/03/rio-2-filme-online.html]

escrito por Adriana Santos

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 14


QUANDO AS PARALELAS SE TOCAM!

Palavras caladas
que se cruzam
na corrente dos olhos.
Silêncios tantos
numa dimensão
do tempo sem tempo,
onde as palavras
tinham perdido todo o sentido,
onde o mar deixou de beijar as areias.
Fez-se presente
aquele presente;
e todos os poemas
saltaram da ponta dos meus dedos
e ali os teus olhos
juntos de tantos olhos
se perderam nos meus.
Esqueço-me
aqui das rimas
e da cadência dos versos,
esqueço-me das luzes mortiças
que iluminam a sala…
há um holofote
dirigido aos teus lábios
que perderam o sabor dos meus.
Do outro lado da plateia
estás tu…
tu a quem os dias são noites…
são noites…
São…
E olho-te
neste meu olhar desviado,
e os lados da plateia
juntam-se num sorriso único…
olhas-me…
ela olha-me
e os meus braços
criam asas num abraço.
Um encontro…
um reencontro…
duas pétalas trazidas pelo vento.
[Francisco Valverde Arsénio (a publicar)]

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NÃO FIQUES PARA TRÁS, Ó COMPANHEIRO

Musicalmente, a minha tarde começou com LOPES-GRAÇA, recordado por José Gomes Ferreira, o qual, a 21 de outubro de 1965, escreveu:

De repente, recordei-me de que em 1945 alguns amigos estranharam a divulgação sem entraves da canção do Graça: Não fiques para trás, ó companheiro. 
-- Não sei porque haviam de proibi-la... -- expliquei eu então. -- No fim de contas trata-se duma mera canção de camping. 
-- Sim... -- confirmou o Assis Esperança -- de camping de concentração.
A canção, recordo, é esta:


escrito por ai.valhamedeus

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