TRUMP(A)

OUTONO QUENTE


Não se sabe (não?) de quem é a responsabilidade (pelo menos, a política) do caos em que o Citius transformou os tribunais...
...mas esta Paula da Cruz, há uns anos atrás (em 2008), era lucidamente ativíssima a pedir demissão de ministros:



que se demita ele! a mim, chega-me o pedido de desculpas...


(a notícia, aqui)
No decorrer do dia de quinta-feita e sexta-feira, as notícias davam conta das relações próximas que Miguel Macedo tinha com alguns dos suspeitos, como Albertina Gonçalves, sua ex-sócia na sociedade de advogados, ou António figueiredo, presidente do IRN.


daqui não saio, daqui ninguém me tira!... Irrevogavelmente!


(a notícia, aqui)
Como diria o outro, Porreiro, pá!

escrito por ai.valhamedeus

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VÍDEO DA SEXTA 210. "o menino e o mundo"


O Menino e o Mundo vence o CINANIMA, em Espinho."Melhor Longa Metragem CINANIMA 2014" e "PRÉMIO DO PÚBLICO":



O menino e o mundo faz crítica social pelo olhar de uma criança. Sofrendo com a falta do pai, um menino deixa sua aldeia e descobre um mundo fantástico dominado por máquinas-bichos e estranhos seres . Uma animação com várias técnicas artísticas que retrata as questões do mundo moderno através do olhar de uma criança.
O Menino e O Mundo (O Menino e O Mundo, 2013 / Brasil)
Direção: Alê Abreu
Roteiro: Alê Abreu
Duração: 80 min.

Entrevista com o diretor Alê Abreu


escrito por Adriana Santos

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QUEM NÃO TEM CÃO...

Quem não tem cão caça com gato... ou com rato... ou com o que calha...


A foto superior apresenta o "cenário" em que foram feitas várias fotos. Designadamente, a foto que está em baixo.



Bem sei que olhar o "cenário" faz perder a "poesia" da foto final. Mas poderá também ser um incentivo a quem não tem cão. incentivo a que cace com... o que calhar.

escrito por ai.valhamedeus

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 35

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LLUVIA

La lluvia tiene un vago secreto de ternura,
algo de soñolencia resignada y amable,
una música humilde se despierta con ella
que hace vibrar el alma dormida del paisaje.

Es un besar azul que recibe la Tierra,
el mito primitivo que vuelve a realizarse.
El contacto ya frío de cielo y tierra viejos
con una mansedumbre de atardecer constante.

Es la aurora del fruto. La que nos trae las flores
y nos unge de espíritu santo de los mares.
La que derrama vida sobre las sementeras
y en el alma tristeza de lo que no se sabe.

La nostalgia terrible de una vida perdida,
el fatal sentimiento de haber nacido tarde,
o la ilusión inquieta de un mañana imposible
con la inquietud cercana del color de la carne.

El amor se despierta en el gris de su ritmo,
nuestro cielo interior tiene un triunfo de sangre,
pero nuestro optimismo se convierte en tristeza
al contemplar las gotas muertas en los cristales.

Y son las gotas: ojos de infinito que miran
al infinito blanco que les sirvió de madre.

Cada gota de lluvia tiembla en el cristal turbio
y le dejan divinas heridas de diamante.
Son poetas del agua que han visto y que meditan
lo que la muchedumbre de los ríos no sabe.

¡Oh lluvia silenciosa, sin tormentas ni vientos,
lluvia mansa y serena de esquila y luz suave,
lluvia buena y pacifica que eres la verdadera,
la que llorosa y triste sobre las cosas caes!

¡Oh lluvia franciscana que llevas a tus gotas
almas de fuentes claras y humildes manantiales!
Cuando sobre los campos desciendes lentamente
las rosas de mi pecho con tus sonidos abres.

El canto primitivo que dices al silencio
y la historia sonora que cuentas al ramaje
los comenta llorando mi corazón desierto
en un negro y profundo pentágrama sin clave.

Mi alma tiene tristeza de la lluvia serena,
tristeza resignada de cosa irrealizable,
tengo en el horizonte un lucero encendido
y el corazón me impide que corra a contemplarte.

¡Oh lluvia silenciosa que los árboles aman
y eres sobre el piano dulzura emocionante;
das al alma las mismas nieblas y resonancias
que pones en el alma dormida del paisaje! 
[Federico García Lorca]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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hoje é sábado 293. CASA

A luz do carbureto
que ferve no gasómetro do pátio
e envolve este soneto
num cheiro de laranjas com sulfato
(as asas pantanosas dos insectos
reflectidas nos olhos, no olfacto,
a febre a consumir o meu retrato,
a ameaçar os tectos
da casa que também adoecia
ao contágio da lama
e enfim morria
nos alicerces como uma cama)
a pedregosa luz da poesia
que reconstrói a casa, chama a chama.
[Oliveira, Carlos de, Trabalho Poético, Assírio & Alvim, Lisboa, 2003, pág.193]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 34

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UMA NÉVOA DE OUTONO O AR RARO VELA
Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu. 
Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono. 
De sentir é só a janela a que eu assomo. 
Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]
[Fernando Pessoa]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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O INÍCIO... DESTE MUNDO


Só uma curiosidade: alguma vez o leitor se perguntou como é que este blogue começou? ;-)

Digo-lho eu, mesmo que se não pergunte. Foi com um post com o título O mundo não é só Washington nem Lisboa. Uma espécie de  chavão que, de certo modo, era o resumo do que pretendia que fosse este espaço -- uma "ideia" inicial que entretanto evoluiria, em formulação de slogan, para ...porque as ideias movem o Mundo. 

Pouco tempo depois, com o texto Morreu um homem perpetuei aqui a memória de um homem com ligações fortes (digamos assim) a um dos colaboradores assíduos do Ai Jesus!.

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PENSAMENTO DO DIA EM VERSO_7

Continuar o caminho que iniciámos
Afirma o Crato sobre a Educação.
Ai, mas o caminho é um beco sem saída!
E ele não vê, não?
escrito por Gabriela Correia, Faro

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A RETROSPETIVA DE JORGE JESUS


Sobre a "pressão" do Vitória de Guimarães
("provisoriamente" a liderar o campeonato), 
diz o grande líder do SLBenfica:
Se se fizer uma retrospetiva para trás...
Ainda bem que é nesse sentido! olha se era para a frente...

escrito por ai.valhamedeus

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ABRIU A CAÇA

escrito por ai.valhamedeus

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hoje é sábado 292. SOLIDÃO

Que venham todos os pobres da Terra
os ofendidos e humilhados
os torturados
os loucos:
meu abraço é cada vez mais largo
envolve-os a todos!

Ó minha vontade, ó meu desejo
— os pobres e os humilhados
todos
se quedaram de espanto!...

(A luz do Sol beija e fecunda
mas os místicos andaram pelos séculos
construindo noites
geladas solidões.)
[Fonseca, Manuel, Obra Poética (7ª edição), Editorial Caminho, Lisboa, 1984, pág. 150]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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LIMPAR O INTERIOR DO VIDRO DE UM DIGITALIZADOR


O texto Limpar o vidro do Epson V500, publicado n'O meu baú, pode interessar a quem tenha um digitalizador (designadamente, o Epson V500 Photo) com uma espécie de vapor (poeiras?) a manchar o interior do vidro e a influenciar negativamente as digitalizações. Explica claramente como o limpar.

escrito por ai.valhamedeus

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VÍDEO DA SEXTA 209. "Dripped"

Foi Pollock quem desenvolveu a técnica do dripping (gotejamento) na pintura.

Dripped de Léo Verrier foi selecionado para o Annecy 2011 (Annecy International Animation Film Festival):


Manhattan - No início dos anos 50; Jackson Pollock é um amante apaixonado da arte e visita museus durante todo o dia. Consumido pelo desejo de absorver a inspiração de seus artistas favoritos, ele rouba suas pinturas ... e come-as! Encontrando-se sozinho em seu apartamento depois de ter consumido cada pintura roubada, Jackson ainda sente fome, de modo que tenta pintar com pincel, tinta e tela ... produzindo resultados inesperados!
Fonte: [YouTube]

escrito por Adriana Santos

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 33


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CADA DIA SEM GOZO NÃO FOI TEU
Cada dia sem gozo não foi teu 
Foi só durares nele. Quanto vivas 
Sem que o gozes, não vives.  
Não pesa que amas, bebas ou sorrias: 
Basta o reflexo do sol ido na água 
De um charco, se te é grato. 
 Feliz o a quem, por ter em coisas mínimas 
Seu prazer posto, nenhum dia nega 
A natural ventura!  
[Ricardo Reis (heterónimo de Fernando Pessoa). In Livro de Mágoas]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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FRASE DO SÉC. XXI

Estamos a evoluir
[Nuno Crato (dispensa apresentações)]

escrito por Gabriela Correia, Faro

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hoje é sábado 291. GÉNESIS

Temor o tens de ti, meu Deus, eu não.
Temor do amor que possas vir a ter
e de um gesto que faças sem saber
a quem atinges ou proteges. São

bem teus ainda, quando ao coração
reduzem o dever de não morrer
como homens que te percam. Mesmo ver
que a quanto te amam temes... Nenhum pão

aceitam puro em que a vingança esplenda.
A Terra pesa tanto! E a densa venda,
se ao peso dela cai, mostra-os - e vejo-te,

e que não és sem ela nem com ela.
Mas para eles até a ausência é bela.
Não temas: eu abrigo-te e protejo-te.
[Sena, Jorge de, VERBO, Deus como interrogação na Poesia Portuguesa, seleção e prefácio José Tolentino Mendonça e Pedro Mexia, Assírio & Alvim, s/l, 2014, pág. 63]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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VÍDEO DA SEXTA 208. "Fallin’ Floyd"


O curta de animação Fallin’ Floyd  fala sobre Floyd, um homem simples, músico de rua que junta seu dinheiro com muito esforço para comprar um anel de noivado e é rejeitado pela namorada. Para além de perder a rapariga ele ganha um novo companheiro, um pequeno demónio preto que representa seus problemas psicológicos.
escrito por Adriana Santos

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 32


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RUÍNAS
Se é sempre Outono o rir das Primaveras,
Castelos, um a um, deixa-os cair…
Que a vida é um constante derruir
De palácios do Reino das Quimeras! 
E deixa sobre as ruínas crescer heras,
Deixa-as beijar as pedras e florir!
Que a vida é um contínuo destruir
De palácios do Reino das Quimeras! 
Deixa tombar meus rútilos castelos!
Tenho ainda mais sonhos para erguê-los
Mais alto do que as águias pelo ar! 
Sonhos que tombam! Derrocada louca!
São como os beijos duma linda boca!
Sonhos!… Deixa-os tombar… Deixa-os tombar
[Florbela Espanca, Ruínas. In Livro de Mágoas]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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DO CONTRA [105] francisco, o papa misto


O papa Francisco, desde o início do seu mandato, tem provocado admiração por atitudes que toma e afirmações que faz. Frases "bombásticas" sobre as mães solteiras, quebras de protocolo para assumir posturas "populares",... são recorrentemente divulgadas nos mais diversos sítios, incluindo o popular Facebook.

aqui o disse: acho tudo isso folclore, que não atinge nem sequer belisca o essencial da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR). O Papa serve para os dois lados, é um Papa misto: faz e diz coisas que agradam àqueles que gostariam de ver a ICAR renovada, mas a ICAR segue imperturbada o seu anquilosado e anquilosante sendeiro doutrinal.

A última prova foi o sínodo extraordinário dos bispos. Sendo um sínodo assoprado pelos ventos papais, proclamou-se que... agora é que era: homossexuais veriam reconhecido o seu "estatuto"; os divorciados e recasados, o acesso aos sacramentos incluindo o de novo matrimónio. Mas, aproximando-se a reunião do fim, numa declaração também ela mista, os homens do boné vermelho anunciam que sim (que os homossexuais devem ter um lar mais acolhedor -- a ICAR, já se vê), mas que não (que a homossexualidade é condenável)...

E a declaração final é ainda mais mista: acentua "os grandes desafios da fidelidade no amor conjugal", puxa as orelhas às
"crises matrimoniais enfrentadas, frequentemente, em modo apressado e sem a coragem da paciência, da verificação, do perdão recíproco, da reconciliação e também do sacrifício"...
... "criando situações familiares complexas e problemáticas para a escolha cristã". Ora aí está... a sentença para os divorciados! No que toca aos homossexuais, a posição é ainda mais mist(ic)a: é preciso vasculhar pacientemente o documento para encontrar lá vestígios de tal raça.

Abaixo, pois, os imorais atos homossexuais"! viva a indissolubilidade do casamento! Palavra da ICAR! AMEN!

escrito por ai.valhamedeus

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hoje é sábado 290. RÍGIDOS SEIOS

Rígidos seios de redondas, brancas,
frágeis e frescas inserções macias,
cinturas, coxas rodeando as ancas
em que se esconde o corredor dos dias; 
torsos de finas, penugentas, frias,
enxutas linhas que nos rins se prendem,
sexos, testículos, que inertes pendem
de hirsutas liras, longas e vazias 
da crepitante música tangida,
húmida e tersa na sangrenta lida
que a inflada ponta penetrante trila; 
dedos e nádegas, e pernas, dentes,
Assim, no jeito infiel de adolescentes,
a carne espera, incerta, mas tranquila.

[Sena, Jorge de, Antologia Poética, Asa Editores, Porto 2001 (2ª edição), pág. 69]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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