["Adão e Eva no Paraíso", de Paul Rubens e Jan Brueghel, o Jovem]
Diz a Bíblia, infinita fonte de saber, que a Eva foi seduzida por uma serpente a comer do fruto da sabedoria e, depois, ela seduziu Adão, que estava a leste disto tudo. E vai de lá Deus, que tinha proibido Adão e Eva de comer o fruto da árvore que estava no meio do Éden para não conhecer o bem e o mal, amaldiçoou um e outro e obrigou ela a padecer na gravidez e ele, a trabalhar.
Tout court.
Um dos efeitos de comerem o fruto
(maçã, romã?)
foi de se verem nus e terem vergonha
(de quê, não se sabe).
O homem
(Deus)
não se conteve e proferiu uma sentença ou decisão semelhante ao juiz Matateu de Loulé (*): atingiu a família e, no caso de deus, as gerações futuras
(tal como a tróica...):
“com o suor do teu rosto comerás o pão pois és pó e ao pó voltarás”. Um inferno, desejou Deus.
Há uma passagem interessante que mostra a consideração que o homem (?) tinha pelas mulheres. Adão é condenado “porque deste atenção à tua mulher e comeste da árvore proibida”... Este Deus é do caraças...
(*)
O juiz Matateu, nos anos sessenta, em Loulé, mandou prender a mulher de um cigano que ousou falecer a oito dias de ter cumprido a pena...
escrito por
Carlos M. E. Lopes
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