O detido 44, por ironia do destino e pelo labor do tempo, dá a sua primeira
entrevista a um órgão de Comunicação Social (a TVI), um dia após a entrada em funções, como director de informação, de Sérgio Figueiredo.
A ironia não se fica por aqui; este foi o órgão de informação que Pinto dos Santos mais
criticou, acolhendo-se agora no seu seio, usando uma liberdade (a de opinião) que tanto combateu!
Considero que JSPS e a TVI, por se tratar de factos do interesse público, cumpriram o seu papel; além de mais, sabemos agora - e está escrito - que da venda de um bem patrimonial da sua mãe, o detido recebeu 75%, deixando 2 sobrinhas a reclamar idêntica percentagem. A ser verdade, o azedume contra a divulgação das perguntas do
Expresso
(bem diferentes das da TVI)
e a confusão que paira já em toda esta correspondência, adensam cada vez mais as dúvidas sobre o limitado espaço de manobra de JS. Se ele refere, apesar da detenção de mais de 30 dias, que isto só agora começou, vamos aguardar.
O inquilino de Belém foi, entretanto,
instado
(através de um estranho argumento)
a pronunciar-se, até porque, daqui a poucos meses, também poderá ser preso. Portugal e presídio, andam perto no alfabeto - e até o número de letras coincide! - se lá forem alojados
(no presídio)
mais alguns, haveremos de ficar gratos por isso. Quem não nos merece, não deve, em nosso nome, exercer o nobre ofício da política.
escrito por
Jerónimo Costa
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