TRUMP(A)

hoje é sábado 301. NÃO COMPREENDEM NADA


Entrei no barbeiro e disse
Sossegado:
“Tenha a bondade, penteie-me as orelhas”.
O amável baeta logo ficou picado,
Esticou a cara até às sobrancelhas.
“Maluco!
Palhaço!” –
As palavras a saltar.
O insulto remexeu-se como um cacarejo,
E durante mu-u-u-ito tempo
Riu a cabeça de alguém,
Como um velho rabanete na multidão sem par.

(1913)

[Maiakovski, Eu Próprio. Poesia 1912-1916, vol 1, Editora Vento de Leste, Lisboa,1979, pág. 48]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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O PARTIDO LIVRE

A nossa esquerda vai de vento em popa. O Podemos, antes de ser formado, já tem uma dissidente, a Joana Amaral Dias saiu do BE e agora saiu do Podemos antes de este existir

(coisa difícil). 
O BE tem dado origem a grupinhos e grupelhos. Mas há um partido que dificilmente terá dissidentes: o Livre! Que se saiba, o Livre é formado por uma pessoa: o Rui Tavares. Convidado por Miguel Portas para integrar o BE nas europeias como independente, zangou-se com o Louçã, saiu do grupo, mas não de Deputado Europeu. Como se sabe, no nosso sistema eleitoral as eleições são uninominais… Partido unipessoal lhe chamou Louçã… e com razão. Entretanto, essa esquerda “diferente” está a pôr-se a jeito para integrar um futuro governo de António Costa e até, se calhar, deputado. Espero que venha a fazer parte da comissão parlamentar de ética. Temos garantias de rigor e isenção.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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A FUNDAÇÃO MÁRIO SOARES

Mário Soares não é um político por quem tenha grande consideração. E isto mais pelo feitio, pela forma como sempre procurou estar na ribalta, atropelando quem se opusesse, jogando fora quem não lhe servisse. Não o critico pelo papel na descolonização porque, na altura, julgo não haver outra coisa a fazer. Dito isto…

Recebi, há dias, uma petição para que os subsídios à Fundação Mário Soares fossem cancelados. Os brutos que me contactaram não sabem o que é a Fundação, nem o que faz. Mas só o nome do patrono lhes causa calafrios. São as mesmas bestas que acham que o Parlamento deveria ser extinto

(para que serve aquela merda?) 
e que os partidos não deveriam existir. Ignorantes, alarves, merdosos, são os mesmos que acham que a educação e a memória do nosso património são uma perda de tempo. Não lhes passa pela cabeça que a actividade desenvolvida pela Fundação é culturalmente relevante e importantíssima para o nosso país e um facto de que nos deveríamos orgulhar.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

Qualquer aprendiz da nossa “social-democracia” encarrilou na vertente liberal. Ninguém se lembra, talvez, que Balsemão, nos anos 80, afirmou que “ser social-democrata, hoje, é ser liberal”. Milton Friedman e os Chicago Boys campearam…

Alguns jornalistas da nossa praça são ferozes liberais -- e há que cortar “gorduras” e diminuir o Estado.

Veio a público, por exemplo, que em Portugal, em 2011, o emprego público pesava 11% no emprego, quando a média da OCDE era de 15%. E desde 2011 temos perdido, cerca de 4% ao ano, tendo Portugal perdido 11% dos funcionários públicos de 2011 a 2014.

Quando fazemos alguma coisa, fazemos bem, punhefla

escrito por Carlos M. E. Lopes

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O XICO DA FORNICAÇÃO DOS COELHOS

Quem se excita todo/a com a progressividade do papa Xico tem cada vez mais dificuldade em fundamentar a sua tese. Depois de os infiéis que ultrajam os sentimentos religiosos levarem um soco no estômago, foi agora a vez de os que andam praí a fornificar sem jeito serem enfiados em bacanais dos coelhos fornicadores

(ou seja, no dos selvagens, porque, pelos vistos, os domésticos não fornicam assim... sem dó nem piedade).

Antes que alguém me acuse do contrário, declaro publicamente que reconheço a Sua Santidade (SS) o direito de achar que só devíamos fornicar uma vez por mês ou por ano ou por século. Fornicar com ou sem preservativo, com sida ou sem ela, um por cima e o outro por baixo ou o outro por cima e o um por baixo, a dois ou a três ou a nove,... ou o que SS entender.

Acho mesmo que SS tem o direito de condenar às chamas do inferno quem usar lingerie de determinadas cores -- o vermelho, por exemplo, que é uma cor satânica
[não é verdade que uma cuequinha vermelha cria apetites do caraças -- queria dizer, apetites de coelho?]
Acho mesmo que SS tem o direito de seguir o exemplo de outras religiões e condenar às chamas do inferno ou do purgatório
[não faz mal se já não existe purgatório ou se não há lá chamas. Reconheço-lhe o direito, nesse caso, de criar um. Um purgatório com chamas do tamanho que SS entender]
de condenar a essas penas, dizia eu, aqueles que bebam álcool ou comam carnes de porco.

Por mim, declaro publicamente, continuarei a fornicar com a frequência e a vitalidade que mo permitirem as forças que Deus entendeu ainda me conservar. Não sei se será como coelhos, que nunca vi coelhos fornicarem, como SS parece ter apreciado. Fornicarei como Deus ainda me permite.

E que Deus seja louvado!

escrito por ai.valhamedeus

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 44

[Clique na imagem, para a ver maior]
UM RIO TE ESPERA
Estás só, e é de noite,
na cidade aberta ao vento leste.
Há muita coisa que não sabes
e é já tarde para perguntares.
Mas tu já tens palavras que te bastem,
as últimas,
pálidas, pesadas, ó abandonado. 
Estás só
e ao teu encontro vem
a grande ponte sobre o rio.
Olhas a água onde passaram barcos,
escura, densa, rumorosa
de lírios ou pássaros noturnos. 
Por um momento esqueces
a cidade e o seu comércio de fantasmas,
a multidão atarefada em construir
pequenos ataúdes para o desejo,
a cidade onde cães devoram,
com extrema piedade,
crianças cintilantes
e despidas. 
Olhas o rio
como se fora o leito
da tua infância:
lembras-te da madressilva
no muro do quintal,
dos medronhos que colhias
e deitavas fora,
dos amigos a quem mandavas
palavras inocentes
que regressavam a sangrar,
lembras-te de tua mãe
que te esperava
com os olhos molhados de alegria. 
Olhas a água, a ponte,
os candeeiros,
e outra vez a água; 
a água;
água ou bosque,
sombra pura
nos grandes dias de verão. 
Estás só.
Desolado e só.
E é de noite.
 [Eugénio de Andrade]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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CAI O CARMO E A TRINDADE? CAI!


De repente - e compreende-se - com tanta desavença em torno do espírito santo, que por uma estranha metáfora, era uma espécie de illuminati dos papas, acabou (também) por tremer o Carmo. Mesmo nas nuvens
(e perto de Deus!?) 
o Papa Francisco acrescentou umas achas para a fogueira e, de um sopro, aragem que faz medrar os incêndios, resolveu, ali mesmo, no avião (?!) rever a teoria de (não) “dar a outra face” regressando a uma espécie de direito natural da força:
"se um grande amigo fala mal da minha mãe, ele pode esperar um soco, e isso é normal." 
Bela epifania para quem tem percorrido tempestades contrariando a ideia de que quem anda à chuva molha-se. Bastou uma hedionda matança, em Paris, no XI arrondissement, onde se cultiva a liberdade de expressão, através da sátira, para o mais alto dignitário dos Cristãos achar uma espúria comparação e disponibilizar o soco (a um amigo) para resolver a contenda. Certamente por se achar mais forte; sabendo-se mais fraco, quem sabe, era capaz de ir buscar a kalashnikov para acertar contas com o incauto.

Sei que a liberdade de expressão é assunto sério, sendo, por isso, um referencial da democracia. Há gente disposta a cercear a liberdade, não a sua, mas a dos outros. Todos (?!) sabemos como isto começa; Marine já deu o mote: referendo sobre a reintrodução da pena de morte
(O Charlie já a experimentou e o Papa ainda só vai no soco) 
e a revisão do Tratado de Schengen. Não saberemos como isto termina. Dizem os livros que passa pela censura, auto-censura, interrogatórios arbitrários, prisão e limitação, em nome da segurança, de um conjunto de liberdades.


Está desenhado o caminho e há muito que descansa nos cartoons, acenando-nos com o inevitável retrocesso civilizacional. Aliás, há muito que os islâmicos vêm reclamando da cruz na bandeira da Suíça e estes, nos produtos que querem exportar para os países islâmicos, já lhes fizeram a vontade: substituíram a cruz! Um dia ainda vamos ter que adoptar a Sharia…

escrito por Jerónimo Costa

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SANTANA E A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Ontem, no Público, a boa imprensa vem dizer que Santana Lopes é presidenciável.


Santana Lopes é uma anedota. Tal como Cavaco era. Este chegou lá, ninguém sabe porquê. O homem não prestou, não presta e não prestará. Em torno dele vegetou o Loureiro, o Oliveira e Costa e quejandos. Em torno do Santana vegetou ele próprio: incompetente, demitido por isso mesmo pelo insuspeito Sampaio.

Estaremos sujeitos a isto, mais uma vez?

escrito por Carlos M. E. Lopes

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SÓCRATES, O COITADO...

Há muitos anos que não dou prendas no Natal. E cada ano que passa recebo menos (é natural)… Mas quero dizer que atingi o cume da alegria com a prisão do José Sócrates. Pode ser inocente, mas só o facto de ter sido preso me deixou cheio de alegria. Sempre o achei arrogante, ignorante, vaidoso, sicofanta, malandro. Chega?


Mas há uma coisa que não compreendo. O fulano deu uma entrevista à TVI
(mesmo que o meu Ilustre Colega Pedro Delile diga que não) 
onde afirma que nunca foi confrontado com qualquer facto criminoso. “Onde, quando e como?”. A partir daí vem a lume que o MP lhe quer instaurar um processo por violação de segredo de justiça. Como assim? Se o que ele disse é mentira, não há violação do segredo de justiça; se o que ele disse é verdade, só têm de libertar o homem…
(esta minha opinião é de cidadão, não de advogado. Enquanto tal, não me pronuncio, não conheço, não vi e não sei e não quero).
escrito por Carlos M. E. Lopes

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A TAP E O EXPRESSO

No Expresso desta semana vêm dois artigos interessantes sobre a TAP. Um, de João Viera Pereira, penso que economista com provas dadas em empresas de referência

(digo eu, não sei) 
-- e outro, do Nicolau Santos, economista e diretor-adjunto do Expresso. O primeiro diz que se deverá entregar a TAP aos sindicatos
(com aquela ironia fina que caracteriza os economistas de sucesso…); 
o outro entende que o que consta do caderno de encargos da privatização significa que a TAP, naquelas condições, não vai ser privatizada.


Tal como os economistas, nada sei de economia. Espanta-me como se privatiza a EDP que, depois de não poder ser gerida pelo Estado, pode ser gerida por uma empresa do Estado… chinês… e como se pretende privatizar a TAP, à pressa, quando estamos perto de eleições legislativas. E há muita gente que se tem manifestado contra essa solução, nomeadamente… economistas de referência
(esses, sim, com provas dadas).
A “coisa” não mereceria alguma reflexão? Eu, contra as privatizações? Nem pensar! O Pedro queria privatizar os cemitérios, o Reagan privatizou as prisões, eu privatizava… o Estado. Já!
(queria ver onde “eles” iam arranjar trampolim para as suas vidas…)
escrito por Carlos M. E. Lopes

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hoje é sábado 300. TÉDIO

Não vivo, mal vegeto, duro apenas,
Vazio dos sentidos porque existo;
Não tenho infelizmente sequer penas
E o meu mal é ser (alheio Cristo)
Nestas horas doridas e serenas
Completamente consciente disto.
[Pessoa, Fernando, Novas Poesias Inéditas, Edições Ática, Lisboa, 1979, pág. 19]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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EU SOU CHARLIE... TUDO PERDOADO!


Encontrei na Internet, para descarregar, a última edição do Charlie Hebdo (de 14/jan/2015). Tratando-se de coisa tão séria, suponho não ser pirataria, pelo que deixo aqui indicação dos sítios onde presumivelmente estará: aqui ou aqui.

escrito por ai.valhamedeus

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VÍDEO DA SEXTA 216. "Vida Maria”


VIDA MARIA é um curta de 2006 dirigido por Márcio Ramos. 
O filme mostra a história do que mais se vê no interior do nordeste do Brasil (e não só lá):  crianças que têm sua infância interrompida para ajudar a família a sobreviver.
Fonte: [http://www.contioutra.com/]

escrito por Adriana Santos

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DO CONTRA [108] papa xico não é charlie


O Papa Xico, a pretexto do ataque ao semanário Charlie Hebdo, sentenciou que a liberdade de expressão não dá direito de insultar a fé do próximo.

Sua Santidade confunde aqui duas coisas (dois planos). Esperar-se-ia, porque é inspirado pelo divino espírito santo, que as não confundisse
(já outro tanto não se espera da eurodeputada Ana Gomes, que deve ter outros bichos inspiradores).
Sua Santidade confunde crenças/ideias com pessoas. E insiste na confusão quando compara/argumenta as ofensas ao Islão com as ofensas à (sua) mãe:
 "se um grande amigo fala mal da minha mãe, ele pode esperar um soco, e isso é normal. Não podemos provocar, não podemos insultar a fé dos outros, não podemos ridicularizar".
Porque, quem sabe?, o papa Xico poderá ler estas linhas, vou tentar explicar-lhe que uma coisa são crenças e outras, pessoas. Para dar um exemplo do catolicismo: eu acho tola a crença dos católicos na transubstanciação. Que alguém acredite que um pedaço de pão se transforme no corpo de um deus sem qualquer sinal que aponte nesse sentido -- isto é um perfeito disparate. No entanto, isto não impede o meu relacionamento com muitas pessoas (amigos, familiares) que acreditam na transubstanciação. Mais: já transportei pessoas, que não poderiam ir de outro modo, para "assistirem" à missa.

Esta distinção, de pessoas e das crenças das pessoas, tem várias virtudes; algumas:
  • permite a livre expressão, incluindo a "do outro lado"; permitiu ao ex-arcebispo-atual-papa "ofender" os gays proclamando que o casamento gay é uma manobra do diabo para destruir famílias (ou, vinda do outro lado, a ofensa deixa de ser ofensa?);
  • permite que se recorra aos tribunais e outros modos legalmente/legitimamente estabelecidos de punição; permitiu que alguns portugueses recorressem aos tribunais, por se sentirem ofendidos por uma imagem do papa, de outro papa mais tolo que este, com preservativo no nariz.
  • evita atitudes como a da Arábia Saudita que declarou, na lei, que todos os ateus são terroristas ; evitaria, por mais incrível que possa parecer, a chacina no Charlie Hebdo (e até, eventual e paradoxalmente, o fim do semanário); evitaria a caça aos cristãos nalguns países...

Se virem o papa Xico por aí, digam-lhe que passe por aqui!...

escrito por ai.valhamedeus

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 43

[Clique na imagem, para a ver maior]
MOMENTO
Nenhum sopro de ausência. Só a paixão
suave
de um sol íntimo
no seu ninho verde e alaranjado.
Simplicidade de substância volátil,
desejo no seu silêncio,
luxo indolente, frescura de vértebras solares. 
intimidade perfeita
e que demora numa cândida estância.
Tudo se tornou interno neste espaço interior,
na delícia extrema de um sossego de folhas.
O que era fugaz converteu-se em tempo enamorado
e em tranquila doçura de hábitos.
 [António Ramos Rosa]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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EU SOU CHARLIE

  • ...só um desafio: em que país (islamita ou não?) este cartoon (que satirizava uma posição estúpida de um determinado grupo religioso) foi chamado desenho aporcalhado ou execrável caricatura? foi geral a defesa da liberdade de expressão (do cartoonista)?  Se não sabe a resposta, procure-a aqui.

  • ...só mais uma adivinha: em que país (islamita ou não?) a candidatura de Saramago a um prémio europeu foi vetada atendendo às convicções religiosas nacionais? Que islamita era chefe de governo nessa altura? Como reagiu o grupo religioso maioritário nesse país? Como reagiu o chefe desse país quando Saramago morreu? Se não sabe as respostas, procure-as aqui

escrito por ai.valhamedeus

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EU (NÃO) SOU CHARLIE

Imagens como esta mostram que... os "grandes" estiveram ontem a encabeçar a multidão que se manifestou em Paris, na sequência do ataque ao Charlie Hebdo. E que estiveram até muito unidos.

Mas há sempre algum desmancha-prazeres que decide estragar as festas. Desta vez, foi o Le Monde, ao mostrar que a primeira foto e as semelhantes não passam de selfies do grupo dos grandes. Com uma simples foto tirada doutra perspetiva:


Mais pormenores, aqui.

escrito por ai.valhamedeus

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NÃO SOMOS TODOS CHARLIE


Paris, daqui a pouco, também será o palco da hipocrisia; todos serão Charlie?

Em julho de 2013, Assunção Esteves, como já tinha acontecido noutras ocasiões, insurgiu-se contra as manifestações de desagrado, oriundas das galerias, onde o 'povo' costuma assistir aos 'trabalhos' de quem os representa(?!). Por várias vezes, por razões semelhantes, tem mandado expulsar as pessoas que, uma ou outra vez se insurgem contra as decisões aí tomadas.

Mas, nesta altura, resolveu, naquele que se transformou no episódio mais lamentável para a segunda figura do Estado (e para nós), convocar Simone de Beauvoir para qualificar os ocupantes do espaço popular:

Assunção Esteves não gostou dos protestos na Assembleia da República e ameaçou mudar as regras de acesso às galerias. Depois dos protestos, usou uma frase para resumir a situação.
Não podemos deixar, como dizia a Simone de Beauvoir, que os nossos carrascos nos criem maus costumes.
Hoje estará em Paris e, apesar dos 'inconseguimentos' conhecidos, é bem capaz de ter coragem bastante para desfilar e... ser 'Charlie'!

Os cartoonistas, barbaramente executados, vão, por certo, onde quer que estejam, satirizar a situação - e não serão meigos, estou certo!

escrito por Jerónimo Costa

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hoje é sábado 299. ÁRVORE


Forço e quero ao fundo delicadamente
como subindo no sentido da seiva
espraiar-me nas folhas verdejantes,
espaçado vento repousando em taças,
mão que se alarga e espalma em verde lava,
tronco em movimento enraizado,
surto da terra, habitante do ar,
flexíveis palmas, movimentos, haustos,
verde unidade quase silenciosa.
[Rosa, António Ramos, Poesia Presente, antologia, Assírio & Alvim, s/l, 2014, pág. 50]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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VÍDEO DA SEXTA 215. "O Principezinho"




O clássico da literatura O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry, uma das obras mais vendidas em todo o mundo, vai ganhar uma nova versão que sairá nos cinemas este ano.

escrito por Adriana Santos

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