O clássico da literatura O Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry, uma das obras mais vendidas em todo o mundo, vai ganhar uma nova versão que sairá nos cinemas este ano.
escrito por Adriana Santos LEIA O RESTANTE >>
En quarante-cinq ans d'existence (et une longue interruption), Charlie Hebdo a toujours dérangé, c'était bien là d'ailleurs sa raison d'être: faire rire, faire réagir, faire réfléchir. Jusqu'à 2011, c'était surtout dans les tribunaux que la rédaction était attaquée. Jusqu'à l'incendie criminel de 2011. Et jusqu'au massacre de ce mercredi
(Libération, 7JAN2015)escrito por Jerónimo Costa LEIA O RESTANTE >>
O QUE É PERFEITO NÃO PRECISA DE NADA
Sim, talvez tenham razão.
Talvez em cada coisa uma coisa oculta more,
Mas essa coisa oculta é a mesma
Que a coisa sem ser oculta.
Na planta, na árvore, na flor
(Em tudo que vive sem fala
E é uma consciência e não o com que se faz uma consciência),
No bosque que não é árvores mas bosque,
Total das árvores sem soma,
Mora uma ninfa, a vida exterior por dentro
Que lhes dá a vida;
Que floresce com o florescer deles
E é verde no seu verdor.
No animal e no homem entra.
Vive por fora por dentro
É um já dentro por fora,
Dizem os filósofos que isto é a alma
Mas não é a alma: é o próprio animal ou homem
Da maneira como existe.
E penso que talvez haja entes
Em que as duas coisas coincidam
E tenham o mesmo tamanho.
E que estes entes serão os deuses,[Alberto Caeiro, in Poemas Inconjuntos]
Que existem porque assim é que completamente se existe,
Que não morrem porque são iguais a si mesmos,
Que podem mentir porque não têm divisão [?]
Entre quem são e quem são,
E talvez não nos amem, nem nos queiram, nem nos apareçam
Porque o que é perfeito não precisa de nada.
(bem diferentes das da TVI)e a confusão que paira já em toda esta correspondência, adensam cada vez mais as dúvidas sobre o limitado espaço de manobra de JS. Se ele refere, apesar da detenção de mais de 30 dias, que isto só agora começou, vamos aguardar.
(através de um estranho argumento)a pronunciar-se, até porque, daqui a poucos meses, também poderá ser preso. Portugal e presídio, andam perto no alfabeto - e até o número de letras coincide! - se lá forem alojados
(no presídio)mais alguns, haveremos de ficar gratos por isso. Quem não nos merece, não deve, em nosso nome, exercer o nobre ofício da política.
[o tal semanário "que vale por si mesmo" porque "não oferece brindes"... a não ser os que vende, como os restantes periódicos]:sempre achei, desde o segundo número, que não valia a pena perder tempo com ele. Mas hoje veio-me parar aos olhos um texto de opinião do lambidinho José António Saraiva, publicado no primeiro dia deste 2015, que não resisto a partilhar. Terminada a leitura, fiquei sem saber se é um texto parvo ou tolo ou ambas as coisas.
"Que espera o presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, para, em nome dos portugueses, intervir [no "caso José Sócrates"] quando dentro de poucos meses o poderão julgar a ele quando terminar o seu mandato presidencial?"[Mário Soares, num texto de opinião intitulado "O meu amigo Sócrates", publicado no Jornal de Notícias. Negrito meu]
Aqui me sentei quieta[Andresen, Sophia de Mello Breyner, Obra Poética III, Editorial Caminho, 2ª edição, Lisboa, 1996, pág. 140]
Com as mãos sobre os joelhos
Quieta muda secreta
Passiva como os espelhos.
Musa ensina-me o canto
Imanente e latente
Eu quero ouvir devagar
O teu súbito falar
Que me foge de repente
Camila é uma menina alegre e criativa que, um dia, percebe que o seu pai desapareceu sem deixar rasto. Determinada a encontrá-lo, constrói um amigo para a ajudar: um boneco de cartão chamado Dodu. Ele não só ganha vida como parte em busca do pai de Camila num universo paralelo em que tudo é feito de papel. Agora, é preciso resgatá-lo das garras do Monstro Desperdício…
Dirigido por José Miguel Ribeiro (A Suspeita), uma história de amizade e coragem que pretende sensibilizar o público para a sustentabilidade, fazendo referência a uma "tradição" de Natal com a qual é preciso romper: o desperdício de papel. É deste material que são feitos, literalmente, cenários e personagens. O filme combina animação em "stop motion" com imagens reais.Fonte: [PÚBLICO]
DA MINHA JANELA
Mar alto! Ondas quebradas e vencidas
Num soluçar aflito, murmurado...
Voo de gaivotas, leve, imaculado,
Como neves nos píncaros nascidas!
Sol! Ave a tombar, asas já feridas,
Batendo ainda num arfar pausado...
Ó meu doce poente torturado
Rezo-te em mim, chorando, mãos erguidas!
Meu verso de Samain cheio de graça,
Inda não és clarão já és luar
Como um branco lilás que se desfaça!
Amor! Teu coração trago-o no peito...[Florbela Espanca]
Pulsa dentro de mim como este mar
Num beijo eterno, assim, nunca desfeito!...
(nome que indispõe o detido, dizem)um leitor atento ao rumo dos cavalos e ao sopro do vento. O que me indignou – e pouco entendo de leis –
(assunto em que Arnaut é especialista)foi mesmo o desencanto experimentado com o ‘Regulamento Prisional’ que, segundo o causídico, ‘ofende os direitos de cidadania do detido’. O tempo, esse grande ‘engenheiro’
(não só dos domingos)encarregou-se de devolver o seu a seu dono! Arnaut devia saber que o regulamento, com o qual não se conforma, foi gizado
(e assinado, enquanto primeiro-ministro)– para os outros – pelo próprio detido! Nessa altura, teria apreciado ver Arnaut, ofendido com tal disposição, bater-se – até ao esgotamento mediático – pela revogação de disposições que possam ofender os direitos dos detidos, qualquer um! Aí, sim, além da consideração que mantenho, por via do SNS, acresceria outra, que só viria em reforço da primeira. Quando se fazem leis, seria de elevado engenho ponderar se um dia, mesmo remoto, não estaremos sujeitos a experimentar os seus efeitos. Arnaut devia estar agradecido por ter de volta os seus ‘Cavalos de vento’, com um acréscimo de publicidade, sabendo também que o estatuto de sábios, concedido aos anciãos gregos de antigamente, está muito delapidado nos tempos que correm.
Este poeta está[Andresen, Sophia de Mello Breyner, Obra Poética III, Editorial Caminho, 2ª edição, 1996, pág. 78]
Do outro lado do mar
Mas reconheço a sua voz há muitos anos
E digo ao silêncio os seus versos devagar
Relembrando
O antigo jovem tempo tempo quando
Pelos sombrios corredores da casa antiga
Nas solenes penumbras do silêncio
Eu recitava
"As três mulheres do sabonete Araxá"
E minha avó se espantava
Manuel Bandeira era o maior espanto da minha avó
Quando em manhãs intactas e perdidas
No quarto já então pleno de futura
Saudade
Eu lia
A canção do "Trem de ferro"
E o "Poema do beco"
Tempo antigo lembrança demorada
Quando deixei uma tesoura esquecida nos ramos da cerejeira
Quando
Me sentava nos bancos pintados de fresco
E no Junho inquieto e transparente
As três mulheres do sabonete Araxá
Me acompanhavam
Tão visíveis
Que um eléctrico amarelo as decepava
Estes poemas caminharam comigo e com a brisa
Nos passeados campos da minha juventude
Estes poemas poisaram a sua mão sobre o meu ombro
E foram parte do tempo respirado.
Aproxima-se o fim de 2014, quero dizer, os The best of.
NATAL À BEIRA-RIO
É o braço do abeto a bater na vidraça?[David Mourão-Ferreira, Obra Poética 1948-1988. Lisboa, Editorial Presença, 1988]
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurreta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?
lá está o cabrão do velho no deserto, último piso esquerdo,[Helder, Herberto, A morte sem mestre, Porto Editora, Porto, 2014, pág. 41]
que nem o diabo ousa
ouvi-lo
quanto mais os anjos do Senhor, os pintaínhos!
O Ai Jesus! arquivou vários casos de evacuação. Eusébio foi evacuado. Portugueses foram evacuados no Egito...
TEIA
Vem até à minha teia[Maria Teresa Horta. (Inédito)]
diz a escritora ao amado
Sedução de corpo e veia
de fuso e de palavras
de fio de sede e de espada
E de saliva fiada
Vem até à minha história
diz a escritora ao amado
Vem até á minha escrita
inventando
as personagens
Meu poema
Meu enredo
Minha rede de palavras»
Versos[OLIVEIRA, Carlos de, Trabalho Poético, Assírio & Alvim, Lisboa, 2003, pág. 178]
e lágrimas, deixai-me
Incendiar
o reino da memória
entrançar
o cabelo
pela última vez
à imagem desolada
que tanto me enleou
no seu amor
e arder
ou achar enfim
repouso.
O bombardeamento de Guernica e o trabalho artístico do pintor José Luis Zumeta e do compositor Mikel Laboa, criado para evocar o evento trágico, ganham vida e inspiram este documentário animado.REALIZAÇÃO: Ángel Sandimas;
QUEM SABE?!
Eu sigo-te e tu foges. É este o meu destino:
Beber o fel amargo em luminosa taça,
Chorar amargamente um beijo teu, divino,
E rir olhando o vulto altivo da desgraça!
Tu foges-me, e eu sigo o teu olhar bendito;
Por mais que fujas sempre, um sonho há de alcançar-te
Se um sonho pode andar por todo o infinito,
De que serve fugir se um sonho há de encontrar-te?!
Demais, nem eu talvez, perceba se o amor
É este perseguir de raiva, de furor,
Com que eu te sigo assim como os rafeiros leais.
Ou se é então a fuga eterna, misteriosa,[Florbela Espanca, O Livro d'ele (1915-1917) in Poesia Completa]
Com que me foges sempre, ó noite tenebrosa!
Por me fugires, sim, talvez me queiras mais!
(maçã, romã?)foi de se verem nus e terem vergonha
(de quê, não se sabe).O homem
(Deus)não se conteve e proferiu uma sentença ou decisão semelhante ao juiz Matateu de Loulé (*): atingiu a família e, no caso de deus, as gerações futuras
(tal como a tróica...):“com o suor do teu rosto comerás o pão pois és pó e ao pó voltarás”. Um inferno, desejou Deus.
(*) O juiz Matateu, nos anos sessenta, em Loulé, mandou prender a mulher de um cigano que ousou falecer a oito dias de ter cumprido a pena...escrito por Carlos M. E. Lopes LEIA O RESTANTE >>
… O percurso por Lábios de Maçã em Abril, de Ilda Figueiredo e Agostinho Santos é um traçado pelas referências da história do mundo, em que a afectividade tinge legados inestimáveis e memórias que importa não perder, sob pena de leviandade…. A glória de Abril só pode ser destruída pela incúria dos imbecis. Apenas quem não entende o mais elementar da vida pode desentender a conquista da democracia e toda a aspiração à Liberdade e à Igualdade. É a imbecilidade, para não dizer o crime, que nos destrói o Estado de Direito Social, não a economia. A economia tem de ser um instrumento, não pode ser um fim. A Democracia tem de ser um fim, não pode ser um instrumento. O levantamento da Humanidade acima da miséria material e espiritual e do abandono tem de ser o centro de todas as coisas. …[Valter Hugo Mãe]
Spot oficial para o 50º aniversário da Amnistia Internacional, dirigido por Carlos Lascano, produzido por Eallin Motion Art em parceria com o Dreamlife Studio. A música é do premiado Hans Zimmer e Nominee Lorne Balfe.Ano: 2011
NOTURNO
Espírito que passas, quando o vento
Adormece no mar e surge a Lua,
Filho esquivo da noite que flutua,
Tu só entendes bem o meu tormento...
Como um canto longínquo - triste e lento-
Que voga e subtilmente se insinua,
Sobre o meu coração que tumultua,
Tu vestes pouco a pouco o esquecimento...
A ti confio o sonho em que me leva
Um instinto de luz, rompendo a treva,
Buscando, entre visões, o eterno Bem.
E tu entendes o meu mal sem nome,[Antero de Quental, in Sonetos]
A febre de Ideal, que me consome,
Tu só, Génio da Noite, e mais ninguém!
Podia ser aí. Contigo. Com o teu corpo[Júdice, Nuno, Pedro Lembrando Inês, (distribuído com a Visão) Bertrand, Alfragide, 2009, pág. 39]
ainda nu, ou vestido da luz que entra pelas
persianas velhas, trazendo a tremura
das folhas na trepadeira do quintal.
Podia ser de manhã, ou de madrugada,
sabendo que teria de te abraçar para que não
desses pelo frio, com o quarto ainda
húmido da noite, num fim de outono.
Podia não ter sido nunca, se não fossem
assim as coisas: a tua mão ao encontro da
minha, no tampo da mesa, como se fosse
aí que tudo se jogasse, entre duas mãos.
Em desenho 2D animado por computador, o filme relaciona o percurso de vida de um homem com um trajeto de comboio pelo interior do país.escrito por Adriana Santos LEIA O RESTANTE >>
PEQUENA FLOR
Como pequena flor que recebeu uma chuva enorme
e se esforça por sustentar o oscilante cristal das gotas
na seda frágil e preservar o perfume que aí dorme,
e vê passarem as leves borboletas livremente,
e ouve cantarem os pássaros acordados sem angústia,
e o sol claro do dia as claras estátuas beijando sente,
e espera que se desprenda o excessivo, húmido orvalho pousado,
trémulo, e sabe que talvez o vento
a libertasse, porém a desprenderia do galho,
e nesse temor e esperança aguarda o mistério transida[Cecília Meireles, 2006]
– assim repleto de acasos e todo coberto de lágrimas
há um coração nas lânguidas tardes que envolvem a vida.
O menino e o mundo faz crítica social pelo olhar de uma criança. Sofrendo com a falta do pai, um menino deixa sua aldeia e descobre um mundo fantástico dominado por máquinas-bichos e estranhos seres . Uma animação com várias técnicas artísticas que retrata as questões do mundo moderno através do olhar de uma criança.
Quem não tem cão caça com gato... ou com rato... ou com o que calha...

LLUVIA
[Federico García Lorca]
La lluvia tiene un vago secreto de ternura,
algo de soñolencia resignada y amable,
una música humilde se despierta con ella
que hace vibrar el alma dormida del paisaje.
Es un besar azul que recibe la Tierra,
el mito primitivo que vuelve a realizarse.
El contacto ya frío de cielo y tierra viejos
con una mansedumbre de atardecer constante.
Es la aurora del fruto. La que nos trae las flores
y nos unge de espíritu santo de los mares.
La que derrama vida sobre las sementeras
y en el alma tristeza de lo que no se sabe.
La nostalgia terrible de una vida perdida,
el fatal sentimiento de haber nacido tarde,
o la ilusión inquieta de un mañana imposible
con la inquietud cercana del color de la carne.
El amor se despierta en el gris de su ritmo,
nuestro cielo interior tiene un triunfo de sangre,
pero nuestro optimismo se convierte en tristeza
al contemplar las gotas muertas en los cristales.
Y son las gotas: ojos de infinito que miran
al infinito blanco que les sirvió de madre.
Cada gota de lluvia tiembla en el cristal turbio
y le dejan divinas heridas de diamante.
Son poetas del agua que han visto y que meditan
lo que la muchedumbre de los ríos no sabe.
¡Oh lluvia silenciosa, sin tormentas ni vientos,
lluvia mansa y serena de esquila y luz suave,
lluvia buena y pacifica que eres la verdadera,
la que llorosa y triste sobre las cosas caes!
¡Oh lluvia franciscana que llevas a tus gotas
almas de fuentes claras y humildes manantiales!
Cuando sobre los campos desciendes lentamente
las rosas de mi pecho con tus sonidos abres.
El canto primitivo que dices al silencio
y la historia sonora que cuentas al ramaje
los comenta llorando mi corazón desierto
en un negro y profundo pentágrama sin clave.
Mi alma tiene tristeza de la lluvia serena,
tristeza resignada de cosa irrealizable,
tengo en el horizonte un lucero encendido
y el corazón me impide que corra a contemplarte.
¡Oh lluvia silenciosa que los árboles aman
y eres sobre el piano dulzura emocionante;
das al alma las mismas nieblas y resonancias
que pones en el alma dormida del paisaje!
A luz do carbureto[Oliveira, Carlos de, Trabalho Poético, Assírio & Alvim, Lisboa, 2003, pág.193]
que ferve no gasómetro do pátio
e envolve este soneto
num cheiro de laranjas com sulfato
(as asas pantanosas dos insectos
reflectidas nos olhos, no olfacto,
a febre a consumir o meu retrato,
a ameaçar os tectos
da casa que também adoecia
ao contágio da lama
e enfim morria
nos alicerces como uma cama)
a pedregosa luz da poesia
que reconstrói a casa, chama a chama.
UMA NÉVOA DE OUTONO O AR RARO VELA
Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.
Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.
Amanhã, se estiver um dia igual,[Fernando Pessoa]
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]
Continuar o caminho que iniciámosescrito por Gabriela Correia, Faro LEIA O RESTANTE >>
Afirma o Crato sobre a Educação.
Ai, mas o caminho é um beco sem saída!
E ele não vê, não?
("provisoriamente" a liderar o campeonato),diz o grande líder do SLBenfica:
Se se fizer uma retrospetiva para trás...Ainda bem que é nesse sentido! olha se era para a frente...