TRUMP(A)

hoje é sábado 333. ALGUMA ETERNIDADE

Um nome é uma vida, um sangue, um coração absoluto,
o estremecer de alguma eternidade.

Tudo tem direito a um nome.
Ate uma lagarta que se move entre a frescura das couves
e os restos amarelos do que já apodreceu,
com todos os seus gestos lentos de cocotte,
não despedaça o seu nome na lama.
A boca de deus chamará
por ela.

Olhai toda a natureza exuberante
que merece o esplendor duma outra nomenclatura.
A não-nomenclatura que existe antes do verbo,
todo esse despertar do mal e bem entre a matéria,
da exaltação da flora desumana,
da língua branca e fria
e glaciar,
da boca aberta da lava,
dos avós asteroides, da desordem do ser e do silêncio,
da igualdade da morte, da monomania
da vida.
Os nomes não queimam o tudo e todos
que a eles têm direito.
É a língua de carne em chamas,
no frio da casa obscura,
feita de nós, por nós, ociosos de deus,
criada de apelos verbais,
pois quem finge que chama, chama para dividir
e reinar,
nunca saberá olhar a sombra do seu próprio monstro,
e ser também a simples partícula do bem
suspenso no vazio do seu nome.
[Carvalho, Armando Silva, A Sombra do Mar, Assírio & Alvim, s/l, 2015, pág. 84/85]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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A CONSTITUIÇÃO DE UM GOVERNO DE ESQUERDA


A divulgação da hipótese de um governo PS+BE+CDU tem vários aspetos positivos, o menor dos quais não será certamente o de ter trazido a discussão política para os sítios onde já não era habitual, há muito tempo: os cafés, as ruas,... em suma, os sítios habitados pelo homem comum.

Um outro aspeto positivo foi o de mostrar o caráter pouco democrático de algumas personalidades, com grande destaque para os comentadores encartados. É o pequenote e inefável Marques Mendes, a comparar o tal hipotético governo a um campeonato de futebol, em que três equipas somassem os seus pontos para ultrapassar o primeiro classificado; é Manuela Ferreira Leite, a falar em golpe de Estado e a exigir que a hipótese em questão tivesse sido explicitamente referida (e, assim, referendada) durante a campanha (foi isso que aconteceu, na campanha de 2011, após a qual se formou a coligação governativa PSD+CDS?). É Paulo Portas a "esquecer" o que defendeu noutra ocasião, quando uma hipótese semelhante à atual beneficiaria o seu partido...

Compreendo que os dirigentes partidários tentem argumentar a favor dos cenários que defendem. Compreendo menos que usem argumentos pouco válidos. Ainda menos, que falem em nome dos portugueses ou dos eleitores. Não compreendo é que os comentadores confundam essa sua condição com a de dirigentes/militantes partidários. Nem a confusão permanente entre eleição de deputados (que é o que está em jogo nas eleições legislativas) e a nomeação do primeiro-ministro (que não é eleito, mas nomeado pelo presidente da República). Nem, portanto, a tese de que um hipotético governo PS+BE+CDU seja um atentado à democracia: tão constitucionalmente legítimo será um governo da coligação ainda em exercício (e exercício de atribuição de jobs a boys) quanto o tal hipotético -- porque, de acordo com o "famoso" artigo 187º da Constituição, o presidente da República não está obrigado a nomear o chefe do partido ou da lista mais votada.

escrito por ai.valhamedeus

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 83

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CHUVA
Chuva, caindo tão mansa, 
Na paisagem do momento, 
Trazes mais esta lembrança 
De profundo isolamento. 


Chuva, caindo em silêncio 
Na tarde, sem claridade... 
A meu sonhar d'hoje, vence-o 
Uma infinita saudade. 


Chuva, caindo tão mansa, 
Em branda serenidade. 
Hoje minh'alma descansa. 
— Que perfeita intimidade!... 
[Francisco Bugalho, in Paisagem]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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hoje é sábado 332. INTERMEZZO

Hoje não posso ver ninguém:
sofro pela Humanidade.
Não é por ti.
Nem por ti.
Nem por ti.
Nem por ninguém.
É por alguém.
Alguém que não é ninguém
mas que é toda a Humanidade.
[Gedeão, António, Poesias Completas (1956 – 1967), 7ª edição, Portugália Editora, Lisboa,1978, pág. 38]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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NATURAL * leite de arroz

Inicio a minha colaboração no Ai Jesus! com uma proposta: fazer leite de arroz (bem sei que, rigorosamente, a designação de leite não é rigorosa. Tolere-se-me esta falta de rigor).

Há quem não beba leite animal, por várias razões; para eles, e não só, os leites vegetais são uma alternativa. O de arroz tem a vantagem de ter um sabor mais agradável do que outros. O que é feito em casa, além de mais barato, é mais "puro" e personalizável. Vamos, então, a isso:

  1. Colocar de molho 200 g de arroz integral, durante 10 a 12 horas (tenha em conta que irá aumentar de volume).
  2. Escorrer bem a água de demolhar.
  3. Junte ao arroz 750 ml de água fresca e uma pitada de sal marinho integral. 
  4. Leve ao lume numa caçarola com tampa; apague o lume antes de começar a ferver e deixe abafado durante 30 minutos.
  5. Bater a mistura num liquidificador (ou varinha mágica) na velocidade máxima, até se obter o leite (2/3 minutos?).
  6. Coar bem (pressionando o coador com uma colher, para retirar o máximo de leite possível).
  7. Passar o leite para um recipiente de vidro (esterilizado) e guardar no frigorífico (durante 3 a 5 dias).

Observações:
  1. Se assim entender, altere a proporção arroz/água aqui sugerida, até encontrar a sua concentração preferida.
  2. Pode variar o sabor do leite, adicionando (por exemplo) coco (na preparação do leite) ou canela em pó (antes de guardar no frigorífico) ou sementes de cânhamo ou chocolate (coloque no liquidificador cacau em pó, puro, 1/2 vagem de baunilha raspada e 2 tâmaras sem caroço, se necessário, demolhadas).
  3. Se usar arroz branco, basta demolhar durante 4 horas (este leite é particularmente útil em situações de convalescença). 
  4. A polpa que sobra (e pode ser guardada num recipiente de vidro -- esterilizado -- no frigorífico até 3 dias ou, congelada, até 6 meses) pode ser usada para outros cozinhados. A seu tempo, lá iremos...
[imagem copiada daqui, onde se descreve um processo alternativo para o fabrico do leite de arroz]

escrito por Madre Natureza

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ZOOM [101] - o medo do governo de esquerda


escrito por ai.valhamedeus

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UM MOINHO DE VENTO CHAMADO COSTA

A hipótese de um governo/acordo PS/BE/CDU está a assustar o mundo inteiro: comentadores, "mercados", bolsas/Bolsas, homem comum (não ouço discutir outra coisa nos cafés, nas ruas...).

Serei eu o único a pensar que tal hipótese não passa, nunca passou, de um moinho de vento? Estão a aparecer os primeiros sinais indicadores de que tenho razão:
"Costa não vai apresentar propostas à direita e, se não conseguir um entendimento para quatro anos com a esquerda, abstém-se numa moção de rejeição do programa de governo. E obriga Passos a governar sem garantias de estabilidade."
 escrito por ai.valhamedeus

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A DEMOCRACIA ANGOLANA

Não me parece que esta seja apenas uma questão interna de Angola. E não me parece que Angola seja promotora da paz e da democracia -- muito pelo contrário!

escrito por ai.valhamedeus

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 82

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POEMA DAS ÁRVORES
As árvores crescem sós. E a sós florescem.

Começam por ser nada. Pouco a pouco
se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.

Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.

Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão sementes,
e as sementes preparam  novas árvores.

E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.

Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
como se nada fosse.

As árvores, não.
Solitárias, as árvores,
exauram terra e sol silenciosamente.
Não pensam, não suspiram, não se queixam.
Estendem os braços como se implorassem;
com o vento soltam  ais como se suspirassem;
e gemem, mas a queixa  não é sua.

Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas,
A crescer e a florir sem consciência.

Virtude vegetal viver a sós
E entretanto dar flores.
[Eugénio de Andrade]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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O QUE O MINISTRO DAS TAXINHAS SABE!


24/set/2015:
Pires de Lima garante que Volkswagen produzidos pela Autoeuropa não têm problemas. O ministro da Economia diz que os automóveis da Volkswagen produzidos pela Autoeuropa não têm o dispositivo que manipula as emissões poluentes. Pires de Lima revela que já falou sobre o assunto com os responsáveis da administração da Autoeuropa...

30/set/2015: Pires de Lima recua na garantia sobre Autoeuropa. Ministro da Economia reconhece que não sabe se a Autoeuropa produziu carros com o ‘kit' fraudulento.

7/out/2015: Modelos da AutoEuropa apanhados no escândalo da VW.

8/out/2015: Pires de Lima pede aos portugueses para confiarem na Autoeuropa e garante que o governo está atento ao impacto do escândalo.

Quem se não lembra, a propósito, das garantias de uma certa múmia que dá pelo nome de senhor Silva relativamente à solidez do BES, um banco em que os portugueses podiam confiar?

escrito por ai.valhamedeus

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QUINTANILHA E RODRIGUES DOS SANTOS

As redes sociais estão incendiadas

[este é um exagero típico de quem frequenta as redes sociais]
com a indignação contra o pivô da RTP José Rodrigues dos Santos, o qual teria dito, em introdução a uma peça noticiosa, que Alexandre Quintanilha "foi eleito, ou eleita, pelo PS".

[foto rapinada ao Público]

A minha tendência seria para me incendiar também. Estive uma única vez com o Professor e novo deputado do PS em questão, numa conferência/encontro com alunos onde se revelou "um espetáculo!", como alguns presentes confessaram. Por outro lado, não simpatizo particularmente com o referido pivô (apenas por razões de... falta de empatia com ele).

Apesar disso, acho mais razoável a explicação que o pivô deu ao Público
(onde justifica ter-se tratado de um erro e nada mais) 
do que as reações partidárias ou clubísticas
(como é o caso da ILGA, Às vezes, estas reações fazem-me lembrar as dos fundamentalistas defensores dos animais).
PS:
que fique bem claro que a orientação sexual do Professor, homossexual assumido, me é indiferente, como me é indiferente a orientação neste campo do pivô da RTP (que desconheço), como me é indiferente a orientação de qualquer pessoa com quem eu não pretenda uma relação deste género.

escrito por ai.valhamedeus

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ZOOM [100] - badalhoquices


[Dieselgate]

escrito por ai.valhamedeus

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 81

[Clique na imagem, para a ver maior]
QUANDO VOLTEI ENCONTREI OS MEUS PASSOS
Quando voltei encontrei os meus passos 
Ainda frescos sobre a húmida areia. 
A fugitiva hora, reevoquei-a, 
-- Tão rediviva! nos meus olhos baços...  
Olhos turvos de lágrimas contidas. 
-- Mesquinhos passos, porque doidejastes 
Assim transviados, e depois tornastes 
Ao ponto das primeiras despedidas?  
Onde fostes sem tino, ao vento vário, 
Em redor, como as aves num aviário, 
Até que a asita fofa lhes faleça... 
Toda essa extensa pista -- para quê? 
Se há de vir apagar-vos a maré, 
Com as do novo rasto que começa... 
[Camilo Pessanha, in Clepsidra]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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FERIADOS REPUBLICANO E RELIGIOSO

[para contextualização futura, quando se não recordar já uma certa múmia: Cavaco é o único português que teve feriado no 5 de outubro]

escrito por ai.valhamedeus

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GOVERNO DO CONTRA?! NEM PENSAR!


Leem-se nas redes sociais alguns textos, particularmente de autores da área do PS, cuja tese se pode resumir naquilo que vulgarmente se chama de vingançazinha do chinês: "ai o BE e a CDU queriam formar governo com o PS, depois de terem andado p'raí a gritar que o PS não é de esquerda?!"

Concordo inteiramente com essa tese -- e, se fosse eu o autor de algum desses textos, depois de o escrever até fazia aquele gesto conhecido que consiste em encolher todos os dedos da mão direita e depois estender bem o médio. Explico porque é que estou de acordo.

Os resultados das últimas eleições mostram que os eleitores querem, maioritariamente, uma cu-ligação que é, ostensivamente, a favor da austeridade -- e, menos mas também bastante, um partido que não é ostensivamente a favor da austeridade.

A posição do PS (de António Costa) foi bem expressa, mal conhecidos os resultados: não quer "uma maioria do contra"
(que seria a maioria absoluta pedida pelo Bloco de Esquerda e a CDU, unidos ao PS). 
Optou por ser a favor. Nisso, respeitou a vontade dos eleitores que votaram nele.

O PS continuará numa maioria do a favor. Faz bem. O BE e a CDU é que não percebem isto. Problema deles! -- é bem feito, para aprenderem...

escrito por ai.valhamedeus

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COSTA, ALTERNATIVA DE TRABALHO DE CONFIANÇA


Os resultados das legislativas de 2015 já se souberam ontem; mas esta ainda é a página de entrada para o sítio do PS: a gente escreve www.ps.pt e é redirecionado automaticamente para costa215.pt.

Um partido muito eficaz a trabalhar, como se vê.

escrito por ai.valhamedeus

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A COERÊNCIA DE COSTA


Costa candidatou-se a secretário-geral do PS porque a vitória de Seguro nas Europeias e nas autárquicas foram piqueninas.


Costa não se demite de secretário-geral do PS, porque a sua derrota foi piquenina.

Coerências...

escrito por Carlos M. E. Lopes

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hoje é sábado 331. A QUEIXADA

A queixada marca o tempo
neste lugar
a queixada com o seu
furioso mastigar.

É entrar num restaurante
popular
é entrar e ver a queixada
a abrir e a fechar.

À queixada não dão tempo
neste lugar,
não dão tempo nem comida
da que se pode manjar

E a queixada não se queixa
(que outras se vão queixar)
Recebe, esmaga e despacha
a comida por provar

Como lhe falta comida,
carniça boa a sangrar
a queixada, que não é parva
e não pode viver do ar

come tudo o que lhe derem
no restaurante, no bar
uma dobrada singela
ou um frango a engelhar.

Tem é pressa e um vazio
a preencher, a tapar
Neste verso bebe vinho,
neste vai recomeçar…
[O´Neil, Alexandre, Poesias Completas, 1951/1986, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, s/l, 1990, pág.147]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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VÍDEO DA SEXTA 232. ."O Rei e o Pássaro"


O filme francês O Rei e o Pássaro, de Paul Grimault, é considerado uma obra prima da animação. Parte da história é baseada no conto de Hans Christian Andersen A Pastora e o Limpa Chaminés.

Sinopse:
O gigantesco reino de Takicardia é governado pelo Rei Carlos V + III + = VIII VIII = XVI. Ele é cruel, egocêntrico, narcisista e é odiado e temido pelo seu povo. O Rei é amante da caça, mas é vesgo e ninguém do reino se atreve a reconhecer isso em frente dele, como as numerosas estátuas e pinturas que adornam o palácio. Num certo dia, o rei não acertou o alvo, e acabou por matar a esposa de um pássaro, conhecido apenas como "l'Oiseau". 
Depois de mais um dia, o Rei repousa no seu apartamento de luxo cheio de obras de arte. Antes de dormir, ele retoca os olhos no seu recente retrato feito por um artista do reino, e observa um quadro de uma pastora por quem se sente apaixonado.
Durante a noite os quadros e uma estatueta ganham vida, incluído o novo retrato do Rei. A Pastora e o Limpa Chaminés (outro quadro) apaixonam-se e decidem fugir do palácio. Entretanto o Rei do quadro consegue livrar-se do verdadeiro Rei e toma o seu lugar. O Limpa Chaminés e a Pastora são perseguidos pelo Rei e os seus guardas, mas contam com ajuda de um pássaro, o pássaro viúvo de quem o Rei (verdadeiro) matou a esposa.
Fonte: [desenhosanimadospt]

escrito por Adriana Santos

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 80

[Clique na imagem, para a ver maior]
ROSA ROSAE
É nas tuas mãos de vidro
é no teu olhar aberto
que aparece o espelho certo
definido. 
Amar de longe é tão perto
Amar de perto é tão vivo
que não pode haver decerto
castigo. 
Sim eu vejo em ti a minha força
tu vês em mim a tua rosa
formosa.
Sou a flor do espanto e da ternura
não serei casta nem pura
sou rosa. 
Mas a rosa que vive e dança
formosa mas não segura
rosa que nunca se cansa
dos ventos da desventura
rosa, rosae
da ternura. 
É nas tuas mãos vazias
que eu deponho a vida inteira
com espinhos todos os dias
roseira. 
Roseira mas não lareira
de fogo brando no lar
apenas rosa fronteira
do mar. 
Sim eu vejo em ti o meu perfume
a lava densa do ciúme
demente.
Sou a rosa brava sem queixume
flor vermelha do meu lume
ardente. 
Demente mas sem loucura
apenas rosa
apenas rosa verdade
rosa
rosae
liberdade!
[José Carlos Ary dos Santos, in Palavras das cantigas]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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