TRUMP(A)

ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 94

[Clique na imagem, para a ver maior]

Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres. 

Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperança a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo! 

Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.
[Fernando Pessoa]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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hoje é sábado 342. ESTOICISMO

[A Manuel Duarte de Almeida]

Tu que não crês, nem amas, nem esperas,
Espírito de eterna negação,
Teu hálito gelou-me o coração
E destroçou-me da alma as primaveras...

Atravessando regiões austeras,
Cheias de noite e cava escuridão,
Como num sonho mau, só oiço um não,
Que etrnamente ocoa entre esferas...

- Porque suspiras, porque te lamentas,
Cobarde coração? Debalde intentas
Opor à Sorte a queixa do egoísmo...

Deixa os tímidos, deixa os sonhadores,
A esperança vã, seus vãos fulgores...
Sabe tu encarar sereno o abismo!
[Quental, Antero, Sonetos, livraria Sá da Costa, Lisboa, 7ª edição, 1984, pág. 88]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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VÍDEO DA SEXTA 240. "Upsss! Lá Se Foi a Arca..."


Sinopse
Reza a Bíblia que um homem chamado Noé foi chamado por Deus a construir uma grande arca que albergasse todos os animais, grandes e pequenos, de um dilúvio de proporções universais. Esta história é bem conhecida. Mas outra ficou por contar: o que aconteceu aos animais que não tiveram a sorte de embarcar? Dave e o filho, Finny, são nestrians, criaturas peludas, coloridas e trapalhonas que ouvem falar do fim do mundo iminente. Inicialmente aliviados ao tomarem conhecimento da construção da arca por esse bondoso Noé, rapidamente percebem que não estão na lista dos animais escolhidos. Nada que os consiga demover. Graças a um estratagema levado a cabo com a ajuda involuntária de dois grymps – Hazel e a sua filha, Lea –, lá conseguem entrar na arca. Mas a curiosidade das duas crianças faz com que, acidentalmente, acabem por ficar do lado de fora. Os pais, desesperados, terão de arranjar maneira de pôr de lado as suas diferenças e trabalhar em conjunto para resgatar as crias. Estas, entregues a si próprias, terão de dar o melhor de si para conseguirem sobreviver à subida das águas. Pelo caminho, vão viver uma série de peripécias e aprender o quanto a amizade pode fazer a força.

Fonte: [http://cinecartaz.publico.pt/Filme/351533_upsss-la-se-foi-a-arca]

escrito por Adriana Santos

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 93

[Clique na imagem, para a ver maior]
ANO NOVO
Ficção de que começa alguma coisa!
Nada começa: tudo continua.
Na fluida e incerta essência misteriosa
Da vida, flui em sombra a água nua.
Curvas do rio escondem só o movimento.
O mesmo rio flui onde se vê.
Começar só começa em pensamento.
[Fernando Pessoa]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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hoje é sábado 341. PIETÀ

Vejo-te ainda, Mãe, de olhar parado,
Da pedra e da tristeza, no teu canto,
Comigo ao colo, morto e nu, gelado,
Embrulhado nas dobras do teu manto.
Sobre o golpe sem fundo do meu lado
Ia caindo o rio do teu pranto;
E o meu corpo pasmava, amortalhado,
De um rio amargo que adoçava tanto.
Depois, a noite de uma outra vida
Veio descendo lenta, apetecida
Pela terra-polar de que me fiz;
Mas o teu pranto, pela noite além,
Seiva do mundo, ia caindo, Mãe,
Na sepultura fria da raiz.
[Torga, Miguel, Diário I, Coimbra, Edição do Autor, 6ª edição, 1978, pág. 124]

Lisboa, Cadeia do Aljube, Natal de 1939 -
Como se fosse ainda em S. Pedro de Roma

escrito por Carlos M. E. Lopes

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ELOGIO DO NATAL

O El País de hoje inclui um texto de Manuel Fraijó, catedrático emérito de Filosofia da UNED. Um texto que faz aquilo que o título anuncia: o Elogio de la Navidad (Elogio do Natal). Um elogio que parte de um outro elogio de um filósofo insuspeito, nesta área, por ser... marxista e ateu: Ernst Bloch. E que destaca a "tendência para baixo", para os pobres e marginais da terra, da figura de Jesus de Nazaré, "um homem bom, algo que nunca tinha ocorrido".

O texto está aqui. Deixo cópia com a "estrutura" do jornal impresso, a seguir, (clique na imagem para ler melhor):


escrito por ai.valhamedeus

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VÍDEO DA SEXTA 239. "Hotel Transylvania II"


Sinopse
Tudo parece estar a mudar para melhor no Hotel Transilvania… Drac finalmente desistiu da sua rígida politica de "só para monstros" e o hotel está agora aberto a hóspedes humanos. Mas, na privacidade do seu caixão, Drac está preocupado com Dennis, o seu adorável neto, meio humano, meio vampiro que não mostra quaisquer sinais de ser de facto um verdadeiro vampiro. Assim, enquanto Mavis está ocupada a visitar os seus sogros humanos juntamente com Johnny – e prestes a ter o seu próprio choque cultural – o vovô vampiro, Drac, junta os seus amigos Frank, Murray, Wayne e Griffin para levar Dennis a um campo de treinos para monstros. Mal sabem eles que Vlad, o muito velho e muito, muito velha guarda pai de Drac pretende fazer uma visita surpresa ao hotel. E quando Vlad descobre que o seu bisneto não é um vampiro puro e que os humanos são agora bem vindos ao Hotel - as coisas vão mesmo ficar tenebrosas!

Fonte: [http://mag.sapo.pt/cinema/filmes/hotel-transylvania-2]

escrito por Adriana Santos

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 92

[Clique na imagem, para a ver maior]
NATAL, E NÃO DEZEMBRO
Entremos, apressados, friorentos, 
numa gruta, no bojo de um navio, 
num presépio, num prédio, num presídio 
no prédio que amanhã for demolido... 
Entremos, inseguros, mas entremos. 
Entremos e depressa, em qualquer sítio, 
porque esta noite chama-se Dezembro, 
porque sofremos, porque temos frio. 

Entremos, dois a dois: somos duzentos, 
duzentos mil, doze milhões de nada. 
Procuremos o rastro de uma casa, 
a cave, a gruta, o sulco de uma nave... 
Entremos, despojados, mas entremos. 
De mãos dadas talvez o fogo nasça, 
talvez seja Natal e não Dezembro, 
talvez universal a consoada.
[David Mourão-Ferreira]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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hoje é sábado 340. SANTO E SENHA

Deixem passar quem vai na sua estrada.
Deixem passar
Quem vai cheio de noite e de luar.
Deixem passar e não lhe digam nada.
Deixem, que vai apenas
Beber água de Sonho a qualquer fonte;
Ou colher açucenas
A um jardim que ele lá sabe, ali defronte.
Vem da terra de todos, onde mora
E onde volta depois de amanhecer.
Deixem-no pois passar, agora
Que vai cheio de noite e solidão.
Que vai ser
Uma estrela no chão.
[Torga, Miguel, Diário I, Coimbra, Edição do Autor, 6ª edição, 1978, pág. 9]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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EX-CITAÇÕES * 156. sócrates, o activo tóxico

O que é que José Sócrates espera? Que as pessoas fiquem esmagadas pela sua “determinação” e auto-convencimento e se tornem subitamente estúpidas e aceitem argumentos que parecem os de um adolescente a mentir? A única conclusão a tirar é que ele nos insulta e acha que devemos ficar contentes pelo insulto.
[excerto de um texto de Pacheco Pereira sobre Sócrates, em particular, a sua entrevista à TVI]

escrito por ai.valhamedeus

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O NOVO CONSELHO DE ESTADO


Novo Conselho de Estado é "um manual da história política de Portugal" é o título de um texto onde Maria João Lopes aborda esta questão:
Um antigo ministro de Salazar, um combatente anti-fascista e dois fundadores de partidos. Ainda que seja um órgão consultivo, que relevância pode ter a nova composição do Conselho do Estado, no actual quadro político português?
Começa assim:
Este Conselho de Estado será o mais representativo da diversidade política da democracia portuguesa até hoje”. A frase é do politólogo António Costa Pinto. Não é o único a atribuir um significado à nova composição do órgão consultivo marcada pelo regresso do PCP e pela chegada do Bloco de Esquerda.
escrito por ai.valhamedeus

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VÍDEO DA SEXTA 238. "Lendas de Oz: O Regresso de Dorothy"


Sinopse
Dorothy regressa novamente a Oz para salvar os seus amigos Espantalho, Leão, Homem de Lata e Glinda de um novo vilão maléfico, Jester. A Coruja Sábia, Marshal Mallow, a Princesa Chinesa e Tugg, o Rebocador, juntam-se também a Dorothy para a sua última viagem mágica pela paisagem colorida de Oz, com o objectivo de restaurar a ordem e a felicidade na Cidade Esmeralda.

Fonte: [http://mag.sapo.pt/cinema/filmes/lendas-de-oz-o-regresso-de-dorothy]

escrito por Adriana Santos

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 91

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COMO UM FLOR VERMELHA
À sua passagem a noite é vermelha,
E a vida que temos parece
Exausta, inútil, alheia. 
Ninguém sabe onde vai nem donde vem,
Mas o eco dos seus passos
Enche o ar de caminhos e de espaços
E acorda as ruas mortas. 
Então o mistério das coisas estremece
E o desconhecido cresce
Como uma flor vermelha.
[Sophia de Mello Breyner Andresen]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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O BANIF, O ESTADO... E EU


Há afirmações (e "ideias") assim...
Só é possível salvar o Banif se o Estado assumir prejuízos.
Se o Estado assumir os meus prejuízos... o que eu não serei capaz de fazer!

escrito por ai.valhamedeus

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SALGADO É POBREZINHO...


Ora aí está! RICARDO SALGADO É POBREZINHO: Ministério Público aceita tese de pobreza do banqueiro e abre guerra a juiz.

Dasssss!

escrito por ai.valhamedeus

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VÍDEO DA SEXTA 237. "Snoopy e Charlie Brown"


Sinopse
Charlie Brown, Snoopy, Lucy, Linus e o restante gang dos “Peanuts” fazem a sua estreia no grande ecrã, numa animação 3D. Snoopy, o beagle mais adorável do mundo – e da aviação – embarca na sua maior missão e vai até aos céus perseguir o seu maior inimigo, O Barão Vermelho, enquanto o seu melhor amigo, Charlie Brown, começa a sua própria jornada épica.

Fonte: [http://mag.sapo.pt/cinema/filmes/snoopy-e-charlie-brown-peanuts-o-filme]

escrito por Adriana Santos

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O FAVORITISMO DA CANDIDATURA DE MARCELO

Embora já seja do passado dia 8 (deste mês de dezembro), um interessante texto de Francisco Louçã, intitulado Pedro e Paulo apoiam Marcelo que apoia António que gosta de Marcelo que gosta de toda a gente,

[um título presumivelmente inspirado na Quadrilha de Carlos Drummond de Andrade, que começa assim: 
João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém]
defende que a favorita candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa às presidenciais (des)agrada tanto ao PSD e CDS (que "terão que engolir este candidato") quanto ao PS (de António Costa), que "só anima candidatos para consumo interno". Termina assim:
O PSD e o CDS resignam-se a essa normalidade, o PS aplaude-a, Marcelo tem até agora tudo o que quer e não podia pedir mais.
escrito por ai.valhamedeus

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 90

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SONETO DO AMOR DIFÍCIL
A praia abandonada recomeça
logo que o mar se vai, a desejá-lo:
é como o nosso amor, somente embalo
enquanto não é mais que uma promessa… 
Mas se na praia a onda se espedaça,
há logo nostalgia duma flor
que ali devia estar para compor
a vaga em seu rumor de fim de raça. 
Bruscos e doloridos, refulgimos
no silêncio de morte que nos tolhe,
como entre o mar e a praia um longo molhe 
de súbito surgido à flor dos limos.
E deste amor difícil só nasceu
desencanto na curva do teu céu. 
[David Mourão-Ferreira]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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hoje é sábado 339. ODE SOBRE UMA URNA GREGA

I

Inviolada noiva de quietude e paz,
Filha do tempo lento e da muda harmonia,
Silvestre historiadora que em silêncio dás
Uma lição floral mais doce que a poesia:
Que lenda flor-franjada envolve tua imagem
De homens ou divindades, para sempre errantes.
Na Arcádia a percorrer o vale extenso e ermo?
Que deuses ou mortais? Que virgens vacilantes?
Que louca fuga? Que perseguição sem termo?
Que flautas ou tambores? Que êxtase selvagem?


II

A música seduz. Mas ainda é mais cara
Se não se ouve. Dai-nos, flautas, vosso tom;
Não para o ouvido. Dai-nos a canção mais rara,
O supremo saber da música sem som:
Jovem cantor, não há como parar a dança,
A flor não murcha, a árvore não se desnuda;
Amante afoito, se o teu beijo não alcança
A amada meta, não sou eu quem te lamente:
Se não chegas ao fim, ela também não muda,
É sempre jovem e a amarás eternamente.

III

Ah! folhagem feliz que nunca perde a cor
Das folhas e não teme a fuga da estação;
Ah! feliz melodista, pródigo cantor
Capaz de renovar para sempre a canção;
Ah! amor feliz! Mais que feliz! Feliz amante!
Para sempre a querer fruir, em pleno hausto,
Para sempre a estuar de vida palpitante,
Acima da paixão humana e sua lida
Que deixa o coração desconsolado e exausto,
A fronte incendiada e língua ressequida.

IV

Quem são esses chegando para o sacrifício?
Para que verde altar o sacerdote impele
A rês a caminhar para o solene ofício,
De grinalda vestida a cetinosa pele?
Que aldeia à beira-mar ou junto da nascente
Ou no alto da colina foi despovoar
Nesta manhã de sol a piedosa gente?
Ah, pobre aldeia, só silêncio agora existe
Em tuas ruas, e ninguém virá contar
Por que razão estás abandonada e triste.

V

Ática forma! Altivo porte! em tua trama
Homens de mármore e mulheres emolduras
Como galhos de floresta e palmilhada grama:
Tu, forma silenciosa, a mente nos torturas
Tal como a eternidade: Fria Pastoral!
Quando a idade apagar toda a atual grandeza,
Tu ficarás, em meio às dores dos demais,
Amiga, a redizer o dístico imortal:
"A beleza é a verdade, a verdade a beleza"
— É tudo o que há para saber, e nada mais.
[Keats, John, "Ode Sobre Uma Urna Grega", in Rosa do Mundo, 2001 poemas para o futuro, Assírio & Alvim, Lisboa, 2ª edição, 2001, pág. 1035-1037]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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VÍDEO DA SEXTA 236."Mune, O Guardião da Lua"


No mundo das fábulas e histórias de encantar vive Mune, um pequeno fauno lunar muito tímido e pouco seguro de si. Quando é nomeado Guardião da Lua, responsável por trazer a noite e tomar conta do mundo dos sonhos, vê-se obrigado a aceitar a responsabilidade. Mas quando o Guardião das Trevas decide roubar o Sol, o pequeno fauno descobre em si uma coragem que nunca imaginou possuir. Assim, com a ajuda do arrogante Sohone, o Guardião do Sol, e da sua amiga Cire, uma frágil criatura de cera, Mune vive uma aventura extraordinária que mudará, para sempre, a forma como se vê a si mesmo.
Fonte: [http://cinecartaz.publico.pt/Filme/353964_mune-o-guardiao-da-lua]

escrito por Adriana Santos

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 89

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OUTONAL
Caem as folhas mortas sobre o lago;
Na penumbra outonal, não sei quem tece
As rendas do silêncio… Olha, anoitece!
- Brumas longínquas do País do Vago…

Veludos a ondear… Mistério mago…
Encantamento… A hora que não esquece,
A luz que a pouco e pouco desfalece,
Que lança em mim a bênção dum afago…

Outono dos crepúsculos doirados,
De púrpuras, damascos e brocados!
- Vestes a terra inteira de esplendor!

Outono das tardinhas silenciosas,
Das magníficas noites voluptuosas
Em que eu soluço a delirar de amor…
[Florbela Espanca, «Charneca em Flor», in Poesia Completa]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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DE NOVO NA RUA...


Recordo com saudade os tempos em que a política "caiu" na rua. Foi a seguir ao 25 de abri de 74... e progressivamente deixou de aparecer no quotidiano, pelo menos de forma "barulhenta". Os tempos renovados por um governo de tipo novo, o de Costa, parecem querer puxar novamente a discussão política para a rua: já foi assim nos cafés, restaurantes, locais de encontro..., nos tempos que ameaçaram com o governo que entretanto se constituiria; e a coisa (para meu contentamento) parece não desmaiar. Foi assim, ontem:

Nabos para Cavaco no Camões, vaias para Costa no Carmo

Separadas por 350 metros, na zona do Chiado, em Lisboa, duas concentrações com objectivos opostos mobilizaram várias centenas de pessoas. Umas defendendo a política de esquerda no poder, outras clamando contra o assalto de Costa ao poder. Prometem ser assim os próximos meses na política portuguesa.
escrito por ai.valhamedeus

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ACABOU?

Acabou!!!! Acabou. Acabou? é o título de um texto muito interessante (no Público de hoje) de Pacheco Pereira sobre as mudanças políticas atuais. Considero-o muito interessante, independentemente de concordar com ele (embora concorde). Considero-o muito interessante sobretudo porque faz uma análise não linear (e -- não menos importante .., lúcida, até na adjetivação e nos elementos "históricos" que convoca para a argumentação).

Só duas (ou três) citações são suficientes, digo eu, para provar o que digo. Esta passagem, embora muito arguta, poderia fazer-nos crer estarmos perante um texto tendencioso:
Piu-pius governamentais que vivem no Twitter; irrevogáveis de geometria variável; o “impulsionador jovem” que aos saltos no palco dizia à assistência “ó meu, isso da história não serve para nada”; os “justiceiros geracionais” que queriam tirar as reformas aos pais e avós para em nome de uns abstractos filhos e netos as darem a “outros” pais e avós, bem vivos e presentes, em nome da “estabilidade do sistema financeiro”; os neo-malthusianos que nos encheram de simplismos gráficos em que se escolhiam os parâmetros e se excluíam outros para concluir que “não há alternativa”; os arrojados ultra-liberais, que queimam o valor dessa bela palavra de liberdade, e que proclamam que nunca, jamais e em tempo algum quereriam “casar” com as “esganiçadas” do Bloco, sem sequer perceber o que lhes diz o espelho; as mil e um personagens ridículos cuja desenvoltura vinha de terem poder, estarem encostados ao poder e entenderem que tinham impunidade para pisar os outros porque eram mais fracos e tinham menos defesas. Vamos todos dançar a tarantela para expulsar o veneno.
Mas Pacheco mostra ser tudo menos de vistas estreitas. Uma prova...
[...]na verdade, para “aquilo” já não é possível voltar, pode ser para outra coisa pior ou para outra coisa diferente, mas para o mesmo já não há caminho.
[...] Se o governo PSD-PP tivesse acabado nas urnas por uma vitória do PS mesmo tangencial, o efeito de ruptura estaria muito longe de existir, mesmo que o governo PS não fizesse muito de diferente do que o actual governo minoritário vai fazer. Foi a ecologia da vida política portuguesa que mudou[...].
...e só mais esta:
Acabou? 
Não. Há muita coisa que não acabou. Há um rastro de estragos, uns materiais e outros espirituais, que não vão ser fáceis ou sequer possíveis de superar numa geração. Sempre que um jornalista fizer a pergunta pavloviana de “quem paga?” ou “quanto custa?” só sobre salários, pensões e reformas, ou seja aquilo que interessa aos que tem menos e nunca faça a mesma pergunta em primeiro lugar, e muitas vezes único lugar, para tudo o resto, benefícios fiscais, impostos sobre os lucros, “resolução” de bancos, PPPs, swaps, etc. ainda não acabou. 
escrito por ai.valhamedeus

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hoje é sábado 338. ACORDO COM O TEU NOME

Acordo com o teu nome nos
meus lábios – amargo beijo

esse que o tempo dá sem
aviso a quem não esquece.
[Pedreira, Maria do Rosário, poesia reunida, Quetzal, Lisboa, 2012, pág. 201]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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O SAPO QUE CAVACO TEVE QUE ENGOLIR



Cavaco, que ainda é presidente (minúsculo) da República, autorizou (?!), finalmente, que Costa fosse primeiro-ministro. Ao 50º dia fez-se luz: o Presidente ainda vai pensar mais um bocadinho... este é o título de um texto, que vale a pena ler na íntegra, de Francisco Louçã. Começa assim:
A lista de “exigências” do Presidente ao secretário-geral do PS são o cândido retrato da telenovela em que Cavaco Silva mergulhou o país. Não esclarecem nada, não ilustram o poder do Presidente, não condicionam o futuro governo, não resolvem um único problema de Portugal. São desastradas e limitam-se a exigir uma repetição ritual de afirmações anteriores. Foram simplesmente a forma de avançarmos até ao 51º dia da crise, que é hoje. Cumprida essa missão relevante de perder mais um dia, talvez agora Cavaco Silva indigite Costa, o que já todos sabem que será o destino final desta procissão.
O texto é do dia 24; sabemos hoje o que é sublinhado na nota com que o texto termina: Como seria de esperar, o Presidente “indicou” Costa como Primeiro-Ministro. Supõe-se, diz Louçã, que queria dizer “indigitado”. Eu não tenho a certeza de que queria. Não sei se quis marcar (uma vez mais) o seu distanciamento em relação a um governo que teve que engolir.

escrito por ai.valhamedeus

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 88

[Clique na imagem, para a ver maior]
FLOR SINGELA 
Linda flor que nos jardins
Força de arte cultivou,
Tem dobrada a folha, o cheiro,
Mas de fruto se privou.

Passa abelha diligente
E admirou tanto primor;
Mas para os favos o néctar,
Vai buscá-lo a outra flor.

Singelinha de três folhas
Coa mosqueta deparou
e em seu cálix meio aberto
Oh que tesouro encontrou!

Como a abelha diligente
Que busca a singela flor,
Um singelo coração
Também só procura amor.
[Almeida Garrett, in Flores sem fruto]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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hoje é sábado 337. VÉSPERAS

A idade traz-me as metáforas do perigo
e também as suas regas
no desastre.
Vejo chegar a noite e com ela um poema do Eugénio,
magríssimo, cauteloso, cioso das suas sílabas
e da cal apagada junto à boca.

Agarro o seu silêncio
que se deixa cair perto do mar.
As rochas do outono estendem as mãos grossas
para me alcançarem o corpo.
Mas o meu tempo é cada vez mais frágil
e entre o vento e a chuva uma pequena luz parece
que germina.

Sem a claridade dos pássaros o poema não voa,
no chão a palavra rasteja secura
da tarde abandonada.
São os olhos da terra que mais doem, a erva amraga,
e cantar ao crepúsculo passa a ser uma cegueira,
a bem dizer, um crime.
[Carvalho, Armando Silva, A Sombra do Mar, Assírio & Alvim, s/l, 2015, pág. 39]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 87

[Clique na imagem, para a ver maior]
Negro, estéril rochedo, que contrastas, Na mudez tua, o plácido sussurro
Das árvores do vale, que vicejam
Ricas d'encantos, coa estação propícia;
Suavíssimo aroma, que, manando
Das variegadas flores, derramadas
Na sinuosa encosta da montanha,
Do altar da solidão subindo aos ores,
És digno incenso ao Criador erguido;
Livres aves, filhas da espessura,
Que só teceis da natureza as hinos,
O que crê, o cantor, que foi lançado,
Estranho no mundo, no bulício dele,
Vem saudar-vos, sentir um gozo puro,
Dos homens esquecer paixões e opróbrio,
E ver, sem ver-lhe a luz prestar a crimes,
O Sol, e uma só vez puro saudar-lha.

Convosco eu sou maior; mais longe a mente
dos céus se imerge livre,
E se desprende de mortais memórias
Na solidão solene, onde, incessante,
Em cada pedra, em cada flor se escuta
Do Sempiterno a voz, e vê-se impressa
A dextra sua em multiforme quadro.
[Alexandre Herculano, in A Harpa do Crente]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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hoje é sábado 336. À NOITE QUANDO A LUA REPOUSA NO OMBRO

à noite quando a lua repousa no ombro
mais chegado à melancolia

a chávena mal se distingue no parapeito
e a peste dos meus versos alastra lá ao fundo
numa abandonada escrivaninha

sou o escravo que repousa do idioma
entregando-se ao inaparente ruído dos insectos
e de mãos tombadas sobre o vazio

vela o descomedido trauma terreal
[Miguel-manso, persianas, Tinta da China, Lisboa, 2015, pág.17]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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VÍDEO DA SEXTA 235. "A Viagem de Arlo"


The Good Dinosaur (A Viagem de Arlo - título em Portugal) é um filme de animação produzido pela Pixar Animation Studios, sendo o décimo-sexto animado realizado pelo estúdio.
E se o meteorito que há 65 milhões de anos mudou para sempre a vida na Terra tivesse passado ao lado do nosso planeta? Dessa forma, a extinção dos dinossauros nunca teria acontecido.
The Good Dinosaur acompanha Arlo, um Apatossauro adolescente com um grande coração e o seu amigo Spot, um menino humano.

Enquanto viajam através de uma paisagem misteriosa, Arlo aprende o poder de enfrentar os seus medos e descobre do que é realmente capaz.
Fonte: [http://filmspot.pt/filme/the-good-dinosaur-105864/ e https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Good_Dinosaur]

escrito por Adriana Santos

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 86

[Clique na imagem, para a ver maior]
MENSAGEM
Vinde à terra do vinho, deuses novos!
Vinde, porque é de mosto
O sorriso dos deuses e dos povos
Quando a verdade lhes deslumbra o rosto.

Houve Olimpos onde houve mar e montes.
Onde a flor da amargura deu perfume.
Onde a concha da mão tirou das fontes
Uma frescura que sabia a lume.

Vinde, amados senhores da juventude!
Tendes aqui o louro da virtude,
A oliveira da paz e o lírio agreste...

E carvalhos, e velhos castanheiros,
A cuja sombra um dormitar celeste
Pode tornar os sonhos verdadeiros
[Miguel Torga, in  Miguel Torga, Libertação]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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OS ACÓRDOS DOS COMENTADORES

Caiu o governo mais precário dos governos portugueses.

Ao longo de todo o dia, caiu-nos em cima uma avalanche de comentadores das rádios e tvs. Para além de repetirem as mesmas ideias, em comum, maioritariamente, têm um discurso dominado
  • pela expressão "ou seja" (que eu entendo como sinal de pouca convicção pessoal);
  • pela palavra acordos, pronunciada como "ac[ó]rdos" em vez de (forma correta) "ac[ô]rdos". Até o provável futuro primeiro-ministro a pronunciou assim.

escrito por ai.valhamedeus

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ASSIM SE VÊ...

Assim se vê a democracia do PêPêDê -- ou antes, do seu governo:
Governo corta verbas a Observatório por ter revelado números da emigração
O Governo decidiu acabar com o financiamento do Observatório da Emigração (OEm) uma semana depois da divulgação no seu site dos números relativos à emigração em 2014, que se manteve nos níveis elevados de 2013, resultando numa notícia no PÚBLICO com data de 29 de Setembro, poucos dias antes das legislativas de 4 de Outubro.
O relatório estava concluído desde Julho mas a sua publicação foi adiada pelo Governo para depois das eleições de Outubro. Mesmo assim, Observatório da Emigração antecipou os números.
A atual situação política portuguesa poderia não ter outras qualidades (embora tenha...), mas esta ninguém lha tira: trouxe a política para a rua com uma vivacidade de que já não me lembrava. Hoje mesmo...
...duas manifestações estão convocadas, para a mesma hora e local, com objetivos contrários: uma, para apoiar a previsível queda do atual precário governo; a outra, para protestar contra a mesma previsível queda.
Assim se vê a força da democracia.

Assim se vê a força da má argumentação, em dois textos: Um grande embuste é o título do do eurodeputado do PPD Paulo Rangel; Um acordo reaccionário é o de João Miguel Tavares. Não é por serem contra o hipotético futuro governo do PS que são maus: há má (e boa) argumentação dos dois lados. São maus porque o seriam também se fossem a favor.

escrito por ai.valhamedeus

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A DEMOCRACIA ANGOLANA

democracias, (para cúmulo, (ex)ditas populares), que funcionam assim:
Dezoito activistas angolanos foram condenados a dois meses de prisão convertidos em multa, pelo Tribunal do Lobito, na província de Benguela, por terem distribuído panfletos. A sentença foi lida após um julgamento sumário que se prolongou por mais de nove horas e terminou na sexta-feira à noite.

escrito por ai.valhamedeus

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hoje é sábado 335. CADA TACO AFAGADO

cada taco afagado
untado de cera repele
a ruína
que virá

as cortinas do quarto
que alaranjam as paredes
a cama o guarda-fatos

encobrem alguma coisa má

dentro daquela gaveta
dormindo
muito bem guardado está
a ruína que virá

em toda a parte na despensa
no escritório
na varanda no vestíbulo
na garagem

dentro e fora da vedação
do quintal

a ruína, adiada, que virá
[Miguel-manso, persianas, Tinta da China, Lisboa, 2015, pág. 51]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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VÍDEO DA SEXTA 234. "Peter Pan"



Uma nova versão da história de Peter Pan, o menino que se recusa a crescer. Desta vez, a peça de teatro que se tornou num dos grandes clássicos da literatura infantil é adaptada pelo realizador britânico Joe Wright.
Inglaterra, década de 1940. Sem pai, mãe ou alguém que lhe possa valer, Peter, de 12 anos, foi criado por freiras num orfanato. Um dia, ele e os outros rapazes são raptados por piratas e levados num estranho navio voador. O destino da embarcação é a Terra do Nunca, um lugar mágico e muito longínquo onde o terrível Barba Negra escraviza crianças e adultos para que encontrem uma pedra preciosa que concentra o pó de fada. É ali que Peter conhece Capitão Gancho, um jovem impetuoso de quem se torna amigo. Com ele, engendra contra o Barba Negra um plano que libertará todos e o transformará no jovem herói que hoje conhecemos pelo nome de Peter Pan.
Peter Pan  filme de animação

Peter Pan é um filme de animação norte-americano produzido pela Disney em 1953 e baseado na peça teatral Peter and Wendy do autor escocês James Matthew Barrie.
Fontes:[http://cinecartaz.publico.pt/Filme/ e https://pt.wikipedia.org/]

escrito por Adriana Santos

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VENDA-SE A RTP! OU DÊ-SE!

Notícia de abertura do jornal da SIC das 13h de hoje: Austeridade prolongada.


À mesma hora, o jornal da RTP 1 arranca com a notícia de que o Governo alivia austeridade.


Lá mais para diante, no mesmo jornal, a RTP insere um pequeno "documentário" exemplar sobre uma "freguesia ingovernável" (citei): (e cito novamente) "O que está a acontecer no país aconteceu numa freguesia de Chaves", onde os partidos com eleitos levaram dois anos a entender-se, com a junta de freguesia em "governo de gestão". Quase no fim, é um entrevistado que tira a lição de moral: "Quem nos governa olhe para esta situação. [...]O país não pode estar sujeito a berrices [??? birrinhas???], a miminhos".


Esta RTP é a televisão para a qual eu pago todos os meses uma quantia contra a minha vontade, disfarçada na fatura da eletricidade. Privatize-se esta RTP! Venda-se esta RTP! Ou dê-se!

escrito por ai.valhamedeus

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A VIVER ACIMA DAS NOSSAS POSSIBILIDADES

[notícia, aqui]

Estes meninos continuam a viver acima das nossas possibilidades...

escrito por ai.valhamedeus

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 85

[Clique na imagem, para a ver maior]
SOBRE UM POEMA
Um poema cresce inseguramente 
na confusão da carne, 
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto, 
talvez como sangue 
ou sombra de sangue pelos canais do ser. 

Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência 
ou os bagos de uva de onde nascem 
as raízes minúsculas do sol. 
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis 
do nosso amor, 
os rios, a grande paz exterior das coisas, 
as folhas dormindo o silêncio, 
as sementes à beira do vento, 
- a hora teatral da posse. 
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço. 

E já nenhum poder destrói o poema. 
Insustentável, único, 
invade as órbitas, a face amorfa das paredes, 
a miséria dos minutos, 
a força sustida das coisas, 
a redonda e livre harmonia do mundo. 

- Em baixo o instrumento perplexo ignora 
a espinha do mistério. 
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.
[Herberto Helder]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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NATURAL * manteiga de avelã e amendoim

No texto anterior, descrevi um processo para fazer leite de arroz caseiro. Proponho hoje manteigas (margarinas) vegetais.

Se me não engano, a soja domina os produtos vegetais como as bebidas ou as manteigas. Nas grandes superfícies, é muito fácil encontrar à venda manteigas de soja de várias marcas, nacionais e estrangeiras. Sendo assim, porquê fazer em casa manteigas vegetais?

 [manteiga de amendoim -- imagem copiada daqui]

Por duas razões: porque não á fácil encontrar manteigas que não sejam de soja; depois, porque os produtos comerciais têm (bastantes) aditivos. Acresce que é muito fácil fazer manteigas vegetais a partir de qualquer oleaginosa (amêndoas, avelãs, cajus, nozes...) ou semente (sésamo, girassol, abóbora). O processo é sempre simplesmente este, como é explicado no texto para o qual remete a ligação anterior: tostar e triturar. O processo de triturar pode demorar alguns minutos, dependendo da potência do processador: forma-se uma farinha grossa, depois essa farinha começa a libertar os seus óleos... até se obter um creme macio.

Esta receita indica os valores para quem usa Bimby. Esta receita de manteiga de amendoim e esta incluem opções que as tornam mais salgadas ou doces. Acho que tanto o sal como o açúcar (tanto nesta como na de avelã) são dispensáveis, mas isso varia conforme os gostos.

Experimente e diga-nos o que achou...

escrito por Madre Natureza

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QUEM GANHOU/PERDEU AS ELEIÇÕES?

Em comentário ao (meu) texto A CONSTITUIÇÃO DE UM GOVERNO DE ESQUERDA, um leitor do Ai Jesus! chama ao eventual futuro governo PS/BE/PC um governo de perdedores.

Seja em que domínio for, isto de ganhar ou perder, porque supõe comparação, é relativo: depende do critério adotado. É essa a razão por que em noites eleitorais a maioria dos partidos se auto-declara ganhador. Não é só o referido leitor a entender que os ganhadores das últimas legislativas portuguesas foram os partidos coligados PSD/CDS: vários comentadores insistem nessa ideia (julgo que por má fé).


De facto, esses foram os ganhadores, se o critério for o de quem teve mais votos. O problema é que
  • esse não é o único critério para determinar quem ganhou ou perdeu;
  • as eleições legislativas não são para eleger governantes ou sequer o primeiro-ministro, mas para eleger deputados. O critério para a indigitação do primeiro-ministro e a formação do governo está definido constitucionalmente e não é o do partido que teve mais votos/deputados.
Feitos estes reparos preliminares... quem ganhou/perdeu, nas últimas eleições?
  • Repito: se o critério for quem teve mais votos/deputados, foi o PSD+CDS.
  • Se o critério for a comparação com as eleições de 2011, o grande vencedor é o BE, sendo que o único perdedor é a coligação PSD+CDS (em número e percentagem de votos e número de deputados).
Mas o ponto principal é que, se o critério for o da constituição de governo, PSD+CDS foram os grandes perdedores: perderam o apoio da maioria absoluta dos deputados. E uma eventual coligação PS+BE+PC é a grande vencedora. porque ganharam  o apoio da maioria absoluta dos deputados.

Nota final:
Bem sei que nada do que escrevi é novo; mas, quando ouço a maioria dos comentadores encartados (que passam a mensagem ao cidadão comum), até chego a pensar que sim.

escrito por ai.valhamedeus

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hoje é sábado 334. OS AMIGOS

Vamos vendo os amigos cada vez mais longe,
muitas vezes de costas,
a sacudir o espaço dos seus tempos como se entrassem
no mundo pela primeira vez.

São pequenas formações quase desumanas
que às vezes se reconhecem
disformes quase sempre sós e aos pés oculto de todos
corre um rio.

Um rio que nos vai confundindo a vida
e a memória
Que percorre os lugares do júbilo como uma água
aflita e sem regresso.

Quando os olho por dentro no começo da tarde
os amigos cintilam como corpos estranhos
entre os nossos desastres bebemos o anoitecer
e adormeceríamos juntos se soubéssemos.
[Carvalho, Armando Silva, A sombra do Mar, Assírio & Alvim, s/l, 2015, pág. 48]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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VÍDEO DA SEXTA 233. "fears"

Curta produzido por Nata Metlukh mostra que nem sempre vale a pena se desfazer assim dos seus medos, mas que talvez seja uma boa aprender a controlá-los e conviver com eles. 
Fonte: [http://n-found.blogspot.pt/]

escrito por Adriana Santos

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 84

[Clique na imagem, para a ver maior]
UM SENTIDO
Porque há um sentido 
no lírio, incensar-se; 
e no choupo, erguer-se; 
e na urze arborescente, 
ampliar-se; 
e no cobre, primeira cura, 
que dou à vinha, 
procriar-se. 

E outro, pressago, 
sentido há na memória, 
explodir-se. E outro, imensurável, 
no amor, entregar-se. 
E outro, definitivo, 
na morte, render-se. 
[António Osório, in Felicidade da Pintura]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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ANTI-PIRATARIA * 36. aceder aos sites bloqueados

A Inspeção Geral das Atividades Culturais (IGAC) enviou para os operadores de telecomunicações uma lista com 51 sites piratas que deverão ser bloqueados ao abrigo de um protocolo assinado no passado verão. A Exame Informática revela os sites bloqueados.



Tive conhecimento de que a Cabovisão já pôs em prática esse bloqueio. Acabo de verificar que a NOS, também, apresentando a mensagem A página a que pretende aceder encontra-se bloqueada na sequência do cumprimento de ordem judicial ou administrativa.

Bom...
  1. esta lista tem vários interesses, o menor dos quais não será o de dar a conhecer-nos esses sites;
  2. é bastante fácil ultrapassar o bloqueio; n(alguns d)esses sites já era possível, há algum tempo, encontrar indicações sobre como o ultrapassar. No Youtube e na Web há bué de explicações sobre o assunto. O que há a fazer é alterar os endereços de DNS (como se explica aqui).
    [edição a 6/1/2016] Se utilizar Ubuntu, experimente esta solução.
  3. Há outros modos de o fazer. Por exemplo, os Reformados da Investigação sugerem a utilização de extensões para modificar o DNS a aplicar nos browsers: este no Chrome e este, no Firefox.

escrito por ai.valhamedeus

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hoje é sábado 333. ALGUMA ETERNIDADE

Um nome é uma vida, um sangue, um coração absoluto,
o estremecer de alguma eternidade.

Tudo tem direito a um nome.
Ate uma lagarta que se move entre a frescura das couves
e os restos amarelos do que já apodreceu,
com todos os seus gestos lentos de cocotte,
não despedaça o seu nome na lama.
A boca de deus chamará
por ela.

Olhai toda a natureza exuberante
que merece o esplendor duma outra nomenclatura.
A não-nomenclatura que existe antes do verbo,
todo esse despertar do mal e bem entre a matéria,
da exaltação da flora desumana,
da língua branca e fria
e glaciar,
da boca aberta da lava,
dos avós asteroides, da desordem do ser e do silêncio,
da igualdade da morte, da monomania
da vida.
Os nomes não queimam o tudo e todos
que a eles têm direito.
É a língua de carne em chamas,
no frio da casa obscura,
feita de nós, por nós, ociosos de deus,
criada de apelos verbais,
pois quem finge que chama, chama para dividir
e reinar,
nunca saberá olhar a sombra do seu próprio monstro,
e ser também a simples partícula do bem
suspenso no vazio do seu nome.
[Carvalho, Armando Silva, A Sombra do Mar, Assírio & Alvim, s/l, 2015, pág. 84/85]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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A CONSTITUIÇÃO DE UM GOVERNO DE ESQUERDA


A divulgação da hipótese de um governo PS+BE+CDU tem vários aspetos positivos, o menor dos quais não será certamente o de ter trazido a discussão política para os sítios onde já não era habitual, há muito tempo: os cafés, as ruas,... em suma, os sítios habitados pelo homem comum.

Um outro aspeto positivo foi o de mostrar o caráter pouco democrático de algumas personalidades, com grande destaque para os comentadores encartados. É o pequenote e inefável Marques Mendes, a comparar o tal hipotético governo a um campeonato de futebol, em que três equipas somassem os seus pontos para ultrapassar o primeiro classificado; é Manuela Ferreira Leite, a falar em golpe de Estado e a exigir que a hipótese em questão tivesse sido explicitamente referida (e, assim, referendada) durante a campanha (foi isso que aconteceu, na campanha de 2011, após a qual se formou a coligação governativa PSD+CDS?). É Paulo Portas a "esquecer" o que defendeu noutra ocasião, quando uma hipótese semelhante à atual beneficiaria o seu partido...

Compreendo que os dirigentes partidários tentem argumentar a favor dos cenários que defendem. Compreendo menos que usem argumentos pouco válidos. Ainda menos, que falem em nome dos portugueses ou dos eleitores. Não compreendo é que os comentadores confundam essa sua condição com a de dirigentes/militantes partidários. Nem a confusão permanente entre eleição de deputados (que é o que está em jogo nas eleições legislativas) e a nomeação do primeiro-ministro (que não é eleito, mas nomeado pelo presidente da República). Nem, portanto, a tese de que um hipotético governo PS+BE+CDU seja um atentado à democracia: tão constitucionalmente legítimo será um governo da coligação ainda em exercício (e exercício de atribuição de jobs a boys) quanto o tal hipotético -- porque, de acordo com o "famoso" artigo 187º da Constituição, o presidente da República não está obrigado a nomear o chefe do partido ou da lista mais votada.

escrito por ai.valhamedeus

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 83

[Clique na imagem, para a ver maior]
CHUVA
Chuva, caindo tão mansa, 
Na paisagem do momento, 
Trazes mais esta lembrança 
De profundo isolamento. 


Chuva, caindo em silêncio 
Na tarde, sem claridade... 
A meu sonhar d'hoje, vence-o 
Uma infinita saudade. 


Chuva, caindo tão mansa, 
Em branda serenidade. 
Hoje minh'alma descansa. 
— Que perfeita intimidade!... 
[Francisco Bugalho, in Paisagem]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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hoje é sábado 332. INTERMEZZO

Hoje não posso ver ninguém:
sofro pela Humanidade.
Não é por ti.
Nem por ti.
Nem por ti.
Nem por ninguém.
É por alguém.
Alguém que não é ninguém
mas que é toda a Humanidade.
[Gedeão, António, Poesias Completas (1956 – 1967), 7ª edição, Portugália Editora, Lisboa,1978, pág. 38]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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NATURAL * leite de arroz

Inicio a minha colaboração no Ai Jesus! com uma proposta: fazer leite de arroz (bem sei que, rigorosamente, a designação de leite não é rigorosa. Tolere-se-me esta falta de rigor).

Há quem não beba leite animal, por várias razões; para eles, e não só, os leites vegetais são uma alternativa. O de arroz tem a vantagem de ter um sabor mais agradável do que outros. O que é feito em casa, além de mais barato, é mais "puro" e personalizável. Vamos, então, a isso:

  1. Colocar de molho 200 g de arroz integral, durante 10 a 12 horas (tenha em conta que irá aumentar de volume).
  2. Escorrer bem a água de demolhar.
  3. Junte ao arroz 750 ml de água fresca e uma pitada de sal marinho integral. 
  4. Leve ao lume numa caçarola com tampa; apague o lume antes de começar a ferver e deixe abafado durante 30 minutos.
  5. Bater a mistura num liquidificador (ou varinha mágica) na velocidade máxima, até se obter o leite (2/3 minutos?).
  6. Coar bem (pressionando o coador com uma colher, para retirar o máximo de leite possível).
  7. Passar o leite para um recipiente de vidro (esterilizado) e guardar no frigorífico (durante 3 a 5 dias).

Observações:
  1. Se assim entender, altere a proporção arroz/água aqui sugerida, até encontrar a sua concentração preferida.
  2. Pode variar o sabor do leite, adicionando (por exemplo) coco (na preparação do leite) ou canela em pó (antes de guardar no frigorífico) ou sementes de cânhamo ou chocolate (coloque no liquidificador cacau em pó, puro, 1/2 vagem de baunilha raspada e 2 tâmaras sem caroço, se necessário, demolhadas).
  3. Se usar arroz branco, basta demolhar durante 4 horas (este leite é particularmente útil em situações de convalescença). 
  4. A polpa que sobra (e pode ser guardada num recipiente de vidro -- esterilizado -- no frigorífico até 3 dias ou, congelada, até 6 meses) pode ser usada para outros cozinhados. A seu tempo, lá iremos...
[imagem copiada daqui, onde se descreve um processo alternativo para o fabrico do leite de arroz]

escrito por Madre Natureza

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ZOOM [101] - o medo do governo de esquerda


escrito por ai.valhamedeus

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UM MOINHO DE VENTO CHAMADO COSTA

A hipótese de um governo/acordo PS/BE/CDU está a assustar o mundo inteiro: comentadores, "mercados", bolsas/Bolsas, homem comum (não ouço discutir outra coisa nos cafés, nas ruas...).

Serei eu o único a pensar que tal hipótese não passa, nunca passou, de um moinho de vento? Estão a aparecer os primeiros sinais indicadores de que tenho razão:
"Costa não vai apresentar propostas à direita e, se não conseguir um entendimento para quatro anos com a esquerda, abstém-se numa moção de rejeição do programa de governo. E obriga Passos a governar sem garantias de estabilidade."
 escrito por ai.valhamedeus

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A DEMOCRACIA ANGOLANA

Não me parece que esta seja apenas uma questão interna de Angola. E não me parece que Angola seja promotora da paz e da democracia -- muito pelo contrário!

escrito por ai.valhamedeus

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 82

[Clique na imagem, para a ver maior]
POEMA DAS ÁRVORES
As árvores crescem sós. E a sós florescem.

Começam por ser nada. Pouco a pouco
se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.

Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
e deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.

Depois, por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
e então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
e os frutos dão sementes,
e as sementes preparam  novas árvores.

E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem.
Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.

Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
como se nada fosse.

As árvores, não.
Solitárias, as árvores,
exauram terra e sol silenciosamente.
Não pensam, não suspiram, não se queixam.
Estendem os braços como se implorassem;
com o vento soltam  ais como se suspirassem;
e gemem, mas a queixa  não é sua.

Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas,
A crescer e a florir sem consciência.

Virtude vegetal viver a sós
E entretanto dar flores.
[Eugénio de Andrade]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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O QUE O MINISTRO DAS TAXINHAS SABE!


24/set/2015:
Pires de Lima garante que Volkswagen produzidos pela Autoeuropa não têm problemas. O ministro da Economia diz que os automóveis da Volkswagen produzidos pela Autoeuropa não têm o dispositivo que manipula as emissões poluentes. Pires de Lima revela que já falou sobre o assunto com os responsáveis da administração da Autoeuropa...

30/set/2015: Pires de Lima recua na garantia sobre Autoeuropa. Ministro da Economia reconhece que não sabe se a Autoeuropa produziu carros com o ‘kit' fraudulento.

7/out/2015: Modelos da AutoEuropa apanhados no escândalo da VW.

8/out/2015: Pires de Lima pede aos portugueses para confiarem na Autoeuropa e garante que o governo está atento ao impacto do escândalo.

Quem se não lembra, a propósito, das garantias de uma certa múmia que dá pelo nome de senhor Silva relativamente à solidez do BES, um banco em que os portugueses podiam confiar?

escrito por ai.valhamedeus

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QUINTANILHA E RODRIGUES DOS SANTOS

As redes sociais estão incendiadas

[este é um exagero típico de quem frequenta as redes sociais]
com a indignação contra o pivô da RTP José Rodrigues dos Santos, o qual teria dito, em introdução a uma peça noticiosa, que Alexandre Quintanilha "foi eleito, ou eleita, pelo PS".

[foto rapinada ao Público]

A minha tendência seria para me incendiar também. Estive uma única vez com o Professor e novo deputado do PS em questão, numa conferência/encontro com alunos onde se revelou "um espetáculo!", como alguns presentes confessaram. Por outro lado, não simpatizo particularmente com o referido pivô (apenas por razões de... falta de empatia com ele).

Apesar disso, acho mais razoável a explicação que o pivô deu ao Público
(onde justifica ter-se tratado de um erro e nada mais) 
do que as reações partidárias ou clubísticas
(como é o caso da ILGA, Às vezes, estas reações fazem-me lembrar as dos fundamentalistas defensores dos animais).
PS:
que fique bem claro que a orientação sexual do Professor, homossexual assumido, me é indiferente, como me é indiferente a orientação neste campo do pivô da RTP (que desconheço), como me é indiferente a orientação de qualquer pessoa com quem eu não pretenda uma relação deste género.

escrito por ai.valhamedeus

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ZOOM [100] - badalhoquices


[Dieselgate]

escrito por ai.valhamedeus

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 81

[Clique na imagem, para a ver maior]
QUANDO VOLTEI ENCONTREI OS MEUS PASSOS
Quando voltei encontrei os meus passos 
Ainda frescos sobre a húmida areia. 
A fugitiva hora, reevoquei-a, 
-- Tão rediviva! nos meus olhos baços...  
Olhos turvos de lágrimas contidas. 
-- Mesquinhos passos, porque doidejastes 
Assim transviados, e depois tornastes 
Ao ponto das primeiras despedidas?  
Onde fostes sem tino, ao vento vário, 
Em redor, como as aves num aviário, 
Até que a asita fofa lhes faleça... 
Toda essa extensa pista -- para quê? 
Se há de vir apagar-vos a maré, 
Com as do novo rasto que começa... 
[Camilo Pessanha, in Clepsidra]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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FERIADOS REPUBLICANO E RELIGIOSO

[para contextualização futura, quando se não recordar já uma certa múmia: Cavaco é o único português que teve feriado no 5 de outubro]

escrito por ai.valhamedeus

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GOVERNO DO CONTRA?! NEM PENSAR!


Leem-se nas redes sociais alguns textos, particularmente de autores da área do PS, cuja tese se pode resumir naquilo que vulgarmente se chama de vingançazinha do chinês: "ai o BE e a CDU queriam formar governo com o PS, depois de terem andado p'raí a gritar que o PS não é de esquerda?!"

Concordo inteiramente com essa tese -- e, se fosse eu o autor de algum desses textos, depois de o escrever até fazia aquele gesto conhecido que consiste em encolher todos os dedos da mão direita e depois estender bem o médio. Explico porque é que estou de acordo.

Os resultados das últimas eleições mostram que os eleitores querem, maioritariamente, uma cu-ligação que é, ostensivamente, a favor da austeridade -- e, menos mas também bastante, um partido que não é ostensivamente a favor da austeridade.

A posição do PS (de António Costa) foi bem expressa, mal conhecidos os resultados: não quer "uma maioria do contra"
(que seria a maioria absoluta pedida pelo Bloco de Esquerda e a CDU, unidos ao PS). 
Optou por ser a favor. Nisso, respeitou a vontade dos eleitores que votaram nele.

O PS continuará numa maioria do a favor. Faz bem. O BE e a CDU é que não percebem isto. Problema deles! -- é bem feito, para aprenderem...

escrito por ai.valhamedeus

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COSTA, ALTERNATIVA DE TRABALHO DE CONFIANÇA


Os resultados das legislativas de 2015 já se souberam ontem; mas esta ainda é a página de entrada para o sítio do PS: a gente escreve www.ps.pt e é redirecionado automaticamente para costa215.pt.

Um partido muito eficaz a trabalhar, como se vê.

escrito por ai.valhamedeus

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A COERÊNCIA DE COSTA


Costa candidatou-se a secretário-geral do PS porque a vitória de Seguro nas Europeias e nas autárquicas foram piqueninas.


Costa não se demite de secretário-geral do PS, porque a sua derrota foi piquenina.

Coerências...

escrito por Carlos M. E. Lopes

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