TRUMP(A)

O CASO TRUMP


Penso que se deva distinguir dois aspectos no caso Trump.
  1. O primeiro, a sua eleição, enquanto manifestação, por parte dos eleitores, do seu repúdio pela classe política tradicional; 
  2. o segundo, o perigo que eventualmente as suas políticas podem representar e que são, também elas, uma manifestação de repúdio pelas políticas praticadas. 
Ambos me parecem perigosos, mas compreensíveis à luz desse repúdio. Digo, há muito, que o fascismo, nazismo ou outra forma de intolerância irá surgir, quer queiramos quer não, e não necessariamente pela forma como os conhecemos. Aliás, ir-nos-á aparecer sob uma forma lógica e natural e impor-se-á, apesar de campanhas.

Penso que estamos no limiar de uma situação dessas.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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PARA RIR * 2


Notícia de última hora; ou talvez não.
Ricardo Salgado constituído arguido por tentar corromper Sócrates 
[in Expresso Diário]

escrito por Gabriela Correia, Faro

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(Não) gosto de animais

[foto rapinada daqui]

Entre os que me são próximos, tenho fama de não gostar de animais. Quando me perguntam se é verdade, tenho dificuldade em responder, por não saber o que e que a pergunta quer saber.

A minha relação com os animais resume-se em dois pontos:

  1. sou incapaz de fazer mal a um animal (exceção para aqueles bicihitos que me entram em casa sem autorização);
  2. sou suficientemente amigo dos animais para gostar de os deixar em paz (longe de mim) e irrito-me solenemente quando eles não têm o mesmo sentimento em relação a mim;
  3. sou incapaz de um gesto de afeto dirigido a qualquer animal (exceção para alguns de duas pernas).
Bem... foram três os pontos. Mas mais vale mais do que menos.


escrito por ai.valhamedeus

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ZOOM [101] - comparação


escrito por ai.valhamedeus

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EX-CITAÇÕES * 157. o pai da pátria


Façam-lhe o enterro, respeitem-lhe a memória, dêem os pêsames à família, mas deixem-se de tretas e de apregoar que ele nos trouxe a liberdade e a democracia. Não trouxe. Essa devemo-la à Alemanha de Willy Brandt, à Holanda de Joop den Uijl, a Henry Kissinger e ainda, entre mais uns quantos, aos banqueiros e empresários que sabiam que com o regime de Marcello Caetano nunca Portugal poderia entrar no Mercado Comum.
[...] 
Mário Soares desagrada-me ainda como pessoa, pois simboliza aquilo que detesto e de que desdenho na burguesia portuguesa: a falsa pachorra, a jovialidade de pechisbeque, o modo paternal, o sorriso pronto, a mãozada, os Ora viva!, a festinha aos humildes; por detrás de tudo isso a ganância, o cálculo frio, o desprezo do semelhante, a presunção, o sentimento bacoco de casta, os rapapés, a mediocridade.
[J. Rentes de Carvalho, in Tempo Contado]

escrito por ai.valhamedeus

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CR7? MARIMBANDO...

Tenho amigos que não entendem que eu não vibre rigorosamente nada com as notícias relacionadas com Cristiano Ronaldo, mesmo quando são assim:


Apelam ao meu sentimento nacional(ista), que ele é português que isso dá fama a Portugal que não sei mais o quê... mas eu, nada! CR7 não passa de um puto que ganha milhões por saber dar uns xutos na bola -- e isso a mim interessa-me tanto como zero ou talvez menos do que zero.

O que me faz vibrar e sentir orgulho são notícias como esta:



escrito por ai.valhamedeus

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PARA RIR * 1


Para rir, ou para arrepelar os cabelos de irritação, desespero ou impotência para agir, por manifestas razões...
A banca portuguesa está muito bem”. 
[Ricardo Salgado, em Abril de 2011, depois de o Estado pedir a intervenção externa]

escrito por Gabriela Correia, Faro

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2017 NA AVENIDA DOS ALIADOS


Não foi a primeira vez que passei para um novo ano nas ruas do Porto. Desta vez, o que mais me surpreendeu foi
  • as medidas policiais contra atentados de eventuais camiões. Na sequência do de Berlim, o governo diz que não há razões para alterar o nível de alerta; mas que eu nunca tinha visto nada assim, ai isso não;
  • o mijadoiro enorme em que se tornou a Avenida dos Aliados (e até os parques de estacionamento subterrâneos), a partir de determinado momento. Impressionava a quantidade de homens (sobretudo jovens do sexo masculino, mas não só) a despejar a bexiga -- e os regatos de urina a correr pela avenida e pelos recantos entre os automóveis estacionados.

Águas na bexiga e medos no cu obligent.

escrito por ai.valhamedeus

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CR7 PARA O PANTEÃO


Este miúdo é sério candidato a um lugarzinho no Panteão. Se o Eusébio mora lá -- e a Amália, também... ambos sem terem sido gente de negócios, sem hotéis, sem ginásios e sem canais de tv...

Se me é permitido sugerir -- eu acharia bem que o colocassem entre o Eusébio e a Amália. Sempre se divertia a fazer truques de pés ao Eusébio e a acompanhar a Amália num desafinado I wish you a Merry Christmas.

escrito por ai.valhamedeus

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PORTUGAL, CAMPEÃO DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS


[imagem rapinada daqui]
Numa peça publicada em jeito de balanço anual, o diário britânico The Guardian elege o uso de energias renováveis em Portugal como um dos "momentos chave" da ciência em 2016. Mark Miodownik, professor da Universidade de Londres, é quem escreve sobre o tópico, explicando que, de uma perspetiva da engenharia, o anúncio português de que o país funcionou quatro dias consecutivos com energias inteiramente renováveis no mês de maio foi um "ponto alto" do ano. 
Escrevendo que "a mudança para o carvão no século XIX e depois para o petróleo no século XX" deu ao mundo moderno a "a energia barata, os bens de consumo e as férias solarengas", Miodownik refere que se queremos dar o mesmo aos nossos filhos é necessário prevenir as alterações climáticas e afastar-nos dos combustíveis fósseis. "Parece impensável, impossível, mas o impossível é o que a engenharia faz melhor. O feito de Portugal dá aos governos e empresas energéticas um exemplo tangível de como pode funcionar e funciona, e porque deveriam investir em energia solar, eólica, das ondas e outras tecnologias renováveis já". 
[rapinado do Expresso online]

escrito por Gabriela Correia, Faro

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E ESTA, HEIN!... 31

Fartos de serem chamados a resgatar bancos (BES em 2014, Banif em 2015), os portugueses podem por estes dias assistir de cadeirinha ao resgate de mais um banco. Mas desta vez não é nosso. É o mais antigo banco italiano, Monte dei Paschi di Siena, cujo plano de recapitalização por parte de investidores privados, elaborado pelo J.P. Morgan, falhou rotundamente. E quando os investidores privados falham, lá vem o Estado, sempre acusado de gerir muito pior que os privados, limpar com o dinheiro dos contribuintes a estrumeira que os accionistas e gestores privados fizeram. Serão “apenas” cinco mil milhões de euros que o Estado italiano terá de injectar no banco até ao final do ano (faltam nove dias!), passando a participação pública dos actuais 4% para uma posição entre 50% a 75%, segundo os analistas. Por outras palavras, o Monte dei Paschi di Siena vai ser nacionalizado para não ter de fechar as portas. O contribuinte italiano paga. E La Nave va. 
[in Expresso Curto]

escrito por Gabriela Correia, Faro

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EDUCAÇÃO PARA A ABSTINÊNCIA

Ora aqui está uma ideia muito engraçada:


Além da substância (a abstinência -- de louvar, por várias razões entre as quais se destaca o acordo com a democracia cristã), há pelo menos duas razões para este querer ser engraçado:

  1. É iniciativa de jotinhas -- que toda a gente diz (erradamente, como se vê) uns debochados;
  2. Tem as cores da luta dos colégios -- o que também é louvável, dada a predominância do cristianismo democrático nos tais colégios.

Tudo em consonância, portanto.

escrito por ai.valhamedeus

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MÁRIO SOARES ESTÁ HOSPITALIZADO...


A hospitalização de Mário Soares preocupa-me por duas razões:
  1. alguns visitantes do doente (como Edite Estrela) dizem que os portugueses têm uma enorme dívida a Soares. O meu receio é que, um dia destes, me chegue a minha fatura, para pagar (é que eu não me lembro de dívida nenhuma);
  2. as televisões não arredam pé do sítio, com diretos em noticiários e muito desenvolvimento do tema. O meu receio é que isso seja sintoma de que o doente esteja mal -- e os jornalistas estejam lá só para confirmar a sua (dele) morte e anunciá-la em primeira mão. Estes jornalistas são do caraças.
escrito por ai.valhamedeus

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ARTE PARA CRIANÇAS COM AUTOCOLANTES


Miró para niños : un viaje lleno de colores
(Miró para crianças : uma viagem cheia de cores)
é um dos livros da coleção Arte para niños con pegatinas
(Arte para crianças com autocolantes). 

Com uma impressão de muita qualidade, são vendidos a um preço muito aceitável: menos de 3€.
É certo que estão escritos, originalmente, em espanhol, mas tanto os professores como os pais facilmente os adaptarão (traduzirão).

Foram pensados na perspetiva da criança (a partir de 5 anos): têm informações básicas sobre o artista, reproduções de algumas das suas obras e (sobretudo) atividades ao alcance de qualquer criança: espaços para a criança pintar o seu próprio quadro, correspondência entre símbolos e letras para decifrar o nome de um quadro, autocolantes para construir objetos ou quadros ao estilo do artista, perguntas (simples) sobre os quadros,...

A coleção é composta por...

(cada link remete para a ficha respetiva, da Amazon, onde o opúsculo pode ser adquirido)
  1. Dalí (Arte Para Niños)
  2. Miro Para Niños. Un Viaje Lleno De Colores
  3. Gaudí (Arte Para Niños)
  4. Goya Para Niños. Un Viaje Con Colores Y Retratos
  5. Picasso Para Niños. Un Viaje Con Formas Y Colores
  6. Van Gogh Para Niños. Un Viaje Con Pinceladas
  7. Velazquez Para Niños. Un Viaje Con El Gran Maestro
  8. Un Paseo Por El Museo Del Prado Para Niños
  9. Leonardo da Vinci

escrito por ai.valhamedeus

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SCHAUBLE É UM INCENDIÁRIO


O próximo Nobel da ousadia (ou do atrevimento) será, muito provavelmente, o presidente do PS, Carlos César. Em resposta ao ministro das Finanças da Alemanha, que disse ontem que Portugal estava no bom caminho até chegar o actual Governo, César disse, com todas as letras:
"Schauble é um incendiário disfarçado de bombeiro"
Isto é o que se chama ter os tomates no sítios...

escrito por ai.valhamedeus

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ENCONTRO HISTÓRICO...


...é assim que alguns media classificam o encontro entre o presidente da república portuguesa, Marcelo I, e o ex-presidente de Cuba, Fidel Castro.

Histórico, não sei se será. Mas palpita-me que o PCP já tem candidato às próximas eleições presidenciais. Ou que Marcelo será um candidato apoiado por todos os partidos.

escrito por ai.valhamedeus

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hoje é sábado 356. CATILINA

Eu sou o solitário e nunca minto.
Rasguei toda a vaidade tira a tira
E caminho sem medo e sem mentira
À luz crepuscular do meu instinto.

De tudo desligado, livre sinto
Cada coisa vibrar como uma lira,
Eu - coisa sem nome em que respira
Toda a inquietação dum deus extinto.

Sou a seta lançada em pleno espaço
E tenho de cumprir o meu impulso,
Sou aquele que venho e logo passo.

E o coração batendo no meu pulso
Despedaçou a forma do meu braço
Pr'além do nó de angústia mais convulso.
[Andersen, Sophia de Mello Breyner, Obra Poética I, Editorial Caminho, s/l, 1991, 2ª edição, pág. 113]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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hoje é sábado 355. TEJO QUE LEVAS AS ÁGUAS

Tejo que levas as águas
Correndo de par em par
Lava a cidade de mágoas
Leva as mágoas para o mar

Lava-a de crimes espantos
De roubos fomes terror
Lava a cidade de quantos
Do ódio fingem amor

Lava bancos e empresas
Dos comedores de dinheiro
Que dos salários de tristeza
Arrecadam lucro inteiro

Lava palácios vivendas
Casebres bairros da lata
Leva negócios e rendas
Que a uns farta e a outros mata

Leva nas águas as grades
De aço e silêncio forjadas
Deixa soltar-se a verdade
Das bocas amordaçadas

Lava avenidas de vícios
Vielas de amores venais
Lava albergues e hospícios
Cadeias e hospitais

Afoga empenhos favores
Vãs glórias, ocas palmas
Leva o poder dos senhores
Que compram corpos e almas

Das camas de amor comprado
Desata abraços de lodo
Rostos corpos destroçados
Lava-os com sal e iodo

Tejo que levas as águas
Correndo de par em par
Lava a cidade de mágoas
Leva as mágoas para o mar.
[Fonseca, Manuel, Obra Poética, Editorial Caminho, Lisboa, 1984, 7ª edição, pág. 168-169]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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hoje é sábado 354. PARÁFRASE

A Gastão Cruz

No verão se quiseres
poderás viver
ainda o verão novo

Porque o fogo feres
a pele que quer arder
no areal dum corpo

No outono   no inverno
quando tu escreveres
o mar será revolto
[Cortez, António Carlos, a dor concreta, Tinta da China, Lisboa, 2016, pág. 95]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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A DISCUSSÃO SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO É COISA DE VELHOS...


O miúdo, a ler Uma aventura... na edição que o pai leu, nos seus tempos de miúdo...

-- Mamã, tem alguns erros. Mas... no antigo escrevia-se assim...

escrito por ai.valhamedeus

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