TRUMP(A)

FILOSOFIA... ORIENTAL (?)


Das três questões de "um teste de filosofia centrado no tema religião", para alunos do 10º ano de escolaridade, retiro esta (apenas como exemplo):
Faça corresponder a cada um dos cinco elementos da filosofia chinesa do Feng Shui e do taoísmo, o respectivo ponto cardeal, animal, campo de vida (profissão, casamento, etc), cor, sentido humano (audição, visão, etc.), estação do ano, hora do dia, percentagem de yang (jovem, velho) e de yin, e aplique a lei da contradição principal a esse conjunto
Confesso a minha ignorância de licenciadozinho: não sei responder. Mas o (presumível) autor responde por mim:
Os cinco elementos da filosofia chinesa do taoísmo são: madeira, fogo, terra, metal e água. As correspondências de cada um são:
 
MADEIRA. Este. Dragão verde. Crescimento, família. Cor verde. Visão. Nascer do sol. Jovem Yang.
FOGO. Sul. Fénix. Fama. Fala. Verão. meio dia, velho Yang (máximo Yang ou máxima luz e calor).
TERRA. Sudoeste (ou Centro, segundo algumas interpretações). Serpente. Cor: amarelo. Fim do verão. Casamento, amores.  Sabor. Meio da tarde. Igual proporção de Yang e Yin.
METAL. Oeste. Tigre branco. A criatividade, os filhos. O olfato. Outono. Cor branca. Pôr do sol. Jovem yin (algum frio e humidade).
ÁGUA. Norte. Tartaruga negra. A profissão, os negócios. Audição. Inverno. Meia noite, velho Yi ( máximo Yin ou máxima escuridão e frio).
A lei da contradição principal diz que um sistema de múltiplas contradições pode ser reduzido a uma só, organizando-as em dois blocos, podendo haver uma ou outra contradição na zona neutra. Assim podemos, por exemplo, colocar de um lado o bloco Yang (Madeira/primavera ; Fogo/Verão) e do outro lado o bloco Yin (Metal/ Outono, Água/Inverno), ficando na zona neutra a Terra/Fim do Verão na qual Yang e Yin se equilibram. Há outras maneiras de estruturar a contradição principal.
Depois de ler a resposta, sinto que a minha condição de licenciadozinho fica ainda mais esmagada: fico a saber (ainda) menos o que é a filosofia, que não imaginava que pudesse andar por estes caminhos.

Todo o blogue me parece orientado... nesta orientação. Ai Jesus!...

escrito por ai.valhamedeus

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DO CONTRA [113] refrescando memórias eclesiásticas



Houve um tempo (nos idos outubros de 2012) em que o chefe da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) em Portugal defendia isto. Precisamente!: manifestações de rua não resolvem problema do país. ou, por outras palavras, são uma corrosão da harmonia democrática.

Nos tempos que correm, porém, a ICAR já não pensa o mesmo. Pelo menos, nalgumas circunstâncias -- naquelas circunstâncias em que nunca pensou o mesmo: nas circunstâncias em que os seus divinos interesses lhe parecem estar em causa. Agora, ai jesus!, as manifes já resolvem (ou, pensa ela, resolverão). Agora, a ICAR pensa isto:


escrito por ai.valhamedeus

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OS AFETOS DOS MENINOS DOS COLÉGIOS

[foto copiada daqui]

A Igreja Católica Apostólica Romana foi o rosto mais visível da ameaça de luta no terreno contra a anunciada moralização da sustentação pública do ensino privado. Compreende-se: é a Igreja quem mais lucra com o negócio, seguindo-se o grupo GPS, a contas com a justiça (presume-se...)
[vem a propósito lembrar declarações de um ex-diretor da DGAE, em tempos de governação Cratiana: "É um escândalo que o ministério transfira para o ensino privado 160 milhões sem qualquer auditoria"]
Ameaça que se concretizou. O movimento de ataque
(personificado no Defesa da Escola ponto. Ponto de interrogação?, pergunto eu) 
às pretensões do governo tem tido uma intensa atividade constante. Múltiplas e (quase) diárias iniciativas, algumas das quais pouco pacíficas: a utilização de crianças como "escudos humanos" nas manifestações, por exemplo. Ou a pressão sobre os pais. Ou esta carta, presumivelmente escrita pela(s) criança(s) que a assina(m) -- afetuosamente escrita, no estilo afetuoso da pessoa a quem se dirige, com beijinho e xi coração (para tentar fazer esquecer quem ganha com os contratos de associação?)


[clicar, para ler melhor]

escrito por ai.valhamedeus

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hoje é sábado 351. CHEGOU HOJE DE MANHÃ

Chegou hoje de manhã alguém que estava longe,
E ficou ainda mais perto quando, de noite, partiu.
Tagore, Rabindranath, A Asa e a Luz, Assírio & Alvim, s/l, 2016, pág. 111]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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DO CONTRA [112] aparições e filosofia


Dos destaques d'A Notícias Magazine do passado último dia 15, destaco dois:

a) ...outras aparições que não vingaram como as dos tais pastorinhos de Fátima. Uma delas:
Amelinha deu como prova da sua visão da Virgem uma cruz na testa. Veio a descobrir-se que era de tintura de iodo.
​b) Oscar Brénifier: filosofia no dia-a-dia
"O investigador francês passou por Portugal para um workshop sobre filosofia do quotidiano. O desafio? Tirar Platão e Sócrates dos livros e aplicá-los nas nossas vidas".
(Aviso meu: este Sócrates não é o que estão a pensar...)
escrito por ai.valhamedeus

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DO CONTRA [111] nem a virgem maria gosta...


Rezam as cantigas que
A 13 de maio
na cova da Iria
apareceu brilhando
a Virgem Maria.

A 13 de outubro
foi o seu adeus
e a Virgem Maria
voltou para os céus.
Portanto, a Virgem Maria ficou por cá, não chegou a meio ano. Ou seja, nem a Virgem Maria gostou deste país...
[...e ainda querem que refugiados venham para cá viver?!]
escrito por ai.valhamedeus

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RÁDIO CLÁSSICA MENTE

aqui fiz referência à rádio Aerrege, da responsabilidade de um dos colaboradores do Ai Jesus!. Entretanto, o nome da rádio mudou para Clássica Mente. As transmissões em direto podem ser ouvidas aqui; mas ficam todas gravadas em "podcast", aqui. Deixo a lista dessas emissões:
escrito por ai.valhamedeus

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hoje é sábado 350. GUARDA REPUBLICANA A CAVALO

Tu ladeavas o cavalo, rindo
da tua tão perfeita novidade.
Qual amazona de um destino findo,
o tempo não mudava a tua idade.

A pistola exibias sobre a coxa
e do meu desejo tua troça ria.
Enredado na lírica mais frouxa,
um soneto pobríssimo eu trazia

só para teu controle e vistoria.
Mas logo se soltou o teu cavalo
para bem longe de mim e da poesia.

E se guardo teu riso enquanto falo
e me digo e desdigo em cada dia,
guarda republicana, em teu cavalo

trouxeste troça feita melodia.
[Mendes, Luís Filipe Castro, Outro Ulisses Regressa a Casa, Assírio & Alvim, s/l, 2016, pág. 45]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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DIGA DOUTOR


Vi, hoje, publicidade a um programa (presumo que será isso) do canal televisivo que presta (presta?) serviço público a Portugal. E fiquei intrigado com o nome: "Diga Doutor" quererá dizer... o quê? Assim, de repente, ponho três hipóteses -- mas, admito, pode não ser nenhuma destas...
  1. "Diga, Doutor!"
  2. "Diga 'Doutor'!"
  3. "Diga!... [...] Doutor?!"
escrito por ai.valhamedeus

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LEIT(e)URAS [64] Montaigne de Stefan Zweig


Ler a biografia de Montaigne foi um agradável momento.

Montaigne teve uma educação esmerada. Aos seis anos, não sabia francês e só falava latim. Em casa, para poderem falar com ele, tiveram de aprender latim… O pai quis que ele tivesse uma educação especial. Mimado, fez sempre o que quis. Fechado na sua torre, viveu isolado quase sempre, pelo menos dez anos ininterruptos. Tinha grande paixão pelos livros. “A minha biblioteca é o meu reino”, dizia ele. O autor de Ensaios tinha o teto da sua biblioteca com frases em latim e algumas em francês. Quem não conhece o “que sais je?”, pelo menos da famosa coleção de livros de bolso?

Ler esta biografia de Stefan Zweig é um prazer.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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DIA DA MÃE

Dir-me-ão: dia da Mãe são, ou deviam ser, todos os dias. Literalmente. Se fizermos um estudo sociológico do panorama português, talvez se nos apresente um cenário que a ninguém já causa impressão, e muito menos perturbação. Pois, todos sabemos o número de agregados familiares constituídos pela mãe e por um filho, do sexo feminino ou do seu “oposto”. Do pai nem rasto. Seja como for, e para efeitos de calendário ocidental, hoje é o Dia da Mãe. E logo coincidente com o Dia do Trabalhador! Nada mais certeiro, já que a mãe é muitas vezes o único elemento trabalhador, no seio da família. Com pena agravada: auferir salário inferior, em muitos casos, ao do seu congénere masculino. O direito estatuído na Constituição: a trabalho igual salário igual é o que se sabe. E só não falo de outros “mimos” feitos às mulheres, porque já falei do meu cartão de cidadã, e não de cidadão, neste blogue, antes de ele, o mimo, começar a ser também referido por um partido, tendo, assim, visibilidade. Mas deixemos essas “minudências”e passemos ao dia que hoje se comemora: O Dia da Mãe. O comércio agradece. Tomaram eles, os comerciantes bem entendido, que a lista dos dias “assinalados”, como dizia a minha Avó, se lhes alongasse. De preferência ad aeternum. Eu vou já sugerir alguns: O Dia Internacional dos Offshores, O Dia dos Hidrocarbonetos, O Dia do Fracking, (não, não é o Dia do Fraque; este Dia foi inventado pelos Americanos, e não pelos Ingleses), etc., etc. O Dia dos/as Divorciados/as. Este não existe já? Muito me admira... O Dia do/a Pagante de Impostos, O Dia das Autoestradas com Portagem, O Dia das Cimenteiras, O Dia das Prospecções no Litoral Algarvio. Vêem como a lista se está a estender?! O Dia do Acordo Ortográfico (não dei conta deste Dia), O Dia do Ruído depois da Meia-Noite, inventado pelos estudantes da UALG. E muitos mais haverá. É só puxar pela imaginação, caro/a leitor/a.

Mas o que eu queria mesmo dizer é que este foi o primeiro Dia da Mãe em que não telefonei à minha a recordar-lhe que me lembrava dela, porque ela faleceu. Por acaso, num Dia também “assinalável”: O Dia dos Namorados. E que eu saiba, no céu não há telefones.

escrito por Gabriela Correia, Faro, Dia da Mãe. 2016

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hoje é sábado 349. AO SONETO

És um soneto um realejo amigo
que me estende da aranha a teia fina
onde este pensamento que persigo
se desfaz só no verso, só na rima?

Serás então do verso falso amigo,
mecanismo voraz e tentador
a destruir no ovo o que consigo,
tornando o pensamento um só rumor?

Se palavras apenas nossos versos
E as ideias ficaram para trás,
que direi dos meus actos, tão diversos
de tudo o que de nós a vida faz?

És tu soneto aranha e sua teia,
Um engano desfeito na areia…
[Mendes, Luís Filipe Castro, Outro Ulisses Regressa a Casa, Assírio & Alvim, s/l, 2016, pág. 39]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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LEIT(e)URAS [63] o mendel dos livros


Jakob Mendel, um judeu alfarrabista em Viena, é um homem singular. Enfronhado nos seus livros, deles sabe tudo menos, parece, o seu conteúdo. Absorto e fora do mundo que o rodeia, os livros são o mundo de Mendel no café Gluck, em Viena, que se imagina perto da catedral de Santo Estêvão. Esse alheamento do mundo que o rodeia torna-se fatal. Escreve para onde não deve, é preso, é solto, o café muda de dono, definha e morre.

Uma obra apaixonante de Stefan Zweig, também exilado, perseguido e que se suicidou no Brasil.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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AI JESUS! 25 os trintões, velhos para...


O blogue (em castelhano) La voz del muro afiança que há 8 coisas da vida para as quais um trintão está demasiado velho. Listo-as, quase sem as detalhar (mas no texto original estão detalhes...)
  1. Calar-se
  2. Preocupar-se com o que os outros pensarão de nós
  3. Os prazeres culpáveis (transformados agora em prazeres correntes)
  4. Barbeado perfeito
  5. Arranjar desculpas para a desarrumação da casa
  6. Acumular coisas de que não se precisa
  7. Passar tempo desnecessário com pessoas de quem não se gosta
  8. Sentir-se obrigado a encontrar o lado bom de cada pessoa que se conhece
escrito por ai.valhamedeus

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DO CONTRA [110] a revolução da compaixão


aqui disse o que penso sobre as frases "bombásticas" do atual Papa Francisco, que têm eco nas redes sociais e nos meios de comunicação, que as apresentam como "revolucionárias".

Continuo com a mesma opinião: no fundo, a "revolução" do Papa Xico não passa de uma série de tretas. Areia para os olhos -- com que muita gente se deixa cegar.

Seja a novíssima Exortação apostólica Amoris Laetitia. Pareceria que Sua Santidade (SS) renovou a doutrina da Igreja sobre a nova realidade das famílias -- os gays, os divorciados... Na realidade, o que SS pede é que a Igreja olhe com compaixão para a nova realidade das famílias.

COMPAIXÃO, sublinho eu. Compaixão?! compaixão, a avó dele!

O Papa desafia a Igreja Católica a ser misericordiosa com quem se divorciou ou vive uma união fora do casamento. Esta é a novidade de SS: pregar a compaixão. No resto, o que é que ele defende? Isto: "Francisco não autoriza explicitamente a comunhão aos católicos recasados, um dos temas que despertou mais paixões no inédito debate interno".

...uma revolução do caraças, como se vê. A revolução da compaixão.

escrito por ai.valhamedeus

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PENSAR, ESSE TERRÍVEL CRIME

Pensar, esse terrível crime é o título do editorial do Público de hoje (10/4/2016). Como se adivinha, sobre o caso dos ativistas angolanos, que "entrou num campo minado".

"É pelo “defeito” de pensar que os 17 activistas penam em Angola. Se o regime ao menos pensasse, já os teria libertado."
Numa das últimas edições do mesmo jornal, o advogado Francisco Teixeira da Mota classifica a sentença que os condenou de "juridicamente repugnante".


Não foi esse, recordo, o entendimento da Assembleia da República -- designadamente, o dos deputados do PSD, PCP e CDS. Eles lá saberão porquê...

escrito por ai.valhamedeus

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DO MANIFESTO ANTI-DANTAS

Mutatis mutandibus...
O Dantas é a vergonha da intelectualidade portuguesa!
O Dantas é a meta da decadência mental!
E ainda há quem não core quando diz admirar o Dantas!
E ainda há quem lhe estenda a mão!
E quem lhe lave a roupa!
E quem tenha dó do Dantas!
E ainda há quem duvide que o Dantas não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente, nem decente, nem zero! 
escrito por ai.valhamedeus

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MÚSICA DA PRIMAVERA EM VISEU

Festival de música da Primavera de Viseu
Programa, aqui.

escrito por ai.valhamedeus

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RATO DIGITALIZADOR

Combo RATO/DIGITALIZADOR “mySCAN” da Hama.


Digitalização a laser em tempo-real. Fácil digitalização para MS Word, Excel e Adobe Photoshop com apenas um clique. Tem apenas de passar o rato por cima do que quer digitalizar, pressionar o botão para o efeito e já está!

Durante um período limitado, por apenas 24,99 €. Depois, ficará disponível por um preço de 79,99 €.

Notícia colhida aqui.

escrito por ai.valhamedeus

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hoje é sábado 348. ALQUIMIA DO VERBO

agora fiquei triste, realmente,
emudeci

o que esta boca sente
quando sorri!

o jardim está sem gente
e anda um vago sonho por aí

quando voltar a minha força ausente
hei-de pensar neste alibi
[Cesariny, Mário, Manual de Prestidigitação, Assírio & Alvim, Lisboa, 2005 (2ª edição), pág. 65]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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VÍDEO DA SEXTA 245. "Malak - menina síria"


Malak é uma menina síria de sete anos e é uma das 8 milhões de crianças de seu país que tiveram suas vidas arruinadas pela guerra civil que acontece desde 2011. Ela contou sua história de terror ao Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) durante a travessia do mar Mediterrâneo, que a transformou em uma animação. Quase 60% dos refugiados e imigrantes que chegam à Macedônia desde a Grécia após atravessar o Mediterrâneo são crianças e mulheres, segundo alertou o Unicef. A agência estima que 36% dos que fazem a travessia entre Turquia e Grécia são menores de idade.
Fonte: [http://www.contioutra.com/em-animacao-unicef-conta-historia-de-menina-siria-em-barco-de-refugiados/]

escrito por Adriana Santos

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O MUNDO PAROU. SENTIU?

Um dia destes, senti uma CONVULSÃO NO MUNDO. A REVISTA Sábado explicou-me a razão: o mundo parou, quando Nicolau Breyner morreu. Agora entendo...


Cito:
"Ao contrário do que [Nicolau Breyner] tinha profetizado há seis anos, o mundo parou no dia da sua morte".
A revista revela ainda uma carta inédita de Maria Elisa sobre a noite em que pensaram casar, ela e ele (que casou cinco vezes e perdeu a conta às namoradas).

Não sei por que raio os deuses não me fizeram assim... um homem enorme com 7 vidas.

escrito por ai.valhamedeus

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O PRESIDENTE DA REPÚBLICA E OS RECADOS DA TOMADA DE POSSE

O Presidente Marcelo entendeu citar Mouzinho de Albuquerque, o milagre de Ourique e os tratados internacionais como toque patriótico e, unanimemente considerado, este último, um “aviso” à esquerda do PS.

O Presidente entende - imitando Salazar que dizia que a Pátria não se discute - que os Tratados Internacionais não são para pôr em causa. Se alguém põe em causa a União Europeia, a NATO, o Euro, ele vai estar contra e não vai deixar que se mexa.


[imagem copiada daqui]

O presidente terá em consideração o artº 8º da Constituição que diz tais normas vigorarem em Portugal. Esquece-se de acrescentar o “enquanto vincularem internacionalmente o Estado Português”. E já nos blocos político-militares (artº 6ª) Portugal defende a sua dissolução, logo da NATO também.

Isto é, não é ilegítimo que um partido inscreva no seu programa a saída da NATO, da União ou do Euro, por exemplo. O que o Presidente quis dizer foi que ideologicamente defende o que esses tratados representam. É contra qualquer alteração e aí está-se a posicionar ideologicamente.

Se rainha de Inglaterra, o referendo do Cameron era vetado.

Quanto a Ourique e Mouzinho, é de tal forma identificador ideologicamente que nem vale a pena falar.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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hoje é sábado 347. PRIMAVERA

A Primavera vem dançando
com os seus dedos de mistério e de turquesa
Vem vestida de meio dia e vem valsando
entre os braços dum vento sem firmeza

Nu como a água o teu corpo quieto e ausente
Só este inquieto esvoaçar do teu sorriso
Loiro o rosto o olhar não sei se mente
se de tão negro e parado é um aviso
do destino que me fixa finalmente

Ai, a Primavera vai passando
com os seus dedos de mistério e de turquesa
Segue Primavera vai cantando
Que será do nosso amor nesta praia de incerteza
[Rodrigues, Urbano Tavares, Horas de Vidro, Dom Quixote, Alfragide, 2010, pág. 43]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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VÍDEO DA SEXTA 244. "Zootrópolis "

Na cidade dos animais, Zootrópolis, uma raposa é acusada de um crime que não cometeu. O melhor polícia de Zootrópolis, um coelho convencido e moralista, persegue-o. Quando ambos se tornam alvos de uma conspiração descobrem que até inimigos naturais pode tornar-se nos melhores amigos.
Fonte: [http://filmspot.pt/artigo/novo-poster-portugues-para-zootropolis-zootopia-7471/]


escrito por Adriana Santos

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hoje é sábado 346. COM UM PEQUENO CLÍTORIS

Com um pequeno clitóris alto
De súbito crescido
E tumefacto,
Indo explodir no fundo da vagina

Uma rosa poisada
ali no quarto
entre as coxas largadas e sem doçura

Carnívora, ardente e esfomeada
de tudo o que sedento
é já fissura

Uma rosa de seda
de sede
de humidade

Uma rosa de pele
uma ametista breve
um rubi sangrando entre as pálpebras
[Horta, Maria Teresa, Rosa Sangrenta, Nova Nórdica, Lisboa, 1987, pág. 15]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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O SENHOR LUIZ INÁCIO FOI DETIDO

Há coisas que surpreendem, mesmo que "relativamente". Fui surpreendido pela "incriminação" de Carlos Cruz -- uma "bomba", no Portugal da altura. Fui surpreendido (até certo ponto) com a detenção de Sócrates...

[imagem copiada daqui]

...e fui surpreendido ("relativamente") pela detenção de Lula. Não consigo saber exatamente as razões desta surpresa. Pela dimensão do Brasil -- dimensão territorial e "corrupcional"? por ver o senhor Luiz Inácio como um político... bom, o presidente mais popular da democracia do Brasil, a cara mediática de um partido que se diz dos trabalhadores (como o de Sócrates se diz socialista), o governante que tirou (?) 30 milhões de pessoas da pobreza? Porque tudo isto está diretamente relacionado com a Petrobras, a maior empresa pública do Brasil, com 80.900 trabalhadores, a 28ª maior empresa do mundo, presente em 19 países? Por ser possível isto estar a acontecer, quando a trama da corrupção envolve pelo menos 2.400 milhões de euros e, entre os acusados, executivos das maiores construtoras do país e políticos de todos os partidos, salpicando até o ex-presidente Fernando Collor e o presidente do Congresso. Eduardo Cunha? Como é que uma investigação aguenta tanto... peso?

Que há coisitas, lá isso há!

escrito por ai.valhamedeus

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PALMAS! MUITAS PALMAS!



Gosto muito deste maestro/pianista, Barenboim, sobre o qual já me pronunciei aqui mais do que uma vez (destaco o texto Arma de construção massiva).

Mas, de cada vez que o sei metido em coisas destas
(que são coisas ao jeito dele), 
o meu gosto renova-se.

Palmas, muitas palmas. Tal como para as 3 orquestras de Berlim, para Simon Rattle, Fischer... ...e os outros.




escrito por ai.valhamedeus

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hoje é sábado 345. EXÍGUOS ANSEIOS

Não quero o mar.

Quero o instante
Em que o oceano inteiro
Se enrosca numa só onda.

Não quero rios.

Um redondo de lágrimas me basta:
Teus dedos
Recolhendo gaivotas
No raso voo sobre o meu peito.

Eu quero um deserto.
Mas de vastidão mindinha.

Desses que cabem num grão de areia.
[Couto, Mia, vagas e lumes, Caminho, Alfragide, 2014, pág. 25]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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DO CONTRA [109] quantos pais teve jesus?


Há por aí um movimento a exigir a CENSURA DESTE CARTAZ DO BE.

Eu concordo com essa exigência. Não pelas razões alegadas
(não porque este cartaz seja blasfemo -- porque é que haveria de ser?), 
mas porque o que nele se diz é falso. Vamos lá ver se não tenho razão.

JESUS TEVE TRÊS PAIS, e não dois:
  • primeiro: Deus Pai (de quem o Deus Filho é filho);
  • segundo: o Espírito Santo (a Virgem Maria concebeu "por obra e graça do Espírito Santo", reza a doutrina);
  • terceiro: o pai putativo (o tal carpinteiro, coitado!, que foi pai sem saber como, mas acreditou em sonhos).

E JESUS TEVE ALGUMA MÃE?
Parece-me que não. Na verdade, sendo virgem a sua putativa mãe, não parece que possa ser efetivamente mãe.
Ou seja: retire-se esse cartaz!

escrito por ai.valhamedeus

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NATURAL * laranja com canela


Talvez a foto anterior não deixe perceber o que está no prato. E não será só por causa da (falta de) qualidade da imagem; poderá também ser pela "estranheza" da receita. Mas esta laranja com canela é coisa fácil de preparar:
corta-se em rodelas uma laranja. Coloca-se a laranja num prato e polvilha-se com canela a gosto.
O sítio onde a encontrei faz saber que é uma sobremesa marroquina. Experimentei e... convido o leitor a fazer o mesmo. E a dizer-nos o que é que achou desta mistura de sabores.

escrito por Madre Natureza

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LE JAZZ C'EST MOI


O programa cinco minutos de jazz cumpriu, ontem (21/2/2016), 50 anos de vida (ainda que interrompida durante alguns). Parece que é o mais antigo programa de rádio português. O que, em si, não é bom nem é mau.

Os "mídia" têm feito eco do cinquentenário. Com alguma pompa e circunstância. Com os focos focados em José Duarte (mesmo quando parece que é no jazz). Aliás, é dele que fala, quando José Duarte fala do jazz, pelo menos nos (nalguns) textos que li, como é o caso de uma entrevista que concedeu ao Expresso.

Para fazer o contraponto ao incenso que por aí se cheira (e não digo que não merecido) , recordo um texto publicado no Público de 20/1/2001, onde António Curvelo faz a recensão de Cinco minutos de jazz (um dos livros de José Duarte) e onde afirma

[...] custa a perceber a razão da sua repetida celebração [do programa radiofónico] como "o programa diário mais antigo da rádio portuguesa". Durante anos, o "TV Rural" terá sido o programa mais antigo da televisão portuguesa e isso foi coisa que nunca me comoveu
e ainda
[...] o tom geral é o de auto-retrato ao espelho (que, aliás, é o tema da página 114), de par com uma enorme indiferença ou desrespeito pelo leitor (partilhado pelo editor - a mancha gráfica é agradável e de leitura fácil, mas a revisão é péssima, com inúmeras gralhas e um índice remissivo quase inútil, tantos são, bem acima da centena, os erros ortográficos e as omissões de nomes e entradas por página). Como o rasgado elogio (em "Andy Kirk") a disco nunca identificado (mas que se informa ter sido tocado noutro programa de rádio de JD). Ou os zig-zags de uma escrita que, para ser "diferente", cultiva a provocação da originalidade gratuita, mesmo que à custa de sucessivas contradições. 
Recordando a auto-imagem de Luís XIV (e a sua famosa ideia de que L'État c'est moi), Curvelo defende a tese de que, para José Duarte, Le Jazz c'est moi. É esse mesmo o título do artigo.

escrito por ai.valhamedeus

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hoje é sábado 344. O HABITANTE

O habitante
(ao meu pai)

Se partiste, não sei.
Porque estás,
Tanto quanto sempre estiveste.

Essa tua,
Tão nossa, presença
Enche de sombra a casa
Como se criasse
Dentro de nós,
Uma outra casa.

No silêncio distraído
De uma varanda
Que foi o teu único castelo,
Ecoam ainda os teus passos
Feitos não para caminhar
Mas para acariciar o chão.

Nessa varanda te sentas
Nesse tão delicado modo de morrer
Como se nos estivesses ensinando
Um outro modo de viver.

Se o passo é tão celeste
A viagem não conta
Senão pelo poema que nos veste.

Os lugares que buscaste
Não têm geografia.

São vozes, são fontes,
Rios sem vontade de mar,
Tempo que escapa da eternidade.

Moras dentro,
Sem deus nem adeus.

[Couto, Mia, vagas e lumes, Caminho, Alfragide, 2014, pág.14-15]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 100

[Clique na imagem, para a ver maior]
VIII

Ah, abram-me outra realidade!
Quero ter, como Blake, a contiguidade dos anjos
E ter visões por almoço.
Quero encontrar as fadas na rua!
Quero desimaginar-me deste mundo feito com garras,
Desta civilização feita com pregos.
Quero viver como uma bandeira à brisa,
Símbolo de qualquer coisa no alto de uma coisa qualquer! 
Depois encerrem-me onde queiram.
Meu coração verdadeiro continuará velando
Pano brasonado a esfinges,
No alto do mastro das visões
Aos quatro ventos do Mistério.
O Norte — o que todos querem
O Sul — o que todos desejam
O Este — de onde tudo vem
O Oeste — aonde tudo finda
— Os quatro ventos do místico ar da civilização
— Os quatro modos de não ter razão, e de entender o mundo
[Álvaro de Campos]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 99

[Clique na imagem, para a ver maior]
VIII

Ah quantas máscaras e submáscaras,
Usamos nós no rosto de alma, e quando,
Por jogo apenas, ela tira a máscara,
Sabe que a última tirou enfim?
De máscaras não sabe a vera máscara,
E lá de dentro fita mascarada.
Que consciência seja que se afirme,
O aceite uso de afirmar-se a ensona.
Como criança que ante o espelho teme,
As nossas almas, crianças, distraídas,
Julgam ver outras nas caretas vistas
E um mundo inteiro na esquecida causa;
E, quando um pensamento desmascara,
Desmascarar não vai desmascarado.
[Fernando Pessoa, in Poemas Ingleses]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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hoje é sábado 343. TESOURO DA PALAVRA

Trago palavras de esperança e são vento
trago vento de ternura e são carinhos
trago do Verbo ideias e pensamento
trago da vida madrigais, rosas e espinhos

Dou-te palavras de fé e são cristais
dou-te cristais de sonhos como oração
dou-te sonhos alados e são meus ais
dou-te a alma liberta e sou perdão

bordo palavras em cor e são teus versos
bordo versos de contas e são como terços
bordo-os em concha e pérolas e são de ouro.

Assim, te ofereço palavras como poemas
rimas em papel de asas viajando penas
palavras tecidas de luz, um eterno tesouro.
[Silva, Calane da, Gotas de sol, a manifestação da palavra, Alcance Editores, Maputo, 1ª edição, 2015, pág. 32]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 98

[Clique na imagem, para a ver maior]
Cansa sentir quando se pensa.
No ar da noite a madrugar
Há uma solidão imensa
Que tem por corpo o frio do ar. 
Neste momento insone e triste
Em que não sei quem hei de ser,
Pesa-me o informe real que existe
Na noite antes de amanhecer. 
Tudo isto me parece tudo.
E é uma noite a ter um fim
Um negro astral silêncio surdo
E não poder viver assim. 
(Tudo isto me parece tudo.
Mas noite, frio, negro sem fim,
Mundo mudo, silêncio mudo —
Ah, nada é isto, nada é assim!)
[Fernando Pessoa]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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VÍDEO DA SEXTA 243. "Norm - O Herói do Ártico"

Desalojado da sua casa no Ártico, um urso polar chamado Norm acaba em Nova Iorque na companhia dos seus três amigos lemmings. Norm torna-se mascote de uma grande empresa, mas rapidamente descobre que eles estão ligados ao triste destino da sua terra natal.

Fonte: [http://filmspot.pt/filme/norm-of-the-north-276905/]

escrito por Adriana Santos

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UM TEXTO ENGRAÇADINHO

Um texto muito engraçadinho da "meio-engraçadinha" Elisabete Azevedo-Harman dá ao Jerónimo (o engraçadinho de Sousa)
"algumas sugestões e, claro, podemos encontrar-nos e eu levo-te ao meu cabeleireiro, manicura e mesmo a uma depilação".
Em síntese (para quem não quer ler o texto todo -- mas vale a pena e nem é longo):
  1. Sorriso.
  2. Relativizar. O mundo não está contra ti.
  3. Esse pulôver vermelho sempre nas costas é uma deliberação do comité central?
  4. Resistir à dor de corno. Haverá sempre mais engraçadinhos e engraçadinhas que nós.
  5. Cabeleireiro. Tens de decidir: ou sim ou sopas. Tens de deixar de ser sovina e deixar esse barbeiro e ir a um cabeleireiro gay da moda. Eu sei que para ti essa coisa do gay não te agrada, mas achas que esse barbeiro viril que te faz essa popinha desde a época Brejnev te vai tornar ‘engraçadinho’?
    Jerónimo, amigo, estou contigo. A luta continua, vamos fazer-te não digo sexy mas, pelo menos, limpamos essa coisa sem graça.
escrito por ai.valhamedeus

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 97

[Clique na imagem, para a ver maior]
Acordo de noite, muito de noite, no silêncio todo.
São — tictac visível — quatro horas de tardar o dia.
Abro a janela diretamente, no desespero da insónia.
E, de repente, humano,
O quadrado com cruz de uma janela iluminada!
Fraternidade na noite! 
Fraternidade involuntária, incógnita, na noite!
Estamos ambos despertos e a humanidade é alheia.
Dorme. Nós temos luz. 
Quem serás? Doente, moedeiro falso, insone simples como eu?
Não importa. A noite eterna, informe, infinita,
Só tem, neste lugar, a humanidade das nossas duas janelas,
O coração latente das nossas duas luzes,
Neste momento e lugar, ignorando-nos, somos toda a vida. 
Sobre o parapeito da janela da traseira da casa,
Sentindo húmida da noite a madeira onde agarro,
Debruço-me para o infinito e, um pouco, para mim. 
Nem galos gritando ainda no silêncio definitivo!
Que fazes, camarada, da janela com luz?
Sonho, falta de sono, vida?
Tom amarelo cheio da tua janela incógnita...
Tem graça: não tens luz elétrica.
Ó candeeiros de petróleo da minha infância perdida!
[Álvaro de Campos]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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JERÓNIMO, O ENGRAÇADINHO



Este dirigente partidário de um partido em risco de extinção está cada vez mais caquético. Ontem, ressentido pelo êxito de Marisa Matias (face ao péssimo resultado do seu candidato), em vez de tirar as conclusões necessárias, decidiu passar ao ataque ao Bloco vozeirando o disparate:
"Podíamos arranjar uma candidata mais engraçadinha e com um discurso mais populista", disse. Para depois esclarecer: "Não somos capazes de mudar".
Pois não, não são capazes de mudar. Mas são os eleitores. Eu, por exemplo, que já me não lembrava de votar senão na CDU.
escrito por ai.valhamedeus

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VASCO PULIDO VALENTE OU A INTELECTUALICE SEM SUBSTRATO

Há um modo, que parece eficaz, de os comentadores que ganharam nome o manterem. É disfarçarem na agressividade da escrita a falta de argumentos.

Embora o leia muito esporadicamente, apenas para confirmar que continua a ser um comentador sem qualquer interesse -- Vasco Pulido Valente é o... arquétipo protótipo de tal comentador. Há de precisar de umas coroas para o uísque -- e despeja umas dezenas de palavras no Público. Escreve, por exemplo, para defender a tese de que não há direita nem esquerda nem centro -- uma tese tão defensável como a contrária -- e a "defesa" da tese limita-se ao enunciado da mesma e a um conjunto de expressões que farão, eventualmente, a delícia de quem emotivamente defende a mesma posição de VPV, mas que são tudo menos argumentação.

Cito-o:
  • "O vocabulário disfarça a ignorância"
  • "esta brincadeira com as posições de cada um..."
  • "A asneira é livre."
  • "(...)quem não leu Marx ou Lenine e o rebanho dos seus seguidores"
  • "(...)os desmiolados que por lá andam" (no Bloco e no PC)
É um estilo de discussão pública infelizmente mais comum do que me parece razoável.

escrito por ai.valhamedeus

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A MINHA PRESIDENTA


Como estamos em período de reflexão, não vou dizer EM QUEM DEVEM VOTAR
(é proibido, segundo me dizem). 
Digo apenas EM QUEM VOU VOTAR: tanto eu gostava de ter esta carinha linda como presidenta. Já vai sendo tempo de eu ter -- finalmente! -- um(a) presidente da república
(não! nunca tive!)
escrito por ai.valhamedeus

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VÍDEO DA SEXTA 242. "Asterix: O domínio dos Deuses"


Sinopse:
Exasperado com a situação, Júlio César decide mudar de tática. Já que os seus exércitos são incapazes de se impor pela força, será a civilização romana, ela própria, que irá seduzir os bárbaros gauleses. Será então necessário construir ao lado da aldeia um condomínio residencial, luxuoso, destinado a proprietários romanos: “O Domínio dos Deuses”. Resistirão os nossos amigos gauleses ao isco do lucro e a todo o conforto romano? Será que a sua aldeia se vai transformar numa simples atração turística? Mais uma vez, Astérix (voz de Manuel Marques) e Obélix (voz de Eduardo Madeira) vão fazer de tudo para contrariar os planos de César.
Fonte: [http://cinemas.nos.pt/Filme.aspx?id=13149]

escrito por Gabriela Correia, Faro

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EX-CITAÇÕES * 158. um novo partido?


Sondagem da Intercampus para a TVI e PÚBLICO dá vitória ao candidato apoiado pelo PSD e CDS à primeira volta nas eleições presidenciais, com 51,8% das intenções de voto mas ainda dentro da margem de erro do inquérito (3%).
esta sondagem coloca Vitorino Silva (2,5) à frente de Henrique Neto (2,3%). Querem ver que ainda vem aí outro partido, agora com epicentro em Rans?
[editorial de Público de 22/1/2016. Negrito meu] 

escrito por ai.valhamedeus

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EX-CITAÇÕES * 157. advogados em causa própria

[...]milhares de cidadãos adorariam poder pedir a fiscalização da constitucionalidade de normas que os aborrecem – só que não podem. Não têm esse privilégio. Os deputados têm, em função do cargo que ocupam. Ora, usar esse cargo não para fiscalizar normas em nome do povo, mas em nome do seu interesse particular, é uma infâmia.
[João Miguel Tavares, aqui]

escrito por ai.valhamedeus

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RÁDIO AERREGE


Mixlr é um serviço (e uma aplicação) com o qual se pode criar uma emissora de rádio e transmiti-la pela internet para ser ouvida por... quem quiser.

Um dos colaboradores do Ai Jesus! criou aí uma rádio, a que chamou Aerrege e está a dar os primeiros passos. Até este momento, conta com 7 emissões, de 1 hora diária cada ("a opção gratuita tem as suas limitações"). Para já, só música; mas (confidencia) há projetos para algo mais "elaborado".

A Aerrege
  • pode ser ouvida aqui, em direto; as emissões são anunciadas no mural do Facebook do responsável (embora, "a seu tempo e se a coisa vingar", possa haver outros meios de difusão);
  • as emissões ficam gravadas aqui, para ouvir em qualquer altura. Até este momento, as 7 emissões foram dedicadas a David Bowie (por ocasião da sua morte), a Vivaldi ("As quatro estações"), Rui Veloso (2 emissões com... o melhor da sua música), The Beatles (Live At The Festival Hall), Chico Buarque e Eagles (a pretexto da morte de Glenn Frey).
Estão na calha (outra revelação! ;-)) as melhores músicas de Elis Regina, Caetano Veloso, as melhores músicas de jazz de todos os tempos...

[edição, a 7/5/2016] A rádio mudou de nome, para Rádio Clássica Mente. A lista dos temas das emissões, entretanto gravadas, é atualizada aqui.

escrito por ai.valhamedeus

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AS SUBVENÇÕES


Foram 30 os deputados que subscreveram o pedido de fiscalização da constitucionalidade à norma do Orçamento do Estado (OE) para 2015 que fazia depender as subvenções vitalícias dos rendimentos dos beneficiários (condição de recursos).

21 do PS e nove do PSD. Grande parte dos subscritores são directamente beneficiados com a decisão. Belém decidirá se pede a remuneração depois de saber se (não) chega a Belém.

Em causa está o artigo 80.º da Lei do OE que prevê a suspensão da atribuição da subvenção aos antigos políticos com rendimentos superiores a dois mil euros (excluindo a subvenção). E, nas restantes situações, limitou a prestação à diferença entre os dois mil euros e o rendimento total (excluindo a subvenção).

O Tribunal Constitucional decidiu que a norma é inconstitucional porque viola o "princípio da protecção da confiança" dos beneficiários das subvenções. Está certo! a seguir, será a vez de serem declarados inconstitucionais todos os cortes efetuados aos outros "beneficiários", nos últimos anos. Ou comem todos...

escrito por ai.valhamedeus

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 96

[Clique na imagem, para a ver maior]
Bem sei que há ilhas lá ao sul de tudo
Onde há paisagens que não pode haver.
Tão belas que são como que o veludo
Do tecido que o mundo pode ser. 
Bem sei. Vegetações olhando o mar,
Coral, encostas, tudo o que é a vida
Tornado amor e luz, o que o sonhar
Dá à imaginação anoitecida. 
Bem sei. Vejo isso tudo. O mesmo vento
Que ali agita os ramos em torpor
Passa de leve por meu pensamento
E o pensamento julga que é amor. 
Sei, sim, é belo, é luz, é impossível,
Existe, dorme, tem a cor e o fim,
E, ainda que não haja, é tão visível
Que é uma parte natural de mim. 
Sei tudo, sim, sei tudo. E sei também
Que não é lá que há isso que lá está
Sei qual é a luz que essa paisagem tem
E qual o mar por que se vai para lá.
[Fernando Pessoa]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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ALMEIDA SANTOS E AS PRESIDENCIAIS


Leio que está suspensa a campanha eleitoral, pelo menos a de Maria de Belém e as de Sampaio da Nóvoa e Marcelo.

Porque morreu Almeida Santos, dizem
(Maria de Belém, que o dirigente do PS apoiava, esclarece que "Se morreu do coração, morreu do que tinha de melhor"). 
Não vejo que seja motivo suficiente. Cá para mim do que "eles" precisavam era de um pretexto. "Isto" até já a "eles" cansa.

escrito por ai.valhamedeus

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CANDIDATOS DE PRIMEIRA E DE SEGUNDA



AS TVs (agora, foi a Sic) dedicam grande espaço às iniciativas de Marisa, de Nóvoa, de Marcelo e de Edgar, separadamente. Os outros são juntos num pacote breve, onde cada candidato tem... tratamento breve.

Eu votarei no primeiro bloco. Talvez Marisa. Talvez Nóvoa. Mas isso não me impede de discordar do tratamento diferenciado.

escrito por ai.valhamedeus

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 95

[Clique na imagem, para a ver maior]
A minha saudade tem o mar aprisionado
na sua teia de datas e lugares.
É uma matéria vibrátil e nostálgica
que não consigo tocar sem receio,
porque queima os dedos,
porque fere os lábios,
porque dilacera os olhos.
E não me venham dizer que é inocente,
passiva e benigna porque não posso acreditar.
A minha saudade tem mulheres
agarradas ao pescoço dos que partem,
crianças a brincarem nos passeios,
amantes ocultando-se nas sebes,
soldados execrando guerras.
Pode ser uma casa ou uma rede
das que não prendem pássaros nem peixes,
das que têm malhas largas
para deixar passar o vento e a pressa
das ondas no corpo da areia.
Seria hipócrita se dissesse
que esta saudade não me vem à boca
com o sabor a fogo das coisas incumpridas.
Imagino-a distante e extinta, e contudo
cresce em mim como um distúrbio da paixão.
[José Jorge Letria]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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A BARBÁRIE NO SEU... PIOR


Jihadista executou a própria mãe em público na cidade de Raqqa.

Activistas locais dizem que a mulher, de nacionalidade síria, foi acusada de... apostasia.

Independentemente de a senhora ser (ou não) apóstata... que raio de religião/cultura é esta, onde a apostasia é castigada com pena de morte (como, também e por exemplo, na Arábia Saudita)... ou outra pena menor?!

Valha-nos Alá (ou Jeová)!

escrito por ai.valhamedeus

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A LIBERDADE DE EXPRESSÃO DOS CRENTES


O Vaticano acusou Charlie Hebdo de “não respeitar crentes de todas as religiões”.

...e o presidente do Conselho Francês do Culto Muçulmano, Anouar Kbibech, defende que a caricatura da capa do Charlie “fere todos os crentes das diferentes religiões”.  E acrescenta: “É preciso respeitar a liberdade de expressão dos jornalistas mas também a liberdade de expressão dos crentes”.

E eu pergunto: mas Charlie Hebdo não respeita a liberdade de expressão dos crentes?! o que é que os responsáveis pela Charlie Hebdo fazem que não respeita a liberdade de expressão? quem a não respeita são aqueles que, em nome de um qualquer Alá (justificadamente ou blasfemando, como diz o papa Xico), matam os que não pensam como eles.

escrito por ai.valhamedeus

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VÍDEO DA SEXTA 241. "Sininho e a Lenda do Monstro da Terra do Nunca"


Sinopse
Para além de traquina e muito curiosa, Fawn, a pequena fada dos animais, tem um coração transbordante de bondade. Para ela, todos os seres têm o direito a existir e ninguém merece ser julgado pelo seu aspecto, por mais insignificante ou temível que possa parecer. Quando um cometa cai sobre o reino do Vale das Fadas e liberta uma enorme criatura conhecida por Monstro do Nunca, o pânico instala-se. Aterrorizadas com o que aquele ser de boca e olhos assustadores possa fazer ao seu lar, as fadas juntam-se para o aprisionar. Mas, ao contrário de todas as outras, Fawn acha que, antes de o capturarem, deveriam tentar conhecê-lo melhor e só depois avaliar as suas intenções. E é assim, de coração aberto, que a pequena fada dos animais faz um amigo para a vida.

Fonte: [http://cinecartaz.publico.pt/Filme/351526_sininho-e-a-lenda-do-monstro-da-terra-do-nunca]

escrito por Adriana Santos

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 94

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Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres. 

Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperança a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo! 

Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.
[Fernando Pessoa]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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hoje é sábado 342. ESTOICISMO

[A Manuel Duarte de Almeida]

Tu que não crês, nem amas, nem esperas,
Espírito de eterna negação,
Teu hálito gelou-me o coração
E destroçou-me da alma as primaveras...

Atravessando regiões austeras,
Cheias de noite e cava escuridão,
Como num sonho mau, só oiço um não,
Que etrnamente ocoa entre esferas...

- Porque suspiras, porque te lamentas,
Cobarde coração? Debalde intentas
Opor à Sorte a queixa do egoísmo...

Deixa os tímidos, deixa os sonhadores,
A esperança vã, seus vãos fulgores...
Sabe tu encarar sereno o abismo!
[Quental, Antero, Sonetos, livraria Sá da Costa, Lisboa, 7ª edição, 1984, pág. 88]

escrito por Carlos M. E. Lopes

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VÍDEO DA SEXTA 240. "Upsss! Lá Se Foi a Arca..."


Sinopse
Reza a Bíblia que um homem chamado Noé foi chamado por Deus a construir uma grande arca que albergasse todos os animais, grandes e pequenos, de um dilúvio de proporções universais. Esta história é bem conhecida. Mas outra ficou por contar: o que aconteceu aos animais que não tiveram a sorte de embarcar? Dave e o filho, Finny, são nestrians, criaturas peludas, coloridas e trapalhonas que ouvem falar do fim do mundo iminente. Inicialmente aliviados ao tomarem conhecimento da construção da arca por esse bondoso Noé, rapidamente percebem que não estão na lista dos animais escolhidos. Nada que os consiga demover. Graças a um estratagema levado a cabo com a ajuda involuntária de dois grymps – Hazel e a sua filha, Lea –, lá conseguem entrar na arca. Mas a curiosidade das duas crianças faz com que, acidentalmente, acabem por ficar do lado de fora. Os pais, desesperados, terão de arranjar maneira de pôr de lado as suas diferenças e trabalhar em conjunto para resgatar as crias. Estas, entregues a si próprias, terão de dar o melhor de si para conseguirem sobreviver à subida das águas. Pelo caminho, vão viver uma série de peripécias e aprender o quanto a amizade pode fazer a força.

Fonte: [http://cinecartaz.publico.pt/Filme/351533_upsss-la-se-foi-a-arca]

escrito por Adriana Santos

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ILUSTRAÇÕES... DE UM OUTRO SENTIR * 93

[Clique na imagem, para a ver maior]
ANO NOVO
Ficção de que começa alguma coisa!
Nada começa: tudo continua.
Na fluida e incerta essência misteriosa
Da vida, flui em sombra a água nua.
Curvas do rio escondem só o movimento.
O mesmo rio flui onde se vê.
Começar só começa em pensamento.
[Fernando Pessoa]

foto, de ai.valhamedeus; escolha do poema, de Ana Paula Menezes.

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