O JERMÓLMINO E O ESTUDO DE ECONOMISTAS
Estudo de economistas apresenta alternativa ao governo.
Não esperaria apoio do PS ou, que é o mesmo, do governo (apesar da presença no grupo de um deputado independente do PS): alternativa ao governo é sempre dos outros.
Mas surpreende-me a posição (contra) do Jermólmino de Sousa. Diz ele que se deve prosseguir a política que tem sido seguida até aqui.
Como é que é? uma política orçamental "menos restritiva" do que a prevista pelo Governo até 2021? Diz o estudo. Jermólmino diz que não (talvez ele não saiba que é isto que se defende).
Para além do défice habitual, ter em atenção o défice social? Diz o estudo. Jermólmino diz que não (talvez ele não saiba que é isto que se defende).
[...]
Afinal, porque é que o Jermólmino diz que não? Só encontro uma razão: não parece haver nenhum economista "dele" no grupo de estudo. Isto é do karaças, não é?
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O MILITANTE E EL VIEJO TOPO
Não sei se toda a gente tem os seus rituais; eu tenho. Um deles, há já muitos anos, é, em meados de agosto, comprar a EP e o programa da Festa do Avante e O Militante (a revista de "Reflexão e Prática" do PCP).
Compro O Militante, na esperança, até agora vã, de encontrar uma revista com uma perspetiva de análise teórica dissonante (da pasmaceira das publicações portuguesas), mas arejada. Infelizmente, continua a ser muito uma publicação de catequese (de santinhos e catecismo).
Que fique claro: não espero (nem desejo) que a perspetiva de análise seja diferente (digamos, simplificadamente, que deixe de ser marxista-leninista); mas gostava de ler uma revista arejada nos temas, nas ilustrações, na própria mancha da página...
Como referência, tenho uma publicação espanhola que compro... quando calha (ir a Espanha): El Viejo Topo. Não, repito, na perspetiva de análise (neste caso, talvez anarquista), mas nos temas abordados.
(nb, para algum militante do PCP que eventualmente me leia: eu sei que quem define a linha editorial não sou eu; limitei-me apenas a... desabafar)
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ACERCA DA MONARQUIA E DA MÚSICA
Tenho alguns amigos monárquicos, que em comum têm o defenderem a monarquia com duas relevantes razões:
- a monarquia é mais barata que a república;
- o rei e a família real são exemplares.
Seja o exemplo de Don Juan, o emérito rei espanhol. Don Juan, diz quem sabe (diz-se, por exemplo, aqui), teve 5.000 amantes, com quem se encontrava de helicóptero. 5.000 dá para passar mais de um ano servindo-se de uma por dia, sem repetir. Se isto não é exemplar qualidade de vida, digam-me lá o que é. Quem é que não gostaria de ter uma vida assim?! Eu gostava.
O Don Juan espanhol ganhou aos pontos ao Don Juan de Mozart. Este, coitadito!, ficou-se por um modesto número de 2.065: pelas contas do seu criadote Leporello, 640 em Itália; 231 na Alemanha; 100 em França; 91 na Turquia; e, em Espanha, 1003. Leporello especifica que "são já 1003"; mesmo admitindo que esse "são já 1003" pode significar que o número continuava aberto para novas aquisições, mesmo assim, tenho dúvidas muito sérias de que alguma vez tenha conseguido o suficiente para chegar perto das 5.000.
Para que se não pense que estou a brincar (com coisas sérias não se brinca), convido a que (re)ouçam a aria onde Leporello faz a contagem:
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A TROPA E O AMOR
Vou dormir, para mastigar isto durante o sono.
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A NORMALIZAÇÃO DA ORTOGRAFIA
Apesar das críticas às mais recentes alterações ortográficas, penso que estas não foram tão longe quanto podiam e deviam ter ido. (Até porque, prevendo-se que são inevitáveis as reações por inércia, reações por reações, melhor teria sido que se poupassem reações a alterações futuras).
Designadamente, penso que se poderia e deveria ter ido mais longe na normalização da transcrição fonética, através de normas que fossem tão gerais quanto possível, ainda que isso implicasse a eliminação de vogais/consoantes desnecessárias.
Por exemplo, não faz sentido distinguir ortograficamente palavras que se pronunciam do mesmo modo, como é o caso de “cozer” e “coser” ou “assento” e “acento” ou “conselho” e “concelho”... ou todas as palavras homófonas.
Poder-se-á objetar que são coisas diferentes; mas, ao pronunciá-las, as diferenças reconhecem-se pelo contexto – o que também se pode fazer nas frases escritas. Aliás, há já imensas palavras em que isso acontece, como com a palavra “banco” (o banco de sentar ou o banco que um dia destes teremos que resgatar) e “amo” (verbo e substantivo) e “são” (saudável e verbo ser)… e todas as palavras homónimas.
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PASSOS: OS TIROS NO PÉ CONTINUAM
Um partido que continua a ter um dirigente assim merece o dirigente que tem.
Pêèssedeiros, mantenham-no por muito tempo! Os outros partidos agradecem.
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FLAMENCO E POLÍTICA
Há quem ache que o flamenco é de esquerda e os flamencos, de direita.
Perguntado sobre o assunto, o cantor de flamenco Enrique Morente respondeu, ironicamente:
'Somos de donde más nos convenga. Que viene la izquierda, para la izquierda; que viene la derecha, para la derecha; el centro, para el centro... Menos para atrás, para cualquier lado'.Este mesmo Morente, em concerto após o assassinato de Carrero Blanco, interpretou um fandango, adaptando a letra... à ocasião. O original (de José Cepero, dedicado a uma mulher) diz:
"yo no me quito en mi vida el sombreroE a adaptação (que valeu a Enrique ser incomodado pela polícia e uma multa de 100.000 pesetas):
pa ese coche funeral
que la mujer que va dentro
a mí me ha hecho de pasar
los más terribles tormentos".
"yo no me quito en mi vida el sombrero
pa ese coche funeral
que la persona que va dentro
a mí me ha hecho de pasar
los más terribles tormentos".
O original soa assim, na voz de Tío Gregorio el Borrico [na foto]
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O ÓDIO DO PRESIDENTE
ODIOSO é aquilo que merece ou inspira ódio. Portanto, este ataque despertou ÓDIO EM MARCELO
(terá sido por ser ataque a cristãos?).Só falta saber como (e contra quem) é que o Presidente da República vai exteriorizar esse ódio.
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ASTROLOGIA: PROGNÓSTICOS, SÓ NO FIM DO JOGO
Há um professor de filosofia que mantém um blogue onde, além de testes com questões algumas das quais eu não quereria resolver (pobres alunos!, digo eu) -- além desses testes, divulga as explicações astrológicas de alguns acontecimentos mediáticos. Por exemplo, atentados bombistas ou badaladas vitórias (ou quase) no futebol.
Foi o caso do "atentado bombista islamista em Manchester, Inglaterra, que matou 22 pessoas e feriu outras 59 no final de um espectáculo musical, em Albert Square, em 22 de Maio de 2017", que "estava escrito no Zodíaco ou circunferência celeste de doze signos ou arcos de 30º. Os terroristas são impelidos pela radiação dos planetas em movimento sobre a sua estrutura planetária psicológica (o seu mapa do céu de nascimento) e colocam as bombas ou disparam sobre pessoas ou atropelam pessoas na hora em que os planetas conjugados entre si determinam".
Esta explicação recebeu este título: Graus 14º-17º de Carneiro e 7º-8º de Touro e 16º-19º de Touro: Atentados Islâmicos na Europa.
O curioso destas explicações é que são todas posteriores ao acontecimento explicado. Se pudessem antecedê-los é que era porreiro, pá, não era?
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VIOLÊNCIA DE GÉNERO? Pffffff!
O que é a VIOLÊNCIA DE GÉNERO em casos como este?
Estou cada vez mais distante (se tal é possível, de tão distante que sempre estive) de causas como esta.
[antes que seja mal interpretado: acho que publicar fotos ("íntimas" ou desse género) sem consentimento do próprio é moralmente mal e legalmente proibido. É. Que são sobretudo homens a fazer isso? Talvez (parece que) sim. E daí? O que é que isto tem que ver com igualdade de género? Os trabalhadores das minas e da construção civil e os assaltantes de bancos e... são maioritariamente homens. E daí?]
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A ASSEMBLEIA DOS FFF
Há quem se admire por esta ovação unânime (a primeira vez que um músico é homenageado na Assembleia da República. A proposta de homenagem aos irmãos Sobral foi sugerida pelo Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e por todos os grupos parlamentares)
Eu, não. Não é este o parlamento do país que decidiu que o Panteão era o melhor sítio para viverem mortos como um tal que em vida dava uns pontapés na bola, de seu nome Eusébio? ou uma tal cantora que teve, durante muitos anos, uma boa voz? ou, quando morto, um outro moço que também dá uns pontapés na bola e é da Madeira? ou que não decide que esse é também o melhor sítio para os 3 pastorinhos de Fátima só porque assim ficariam longe da azinheira onde pousou a Virgem do Rosário de Fátima?
Então... de onde pode vir a admiração?! do facto de ser unânime? então algum partido estaria na disposição de, sendo contra ou abstendo-se, perder uns votitos em eleições? qual? o PC? o BE?
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O PAÍS DOS INHOS, DAS MARIAS, DO FADO... ETC.
Fugindo um pouco aos temas do momento que vivemos, neste país ridente, vamos debruçar-nos sobre outro tema candente, que se tornou numa “praga”: a utilização sistemática e sem critério do diminutivo. Mas apenas com acrescento do sufixo -inho ao vocábulo original. Tout court!
Há pragas piores, dir-me-eis! Pois há.
Vejamos então! Saiam à rua e comecem a tomar nota da quantidade dos novos vocábulos, assim formados, digamos, ao longo de uma hora. Verificarão que não há chafarica, estabelecimento comercial, loja de cidadão, restaurante, café, refeitório que se preze, onde, a par de um sorriso (perdão, sorrisinho), os receberão com pelo menos um -inho, ao qual não conseguem fugir. Pois a todos os nomes constantes do dicionário do cliente, bem como do de quem vos atender se acrescentou um -inho: vai desejar um cafezinho, um saquinho, uma sopinha, uma aguinha, um talãozinho, um geladinho, uma facturinha, a continha? E por aí adiante.
Se conseguirem sobreviver a tanto -inho e chegarem a casa sentindo-vos um/a velhinho/a cair da tripeça, o/a qual compreende melhor a palavra cafezinho do que café, suminho (deveria ser sumozinho) do que sumo, etc. etc, pensando que vai finalmente sossegar do linguajar/linguarejar urbano, desengane-se. O telefone toca (outra praga), atendemos incautamente e então, as Marias deste país, e são muitas, passam a chamar-se Srª Maria, nome pelo qual nunca responderam.
E pode acontecer que ao desligarem, agastadas, o telefone, logo o telemóvel se ilumine com a mensagem onde lerão, alarmadas: Maria, venha ter connosco, temos a solução, blá, blá, blá. Normalmente é um rastreio auditivo, ou similar; em todo o caso, qualquer coisa relacionada com a saúde, ou a falta dela, dos velhos. E, portanto, mensagem essa semeada de -inhos.
Quanto ao Fado, é ocioso escrever seja o que for sobre o assunto. Os Portugueses descobriram-no e descobriram-se cantores incontestáveis, e incontestados, do mesmo. Ainda que alguns miem.
Dir-me-ão: para que havemos de nos preocupar com estas minudências, quando impende sobre as nossas cabeças o terrível aquecimento global, a nossa divida é, quiçá, impagável, os Bancos desmantelam-se um a um e reconstroem-se à nossa volta? Temos o trump, e a Le Pen, o da Coreia?
Pois, são mais e grandes preocupações a juntar aos pequenos aborrecimentos do quotidiano, que nos impedem de reparar nos maiores, por esgotamento das nossas energias.
escrito por Gabriela Correia, Faro
[sob a influência do ruído da farra dos dias da Semana Académica. E com o velho AO.
P.S. Há um vocábulo ao qual o -inho se deve aplicar sem restricções: o café. Devido à crise, penso eu, o preço da chávena do café não aumentou, mas a quantidade do apreciado líquido diminuiu. Drasticamente. SEJAM FELIZES, QUAND MÊME!] LEIA O RESTANTE >>
...A VOZ DE TODOS NÓS?!
Que raio de país! É o euro... histeria! É Ronaldo... histeria! É um tal Salvador que mia... é "a voz de todos nós!"
Como se diz em linguagem do nuórte: fuôda-se!
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PAGADORE/AS DE PROMESSAS
Talvez Nossa Senhora do Rosário de Fátima, que manhosamente enganou o pobre marido, talvez ela se não importe com estas Oblatas e outros Oblatos que por aí andam a "pagar promessas" por outros.
Mas o Cristo que expulsou os vendilhões do templo há de estar com vontade de novamente reencarnar, mas agora ali prós lados da Cova da Iria. E entrar em alguns conventos e santuários.
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ONDE QUER CRISTAS AS MÃOS?
- Ela lá sabe, presumivelmente por experiência própria, como é que isto se transforma (necessariamente) em cunha.
- Isto revela o que Cristas pensa dos sindicatos. Nada de novo, bem sei -- mas é conveniente sublinhá-lo.
A DEMOCRACIA E OS PARTIDOS
Ouvi Manuela Ferreira Leite repetir uma ideia recorrente na boca de comentadores e políticos: sem partidos, não há democracia. Essa é, no entanto, uma ideia falsa. Os partidos são imprescindíveis no regime em que vivemos, nesta democracia representativa. Mas a democracia representativa partidocrata está longe de ser a única e até a melhor forma de democracia. Para dar só um exemplo:a democracia direta é muito mais democrática do que a democracia representativa partidocrata.
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O CATOLICISMO, A ESQUERDA E MARCELO
Faz falta esquerda católica?!
Eu diria que faz falta o CATOLICISMO ser DE ESQUERDA.
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DO CONTRA [115] santa lúcia de jesus de fátima
Tudo indica que os 3 pastorinhos irão ser declarados santos.: os dois primos da Lúcia e a prima, ela mesma.
Não é a terceira vez, nem será a última, que a ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana) faz coisas destas: apresentar como modelos criaturas que é muito difícil achar modelares.
Deixemos de lado os coitados dos manos pastorinhos -- coitados, porque ela ouvia mas não falava com a virgem e ele via-a mas não a ouvia. Vamos à prima Lúcia!, ela, porque tem qualidades de líder e de verdadeira intérprete das divinas vozes virginais: via e ouvia tudo.
Em que (para que) é que é modelo uma criatura que, quando criança, tinha visões e que, adolescente, se fecha num convento de onde sai muito raramente e por escassos minutos, até morrer quase centenária?
- ...incentivo ao devaneio esquizofrénico?
- ...incentivo a que as mulheres recusem os pecados da carne? e da mundaneidade?
- ...incentivo a que as mulheres não cedam à tentação da maternidade? e da... esposabilidade?
- ...glorificação do analfabetismo?
- ...ou tudo isto junto?
DO CONTRA [114] tomou o vinagre
Quando Jesus tomou o vinagre, disse «está cumprido» e, inclinando a cabeça, entregou o espírito.[Evangelho Segundo João, trad. Frederico Lourenço]
Durante muito tempo, estranhei isto do vinagre: ainda se fosse vinho, vá que não vá... agora... vinagre?!
Mas... pensando melhor... o evangelista tem razão: foi o vinagre que o matou. Se fosse vinho, teria recobrado forças para fugir da cruz.
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DO CONTRA [113] o papa Xico, a Colômbia e o Altíssimo
É natural: quem não está?
Só não entendo porque é que SS (Sua Santidade) não protesta junto do Altíssimo, de quem SS é representante na Terra, que governa o Mundo e poderia perfeitamente ter evitado a tragédia.
Em vez do protesto, rezou pelas vítimas, ao mesmo Altíssimo que permitiu a tragédia. Incoerências...
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