PAGADORE/AS DE PROMESSAS
Talvez Nossa Senhora do Rosário de Fátima, que manhosamente enganou o pobre marido, talvez ela se não importe com estas Oblatas e outros Oblatos que por aí andam a "pagar promessas" por outros.
Mas o Cristo que expulsou os vendilhões do templo há de estar com vontade de novamente reencarnar, mas agora ali prós lados da Cova da Iria. E entrar em alguns conventos e santuários.
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
ONDE QUER CRISTAS AS MÃOS?
- Ela lá sabe, presumivelmente por experiência própria, como é que isto se transforma (necessariamente) em cunha.
- Isto revela o que Cristas pensa dos sindicatos. Nada de novo, bem sei -- mas é conveniente sublinhá-lo.
A DEMOCRACIA E OS PARTIDOS
Ouvi Manuela Ferreira Leite repetir uma ideia recorrente na boca de comentadores e políticos: sem partidos, não há democracia. Essa é, no entanto, uma ideia falsa. Os partidos são imprescindíveis no regime em que vivemos, nesta democracia representativa. Mas a democracia representativa partidocrata está longe de ser a única e até a melhor forma de democracia. Para dar só um exemplo:a democracia direta é muito mais democrática do que a democracia representativa partidocrata.
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O CATOLICISMO, A ESQUERDA E MARCELO
Faz falta esquerda católica?!
Eu diria que faz falta o CATOLICISMO ser DE ESQUERDA.
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
DO CONTRA [115] santa lúcia de jesus de fátima
Tudo indica que os 3 pastorinhos irão ser declarados santos.: os dois primos da Lúcia e a prima, ela mesma.
Não é a terceira vez, nem será a última, que a ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana) faz coisas destas: apresentar como modelos criaturas que é muito difícil achar modelares.
Deixemos de lado os coitados dos manos pastorinhos -- coitados, porque ela ouvia mas não falava com a virgem e ele via-a mas não a ouvia. Vamos à prima Lúcia!, ela, porque tem qualidades de líder e de verdadeira intérprete das divinas vozes virginais: via e ouvia tudo.
Em que (para que) é que é modelo uma criatura que, quando criança, tinha visões e que, adolescente, se fecha num convento de onde sai muito raramente e por escassos minutos, até morrer quase centenária?
- ...incentivo ao devaneio esquizofrénico?
- ...incentivo a que as mulheres recusem os pecados da carne? e da mundaneidade?
- ...incentivo a que as mulheres não cedam à tentação da maternidade? e da... esposabilidade?
- ...glorificação do analfabetismo?
- ...ou tudo isto junto?
DO CONTRA [114] tomou o vinagre
Quando Jesus tomou o vinagre, disse «está cumprido» e, inclinando a cabeça, entregou o espírito.[Evangelho Segundo João, trad. Frederico Lourenço]
Durante muito tempo, estranhei isto do vinagre: ainda se fosse vinho, vá que não vá... agora... vinagre?!
Mas... pensando melhor... o evangelista tem razão: foi o vinagre que o matou. Se fosse vinho, teria recobrado forças para fugir da cruz.
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
DO CONTRA [113] o papa Xico, a Colômbia e o Altíssimo
É natural: quem não está?
Só não entendo porque é que SS (Sua Santidade) não protesta junto do Altíssimo, de quem SS é representante na Terra, que governa o Mundo e poderia perfeitamente ter evitado a tragédia.
Em vez do protesto, rezou pelas vítimas, ao mesmo Altíssimo que permitiu a tragédia. Incoerências...
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
PARA RIR * 5. Dijsselboem e a pós – verdade
O Presidente do Euro-grupo, que se enganou no seu currículo ao candidatar-se ao cargo, disse que não disse aquilo que disse.
Encorajado, quiçá, pela mãozinha protectora do Schäuble sorridente e conciliador.
escrito por Gabriela Correia, Faro LEIA O RESTANTE >>
NA SEMANA DO DIA DA POESIA * 7
A POESIA VAI ACABAR
A poesia vai acabar, os poetas
vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros
(enquanto os pássaros não
acabarem). Esta certeza tive-a hoje ao
entrar numa repartição pública.
Um senhor míope atendia devagar
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum
poeta por este senhor?» E a pergunta
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
— Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar?
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
NA SEMANA DO DIA DA POESIA * 6

Não há Vagas
O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão
O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras
- porque o poema, senhores,
está fechado:
"não há vagas"
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço
O poema, senhores,[Ferreira Gullar, in 'Antologia Poética']
não fede
nem cheira
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
NA SEMANA DO DIA DA POESIA * 5
AURORA
[Adolfo Casais Monteiro, in 'Voo Sem Pássaro Dentro']A poesia não é voz - é uma inflexão.
Dizer, diz tudo a prosa. No verso
nada se acrescenta a nada, somente
um jeito impalpável dá figura
ao sonho de cada um, expectativa
das formas por achar. No verso nasce
à palavra uma verdade que não acha
entre os escombros da prosa o seu caminho.
E aos homens um sentido que não há
nos gestos nem nas coisas:
voo sem pássaro dentro.
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
COM CHINFRIM OU SEM CHINFRIM?
O atentado de ontem, em Londres, matou 4 pessoas, além dos feridos. Por se tratar de terrorismo -- um número suficiente para gerar, nas tvs, na imprensa e nas redes sociais um grande CHINFRIM.
Na manhã do dia anterior, um ataque dos cu-ligados (as "Forças Democráticas Sírias", uma aliança de combatentes árabes e curdos apoiada pela coligação militar internacional liderada pelos Estados Unidos) contra uma escola síria fazia pelo menos 33 mortos. Por se tratar de gente pacífica e democrática -- o número de mortos NÃO foi suficiente para gerar, nas tvs, na imprensa e nas redes sociais QUALQUER CHINFRIM.
Coisas de terrorismo, num caso, e de pacifistas democratas, noutro.
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
VINHO E MULHERES... E DIJSSELBLOEM
Talvez não seja a opinião deste marmanjo, mas...
...TRES COSAS hay en la vida... que a embelezam: música... vinho e mulheres.escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
NA SEMANA DO DIA DA POESIA * 4
VERSOS
[Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"]Versos! Versos! Sei lá o que são versos...
Pedaços de sorriso, branca espuma,
Gargalhadas de luz, cantos dispersos,
Ou pétalas que caem uma a uma...
Versos!... Sei lá! Um verso é o teu olhar,
Um verso é o teu sorriso e os de Dante
Eram o teu amor a soluçar
Aos pés da sua estremecida amante!
Meus versos!... Sei eu lá também que são...
Sei lá! Sei lá!... Meu pobre coração
Partido em mil pedaços são talvez...
Versos! Versos! Sei lá o que são versos...
Meus soluços de dor que andam dispersos
Por este grande amor em que não crês...
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
NA SEMANA DO DIA DA POESIA * 3
COMO DIZER POESIA
Tomemos a palavra borboleta. Para usar esta palavra não é preciso fazer com que a voz pese menos de um grama nem dotá-la de asinhas poeirentas. Não é preciso inventar um dia de sol nem um campo de narcisos. Não é preciso estar-se apaixonado, nem estar-se apaixonado por borboletas. A palavra borboleta não é uma borboleta real. Existe a palavra e existe a borboleta. Se confundires estas duas coisas darás razão a quem queira rir-se de ti. Não atribuas grande importância à palavra. Estarás a tentar insinuar que amas as borboletas de uma forma mais perfeita do que qualquer outra pessoa, ou que compreendes a sua natureza? A palavra borboleta não passa de informação. Não é uma oportunidade para pairares, levitares, aliares-te às flores, simbolizares a beleza e a fragilidade, nem de modo nenhum personificares uma borboleta. Não representes palavras. Nunca representes palavras. Nunca tentes tirar os pés do chão ao falares de voar. Nunca feches os olhos, tombando a cabeça para um dos lados, ao falares da morte. Não fixes em mim os teus olhos ardentes ao falares de amor. Se quiseres impressionar-me ao falares de amor mete a mão no bolso ou por baixo do vestido e toca-te. Se a ambição e a sede de aplausos te levaram a falar de amor deverás aprender a fazê-lo sem te envergonhares a ti mesmo nem às tuas fontes.
Qual é a expressão exigida pela nossa época? A época não exige expressão nenhuma. Já vimos fotografias de mães asiáticas enlutadas. Não estamos interessados na agonia dos teus órgãos remexidos. Não há nada que possas estampar no teu rosto que se equipare ao horror desta época. Nem sequer tentes. Apenas te sujeitarás ao desdém daqueles que sentiram profundamente as coisas. Já assistimos a películas de seres humanos em pontos extremos de dor e desenraizamento. Toda a gente sabe que andas a comer bem e que estás até a ser pago para estares aí em cima. Estás a atuar diante de pessoas que passaram por uma catástrofe. Tal facto deverá tornar-te bastante discreto. Diz as palavras, transmite a informação, chega-te para o lado. Toda a gente sabe que estás a sofrer. Não poderás contar à plateia tudo o que sabes sobre o amor a cada verso de amor que disseres. Chega-te para o lado e as pessoas saberão o que tu sabes por já o saberes. Nada tens para lhes ensinar. Tu não és mais belo do que elas. Não és mais sábio. Não lhes grites. Não forces uma penetração a seco. É mau sexo. Se revelares o contorno dos teus genitais, então cumpre o que prometes. E lembra-te que as pessoas não desejam propriamente um acrobata na cama. De que é que nós precisamos? De estar perto do homem natural, de estar perto da mulher natural. Não finjas que és um cantor adorado com um público vasto e leal que tem vindo a acompanhar os altos e baixos da tua vida até ao momento presente. As bombas, os lança-chamas e essas merdas todas não destruíram apenas árvores e aldeias. Destruíram igualmente o palco. Achaste que a tua profissão escaparia à destruição geral? Já não há palco. Já não há ribalta. Tu estás no meio das pessoas. Portanto, sê modesto. Diz as palavras, transmite a informação, chega-te para o lado. Fica a sós. Fica no teu canto. Não te insinues.
Trata-se de uma paisagem interior. É por dentro. É privado. Respeita a privacidade do texto. Estas obras foram escritas em silêncio. A coragem da atuação é dizê-las. A disciplina da atuação é não as violar. Deixa que o público sinta o teu amor pela privacidade ainda que não haja privacidade. Sejam boas putas. O poema não é um slogan. Não poderá publicitar-te. Não poderá promover a tua reputação de seres sensível. Tu não és um garanhão. Tu não és uma mulher fatal. Toda essa treta relacionada com os bandidos do amor. Vocês são estudantes da disciplina. Não representes as palavras. As palavras morrem se as representares, murcham, e a única coisa que sobrará será a tua ambição.
Diz as palavras com a exata precisão com que verificas uma lista de roupa suja. Não te comovas com a blusa de renda. Não fiques de pau feito ao dizer cuecas. Não te arrepies todo só por causa da toalha. Os lençóis não deverão suscitar à volta dos olhos uma expressão sonhadora. Não é preciso chorar agarrado a um lenço. As meias não estão lá para te recordar viagens estranhas e longínquas. É só a tua roupa suja. São só as tuas peças de roupa. Não espreites através delas. Veste-as.
O poema não é senão informação. É a Constituição do país interior. Se o declamares e deres cabo dele com nobres intenções, então não serás melhor do que os políticos que desprezas. Não passarás de uma pessoa a agitar uma bandeira e a realizar o apelo mais reles a uma espécie de patriotismo emocional. Pensa nas palavras como sendo ciência e não arte. Elas são um relatório. Tu estás a falar num encontro do Clube de Exploradores da National Geographic. As pessoas que tens à tua frente conhecem todos os riscos do montanhismo. Honram-te partindo desse princípio. Se lhes esfregares isso na cara, será um insulto à sua hospitalidade. Fala-lhes da altura da montanha, do equipamento que usaste, sê rigoroso em relação às superfícies e ao tempo que demoraste a escalá-la. Não manipules o público à caça de bocas abertas e suspiros. Se mereceres as bocas abertas e os suspiros, isso não se deverá à avaliação que fizeres do acontecimento, mas à que o público fizer. Resultará da estatística e não do tremer da tua voz nem das tuas mãos a cortar o ar. Resultará dos dados e da discreta organização da tua presença.
[Leonard Cohen. Tradução de Vasco Gato. O texto pode ser ouvido (em inglês, com tradução para português), aqui: https://www.youtube.com/watch?v=IvXn4P9Kj2YEvita os floreados. Não tenhas medo da fraqueza. Não tenhas vergonha do cansaço. O cansaço dá-te bom ar. O ar de quem seria capaz de nunca mais parar. Agora, entrega-te aos meus braços. Tu és a imagem da minha beleza.
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
NA SEMANA DO DIA DA POESIA * 2
O POEMA
[Natália Correia, in Poemas (1955)]
O poema não é o canto
que do grilo para a rosa cresce.
O poema é o grilo
é a rosa
e é aquilo que cresce.
É o pensamento que exclui
uma determinação
na fonte donde ele flui
e naquilo que descreve.
O poema é o que no homem
para lá do homem se atreve.
Os acontecimentos são pedras
e a poesia transcendê-las
na já longínqua noção
de descrevê-las.
E essa própria noção é só
uma saudade que se desvanece
na poesia. Pura intenção
de cantar o que não conhece.
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
NA SEMANA DO DIA DA POESIA * 1
TU ÉS EM MIM PROFUNDA PRIMAVERA[Pablo Neruda, in Os Versos do Capitão]
O sabor da tua boca e a cor da tua pele,
pele, boca, fruta minha destes dias velozes,
diz-me, sempre estiveram contigo
por anos e viagens e por luas e sóis
e terra e pranto e chuva e alegria,
ou só agora, só agora
brotam das tuas raízes
como a água que à terra seca traz
germinações de mim desconhecidas
ou aos lábios do cântaro esquecido
na água chega o sabor da terra?
Não sei, não mo digas, tu não sabes.
Ninguém sabe estas coisas.
Mas, aproximando os meus sentidos todos
da luz da tua pele, desapareces,
fundes-te como o ácido
aroma dum fruto
e o calor dum caminho,
o cheiro do milho debulhado,
a madressilva da tarde pura,
os nomes da terra poeirenta,
o infinito perfume da pátria:
magnólia e matagal, sangue e farinha,
galope de cavalos,
a lua poeirenta das aldeias,
o pão recém-nascido:
ai, tudo o que há na tua pele volta à minha boca,
volta ao meu coração, volta ao meu corpo,
e volto a ser contigo a terra que tu és:
tu és em mim profunda primavera:
volto a saber em ti como germino.
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
DO CONTRA [113] no dia do pai, para os bons pais
Deus abandonou-me.escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
(Aconteceu a mais alguém?)
Não me surpreende:
Se até o seu filho bem amado Ele abandonou, Por que não o faria a mim, Que não lhe sou nada?!
O LIVRO DO CAVACO E OS NÃO FACTOS
Cavaco Silva entendeu escrever um livro sobre os seus dez anos na presidência. Nada de mal. Mas, como todos os manhosos, não exibe uma ideia, sobretudo do que ele entende ser os superiores interesses do país, interesses esses por que pautou a sua vida política (ele diria pública). Eu penso que, na nossa democracia, os superiores interesses do país seriam os explanados na Constituição, uma vez que nela são consagrados alguns princípios programáticos importantes, tais como o direito à habitação, saúde e educação. Mas desconfio de que não são esses os princípios por que o homem se pauta, sei lá, digo eu.
Ao folhear o índice, chamou-me a atenção um dos capítulos que diz A FALTA DE BOM SENSO DE UM MINISTRO (pág. 203 a 207). Pensei que iria aqui ter acesso àquilo que seria o exemplo dos princípios por que se pautava o Sr e indicasse factos que poderiam indiciar tais princípios. Primeiro pergunta a Sócrates a sua posição sobre o sector agrícola. Sócrates falou mal do governo anterior por causa das medidas agroambientais. Sócrates deu instruções ao ministro, Jaime Silva, para deixar de criticar o governo anterior. Mas havia animosidade entre o ministro e a CAP.
Tudo espremido, nem uma ideia, nem um facto sobre a falta de bom senso, a não ser que o ministro teria chamado de direita à CAP (redonda mentira, como se sabe). Lá para o fim, fala de perda de fundos da União Europeia por causa da incompetência do ministro. Foi só.
Esta posição manhosa, sem se comprometerem, é próprio destes políticos ranhosos e cobardes. Vou ainda consultar alguns capítulos. Sim, não irei ler o livro de seguida, por uma questão de higiene.
De folhear o livro, parece-me que a ideia geral do homem é que haja harmonia na família portuguesa e não truculências. Acho que já conhecemos a ideia…
Há uma coisa que quero dizer. Acho que não terá mal uma pessoa contar a sua história enquanto governante, mesmo que seja umas pseudomemórias.
escrito por Carlos M. E. Lopes LEIA O RESTANTE >>
PARA RIR * 4. Me explica, por favor!
“o trabalho temporário é um elemento indicador da dinamização da atividade económica em todos os países”.[Vitalino Canas, provedor do trabalhador temporário]
escrito por Gabriela Correia, Faro LEIA O RESTANTE >>
PARA RIR * 3
O senhor “Ai, aguenta, aguenta!” não aguentou.[in Expresso Curto]
escrito por Gabriela Correia, Faro LEIA O RESTANTE >>
LÍNGUA PORTUGUESA
Encontro nacional vai decorrer no início de março. Empresas que vendem corretores ortográficos também vão ser convocadas para serem “chamadas à responsabilidade”. Nesta edição do Expresso Diário, entrevistamos o presidente da Academia de Ciências de Lisboa. Há elementos da Academia que queriam ver o acordo rasgado
In Expresso on line
escrito por Gabriela Correia, Faro LEIA O RESTANTE >>
O CAOS ORTOGRÁFICO
Num livro que comprei, ontem, procurei o que é habitual procurar: se respeita as novas regras ortográficas.
Li as duas primeiras páginas e não consegui saber se. Andei a folhear (en passant) a obra, à procura da resposta, e fiquei sem saber. As palavras que me poderiam ajudar a decidir a (não) compra escondiam-se.
Fui ao sítio por onde devia ter começado: o verso da capa. Lá estava: respeita as regras.
E decidi-me pela compra.
Sentei-se ao volante do meu carrito a matutar num dos argumentos dos anti-acordistas: o caos que o novo acordo provoca na escrita...
Ao ler a primeira página pela segunda vez, verifiquei que tinha lido apressadamente: nas primeiras linhas do início da obra, que reproduzo, lá está um dos causadores do caos -- exatas em lugar de exactas.
Mas insisti na ideia: o caos é tão grande... que, concedendo que haja, não é fácil encontrá-lo.
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
O CASO TRUMP
Penso que se deva distinguir dois aspectos no caso Trump.
- O primeiro, a sua eleição, enquanto manifestação, por parte dos eleitores, do seu repúdio pela classe política tradicional;
- o segundo, o perigo que eventualmente as suas políticas podem representar e que são, também elas, uma manifestação de repúdio pelas políticas praticadas.
Penso que estamos no limiar de uma situação dessas.
escrito por Carlos M. E. Lopes LEIA O RESTANTE >>
PARA RIR * 2
Notícia de última hora; ou talvez não.
Ricardo Salgado constituído arguido por tentar corromper Sócrates[in Expresso Diário]
escrito por Gabriela Correia, Faro LEIA O RESTANTE >>
(Não) gosto de animais
A minha relação com os animais resume-se em dois pontos:
- sou incapaz de fazer mal a um animal (exceção para aqueles bicihitos que me entram em casa sem autorização);
- sou suficientemente amigo dos animais para gostar de os deixar em paz (longe de mim) e irrito-me solenemente quando eles não têm o mesmo sentimento em relação a mim;
- sou incapaz de um gesto de afeto dirigido a qualquer animal (exceção para alguns de duas pernas).
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
EX-CITAÇÕES * 157. o pai da pátria
Façam-lhe o enterro, respeitem-lhe a memória, dêem os pêsames à família, mas deixem-se de tretas e de apregoar que ele nos trouxe a liberdade e a democracia. Não trouxe. Essa devemo-la à Alemanha de Willy Brandt, à Holanda de Joop den Uijl, a Henry Kissinger e ainda, entre mais uns quantos, aos banqueiros e empresários que sabiam que com o regime de Marcello Caetano nunca Portugal poderia entrar no Mercado Comum.
[...]
Mário Soares desagrada-me ainda como pessoa, pois simboliza aquilo que detesto e de que desdenho na burguesia portuguesa: a falsa pachorra, a jovialidade de pechisbeque, o modo paternal, o sorriso pronto, a mãozada, os Ora viva!, a festinha aos humildes; por detrás de tudo isso a ganância, o cálculo frio, o desprezo do semelhante, a presunção, o sentimento bacoco de casta, os rapapés, a mediocridade.[J. Rentes de Carvalho, in Tempo Contado]
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CR7? MARIMBANDO...
Tenho amigos que não entendem que eu não vibre rigorosamente nada com as notícias relacionadas com Cristiano Ronaldo, mesmo quando são assim:
Apelam ao meu sentimento nacional(ista), que ele é português que isso dá fama a Portugal que não sei mais o quê... mas eu, nada! CR7 não passa de um puto que ganha milhões por saber dar uns xutos na bola -- e isso a mim interessa-me tanto como zero ou talvez menos do que zero.
O que me faz vibrar e sentir orgulho são notícias como esta:
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
PARA RIR * 1
Para rir, ou para arrepelar os cabelos de irritação, desespero ou impotência para agir, por manifestas razões...
“A banca portuguesa está muito bem”.[Ricardo Salgado, em Abril de 2011, depois de o Estado pedir a intervenção externa]
escrito por Gabriela Correia, Faro LEIA O RESTANTE >>
2017 NA AVENIDA DOS ALIADOS
- as medidas policiais contra atentados de eventuais camiões. Na sequência do de Berlim, o governo diz que não há razões para alterar o nível de alerta; mas que eu nunca tinha visto nada assim, ai isso não;
- o mijadoiro enorme em que se tornou a Avenida dos Aliados (e até os parques de estacionamento subterrâneos), a partir de determinado momento. Impressionava a quantidade de homens (sobretudo jovens do sexo masculino, mas não só) a despejar a bexiga -- e os regatos de urina a correr pela avenida e pelos recantos entre os automóveis estacionados.
Águas na bexiga e medos no cu obligent.
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CR7 PARA O PANTEÃO
Este miúdo é sério candidato a um lugarzinho no Panteão. Se o Eusébio mora lá -- e a Amália, também... ambos sem terem sido gente de negócios, sem hotéis, sem ginásios e sem canais de tv...
Se me é permitido sugerir -- eu acharia bem que o colocassem entre o Eusébio e a Amália. Sempre se divertia a fazer truques de pés ao Eusébio e a acompanhar a Amália num desafinado I wish you a Merry Christmas.
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PORTUGAL, CAMPEÃO DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS
Numa peça publicada em jeito de balanço anual, o diário britânico The Guardian elege o uso de energias renováveis em Portugal como um dos "momentos chave" da ciência em 2016. Mark Miodownik, professor da Universidade de Londres, é quem escreve sobre o tópico, explicando que, de uma perspetiva da engenharia, o anúncio português de que o país funcionou quatro dias consecutivos com energias inteiramente renováveis no mês de maio foi um "ponto alto" do ano.
Escrevendo que "a mudança para o carvão no século XIX e depois para o petróleo no século XX" deu ao mundo moderno a "a energia barata, os bens de consumo e as férias solarengas", Miodownik refere que se queremos dar o mesmo aos nossos filhos é necessário prevenir as alterações climáticas e afastar-nos dos combustíveis fósseis. "Parece impensável, impossível, mas o impossível é o que a engenharia faz melhor. O feito de Portugal dá aos governos e empresas energéticas um exemplo tangível de como pode funcionar e funciona, e porque deveriam investir em energia solar, eólica, das ondas e outras tecnologias renováveis já".[rapinado do Expresso online]
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E ESTA, HEIN!... 31
Fartos de serem chamados a resgatar bancos (BES em 2014, Banif em 2015), os portugueses podem por estes dias assistir de cadeirinha ao resgate de mais um banco. Mas desta vez não é nosso. É o mais antigo banco italiano, Monte dei Paschi di Siena, cujo plano de recapitalização por parte de investidores privados, elaborado pelo J.P. Morgan, falhou rotundamente. E quando os investidores privados falham, lá vem o Estado, sempre acusado de gerir muito pior que os privados, limpar com o dinheiro dos contribuintes a estrumeira que os accionistas e gestores privados fizeram. Serão “apenas” cinco mil milhões de euros que o Estado italiano terá de injectar no banco até ao final do ano (faltam nove dias!), passando a participação pública dos actuais 4% para uma posição entre 50% a 75%, segundo os analistas. Por outras palavras, o Monte dei Paschi di Siena vai ser nacionalizado para não ter de fechar as portas. O contribuinte italiano paga. E La Nave va.[in Expresso Curto]
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EDUCAÇÃO PARA A ABSTINÊNCIA
Ora aqui está uma ideia muito engraçada:
Além da substância (a abstinência -- de louvar, por várias razões entre as quais se destaca o acordo com a democracia cristã), há pelo menos duas razões para este querer ser engraçado:
- É iniciativa de jotinhas -- que toda a gente diz (erradamente, como se vê) uns debochados;
- Tem as cores da luta dos colégios -- o que também é louvável, dada a predominância do cristianismo democrático nos tais colégios.
Tudo em consonância, portanto.
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
MÁRIO SOARES ESTÁ HOSPITALIZADO...
A hospitalização de Mário Soares preocupa-me por duas razões:
- alguns visitantes do doente (como Edite Estrela) dizem que os portugueses têm uma enorme dívida a Soares. O meu receio é que, um dia destes, me chegue a minha fatura, para pagar (é que eu não me lembro de dívida nenhuma);
- as televisões não arredam pé do sítio, com diretos em noticiários e muito desenvolvimento do tema. O meu receio é que isso seja sintoma de que o doente esteja mal -- e os jornalistas estejam lá só para confirmar a sua (dele) morte e anunciá-la em primeira mão. Estes jornalistas são do caraças.
ARTE PARA CRIANÇAS COM AUTOCOLANTES
(Miró para crianças : uma viagem cheia de cores)
é um dos livros da coleção Arte para niños con pegatinas
(Arte para crianças com autocolantes).
Com uma impressão de muita qualidade, são vendidos a um preço muito aceitável: menos de 3€.
É certo que estão escritos, originalmente, em espanhol, mas tanto os professores como os pais facilmente os adaptarão (traduzirão).
Foram pensados na perspetiva da criança (a partir de 5 anos): têm informações básicas sobre o artista, reproduções de algumas das suas obras e (sobretudo) atividades ao alcance de qualquer criança: espaços para a criança pintar o seu próprio quadro, correspondência entre símbolos e letras para decifrar o nome de um quadro, autocolantes para construir objetos ou quadros ao estilo do artista, perguntas (simples) sobre os quadros,...
A coleção é composta por...
(cada link remete para a ficha respetiva, da Amazon, onde o opúsculo pode ser adquirido)
- Dalí (Arte Para Niños)
- Miro Para Niños. Un Viaje Lleno De Colores
- Gaudí (Arte Para Niños)
- Goya Para Niños. Un Viaje Con Colores Y Retratos
- Picasso Para Niños. Un Viaje Con Formas Y Colores
- Van Gogh Para Niños. Un Viaje Con Pinceladas
- Velazquez Para Niños. Un Viaje Con El Gran Maestro
- Un Paseo Por El Museo Del Prado Para Niños
- Leonardo da Vinci
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SCHAUBLE É UM INCENDIÁRIO
O próximo Nobel da ousadia (ou do atrevimento) será, muito provavelmente, o presidente do PS, Carlos César. Em resposta ao ministro das Finanças da Alemanha, que disse ontem que Portugal estava no bom caminho até chegar o actual Governo, César disse, com todas as letras:
"Schauble é um incendiário disfarçado de bombeiro"Isto é o que se chama ter os tomates no sítios...
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
ENCONTRO HISTÓRICO...
...é assim que alguns media classificam o encontro entre o presidente da república portuguesa, Marcelo I, e o ex-presidente de Cuba, Fidel Castro.
Histórico, não sei se será. Mas palpita-me que o PCP já tem candidato às próximas eleições presidenciais. Ou que Marcelo será um candidato apoiado por todos os partidos.
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
hoje é sábado 356. CATILINA
Eu sou o solitário e nunca minto.[Andersen, Sophia de Mello Breyner, Obra Poética I, Editorial Caminho, s/l, 1991, 2ª edição, pág. 113]
Rasguei toda a vaidade tira a tira
E caminho sem medo e sem mentira
À luz crepuscular do meu instinto.
De tudo desligado, livre sinto
Cada coisa vibrar como uma lira,
Eu - coisa sem nome em que respira
Toda a inquietação dum deus extinto.
Sou a seta lançada em pleno espaço
E tenho de cumprir o meu impulso,
Sou aquele que venho e logo passo.
E o coração batendo no meu pulso
Despedaçou a forma do meu braço
Pr'além do nó de angústia mais convulso.
escrito por Carlos M. E. Lopes LEIA O RESTANTE >>
hoje é sábado 355. TEJO QUE LEVAS AS ÁGUAS
Tejo que levas as águas[Fonseca, Manuel, Obra Poética, Editorial Caminho, Lisboa, 1984, 7ª edição, pág. 168-169]
Correndo de par em par
Lava a cidade de mágoas
Leva as mágoas para o mar
Lava-a de crimes espantos
De roubos fomes terror
Lava a cidade de quantos
Do ódio fingem amor
Lava bancos e empresas
Dos comedores de dinheiro
Que dos salários de tristeza
Arrecadam lucro inteiro
Lava palácios vivendas
Casebres bairros da lata
Leva negócios e rendas
Que a uns farta e a outros mata
Leva nas águas as grades
De aço e silêncio forjadas
Deixa soltar-se a verdade
Das bocas amordaçadas
Lava avenidas de vícios
Vielas de amores venais
Lava albergues e hospícios
Cadeias e hospitais
Afoga empenhos favores
Vãs glórias, ocas palmas
Leva o poder dos senhores
Que compram corpos e almas
Das camas de amor comprado
Desata abraços de lodo
Rostos corpos destroçados
Lava-os com sal e iodo
Tejo que levas as águas
Correndo de par em par
Lava a cidade de mágoas
Leva as mágoas para o mar.
hoje é sábado 354. PARÁFRASE
A Gastão Cruz[Cortez, António Carlos, a dor concreta, Tinta da China, Lisboa, 2016, pág. 95]
No verão se quiseres
poderás viver
ainda o verão novo
Porque o fogo feres
a pele que quer arder
no areal dum corpo
No outono no inverno
quando tu escreveres
o mar será revolto
escrito por Carlos M. E. Lopes LEIA O RESTANTE >>
A DISCUSSÃO SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO É COISA DE VELHOS...
O miúdo, a ler Uma aventura... na edição que o pai leu, nos seus tempos de miúdo...
-- Mamã, tem alguns erros. Mas... no antigo escrevia-se assim...
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
VÍDEO DA SEXTA 246. "Pokémon"
Os Pokémon são pequenas criaturas — a palavra significa “pequenos monstros”, uma contração do título original japonês de Pocket Monsters — cada uma com características específicas e poderes mágicos, que os humanos devem apanhar e treinar com o objetivo de combaterem uns com os outros em videojogos.
As pequenas criaturas criadas nos anos 90 depressa saltaram dos videojogos e da consola portátil Game Boy para os ecrãs de televisão, para as cartas de jogar e para os brinquedos. A série Pokémon e os produtos associados é a segunda mais rentável de sempre para a empresa Nintendo (apenas atrás da série Mario Bros).
Das mais de 700 criaturas do universo Pokémon, a mais famosa é o Pikachu. A criatura amarela mistura características de um gato, de um rato e de um coelho, cujo superpoder é a eletricidade. O aspeto fofinho aliado às suas propriedades no jogo tornou-o num dos personagens favoritos.Fonte [http://observador.pt/2016/06/01/fas-de-pokemon-preparem-se-o-pikachu-vai-mudar-de-nome/]
ver: [https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_filmes_de_Pok%C3%A9mon]
escrito por Adriana Santos LEIA O RESTANTE >>








































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