Palestina livre!

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175 MILHÕES: O PREÇO DO POVO

995 mil euros é quanto custa cada um dos mísseis de cruzeiro Tomahawk utilizados pelas tropas americanas na Líbia. O primeiro dia de bombardeamentos das infra-estruturas militares de Kadhafi terá custado cerca de 175 milhões de euros.

Estes números são suficientes para se fazer uma, embora pequena, ideia de quanto o governo estadounidense é capaz de gastar para defender o povo e a liberdade. E, portanto, quanto o referido governo preza a liberdade e o povo.

escrito por ai.valhamedeus

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COERÊNCIA DEMOCRÁTICA


Há um país na América do Norte que definiu e é dono de palavras como democracia e ditadura.

Esse país quis ser sempre tão único que nasceu sem nome e se autoproclamou Estados Unidos da América. Como se os Estados Unidos do México não estivessem situados na América! Chamou norte-americanos aos seus cidadãos, como se os canadianos fossem cidadãos da América do Sul.

Dono do nome, quis ser também dono do continente. Quando necessitou limitar o poder da Rússia, definiu a democracia como o sistema político dirigido por um ditador. E temos então uma América Latina muito democrática, livre de comunistas e governada pelos Batistas, Videlas, Pinochets, Papadocs, Trujillos, Somozas e outras ervas que tais.

Enterrada a ameaça russa, a democracia passou a ser um regime necessário nos países com muito petróleo. E começa então a caça aos ditadores petroleiros, em nome da democracia. Os ditadores amigos, ou sem petróleo, continuam a receber a bênção USAda, porque nem todos os ditadores são iguais.

Anti-democráticos e a precisar de uns bombardeamentos são também os que andam às voltas para conseguirem um par de bombas atómicas. Também para isso necessitam a bênção do «padrinho». Israel tem. Irão não tem. Paquistão tem. Coreia do Norte, não.

Os rebeldes afegãos são esmagados, os rebeldes líbios, armados e apoiados. Os rebeldes egípcios são amamentados, os rebeldes sauditas e iemenitas, destruídos.

Mwamar Kadafi deve cumprir integralmente as resoluções das Nações Unidas, Obama estão dispensado e pode usar iguais resoluções como papel higiénico. No meio desta engrenagem corre um lubrificante que se chama lambe-botas de luxo. Por acaso, neste momento nem estava a pensar em suas excelências Durão Barroso e Pepe Aznar. Mas alguém podia pensar.

escrito por José Alberto, Porto Rico [imagem rapinada daqui]

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DESTINO SEM TINO

O venerável Obama, presidente dos Estados Unidos de América, disse no Chile
[sem tremuras na voz nem rosáceas na face]
que todos os povos, incluindo o de Cuba, devem ser donos do seu destino.

Curiosamente, o governo presidido por este venerável político reafirmou na semana passada, num longo documento de 120 páginas, que Porto Rico «pertence aos Estados Unidos , mas não é parte deste país». Ou seja, Estados Unidos reconhece uma vez mais que Porto Rico é uma colónia.

Perguntas ingenuamente obrigatórias ou obrigatoriamente ingénuas:
  1. Por que razão Obama se referiu a Cuba
    [país independente sobre o qual ele não tem nenhum poder]
    e não se referiu a Porto Rico
    [colónia que ele pode libertar quando lhe apeteça?
  2. Por que razão Obama gasta milhões de dólares para apoiar os rebeldes líbios a tomar o poder no seu país independente e mantém há dezenas de anos na prisão vários rebeldes portorriquenhos porque não querem ser colonizados?

  3. Por que razão Obama se enfureceu quando há duas semanas um tribunal cubano condenou um cidadão estadounidense, se por idênticas razões um tribunal do seu país condenou há anos cinco cidadãos cubanos e os mantém numa prisão nos Estados Unidos?

  4. Por que razão Obama não ataca o governo espanhol que apoia os rebeldes líbios, se não permite que os rebeldes da ETA sejam donos do destino do País Vasco?
escrito por José Alberto, Porto Rico [ilustração rapinada daqui]

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ANIVERSÁRIOS

Guantánamo Cuba

As voltas que o mundo dá! O dia 23 de Fevereiro é uma data importante pela importância de alguns dos aniversários. Este ano, nessa data, fez 107 anos o contrato em que o governo dos Estados Unidos arrendou, para toda a vida, os terrenos
(116.5 kilómetros quadrados)
onde ainda hoje está a Base militar de Guantânamo. Preço de arrendamento: r 2 mil dólares anuais, em moedas de ouro.
[Um ano depois, no mesmo dia e mês, por um contrato semelhante, pagou ao governo de Panamá 10 milhões de dólares pela Zona do Canal. O contrato foi rescindido em 31 de Dezembro de 1999].
Em 1934, o Tratado Avery Porko incluiu uma clausula de rescisão: comum acordo entre os dois países ou no caso de abandono da Base. Esse mesmo Tratado actualizou o valor da renda que nesse ano era de 4.085 dólares. Nunca mais se actualizou esse valor.

Conclusão: entre o preto e o branco há muito cinzento!

escrito por José Alberto, Porto Rico

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O VERDADEIRO INIMIGO

Veja este filme já, antes que o eliminem.


DISCURSO do veterano MIKE PRYSNER indicando quem é o verdadeiro inimigo do seu país...

escrito por José Alberto, Porto Rico

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NOBEL DA PAZ

Barack Hussein Obama nobel da paz?! Se o júri norueguês lê o Ai Jesus!, ainda nos arriscamos a ser nobel da literatura...

Compreendo a decisão: combater o terrorismo no Afeganistão e no Paquistão -- e no resto todo de todo o Mundo: "atacar o terrorismo em todo o globo" -- é certamente um fortíssimo contributo para a paz. A guerra, como se sabe e Bush provou à saciedade, é um fortíssimo contributo para a paz.

escrito por ai.valhamedeus

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OBAMA DEVE SER ASSASSINADO?

No Facebook, uma sondagem perguntava, neste fim de semana, se Obama deveria ser assassinado. Esteve "no ar" apenas algumas horas, porque os serviços secretos (SS) trataram de a mandar retirar
[porque, como se sabe, nos países de amplas liberdades, ao contrário dos outros, perguntar também "ofende" -- que é como quem diz, também é perigoso, eventualmente, terrorista até].
Mas, como o Ai Jesus! é um defensor da liberdade de expressão, estou a pensar seriamente em retomar aqui o referido inquérito. Mas, como os SS estado-unidenses não brincam, estou a pensar seriamente em consultar, antes, 2 especialistas do direito e colaboradores do Ai Jesus!: o Carlos Lopes e o Ya Allah.

Enquanto não recebo as respostas dos técnicos, vou avançar. Mas cautelosamente, não vá por aí a ira dos SS alevantar mais investigações -- porque, como avisou Darrin Blackford, um porta-voz dos SS, “Nós levamos estas coisas a sério”.

E estas cautelas hão-de ser suficientes: em vez das respostas do inquérito democraticamente banido
[que eram “não”, “talvez”, “sim” e “sim, se ele cortar o meu plano de saúde”],
as respostas no do Ai Jesus! serão estas:
a) Não!
b) Nem penses nisso, pá!
c) Ó pá, tu tás maluco ou quê?!
d) Porra! estás quase tão tolo como o Cavaco!
E prontos
(ou readys!, como dizem os SS)!
Podem começar a votar: é só clicar aqui!

escrito por ai.valhamedeus

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HITLER E JESSE OWENS

Jesse Owens

Toda a vida tenho ouvido dizer que Hitler se tinha retirado da tribuna de honra do Estádio Olímpico de Berlim, em 1936, após a vitória de Jesse Owens, para não ter de cumprimentar o negro norte americano.

Leio agora que Hitler terá apertado a mão de Owens por trás da tribuna de honra e que Owens andava com essa fotografia na carteira.

Vergonhosa foi a atitude americana. Roosevelt não mandou a Owens qualquer felicitação pelas quatro medalhas de ouro ganhas pelo americano e nem Roosevelt nem depois Truman lhe agradeceram ou o receberam na Casa Branca. Curioso, na democrática América, o campeão negro foi pelo elevador de serviço para uma recepção no Waldord-Astoria, em sua honra, por não poder utilizar o elevador dos clientes.

Se for verdade, não me admira. Há uma tendência para desvirtuar a história de acordo com a elite dominante em cada época.

Há poucos anos se soube que a super civilizada Suécia tinha esterilizado, nos anos sessenta, pessoas com problemas psíquicos, para evitar a propagação das anomalias.

E muita coisada se virá a saber quando a propaganda governamental dos vários governos for derrotada.

Já agora, para quando uma análise desapaixonada e rigorosa do pensamento e percurso de Churchil?

escrito por Carlos M. E. Lopes

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VOU-ME EMBORA POR AMOR

O presidente da câmara de uma cidade americana, no Texas, foi-se embora, sem tomar posse, porque se apaixonou por um Mexicano.

Há aqui três questões. A primeira, abandonar-se um cargo político por questões de amor
(ainda por cima homossexual).
Segunda: a pessoa em causa, Lown, não quis servir-se do cargo para beneficiar o seu namorado, um ilegal. Terceiro: apesar de a cidade em causa ter 88 mil habitantes, pagava ao seu presidente, em tempo parcial, a quantia de 426 dólares
(para aí 280 euros).
Um exemplo em toda a linha. Apesar de o Bush viver por esses lados…

escrito por Carlos M. E. Lopes

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SÓNIA NO TRIBUNAL SUPREMO USA

Obama Sónia Sotomayor

O Presidente Obama continua a irritar a classe que por oito anos gozou com a maioria das decisiões do Bush junior. Agora foi a importantíssima nomeação da portorriquenha Sónia Sotomayor para o tribunal Supremo.

Nesse tribunal se cozinham as decisões que podem alterar por completo a vida do país. Basta recordar que Bush só foi presidente porque esse tribunal assim o decidiu, por encima dos resultados eleitorais. É por isso que todos os presidentes desejam poder nomear novos juízes e ter a maioria nesse poderoso tribunal, para que o poder Judicial não estrague a festa ao Executivo
[isso explica o descalabro a que se chegou, com o Executivo a permitir a tortura, a criação de Guantânamo, onde há prisioneiros há mais de cinco anos sem julgamento].
Que significa a nomeação de Sonia Sotomayor? Na prática talvez nada
[todos sabemos como o poder económico traga e digere tudo neste país],
mas a verdade é que há bons sinais de esperança se temos em conta a experiência de vida e profissional da nomeada. Esta filha de emigrantes pobres nasceu e cresceu num complexo residencial de assistência pública. Estudou sempre com uma bolsa de estudos e conseguiu abrir portas em ambientes até então destinados a homens «wasp»
[brancos, anglo-saxões e protestantes»].
Tem experiência em todas as facetas do direito: advogada, fiscal (ministério público) e juíza em todos os níveis da judicatura.

Até agora ainda ninguém lhe conseguiu descobrir fortunas. Vive com o salário de Juíza
[cerca de 12.000 euros por mês. Nada mau nos tempos que correm, mas nada que se pareça aos ganhos dos advogados ex-colegas dela!].
O tempo dirá se uma mulher mestiça, filha de emigrantes, feita com esforço e dedicação total ao seu trabalho pode fazer inclinar a balança para o lado da justiça para todos. Ou se, pelo contrário, se submeterá aos desejos de quem a nomeou, como tem sido costume.

Causalidade ou coincidência, esta nomeação foi feita no dia em que seis portorriquenhos foram acusados num tribunal USA por interromperem os trabalhos do Congresso com canções e cartazes que denunciavam a situação colonial do seu país. Serão julgados em breve. Pena possível: seis meses de cadeia ou 500 dólares de multa.

Tenho cá para mim que esta nomeação pode ser uma grande surpresa para todos.

escrito por José Alberto, Porto Rico

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FINANCIAMENTO DOS PARTIDOS, ELEIÇÕES E ALGO MAIS

Junto 4 textos de opinião retirados da edição de ontem do Público.

O primeiro é o editorial do director José Manuel Fernandes. Comenta a aprovação da revisão do diploma sobre o financiamento dos partidos, considerando que é [...]
incompreensível, é mesmo vergonhoso, a forma como, de forma dissimulada, sem discussão que se visse, com quase tudo a ser resolvido em reuniões fechadas à imprensa, a Assembleia da República aprovou ontem a revisão do diploma sobre o financiamento dos partidos em termos tais que não só escancara as portas à corrupção, como cria inúmeros alçapões por onde podem escapar-se os que estiverem dispostos a abusar das regras.
Não se compreende que o limite ao financiamento em "dinheiro vivo" num dos países do mundo com uma melhor rede de terminais multibanco tenha sido aumentado 55 vezes. Não se compreende igualmente o alargamento às campanhas não presidenciais da possibilidade de donativos individuais, um mecanismo que permite receber grossas maquias e depois "doá-las" ao partido através de redes de militantes arregimentadas por um qualquer cacique. Isto só para dar dois exemplos mais gritantes.
As alterações são chocantes e representam um insulto aos cidadãos eleitores por permitirem que os partidos gastem muito mais em campanha em tempos de crise económica, como mostra a hipocrisia dos falsos moralistas, aqui com destaque para os campeões do comportamento angelical, o Bloco de Esquerda. É fantástico e revelador como, num momento como este, todos estão pateticamente de acordo e não entendem que possibilitar o regresso do tempo das "malas das notas" representa um tremendo retrocesso no que diz respeito à transparência das campanhas eleitorais e do financiamento dos partidos. Mas é também assim que se compreende como nunca foi possível fazer uma lei contra o enriquecimento ilícito. O resto são basófias.
E termina com 2 notas, "irresistíveis":
Diminuir o valor das multas que as empresas poluidoras têm de pagar invocando as dificuldades das pequenas e médias empresas é criminoso. Quem prevarica tem de continuar a pagar as multas que merece, que já nem eram elevadas. Porquê? Porque perdoar a quem prevarica é distorcer a concorrência e beneficiar as más pequenas e médias empresas que ficam em condições de fazer mais concorrência às que cumprem a lei. Para além de que, antes de abdicar da prevenção do ambiente, há dezenas de outras medidas que aliviaram os problemas de tesouraria do nosso tecido industrial. Mas ao optar por sacrificar o ambiente o nosso primeiro-ministro mostra como é diáfana a sua costela de ambientalista. Já não lhe bastavam os famosos PIN...
Em nome da coerência, o Bloco de Esquerda deverá apresentar em breve no único concelho onde elegeu um presidente da câmara, o de Salvaterra de Magos, uma proposta idêntica à que fez aprovar no concelho de Sintra, onde as touradas passaram a ser proibidas. Se não o fizer, volta a provar que, como aconteceu com a votação da lei de financiamento dos partidos, uma coisa são as suas lições de moral e outra a sua real prática. É pois necessário que Louçã diga rapidamente se vai ou não pregar contra o sofrimento dos touros para Salvaterra de Magos. Temos uma data para lhe sugerir: domingo 10 de Maio, altura da Festa do Melão, que terá como ponto alto o toureio de, citamos, "6 terroríficos touros 6" da "mais antiga ganadaria de Portugal". Era de homem.

António Vilarigues comenta o modo como a imprensa analisou as eleições na África do Sul, com interessantes considerações sobre um certo conceito de democracia:
Como se fabrica uma notícia

Em muitos países europeus, 65,9 por cento dos votos dariam muito mais que dois terços dos deputadosAcomunicação social nos nossos dias reproduz como nunca a ideologia dominante. Seja na TV, na rádio ou nos jornais. A forma como a generalidade da comunicação social cobriu as recentes eleições na África do Sul é um bom espelho do que afirmamos.
Apetece perguntar: quais seriam as notícias publicadas pelos media ditos de referência se, num qualquer país da Europa ou da América do Norte (em relação à América Central e à América do Sul, o caso já muda de figura...), um partido político ganhasse as eleições com 65,9 por cento dos votos? E se houvesse uma participação eleitoral da ordem dos 77,3 por cento?
Imaginemos França, Inglaterra, Alemanha ou Canadá. Cantar-se-iam loas à democracia e aos candidatos eleitos. Falar-se-ia de legitimidade democrática e do bom funcionamento do sistema. Escrever-se-ia sobre uma liderança política legitimada de forma indiscutível. E não venham dizer que isto é especulação. Os exemplos nas últimas dezenas de anos abundam e aí estão para o provar.
Mas sobre a África do Sul não. O essencial, a vitória do ANC com dois terços dos votos expressos (11.650.748 em cerca de 23 milhões de votantes inscritos), 264 deputados em 400, triunfo em 8 das 9 províncias, 126 representantes em 184 no Conselho Nacional das Províncias (Câmara Baixa do Parlamento) é sistematicamente desvalorizado. O acessório, o não ter alcançado os dois terços dos deputados eleitos (faltaram escassos 3 lugares), é promovido à categoria de quase derrota do ANC.
Significativamente, é em vão que procuramos uma notícia que nos informe que em quase todos os países europeus e da América do Norte com 65,9 por cento dos votos qualquer partido teria muito mais que dois terços dos deputados. Portugal incluído. E isto graças a sistemas eleitorais muito "democráticos" onde, por exemplo, o partido trabalhista de Tony Blair, com menos do que 50 por cento dos votos, obteve sucessivas maiorias absolutas bastante folgadas.
É também em vão que procuramos uma análise objectiva do novo Presidente da África do Sul Jacob Zuma. E era fácil. Bastava transcrever o que sobre ele disse e escreveu Nelson Mandela ao manifestar-lhe o seu apoio. Tal como são quase nulas as notícias que referem que ficou claramente provado que os processos por corrupção (que abrangeram também dirigentes do Partido Comunista) foram desencadeados com fins políticos por ministros do Governo de Thabo Mbeki (que saíram do ANC e fundaram um novo partido). Que elementos dos órgãos de segurança do Estado e do aparelho judicial tudo fizeram para manipular factos e provas. Que a comunicação social dominante na África do Sul tentou de múltiplas formas desacreditar Jacob Zuma e a nova liderança do ANC.
Mas encontramos coisas ridículas como o "facto" de Zuma ter sido condenado a dez anos de prisão, não pela sua actividade no ANC, mas "por tentar deixar o país clandestinamente, aos 21 anos". Curiosamente, ou talvez não, a mais objectiva análise vem de onde menos se poderia esperar. De um inimigo de ontem: Roelof "Pik" Botha.
O mesmo para as propostas políticas do ANC geralmente arrumadas na categoria de "populistas". E porquê? Porque põem uma muito grande ênfase na prioridade à resolução dos problemas das camadas trabalhadoras e da população mais desfavorecida do país. Prioridade no combate à pobreza e ao desemprego. Promessas que tudo indica serem para cumprir, esse é o problema para certos poderes, e não para ficar no papel.
Mas nada disto nos surpreende. Basta ler o que Eduardo Galeano (o tal do livro oferecido por Chávez a Obama) escreve sobre o processo na Venezuela. Onde recorda que nunca, em parte alguma do mundo, um Presidente eleito se submeteu a meio do mandato a uma consulta eleitoral revocatória. E Hugo Chavez fê-lo. Mas toda (quase) a comunicação social dominante escondeu este "simples" facto.

Vasco Pulido Valente não traça um retrato particularmente positivo dos 100 dias de governação de Obama:
Os cem dias de Obama

Como a campanha eleitoral, a campanha de Obama para "refazer" a "imagem" da América no mundo foi absolutamente perfeita: prometeu fechar Guantánamo; admitiu a existência de tortura (e divulgou os relatórios da CIA); deu uma entrevista à televisão Al-Arabiya; disse (em Ankara) que não estava, nem estaria em guerra com o islão; aliviou (sem o levantar) o embargo a Cuba; serviu franqueza e tolerância ao inominável Hugo Chávez; passeou a sua simpatia como uma pop star pelos G20 (sem comover Angela Merkel); e até exibiu boa vontade com a Rússia e o Irão. Pode um novo Presidente convocar uma nova América com um puro espectáculo como este? Não pode. Toda a gente colaborou na coisa para não ficar mal no retrato, mas ninguém de facto se convenceu.Como a campanha eleitoral, a campanha de Obama para "refazer" a "imagem" da América no mundo foi absolutamente perfeita: prometeu fechar Guantánamo; admitiu a existência de tortura (e divulgou os relatórios da CIA); deu uma entrevista à televisão Al-Arabiya; disse (em Ankara) que não estava, nem estaria em guerra com o islão; aliviou (sem o levantar) o embargo a Cuba; serviu franqueza e tolerância ao inominável Hugo Chávez; passeou a sua simpatia como uma pop star pelos G20 (sem comover Angela Merkel); e até exibiu boa vontade com a Rússia e o Irão. Pode um novo Presidente convocar uma nova América com um puro espectáculo como este? Não pode. Toda a gente colaborou na coisa para não ficar mal no retrato, mas ninguém de facto se convenceu.
Basta pensar que nada mudou no principal: na guerra do Iraque e na guerra do Afeganistão. Ou, se mudou, mudou para pior. No Iraque o plano de retirada militar é, sem tirar nem pôr, o plano de Bush e não é, na essência, um plano de retirada: a América vai conservar na região o número suficiente de tropas para garantir a "solidez" de um Estado que nunca será sólido. Por outras palavras, não sairá no futuro previsível - embora "acantonada" e sem (segundo se espera) funções de policiamento. No Afeganistão, para que Obama pede (sem muito sucesso) a ajuda da NATO e para onde já mandou mais 4000 homens, ninguém vê maneira de eliminar os taliban. Pelo contrário, a própria América começa agora a perceber o risco dos taliban, ou dos seus sócios, virem pouco a pouco a tomar conta do Paquistão, que tem, como se sabe, armas nucleares.

Quanto ao resto, a esquerda gosta do intervencionismo do Estado na economia. O pacote de "estímulo" de 787 mil milhões de dólares (fundamentalmente para o "sistema" financeiro, se merece o nome); os 3500 milhões de dólares para investir em energia, em infra-estruturas, no ensino, na saúde, na criação de emprego e no "alívio" do contribuinte; e, principalmente, a indústria automóvel seminacionalizada - tudo isto e o mais que por aí virá alegra a alma adormecida do socialismo. Só que os resultados não parecem famosos (por enquanto?) e, se a crise persistir, não se percebe para que lado se voltará Obama. A cartilha chegou ao fim (sem sequer faltar o fetichismo da ciência) e os dias de festa passam depressa.


O último, que considero particularmente interessante, é do ex-ministro Luís Campos e Cunha, sobre o sigilo bancário:
Desmancha-prazeres-indevidos

Nada me dá mais prazer do que ser desmancha-prazeres de prazeres indevidos. Estou a falar da moda de acabar com o sigilo bancário, da forma como o querem fazer e no momento em que o estão a fazer. Não me refiro a problemas de corrupção ou crimes mais graves ainda, mas tão só da fuga ao fisco.
Antes de mais e para que fique claro: não há sigilo bancário, há muitos anos, para efeitos fiscais. Ainda há dias, quando este jornal afirmava que eu fui contra o fim do sigilo bancário quando ministro, estava incorrecto: não podia ser contra uma coisa que não existia.
Mas, estranhamente, há sigilo bancário para outros crimes bem mais graves. Como num recente debate televisivo ficou claro, se eu contratar alguém para matar um sujeito com quem antipatizo, tenho toda a protecção. Para verem se fui suficientemente honesto para ter pago o servicinho e verificarem a minha conta bancária, só um Juiz da Relação o pode autorizar. Contudo, se um sujeito enviar uma carta anónima a denunciar, com ou sem verdade, que alguém fugiu ao fisco por cem euros, a devassa é total. E legal. É assim há anos mas não devia ser: os valores em causa são muito diferentes.
Os acessos de moralidade, como o recente ataque ao sigilo bancário, acontecem sempre antes das eleições: os políticos (todos ou quase todos) não fogem à demagogia de picarem a inveja da populaça. O momento é perfeito.
Desde que acabou o sigilo bancário que não há trafulhices fiscais com contas bancárias realizadas por qualquer vigarista digno desse nome. Se o trafulha for minimamente inteligente, há muito que usa envelopes com dinheiro. Se não for inteligente, já devia estar na prisão porque a polícia pode facilmente apanhá-lo. Com ou sem sigilo.
Além disso, o dito envelope não só não deixa rasto como pode ficar bem guardado em casa, onde ninguém pode ir sem a autorização de um juiz, naturalmente. E bem.
Mas eu não percebo porque é que o dinheiro em casa tem toda a protecção e o dinheiro no banco fica à mercê de qualquer funcionário.
Outro aspecto em que, na fuga para a frente, ninguém pensa, é que o fim do sigilo bancário tem de ter pesos e contrapesos. Fiscalizar o fiscal é importante. Em Espanha quando, há uns 20 anos, acabaram com o sigilo bancário houve consequências interessantes. Primeiro, passou a ser o país desenvolvido que mais utilizava dinheiro vivo. Ou seja, as caixas do multibanco passaram a ser as mais utilizadas do mundo: tudo tinha de ser pago em notas. Experimente ir às compras e só pagar em dinheiro e verá a trabalheira que dá. Segundo, pequenas lojas deixaram de ter conta bancária, o que fazia as delícias dos ladrões de pequenas quantias. Terceiro, foi descoberto um gang de gente com ligações ao fisco, sediada em Madrid e Barcelona, que se entretinha a extorquir dinheiro aos incautos. Imagine que se descobre que, apesar de pagar os seus impostos, tem uma amante a quem presenteia regularmente com pagamentos que passam pela sua conta bancária. A chantagem é óbvia e fácil. E em todos os países e em todas as organizações há "maçãs podres". Em Espanha, onde não são meigos e a justiça vai funcionando, parou tudo na prisão. Felizmente.
Na fúria antes das eleições, agora tal como em 2004-5, ninguém percebe que o que pode interessar ao fisco são as entradas nas contas (valores a crédito) mas a privacidade de cada cidadão está, no essencial, onde gasta o dinheiro (valores a débito). Basicamente, a fuga ao fisco está no que se recebe e a nossa intimidade está onde se gasta, nos tratamentos de uma doença grave ou a ajudar um amigo ou em jantaradas. Mas o fisco não tem nada com isso. Este aspecto ninguém acautela e a destrinça não é feita.
Outra destrinça importante é que a protecção das pessoas e das empresas deve ser diferente. As pessoas têm intimidade que deve ser protegida, as empresas têm, quando muito, segredos comerciais. São valores bem diferentes e como tal deveriam ter protecções legais também diferentes.
Daqui a uns anos, com os chips nos automóveis, poderemos ter uma discussão parecida. Hoje vão ser colocados chips apenas para fins de controlo banais e está vedada a sua utilização para outros fins. Mas se houver um rapto de uma criança ou um assalto violento ou um assassinato? Quem vai ser contra que se utilizem os chips para outros fins? E se o chefe das secretas, daqui a dez anos, for amigo do primeiro-ministro? E se for ele o próprio chefe das secretas? A desvirtuação para vigilância indevida dos cidadãos, não coloca em risco a nossa liberdade? E se for eleito um tipo com tanto respeito pelos direitos humanos como Bush-filho? E se for ainda pior?
Num país que, ainda não há muitos anos, tinha uma ditadura e uma polícia política estes avanços contra a privacidade e a intimidade dos cidadãos são preocupantes. Com vias-verde, cartões de crédito e contas bancárias vasculhadas, câmaras de vigilância em tudo quanto é sítio, a nossa liberdade passará a ser uma benesse dos políticos no poder. Eu não acredito em benesses, prefiro garantias, regras e contrapoderes. Não percebo o comportamento do PS, que tem particulares responsabilidades nestas matérias. Tem, hoje, uma maioria absoluta e, no passado, foi o bastião da defesa da cidadania. A liberdade está em causa, hoje, porque estamos a criar as condições para que, amanhã, ela possa desaparecer. O Hitler também foi eleito.
escrito por ai.valhamedeus

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irreal quotidiano 11. MILIONÁRIO AMERICANO

Vem hoje no 24 horas que um milionário americano pretende arranjar noiva que seja bonita, elegante e inteligente. Para tal, as candidatas terão de enviar as suas características e pagar 18 euros. Se quiserem uma entrevista, a pretendente terá de pagar 38 euros
(trocando por dólares deverá ser, respectivamente, 25 e 50).
Há uns anos, um indivíduo ganhou muito dinheiro anunciando um livro com título “como ganhar dinheiro sem trabalhar”. O livro tinha as folhas em branco.

Aqui, o “milionário”, que estou em crer que ainda não é, não engana ninguém. Será milionário, quando acabar de receber uma série de curricula. E não engana porque, quando se decidir, já deve ser milionário. E a “felizarda” deverá ser esperta suficiente para ser uma das últimas a telefonar…

escrito por Carlos M. E. Lopes

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A CRISE FINANCEIRA

Leio e fico espantado (?). Barak Obama está fulo porque a administração de um banco à beira da bancarrota resolveu aplicar o dinheiro que recebeu do governo em pagamentos aos seus membros, como compensação dos serviços prestados e na compra de um avião de luxo.

Sempre ouvi dizer que a caridade começa por “nous même”.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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destaques [1] O QUE VAI MUDAR COM OBAMA

Obama tomou ontem posse como (novo) presidente dos EUA. Há quem esteja convencido de que algo vai mudar nos States.
Obama
[Leia aqui ou aqui]

Obama[Leia aqui ou aqui]

[o Ai Jesus! não carregou nem armazena qualquer destes ficheiros].

escrito por ai.valhamedeus

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O MEU BUSH ESTÁ MAL VISTO

Agora é o primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, que vem dizer que ordenou a Bush votar contra uma resolução no Conselho de Segurança da ONU, ao arrepio do que era suposto fazerem os Estados Unidos. Bush foi um mero joguete nas mãos dos seus falcões, agora palhaço nas mãos dos Israelitas. Que mais nos falta saber?

escrito por Carlos M. E. Lopes

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ANTI-PIRATARIA * 12. dossiê obama

[versão actualizada]

Que fique bem claro: no Ai Jesus!, somos todos contra a pirataria. A começar por mim, que aqui deixo a selecção de uma quantas publicações, em várias línguas, sobre a vitória de Obama

[ou os EUA de Obama].
Que fique bem claro que o objectivo é cultural: de divulgação. Deixo os links para descarga, mas apenas para o leitor verificar que vale a pena comprá-las.

Valeurs actuellesValeurs actuellesLe Nouvel ObservateurLe Nouvel Observateur
The ChallengeChallengeObama L'ExpressL'Express
Businessweek ObamaBusinessweekCourrier International ObamaCourrier International
Politis ObamaPolitisObama MarianneMarianne
Obama WSNewsWSNewsObama Le PointLe Point
Obama AudacityThe Audacity of HopeObama The EconomistThe Economist
Obama Der Spiegel

escrito por ai.valhamedeus

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BARACK HUSSEIN

ObamaFoi difícil, mas ganhou. Agora é que começa a festa. Prometer é fácil; o busilis está no cumprir.

Entre milhares de problemas, o novo presidente do mundo
[perdão, dos Estados Unidos de América]
tem que submergir-se imediatamente nas profundas águas de Guantânamo
[onde centenas de pessoas estão presas há 4 anos sem culpa formada e sem saberem quando e por que serão julgadas];
nas areias quentes do Iraque para decidir o fim dessa cruel e estúpida guerra decidida pela indústria armamentista e do petróleo; nas frias cavernas das montanhas do Afeganistão onde Bush sabe que não está Bin Laden.

Tem que decidir sobre um pacote de problemas relacionados com a economia: banca hipotecária, bolsa de valores, desenvolvimento/desemprego, serviço nacional de saúde.

Depois... Médio Oriente
[com Israel e Irão à cabeça],
América Latina
[esse pátio traseiro sempre tão maltratado]
onde vários países vão enviando sinais de que não abdicarão de buscar novos caminhos
[com aprovação ou desaprovação dos seus eternos amos do Norte],
como é o caso do Banco do Sul
[solução que os libertaria da ditadura do Banco Mundial e quejandos].
Creio que com isto já ele tem agenda pelo menos para os próximos quatro anos. Se os resultados forem bons, então terá outros quatro para inventar coisas novas.

Nada é impossível. Por agora só temos que lhe dar o benefício da dúvida.

escrito por José Alberto, Porto Rico

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A DEMOCRACIA "MADE IN USA"

Ao observar as longas bichas de estado-unidenses que avançam lentamente para os centros de votação, confirmo
[uma vez mais]
que este espectáculo é também ele responsável da ideia tão falsa como generalizada em Portugal
[basta ler alguns blogs e listas de discussão]
de que o maior país da América do Norte é o berço, a sede e a caixa-forte da democracia ocidental.

Os políticos dessa nação estão dispostos a tudo
[guerras de Iraque e Afganistão; guerras frias e quentes; golpes de estado como no Chile de Allende; controlo político e económico como em quase toda a América Latina, etc.]
para manter, exportar ou impor esta maravilha da política moderna.

Segundo rezam as enciclopédias e dicionários, a democracia está ancorada na ideia de que o poder reside no povo
[poder exercido através do voto]
que escolhe os melhores para o governarem.

A realidade supera a ficção: o povo dos Estados Unidos de América é um dos menos participativos.

Na realidade, o governo dos Estados Unidos é um dos menos representativos:
  1. Nas bichas que hoje nos mostram as grandes cadeias de televisão está uma ínfima minoria de cidadãos com direito ao voto.
  2. O que digam hoje os votantes importa muito pouco, porque…
  3. O poder real das eleições está nas mãos do «Colégio eleitoral», formado por um selecto e elitista grupo de 538 pessoas
    [nas eleições de 2000 o povo elegeu Al Gore, mas o Colégio Eleitoral achou que Bush seria mais conveniente. E Bush foi presidente].
Esta noite saberemos a quem os grandes interesses dessa nação entregaram a presidência do país. Porque a realidade é que o poder neste país continuará nas mãos das grandes corporações que controlam a indústria armamentista, a do petróleo e o mundo financeiro
[basta uma olhadela para a actual crise financeira para ver como os bancos, que se descapitalizaram para enriquecer os seus executivos, recebem agora bilhões de dólares para não irem à falência].
Democracia? Claro!

escrito por José Alberto, Porto Rico

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ANDA TUDO MAL... -11- e cada vez pior!

Isto nunca andou tão mal: se os EUA andam mal, como é que não andará o resto do Mundo?!
Palin

É que os EUA andam mesmo mal! Aqui está uma prova:
Agora... pergunto eu: 150 mil dólares
[22 mil e tal contos em dinheiro a sério]
para vestir, calçar e arranjar o cabelito da número 2 do candidato McCain é assim tanto? é alguma coisa do outro Mundo? Se alguém pudesse entender que sim, deixaria de entender ao saber que a roupa e os acessórios  em causa serão oferecidos a instituições de caridade depois das eleições de 4 de Novembro. Pense-se só nisto: provavelmente alguns pobrezinhos irão vestir-se com os adereços oferecidos
[alguns deles nunca terão posto umas joiitas mesmo baratuchitas nem vestido uns vestiditos de chita. Mas agora, graças à generosidade do Partido Republicano e às ideias luminosas da sua Sarah, vai ser possível. Se esse gajo português que a gente sabe sabe disto, ainda vai aproveitar o exemplo para as próximas campanhas eleitorais em Portugal: depois até poderá oferecer os despojos à Casa Pia ou qualquer coisa assim...].
escrito por ai.valhamedeus

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rapinados 12. CONFIRMADO: ISTO 'TÁ MAL!

Veja de Outubro de 2008Tendo-lhe interessado o conteúdo da revista

[nº 2080, deste Outubro que está a chegar],
pode matar a curiosidade AQUI.

escrito por ai.valhamedeus [com um abraço de parabéns para a Gabriela, que hoje tem o dia mais feliz de Setembro e de modo nenhum repete o poeta, que escreveu: "O dia em que eu nasci morra e pereça"]

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