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OLIMPÍADAS: MAIS DO QUE COMPETIÇÕES DESPORTIVAS

 A 41ª edição do podcast Clássica Mente é dedicada aos Jogos Olímpicos. Embora o pretexto sejam os Olímpicos de 2024, em Paris, o tema são os jogos olímpicos em geral. As Olimpíadas. Com interesse particular pelas áreas culturais, com destaque para a música.

  • A história e as histórias por trás do hino dos Jogos Olímpicos; de alguns hinos nacionais; de outros hinos e outras músicas (como o Hino do Imperador de Haydn)…
  • A paz e a união entre os povos e as dificuldades para as concretizar (o exemplo dos Jogos de 1936, em Berlim; a propósito: as relações entre Richard Strauss e o regime nazi)…
  • Os Jogos são, sempre foram, mais do que competições desportivas…

Mais informações (e a possibilidade de ouvir), aqui: https://omeubau.net/olimpiadas-mais-do-que-desporto/

escrito por ai.valhamedeus

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curtas 17 NATAL E SPORTING

Se alguém me diz que as alterações climáticas são uma treta, vou-lhe ao focinho.

Onde se viu o Sporting, no mês de Natal, em primeiro?

escrito por Carlos M. E. Lopes

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CR7? MARIMBANDO...

Tenho amigos que não entendem que eu não vibre rigorosamente nada com as notícias relacionadas com Cristiano Ronaldo, mesmo quando são assim:


Apelam ao meu sentimento nacional(ista), que ele é português que isso dá fama a Portugal que não sei mais o quê... mas eu, nada! CR7 não passa de um puto que ganha milhões por saber dar uns xutos na bola -- e isso a mim interessa-me tanto como zero ou talvez menos do que zero.

O que me faz vibrar e sentir orgulho são notícias como esta:



escrito por ai.valhamedeus

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CR7 PARA O PANTEÃO


Este miúdo é sério candidato a um lugarzinho no Panteão. Se o Eusébio mora lá -- e a Amália, também... ambos sem terem sido gente de negócios, sem hotéis, sem ginásios e sem canais de tv...

Se me é permitido sugerir -- eu acharia bem que o colocassem entre o Eusébio e a Amália. Sempre se divertia a fazer truques de pés ao Eusébio e a acompanhar a Amália num desafinado I wish you a Merry Christmas.

escrito por ai.valhamedeus

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O CIRCO E OS PALHAÇOS

À conta do Euro/2016, o país transformou-se num autêntico circo. Nas redes sociais, então...

Há mesmo quem jure que se cumpriu Portugal.

Tratando-se de um circo gigantesco, não poderiam faltar os palhaços. E há mesmo, pelo ridículo, candidatos a palhaço-mor.


escrito por ai.valhamedeus

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A RETROSPETIVA DE JORGE JESUS


Sobre a "pressão" do Vitória de Guimarães
("provisoriamente" a liderar o campeonato), 
diz o grande líder do SLBenfica:
Se se fizer uma retrospetiva para trás...
Ainda bem que é nesse sentido! olha se era para a frente...

escrito por ai.valhamedeus

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O LAMPEIRO


Hey! hey!

Nasceu uma nova classe no futebol português: o LamPeiro (cruzamento de lampião com tripeiro)

De todos os sinónimos, retenho dois:
  • intrometido, porque o Luís Duque acabou por ver intro-metida uma candidatura à qual não se fez e da qual não sabia, duas horas antes;
  • serôdio (quem mais se pode aproximar do LamPeiro, em termos de imagem, que um dos grandes ícones da infância da geração "25 de Abril": o Guarda Serôdio dos amigos de Gaspar)?

    Já dizia ele, ninguém entra! Nem ninguém sai...fica tudo na mesma.

escrito por ai.que.me.foram.ao.bolso.outra.vez.com

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RECEBIDO POR EMAIL -140- alemanha-portugal



escrito por ai.valhamedeus [com um abraço para o Hernâni]

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O JUDO E A VIDA


O "princípio estratégico fundamental" do judo (digo eu, que disso não sei nada) aplica-se também maravilhosamente à vida.

Quando alguém me empurra, a tendência é empurrá-lo em sentido oposto: e temos o jogo do empurra-empurra. O judoca, ao contrário, aproveita a força do adversário que me empurra e puxa-o no mesmo sentido, para o vencer.

O que é que isto tem que ver com a vida?, perguntar-me-ão. Sei lá...

escrito por ai.valhamedeus [ilustração rapinada daqui]

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QUANTAS ALMAS TEM PORTUGAL?


Quando Amália morreu, levei porrada em blogues vários por discordar de "posts" e comentários que choravam a morte da alma de Portugal. Vejo agora que, afinal, Portugal tem várias almas.

escrito por ai.valhamedeus

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EFEITO PIGMALIÃO


Publicitando a notícia da vitória do Real Madrid sobre o Rayo Vallecano, uma televisão portuguesa destacava-a, esta semana, com o título
"Ronaldo foi decisivo no regresso do Real Madrid às vitórias, na presente temporada da Liga".
Depois, na notícia, viria a saber-se que Ronaldo marcou, por penalti, o segundo dos dois golos do Real, que ganharia o jogo por 2-0. E eu perguntei-me: mas Ronaldo foi decisivo porquê?

A "resposta" é uma coisa que chama efeito de Pigmalião. A expressão designa o que, segundo alguns estudos, acontece nalgumas salas de aula: o rendimento dos alunos verifica-se de acordo com as expectativas dos professores; os alunos que os professores acham com boas probabilidades de ter  rendimento escolar são os que têm melhores notas -- e os alunos que os professores acham que têm menos menos probabilidades de ter bom rendimento acabam por apresentar dificuldades. Tudo isto, independentemente das capacidades reais dos alunos.

É assim que se explica que o golo de Ronaldo tenha sido decisivo, mesmo que, sem ele, o Real tivesse igualmente vencido.

escrito por ai.valhamedeus

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LUISÃO, UM ABRAÇÃO!

Os alemães deitaram os portugueses ao chão e aí estamos nós, de pernas para o ar, a espernear com dores.

Luisão, jogador do Benfica, pôs um alemão de pernas para o ar e os portugueses aplicaram a Luisão um castigo de dois meses. A levar a sério, fazendo uma regra de três simples, vejam quanto mereciam os alemães...

escrito por Carlos M. E. Lopes

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EUSÉBIO, 70 ANOS

Faz, hoje, 70 anos Eusébio da Silva Ferreira, o melhor jogador português de todos os tempos, porque jogou na melhor equipa do mundo do seu tempo: Benfica!

Na segunda-feira, era um reboliço na Tia Matilde. Judite de Sousa entrevistava Eusébio à mesa, Cecília do Carmo esperava a sua vez para entrevistá-lo no bar para a RTP. Na sala, almoçava Medina Carreira com um advogado; noutra, Almerindo Marques, o homem das estradas de Portugal, fazia o mesmo, tendo sido efusivamente cumprimentado por Judite de Sousa, sua antiga empregada e que cumprimentou também Medina. Noutra Rúben Carvalho meditava em como se ver livre de uns certos professores na Festa do Avante e observava toda aquela azáfama. Numa mesa, irradiando charme, o histórico do MRPP, Carlos Paisana, com a mulher, autora de muitos murais do MRPP, a Rosário Félix, devorava um pato com arroz e beberricava um Duque de Viseu.

Tudo isto rodeado de muitas câmaras, cabos, projectores e a simpatia de sempre do Sr. Emílio que, com mais de 90 anos, lá se mantém à frente do Restaurante.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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LITERATURA E... NOBEL FUTEBOL

Inesperadamente, ou talvez não, Vargas Llosa, aos 74 anos, foi atropelado pelo Prémio Nobel da Literatura. A Academia, parca em palavras, foi adiantando uma justificação, também ela inesperada. Na língua de Cervantes
[e de Llosa]
a minudência telegráfica teve este recorte: "Por su cartografía de las estructuras del poder y sus mordaces imágenes de la resistencia individual, la revuelta y la derrota". Sem mais!

O jornal A Bola, que goza da fama
[e até do proveito]
de ter colaborado na instrução de várias gerações de indígenas, não perdeu a oportunidade de recuperar um texto [1982] do laureado com uma curiosa teoria sobre… o futebol.
«Há uns anos ouvi o antropólogo brasileiro Roberto da Matta dizer que a popularidade do futebol resulta da legalidade, igualdade e liberdade que lhe subjaz. Trata-se dum argumento ao mesmo tempo inteligente e divertido. Para Da Matta o povo vê o futebol como uma sociedade modelo, governada por regras claras e simples, que toda a gente compreende e que, se violadas, levam ao castigo imediato dos prevaricadores. Um campo de futebol é um espaço igualitário que exclui todos os tipos de favoritismo ou privilégio. Na relva marcada por linhas brancas, uma pessoa é avaliada pelo que é: pela sua habilidade, dedicação, imaginação e eficácia. Nomes, dinheiro e influência não contam quando chega a hora de marcar golos e receber aplausos ou apupos. O futebolista exerce o único tipo de liberdade que a sociedade permite aos seus membros: fazer tudo o que lhe apetece, dentro das regras. Será isto — a secreta inveja, a nostalgia inconsciente dum universo que é a antítese daquele em que vivem — que para Da Matta arrebata multidões.
Pode esta teoria ser verdadeira?
[…]»
[Jornal A Bola, 8 de Outubro de 2010]

escrito por Jerónimo Costa

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MUITO BREVES – BREVÍSSIMAS

A propósito do texto sobre o futebol escrito por (o) ai.valhamedeus, que se sobrepôs à feira de São Mateus, o futebol e não o autor do texto, bem entendido, eu que até nem gosto de futebol e fico toda arreliada quando nas notícias o locutor faz aquela brevíssima apresentação: e agora o desporto, e bimba lá vai uma notícia extensíssima sobre futebol. Nunca falha! Como a morte e os impostos. Death and taxes, remember?

Pois, o nosso colega Luís Martins, professor de Filosofia, e o escritor Miguel Real, que são uma e a mesma pessoa, diz deste desporto, onde estamos fartos de ganhar troféus, como se sabe (lol): o futebol é um dos elementos mais conservadores da Europa. O futebol separa as nações em vez de as unir.

E olhem que ele sabe da poda. Tem vários anos de estudo sobre o velho continente.

Não comecem é já a disparar para todos os lados, como os dois jovens no filme “Gomorra”. Leiam antes o que ele escreveu.

escrito por Gabriela Correia, Faro

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NOTAS QUEIROZIANAS

Pois claro!
Notas queirozianas

[também ao cuidado do emérito Carlos Lopes].
Há muito que um texto não me tirava do sério. Há muito que não me via a rir, de modo tão espontâneo e sonoro, como aconteceu neste automático labor de juntar as letras que dão corpo à crónica do MAP. E quando assim é, já que pela poesia é que vamos, como bem [en]canta o Sérgio Godinho: “espalhem a notícia” e não esqueçam, à mesa, cardápio na mão, cuidado se optarem pelo polvo, admirem-se se vier uma nuvem, ou um terramoto, tanta faz. Esperem pela conta!

Manuel António Pina
Há algo de desconcertantemente poético na relação do seleccionador nacional Carlos Queiroz com a língua portuguesa. A frase "Para mim, polvo significa o mesmo que nuvem" com que se defendeu da acusação de ter injuriado o vice-presidente da Federação de Futebol chamando-lhe "cabeça do polvo" (ou seja, o mesmo que "cabeça da nuvem") merecia mais do que o "Jornal da Noite" da SIC e poderia ter sido o título do inconcluso "Terceiro manifesto" se Breton tivesse vivido mais uns anos. Pois que outra representará melhor que ela o "funcionamento real do pensamento (...) na ausência de qualquer controlo exercido pela razão e fora de qualquer preocupação estética ou moral" (principalmente "fora de qualquer preocupação estética ou moral")? Agora já ninguém se surpreenderá que, durante o Mundial da África do Sul, "extremo" significasse, para Carlos Queiroz, o mesmo que "ponta-de-lança". Ou que a expressão "talvez deselegante" com que classificou a sua referência às partes genitais externas da mãe do presidente da Autoridade Antidopagem signifique, para Carlos Queiroz, o mesmo que "extremamente ordinária".
[JN, sexta-feira, 3 de Setembro (dia do Portugal / Chipre em piloto-automático)]

escrito por Jerónimo Costa

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QUEIROZ E MADAÍL

Carlos Queiroz tem razão na actual situação com a Seleção. O Queiroz, para mim, não é um bom treinador, mas, se o querem mandar embora, devem ter coragem de o dizer. Agora, seja qual for o desfecho desta embrulhada, o Madaíl também deve sair.

A situação na Seleção é insustentável. Tem algum jeito suspender o treinador numa fase em que há jogos de apuramento? É como prender o piloto de uma avião em pleno vôo...

escrito por Carlos M. E. Lopes

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CONTINUAMOS A PERDER

Às Caraíbas não se vem só para passar férias. Alguns vêm por trabalho e outros para praticar desporto. O fim de semana passado esteve em Porto Rico a seleção nacional portuguesa de voleibol para disputar um dos últimos lugares disponíveis para o próximo campeonato do mundo. Tratava-se de um mini-torneio de fim de semana. Um jogo na sexta e outro no sábado. Portugal regressou a casa com duas derrotas. Porto Rico deverá enfrentar-se agora à seleção da China. Quem ganhar, irá ao baile.

A seleção portuguesa jogou mal. Muito mal. Pareciam assustados. Não era certamente a seleção que a imprensa porto-riquenha apresentou como de muito valor e com muitos méritos.

Fica-se sempre com a boca a saber a papel de música quando os nossos perdem. Mesmo que seja só um lugar no campeonato mundial de Volei.

escrito por José Alberto, Porto Rico

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O MUNDIAL DE FUTEBOL FOI SALVO

O Mundial de futebol é uma operação de markting sem paralelo. Adidas, Puma, etc., dezenas de multicionais fazem do Mundial de Futebol aquilo que ele é: uma enorme campanha publicitária envolvendo milhões e milhões de euros
(ou dólares).
As nossas televisões, enquanto vão dizendo quantas vezes Ronaldo foi à casa de banho, lá vai publicitando o Modelo/Continente, a GALP, a Sagres, etc.. O contribuinte paga, claro, e vai passando a mais despudorada publicidade disfarçada de informação.

O perigo deste mundial era se os países africanos chegassem à parte final. Aí, sim, o espectáculo esmorecia. Mas não, à parte final chegam três equipas europeias e a receita está garantida. Imaginemos o dia
(como sucedeu com o meio fundo e o fundo no atletismo)
em que os países africanos, com um rendimento per capita miserável, chegam às finais. Que escândalo! Lá se vão as receitas, o desinteresse das televisões europeias, e a Nike perde milhões... o "desporto" sai castigado e a "emoção" sai frustrada.

Com três equipas europeias na fase final, o circo "go on".

PS - A equipa portuguesa, com um só jogador do Benfica
(ainda que o melhor),
não podia ir muito longe.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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ZOOM [60] - eu cá sou do Paraguai

Deste Mundial é que eu gosto...

[outras adeptas]

escrito por ai.valhamedeus

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