escrito por Carlos M. E. Lopes LEIA O RESTANTE >>
APOLINÁRIO E BOTELHO
escrito por Carlos M. E. Lopes LEIA O RESTANTE >>
MACÁRIO, EM JEITO DE BALANÇO
[ainda que as coisas negativas não tenham expressão, se comparadas com o que mexeu na cidade].
[e penso que o Rui irá ganhar]
escrito por Carlos M. E. Lopes LEIA O RESTANTE >>
CAMPANHA ELEITORAL
“O que mais me agrada, nesta campanha é encontrar pessoas e sentir os seus anseios e inspirações...”.Assim é que é! Inspirações poéticas? O candidato não esclarece.
escrito por Carlos M. E. Lopes LEIA O RESTANTE >>
OS DINOSSAUROS AUTÁRQUICOS
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ZOOM [41] - flintstone ruas
[nós comentámo-la aqui],
escrito por ai.valhamedeusGEDEÃO E AS PISTOLAS DE PLÁSTICO

Porto de Mós 31-12-2008
Câmara oferece pistolas de plástico a alunos do primeiro ciclo
Texto de Carlos S. Almeida
Uma pistola de plástico. Este foi o presente de Natal da Câmara de Porto de Mós a alguns alunos do primeiro ciclo do concelho. No início de Dezembro, a autarquia ofereceu uma ida ao circo, complementada com um pequeno presente. Entre os brindes entregues às crianças estavam pistolas de plástico, usuais nas brincadeiras de Carnaval.
O caso não agradou a alguns encarregados de educação. Célia Sousa, presidente da associação de pais da escola e jardim-de-infância do Juncal, e deputada municipal do PS, considera que este não é o brinquedo mais “correcto” para uma entidade pública oferecer. “Não é nenhum drama, mas entendo que a oferta de brinquedos deste tipo deve ser da esfera privada”, considera. O problema, entende, “é ser uma entidade pública a oferecê-la”. Aliás, confessa que num primeiro momento desvalorizou o facto. O seu filho foi contemplado com uma dessas pistolas mas o drama foi mesmo a pistola não funcionar, para desgosto da criança. Posteriormente, foi abordada por uma encarregada de educação que a alertou para a natureza do presente natalício. O marido, Luís Malhó, presidente da Assembleia Municipal de Porto de Mós, eleito pelo PSD, considera que se trata de “uma prenda de mau gosto”, entendendo que faria mais sentido “presentear as crianças com outros brinquedos”. Ainda assim, faz questão de frisar a necessidade de relativizar a questão, visando evitar que se entre em “histerias colectivas”. E não se furta a brincar com a fraca qualidade do presente: “era uma arma de plástico que nem sequer funcionava”.
Helena Arcanjo, coordenadora do primeiro ciclo do Sindicato de Professores da Região Centro, entende que o caso é sério. “É lamentável que um município tenha tido a infeliz ideia de escolher um brinquedo que embora faça as delícias dos rapazes, leve a brincadeiras com indícios de violência”, refere. Para esta responsável, a autarquia deveria ter escolhido um brinquedo com funções didácticas. Perante a falta de recursos que atingem as escolas, faria sentido oferecer brinquedos que pudessem ser um auxílio nas actividades de enriquecimento curricular. Afinal, “é nestas idades que se desenvolvem comportamentos de bullying, devendo ser as entidades públicas a dar o primeiro exemplo”, reforça.
Já o Agrupamento de Escolas de Porto de Mós escusa-se a comentar o caso. Fonte do conselho executivo daquela entidade adiantou desconhecer a natureza dos presentes entregues às crianças, adiantando não ter recebido qualquer queixa.
Presente pouco natalício. Uma arma em plena festa religiosa? Para Isidro Alberto, pároco de Porto de Mós, esta é uma medida “anti-pedagógica”. É, entende, “levar as crianças a praticar violência simbolicamente”. O religioso soube pelo REGIÃO DE LEIRIA a natureza dos brinquedos oferecidos e adiantou que “se Cristo trouxe a paz entre os homens para que vivam pacificamente, usar armas que simbolizam a guerra e a violência é anti-natalício e desumano”.
Responsável pela pasta da Educação na Câmara de Porto de Mós, o vereador Rui Neves confrontado com o caso limita-se a adiantar: “não comento”. Adiantando que instituições de vários concelhos da região também ofereceram presentes semelhantes provenientes da mesma fonte – os brinquedos foram o resultado da compra de produtos de uma empresa que faliu – recusa qualquer declaração suplementar sobre o caso.LEIA O RESTANTE >>
A ENTREVISTA DE JOSÉ SÓCRATES
Para os incautos, o que quer dizer IMI? Saco de um livro da Almedina e que diz? CIMI, vulgo IMI. Código de Imposto Municipal sobre Imóveis. Isto é, um imposto municipal, receita dos municípios. O que é que, então, o Sócrates baixa? o imposto que não é dele. Brilhante. Razão tem o árabe de Viseu em se sentir lesado. Caramba, isto é demais.
escrito por Carlos M. E. Lopes LEIA O RESTANTE >>
MACÁRIO E OS COMBUSTÍVEIS EM ESPANHA
(é o que se diz a torto e a direito).Se é mais barato em Espanha, há que ir a Espanha. É o que fazem milhares de portugueses todos os dias. E basta ir a Ayamonte…
escrito por Carlos M. E. Lopes LEIA O RESTANTE >>
A SERENIDADE DO SR. ESCUSA
O Sr. Escusa
[mais conhecido como presidente da república portuguesa]desta vez não se escusou a ter opinião e fez um apelo veemente à serenidade de professores/sindicatos e governo. Se me não engano, o que Cavaco entende por serenidade significa acabar com a agitação que os profes têm posto na rua. Ou seja, laisser passer a concretização das humilhações socretinas aos professores e à escola pública democrática.
Não tendo sido para responder ao Sr. Escusa, Mário Nogueira acaba de dar a resposta, na RTP 2: os professores estão serenos
[trabalham durante o dia e manifestam-se depois do trabalho ou no fim de semana].E vamos continuar, digo eu, a serenamente recusar a serenidade a que Cavaco apelou
[mesmo que um tal burgesso ignorante de nome Valentim Loureiro e um tal presidente da Confap elogiem a dona Lurdes, à dona Lurdes estes elogios assentam-lhe muito bem. Fique lá com eles!].Essa serenidade, nunca!, enquanto não mudar esta política pê-èsse.
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
ANDA TUDO MAL... -7- explosão social
Isto continua tudo muito mal...
- Cristiano Ronaldo continua a interessar a muitos clubes de futebol. Tanto que o Manchester está a pôr a hipótese de lhe pagar 800.000 euros por mês para ele não fugir para outro clube, até 2014. Considerando um valor de salário mínimo de 426 euros, aquele valor mensal daria para pagar, se a minha calculadora não falha, quase 1878 meses de salário mínimo a um trabalhador. Ou seja, 156 anos. Ou seja, 2 vidas de trabalho... pelo preço de um mês.
Pobre Manchester! Quanto não sofre um clube!... - José Sá Fernandes, vereador da Câmara Municipal de Lisboa, esteve há pouco na Sic Notícias. Ouvi só a parte final da sua entrevista: o suficiente para ficar a saber que, se o vereador não mente, o famoso restaurante Eleven paga à Câmara um aluguer de 500 euros pelo espaço que ocupa
[em "localização fabulosa", apregoa o sítio do restaurante na Internet].
Compreende-se a filantropia da Câmara para com a sociedade dos 11 amigos que criaram o Eleven "por amor à gastronomia", como apregoa o seu sítio na Internet. Porque a vida está feia para toda a gente, incluindo para o restaurante do ex-bastonário da Ordem dos Advogados[recente aquisição do pê-èsse da autarquia de Lisboa]
e amigos. Estou mesmo convencido de que isto está tudo tão mal que os preços elevados das refeições seriam insuficientes, para haver algum lucrozito, sem esta ajudinha do preço baixo da renda. - A coisa está tão mal que até um tal general Garcia Leandro, Director de um tal Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, depois de escrever um texto explosivo no Expresso, veio
[dando uma no cravo e outra, na ferradura, que é como quem diz atacando os partidos e defendendo-os, atacando o governo pê-èsse e defendendo-o]
denunciar a ligação "despudorada" entre o poder político e o económico e prevenir contra o perigo de uma "explosão social". Um dia destes, alertava eu para o perigo de isto estar a mudar. O general confirma: isto anda mesmo tudo muito mal.
DIZCIONÁRIO [61 notícia]
Notícia, diz o Houaiss no seu dicionário, é “informação a respeito de acontecimento novo”. No Público noticia-se que
Autarca critica governoInformação é. Mas onde está a novidade? É isto notícia?
escrito por Carlos M. E. Lopes LEIA O RESTANTE >>
O COMÉRCIO TRADICIONAL
COMPRAR NO COMÉRCIO TRADICIONAL PARA NÃO DEIXAR MORRER A(S) CIDADE(S)
Curiosamente, Fernando Ruas acaba de se desculpar com “as leis de mercado e de estabelecimento defendidas pela União Europeia”, pela proliferação de grandes superfícies no concelho de Viseu. Revelando ter mais de 10 pedidos para abertura de grandes distribuidores, o presidente da CMV, apesar de achar que “o panorama é comum ao resto do país”
(na verdade, Viseu está em vias de se tornar a cidade portuguesa com a maior densidade comercial, segundo dados da Associação Comercial do Distrito),pela primeira vez questiona-se se haverá mercado para tantos empreendimentos
(ler Diário de Viseu).Mas, Ruas não pode, agora, atirar todas as responsabilidades para cima da Direcção Regional de Economia
(como parece ter feito, de acordo com a notícia),porque a actual Lei nº 12/2004, de 30 de Março, faz depender as autorizações de instalação do parecer prévio de uma comissão presidida pelo presidente da Câmara ou um seu representante.
Fernando Ruas não só ficará nos anais de Viseu como o “exterminador implacável do pequeno comércio”, como também deverá ser responsabilizado pela expulsão dos moradores do centro da cidade
(e não só do centro histórico)para a periferia, pela ausência de uma estratégia urbanística e de reabilitação atempada do casco histórico, pela sujeição aos interesses imobiliários
(geradores de taxas e impostos municipais),por uma política errada de mobilidade, que retirou o direito dos moradores e dos comerciantes ao estacionamento. A Rua Formosa, a Rua do Comércio e metade da Rua Direita já só têm dois ou três moradores. Sem gente não pode haver comércio. Naquelas artérias só há vida no rés-do-chão das lojas. Mas daqui a poucos anos, como já acontece hoje nas cidades do Canadá, como Toronto, inundadas de grandes superfícies, serão as lojas a ficar entaipadas.
Como disse José António Silva, presidente da Confederação do Comércio Português, numa reunião com associados da Associação Comercial do Distrito de Viseu, na passada segunda feira, para discutir a Crise no Comércio e o seu previsível agravamento com o novo regime de licenciamento comercial e de liberalização de horários, a área comercial duplicou em relação a 2005, mas o desemprego aumentou”. Portugal, que tem um poder de compra 32% abaixo da média europeia (68%), já tem um horário de abertura ao consumidor (84 horas semanais) superior à média europeia (72 horas). Só em três países europeus o comércio abre ao domingo e na Alemanha encerra até mesmo ao sábado à tarde. Mas basta irmos até Espanha. Castelo Branco tem mais grandes superfícies do que Cáceres, que tem quatro ou cinco vezes mais população.
Um estudo apresentado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços, conclui que o trabalho precário nos centros comerciais da área metropolitana do Porto atinge 43% dos trabalhadores, alguns com recibos verdes e contratos a prazo há uma década, e 26,5% a descansar apenas um dia por semana (1,2% nem sequer isso), enquanto 9,5% trabalham mais do que as 40 horas semanais estipuladas por lei, havendo casos de não pagamento de horas extraordinárias. Nada que me surpreenda quando já tive oportunidade de denunciar, há uns anos atrás, que 19 empregadas do Modelo de Viseu tiveram de recorrer a um abaixo assinado para exigir o pagamento de horas extraordinárias.
A grande distribuição criou 4 mil empregos, em 2006, mas provocou a perda de 24 mil. Desde 2005 que o saldo negativo é de 54 mil postos de trabalho extintos.
Esta é também uma questão de cidadania. Comprar no comércio tradicional é não só dar vida às cidades, como também contribuir para uma economia sustentável.
escrito por Carlos Vieira LEIA O RESTANTE >>
FARO: JOSÉ APOLINÁRIO, PRESIDENTE
José Apolinário, olhanense, presidente da Câmara Municipal de Faro, já arranjou um cognome que vai ser difícil que lho tirem. Mercê da sua inércia, já é conhecido pelo “prisão de ventre”. Porquê? “Nem merda faz”.
escrito por Carlos M. E. Lopes
FERNANDO RUAS EM EXCESSO DE VELOCIDADE
Fernando Ruas ia em excesso de velocidade e foi mandado parar pela brigada de trânsito. O governador civil de Viseu estava presente e mandou Fernando Ruas em paz. Sem o identificar, diz o jornal.
Pensava eu que o edil tinha “corrido” a brigada à pedrada, mas não. Bem prega frei Tomás…
escrito por Carlos M. E. Lopes
A ZEZINHA E OS CHINESES
Maria José Nogueira Pinto fez algumas considerações sobre a baixa de Lisboa e saiu-se com aquela de que não quer lojas de chineses na baixa. A Zezinha
(como lhe chamam aqueles que gostam dela e aqueles que não a gramam, como eu)acha que a invasão amarela é um perigo para a raça. Podem contaminar, vulgarizar a baixa e torná-la perigosa para as nossas gentes.
Acho bem, Zezinha. Desta vez superaste-te. Ainda bem que o Costa te foi buscar ao baú da história e te deu a importância que tu mereces. És tão querida…
escrito por Carlos M. E. Lopes LEIA O RESTANTE >>
SEGUNDAS FILAS
Desde manhã cedo, já ouvi hoje várias versões de noticiários
[em várias estações de rádio, na tv...].Só me lembro de uma notícia comum: António Costa
[o ex-governante pê-èsse, actual autarca pê-èsse e provável futuro líder pê-èsse]determinou lançar, a partir de hoje, um gigantesco (?) combate ao estacionamento em segunda fila.
É o estilo do governo pê-èsse transposto para a autarquia de Lisboa. O estacionamento em segunda fila implica, indecentemente, desrespeito pelos outros? claro que sim! O estacionamento em segunda fila é intolerável? claro que sim! Para o combater, a notícia, em vez de
António Costa declara tolerância zero ao estacionamento em segunda filapoderia ser
António Costa apresentou projectos de construção de novos parques gratuitos (?!) de estacionamento.A grande diferença entre a primeira e a segunda medida é que a primeira, sem deixar de ser "populista", dá euros
[e os autarcas, por norma, são bombas sugadoras de euros]....E lembro-me de um cartaz espalhado por um outro autarca social-democrata
[não menos social-democrata de que este Costa social-democrata],Fernando Ruas, na cidade onde é quase-rei. Dizia: "Estamos a resolver o problema do estacionamento na cidade". E resolveram. Bastou introduzir, em praticamente todo o espaço citadino, uma "figura" até então inteiramente nova na zona: a do parquímetro.
Estes social-democratas... valha-me Deus!...
escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
O DN E O MACÁRIO
O DN, a semana que passou, resolveu atribuir privilégio de primeira página - como se o assunto a tal se prestasse - a uma acusação feita pela Drª Teresa Sequeira de um presumível assédio sexual pelo Engº Macário Correia.
O DN não anda bem e sabemos que a chamada silly season é propensa a frivolidades. Vamos ler a notícia e vemos que uma funcionária da CMT acusa o presidente da Câmara (Macário Correia) de a ter assediado sexualmente. Eu conheço as personagens em causa e penso que a Drª Teresa não merece um tal ataque... a ter acontecido.
O que me preocupa é que tal notícia tenha honra de primeira página. Porque de notícia se trata: a senhora acusa mesmo o engenheiro de a ter tentado seduzir. Se a tentou é que não se sabe...
Esta notícia coloca vários problemas. O primeiro é o de saber o que anda a fazer um jornal centenário, como o Diário de Notícias, com notícias deste jaez na primeira página.
O segundo é o que preocupa a imprensa escrita nesta época, quando na Europa se discutem outros problemas, nomeadamente a polémica proposta de Sarkozy de castrar os pedófilos.
Por último, como descalça esta bota Marques Mendes, que defende o afastamento de todos os políticos que se vejam acusados e sabendo que Macário Correia é porta voz da sua candidatura à liderança do PSD e é, neste momento, vice-presidente do PSD.
Um imbróglio.
escrito por Carlos M. E. Lopes
OS MATRIARCAS
Não resisto a transcrever, em parte, este texto de Aurélio Lopes, sociólogo e professor na Escola Superior de Educação de Santarém. E autor de livros como "Tempo de Solstícios".
E boas férias!
OS MATRIARCASescrito por Gabriela Correia, Faro LEIA O RESTANTE >>
Como animal social que é, o Homem assume vivências hierarquizadas nas suas interacções grupais entre indivíduos de funções e estatutos, necessariamente, diferenciados. Em muitas sociedades animais, os indivíduos de prestígio superior detêm, igualmente, claros privilégios na relação com os seus parentes de menor estatuto. Ocupam o melhor lugar no território do grupo: o mais central, o mais elevado! Comem e bebem primeiro, melhor e, principalmente … mais!(…)
Em grupos mais alargados são usualmente fêmeas: "axis mundus" em redor das quais se dispõe o bando, se estabelece a teia de relações e se movimentam adesões e rejeições. São matriarcas, distantes e impassíveis. Inacessíveis ao comum dos indivíduos!
Como nos fazem lembrar personagens autárquicas que conhecemos por esse país fora!! Personagens em que, passados os enfáticos tempos eleitorais, os populismos militantes (feitos de beijinhos a criancinhas amorosas e a velhinhas adoráveis) se esvaem como por milagre.
Apressam, então, em rodear-se de um círculo de burocracias e dificuldades, obstáculos e empecilhos, que tornam o acesso às mesmas bem mais difícil que ao Papa! Reduz-se este ao círculo privado de amigos e conhecidos. E aos amigos dos conhecidos! E aos conhecidos dos amigos!
Colocam-se assim, num pedestal difícil de alcançar e que obriga, ainda, os suplicantes a olhá-los, humildemente, de baixo para cima.
O acesso torna-se, ele próprio, condição e consagração de estatuto. E se com Deus e os santos podemos, pelo menos, falar directa e imediatamente, aqui só com audiência marcada! Marcada a perder de vista, adiante-se! Destinada a fazer perder a vontade e a paciência!
E mesmo que esta não fraqueje, que a necessidade mais ou menos imperiosa a isso obrigue, pode sempre surgir uma urgência de última hora, lamentável com certeza, mas inultrapassável!
O senhor vereador não está disponível! Está em reunião. Não, não sei quando acaba! Sim, acho que vai demorar! E depois tem de ir a uma recepção. Aliás, já está atrasado! Sim, é uma pena! Tente mais tarde.(…)
É claro que estas atitudes, impróprias de quem, com certeza, está na política por “espírito de missão”, seriam perfeitamente desnecessárias se não existissem os “chatos” dos tais munícipes!
Sim! Por que raio é que os municípios hão-de estar sempre “infestados” de munícipes?
Que praga!! O Vaticano, por exemplo, não tem população, e não consta que se esteja a dar mal!



