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O CIRCO E OS PALHAÇOS

À conta do Euro/2016, o país transformou-se num autêntico circo. Nas redes sociais, então...

Há mesmo quem jure que se cumpriu Portugal.

Tratando-se de um circo gigantesco, não poderiam faltar os palhaços. E há mesmo, pelo ridículo, candidatos a palhaço-mor.


escrito por ai.valhamedeus

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LÁ COMO CÁ...

Zapatero

A primeira página do El Pais de hoje traz uma afirmação de Zapatero assaz curiosa. Diz-se aí que
"o interesse de Espanha está acima do interesse do partido".
Não é a primeira vez que leio uma coisa destas. Pensava eu que o interesse do partido
(de qualquer partido)
fosse sempre o interesse do país
(de qualquer país)
e, por isso, nunca haveria conflito de interesses. Mas não. As coisas não são asim. O partido tem interesses que não coincidem com os interesses do país. Mais. Se não fosse a crise financeira e económica existente, o Sr. Zapatero continuaria, cantando e rindo, a defender os interesses do partido, borrifando-se para os interesses do país. O que dirá o nosso homem, que tudo prevê, tudo acautela?

Já o Sr. Presidente da República aprova o casamento homossexual para não desviar a atenção dos portugueses dos verdadeiros problemas, como se a aprovação da lei sobre o casamento dos homossexuais não fosse, também ela, uma questão importante e fundamental. E mais: que atitude tomou o país depois da aprovação dessa lei? Começou a discutir a situação económica do país? O Sr. Presidente deveria saber que quem está preocupado com a nossa situação financeira é a Srª Merkle e o Sr. Sakorzy. E eles não se "distraiem" com estas questões.

A seguir o raciocínio do Sr. Presidente, pode a Assembleia da República aprovar o que lhe aprouver que o homem nada diz, preocupado, como está, com a situação financeira e económica do país... ou estará antes preocupado com a sua reeleição?

escrito por Carlos M. E. Lopes

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ZOOM [55] - ai que bem cheira!...

Uma das coisas que mais me intrigaram, durante estes dias de visita do sumo, foi a persistência da Cavaca junto do santidade. Mostrou-lhe a família toda, falou com ele, e falou e falou...


Finalmente encontrei a explicação, nesta foto:

Convido o leitor a um olhar atento: o sumo, topa-se perfeitamente que está farto da mulher; olha para longe, no jeito indisfarçado de quem diz "fosca-se! nunca mais me vejo livre desta!...". O sorriso e a mãozinha direita de Cavaco hesitam entre o ciúme e a chapada. E a cavaca delicia-se todinha com o perfume que o sumo exala da mão: cheira tão bem, santidade!

[actualização]

Descobri, entretanto, que não é só a primeira dama portuguesa que gosta de cheirar o perfume da mão santa. Noutras paragens, distantes, as cenas são semelhantes, como se prova a seguir:


escrito por ai.valhamedeus

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CAVACO OPINA

Cavaco Silva resolveu opinar sobre os casamentos dos homossexuais. Na sua vasta cultura, bom senso e modernidade, Cavaco
(ou o Sr. Silva, para utilizar a expressão do Alberto João?),
está preocupado com o défice e a dívida. Isso sim, são preocupações; agora com o casamentos das fufas e dos coisas, nem pensar. O Sr. Silva, com a moral de taxista que o caracteriza, denotou mesmo alguma irritação. O Parlamento deveria preocupar-se mais com outras coisas e isso deixa-o deveras aborrecido. Vi mesmo uma grande preocupação, uma ruga extraordinária na sua testa.

De facto, o Parlamento está a perder muito tempo com estas coisas. A aprovação da lei não deveria levar mais de meio-dia, se o PS, como sempre, não hesitasse. É que, se bem se lembram, o Dr. Mário Soares disse quase o mesmo que agora disse Cavaco Silva.

Cavaco Silva
(tenho para mim)
vai inaugurar uma nova era da política em Portugal: a do primeiro presidente não reeleito. Ele está a pôr-se a jeito. Será?

escrito por Carlos M. E. Lopes

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EX-CITAÇÕES * 73. cavaco do mpla

O Público de 13 de Fevereiro de 1994 publicou uma entrevista com Jonas Savimbi

[destaque de primeira página com o título "A UNITA é invencível"].
Uma das perguntas foi sobre as
(más)
relações da UNITA com o governo português
[de que era chefe Cavaco Silva, e Durão Barroso, ministro dos negócios estrangeiros].
Resposta de Savimbi [negrito meu]:
"[...]fiquei chocado quando fui informado pelo nosso representante em Lisboa de que o primeiro-ministro Cavaco Silva fez questão de devolver o cartão de boas festas para o nosso escritório. Isso não é civilizado. É um gesto completamente agressivo. Até podia ter rasgado o cartão. Devolver? De um primeiro-ministro? Ele é militante do MPLA".
A entrevista termina com uma pergunta sobre a eliminação física de Savimbi: "Tem sido defendida a tese de que a sua eliminação física resolveria a questão angolana. O que é que acha que aconteceria se desaparecesse da cena angolana?"

A resposta:
"Primeiro, já estou avisado — e fala-se em bom português que um homem avisado vale por dois. Como estou avisado, não me vão apanhar. Eu estou absolutamente vigilante, não vão conseguir. E eu não vou desaparecer, estou de boa saúde, a malária ataca mais os mais novos do que a mim. Mas a UNITA não acabava, essa ideia está errada. O receio que eu tenho é o seguinte: o meu desaparecimento neste momento criaria uma situação que ninguém mais iria controlar. Teríamos uma guerra feita por muito, muito mais tempo. Aqui, o sul-africano colocou muita munição".
O futuro viria provar que homem avisado não vale por dois -- ou, mesmo valendo por dois, nunca pode considerar que está a salvo.

escrito por ai.valhamedeus

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O SR ESCUSA NO SEU MELHOR

O pessoal não apreciou, mas é assim que eu gosto de Cavaco Silva, de cognome sr. Escusa:



escrito por ai.valhamedeus

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CAVACO SILVA

Cavaco Silva

Ainda não percebi a comunicação de Cavaco ao país. Mas há uma coisa que se viu.

Tenho em relação a Cavaco alguma boa vontade. É algarvio, de famílias humildes e subiu a vida a pulso, como se diz. E há uma das suas características que me agrada: parece (é?) honesto. Por outro lado acho-o tímido, ingénuo, ignorante e apalermado. E houve uma coisa na sua intervenção que me deixou estarrecido: diz o homem que tinha sabido na segunda-feira que o sistema informático da presidência da República não estava a salvo da pirataria informática.

Sabemos que Cavaco não lê jornais
(se não fosse ter a certeza de que ele lê relatórios económicos, tirava os jornais da frase).
Sabemos que Cavaco não lê e não sabe muitas coisas. Mas nunca terá lido, num qualquer relatório financeiro, que o governo dos Estados Unidos, por exemplo, gasta milhões no combate à pirataria informática? Que os computadores do Pentágono são visitados por piratas informáticos e que a própria Casa Branca o é?

Cavaco falou como se estivesse numa tasca de Boliqueime e dissesse para alguns parolos: sabem que dizem ter os americanos ido à Lua? É que Cavaco também não acredita, e então traz aquela novidade de Lisboa, aquele boato de gente tonta.

Cavaco diz estas ignorâncias e ninguém se indigna.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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QUE PRESIDENTE, MEU DEUS!

Ainda bem que o sr. Escusa, por norma, se escusa a falar. Porque, quando fala, a tendência para a asneira é grande.

Acaba de fazer um discurso inédito -- excepto na asneira. Começou por avisar que nunca cedia a pressões, para logo depois confessar que falava agora sobre as escutas porque a tanto foi forçado. Explicou que se manteve em silêncio durante a campanha para manter a equidistância e a neutralidade; mas, ao demitir um seu assessor, provocou uma barulheira do caraças, com a agravante de isso ter sido interpretado e explorado por uma força partidária concorrente às eleições, que o seu gesto equívoco
[porque não enquadrado nem explicado então]
favoreceu.

Diz o sr Escusa que a referida demissão foi motivada pela sua intenção de não deixar dúvidas, embora não tivesse dúvidas em relação ao comportamento do demitido. O problema é que não deixou dúvidas mas no sentido contrário
[o de que as escutas tinham sido uma invenção do assessor].
Das duas uma: ou o sr. Escusa é mentiroso
[e o seu discurso é uma encenação do caraças]
ou então a sua actuação foi
[ia dizer que foi parva, mas o respeito pelo presidente da República, que a todos é exigido, impede-me de o fazer].
Santo Deus! Que presidente!...

escrito por ai.valhamedeus

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PR FEDORENTO

O sr. Escusa, por norma e para fazer jus ao cognome, não opina

[a bem da verdade: fê-lo algumas vezes para dar uma mãozinha ao governo].
Sempre sem perder o ar sério, já uma vez pôs ar romântico e descreveu a romântica cerimónia durante a qual tirou o leite às vacas.



Mas hoje o sr. Escusa, inspirado certamente pelo humor de sucesso das entrevistas dos Gatos, perdeu o ar sério e resolveu ser fedorento
[vídeo aqui].
Ridículo a 500%, ou talvez mais: preto loiro ou branco de carapinha -- ou ambas as coisas, se se preferir. A merecer o arremesso certeiro do tal sapato a que faz referência.

Ai Jesus!...

escrito por ai.valhamedeus

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CONTINUEMOS A FAZER DE CONTA

Mário Crespo[in Jornal de Notícias]

Façamos de conta que e o que passou no BPN e na SLN não é mesmo uma enorme "roubalheira". Façamos de conta que há outro termo para descrever correctamente o saque de dois mil milhões de dinheiro dos portugueses.


Façamos de conta que a mais-valia de 147 por cento do investimento de Aníbal Cavaco Silva e família não aparece nos dois mil milhões de prejuízos do BPN nacionalizado. Façamos de conta que não é o contribuinte português quem está a pagar esses dois mil milhões. Façamos de conta que é normal conseguir valorizar um investimento 147,5 por cento em menos de dois anos. Tudo isto fora do controlo das entidades fiscalizadoras e reguladoras do mercado de capitais. Façamos de conta que um conglomerado de bancos e offshores que compra coisas por dezenas de milhão, que vende depois por um dólar, e que rende mais do que a Dona Branca, é normal. Façamos de conta que um negócio gerido assim faz algum sentido no mercado. Façamos de conta que é acessível ao cidadão comum um negócio destes. Façamos de conta que sabemos todas as circunstâncias da compra e da recompra das acções de tão prodigiosa mais valia, que a família Silva detinha no projecto de Dias Loureiro e Oliveira e Costa. Façamos de conta que a SLN não tem nada a ver com o BPN. Façamos de conta que o BPN e a SLN não têm um número invulgar de gente do PSD envolvido nas suas actividades. Façamos de conta que Aníbal Cavaco Silva não é a personalidade de mais influência no PSD. Façamos de conta que os termos SLN, Sociedade Lusa de Negócios ou SLN Valor aparecem no comunicado da Presidência da República de 23 de Novembro de 2008. Façamos de conta que, nesta fase de dúvidas, é aceitável uma declaração como a emitida pelo Palácio de Belém sem referências ao valioso investimento familiar no mais controverso dos projectos financeiros da história de Portugal. Quando é só esse investimento que está causa. Por ser uma aplicação num projecto de licitude duvidosa. Façamos de conta que o Chefe Executivo desse projecto não tinha sido um íntimo colaborador de Aníbal Cavaco Silva responsável por finanças públicas. Façamos de conta que entre 2001 e 2003 os negócios do BPN e da SLN decorriam de forma irrepreensível e no cumprimento integral da lei da República. Façamos de conta que não foi por escolha pessoal do Presidente da República que Dias Loureiro foi nomeado Conselheiro de Estado. Façamos de conta que, como o Presidente disse, estar Dias Loureiro no Conselho de Estado era a mesma coisa que estar António Ramalho Eanes ou Mário Soares ou Jorge Sampaio. Façamos de conta que o Presidente relatou tudo o que devia ter relatado ao País sobre os seus activos passados nos projectos de Oliveira e Costa e Dias Loureiro. Façamos de conta que não há gente presa por causa do BPN. Façamos de conta que não vai haver mais gente presa. Façamos de conta que o que se passou no BPN e na SLN não é mesmo uma enorme "roubalheira". Façamos de conta que há outro termo para descrever correctamente um saque de dois mil milhões de dinheiro dos portugueses. Façamos de conta que não conseguimos imaginar quantas escolas, quantos hospitais, quantas contas de farmácia, quantas pensões mínimas, quantas refeições decentes se podem comprar com esse dinheiro. Façamos de conta que basta, apenas, cumprir rigorosamente a Lei e ignorar o que a Lei não diz, para se ser inquestionavelmente impoluto. Façamos de conta que não sabemos o que se está a passar à nossa volta. Até onde aguenta o País continuarmos a fazer de conta que não vemos?

escrito por ai.valhamedeus [com um beijo para a Graça Costa, que enviou o texto]

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AS REMUNERAÇÕES DOS ADMINISTRADORES

Hoje o Diário de Notícias informa que o Presidente do Conselho Geral de Supervisão do BCP ganha 360 mil euros por ano. Como tem 4 reuniões em média por ano, isto significa que ganha 90 mil euros por reunião.

Há pouco mais de um ano, Cavaco Silva tinha avisado que os gestores estavam a ganhar muito. Caíram-lhe em cima. Ele que se meta na sua vida, deixe o mercado trabalhar. Obama reduziu os vencimentos, sem que isso impedisse que os administradores de um banco que recebeu ajuda do governo usufruíssem de férias principescas e de adquirir um avião novo para o banco.

No caso do BCP, Joe Berardo – como se sabe um homem que não vive da especulação pura e dura – irá propor a redução para metade. Isto é, o Presidente do CGS passa a ganhar só 9 mil contos por reunião…

Como Obama deu o mote, ninguém vai refilar. Antes ameaçavam ir-se embora para o estrangeiro. Mas vão, meus meninos!

Como se sabe, os portugueses – muitos portugueses – trabalham para os bancos. Quer como funcionários, quer como clientes endividados. Estes vencimentos, além de um roubo, dizem respeito a todos nós, porque imorais, perante um país de pelintras e maltrapilhos.

E, já agora, se ouvíssemos, de vez em quando, o Cavaco? 

escrito por Carlos M. E. Lopes

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PORQUÉ NO TE CALLAS?

O Sr. Escusa, que por norma se escusa a pronunciar-se, pronuncia-se em situações bem típicas/tipificáveis. Não se pronunciou quando 120.000 professores saíram à rua, mas hoje pronunciou-se nos termos em que se pronuncia nas tais situações tipificáveis: apelou à serenidade de todos os intervenientes na Educação.

Serenidade, sr. Escusa?! serenidade porquê? porque a falta dela
[porque o barulho de 120.000, mais o barulho diário de outros tantos, mais as sublevações nas escolas, mais o desalinho do próprio António Costa e do próprio Manuel Alegre...]
pode perturbar o governo?! Serenidade?! qual serenidade, senhor?! serenidade, uma ova! Quem está farto não pode ter serenidade. A serenidade, para os diariamente humilhados e ofendidos,
[para a S., que está de nojo porque lhe morreu a mãe e verá essas faltas contadas quando for avaliada; para a G., que está doente e hoje tentou dar aulas porque não pode faltar, que não aguentou e teve que ser levada a casa por colegas; para o J., que tem que se levantar às 5h da manhã para dar assistência a familiares a 80 km de distância e estar às 8.25h a começar a trabalhar...]
a serenidade significa mais humilhação e mais ofensas. Não queremos serenidade nenhuma: queremos é a resolução dos problemas que estes governantes pê-èsses nos enfi(ar)am em cima. Enquanto tal não acontecer, não queremos serenidade. E nem quereríamos que o sr. se escusasse de se escusar. Preferíamos que permanecesse calado.

escrito por ai.valhamedeus

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O SR. ESCUSA (5)

Cavaco SilvaO sr. Escusa, mais uma vez, voltou a pronunciar-se
[desta vez, sobre a contenda professores-governo].
Mais uma vez, pronunciou-se para dizer que se não pronunciava. Ainda não foi desta que disse que não bebia
[ou que bebia],
não. Não disse que não comia
[ou que comia],
não. Não disse que não fumava
[ou que fumava],
não. Não disse que não fornicava
[ou que fornicava],
não. Disse que não dizia. Que, como na maioria das vezes
[não em todas],
não dizia nada.

Apesar disso, ficámos contentes: o sr. Escusa não se escusou a reconhecer o direito dos professores à manifestação. Ficámos contentes. Eu, pelo menos, eu que estive na manifestação, eu fiquei. É que eu estive na manifestação sem saber se tinha direito a ela.

Uffff!... Graças a Deus por termos um Presidente da República
[um presidente da república assim]!
escrito por ai.valhamedeus [caricatura rapinada do SergeiCartoons]

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irreal quotidiano 10. CAVACO SILVA TIROU O LEITE ÀS VACAS

Para a História da República portuguesa, ficam estas declarações de Cavaco Silva, instantes depois de ter tirado o leite, mecanicamente, a umas vacas de um jovem agricultor, numa "presidência aberta" de apoio aos jovens agricultores.

O som não está famoso [gravei-o de um noticiário televisivo], mas as declarações do presidente da república são deliciosas
[pelo menos tão deliciosas quanto parece ter sido para as vacas a ordenha cavaquista].

escrito por ai.valhamedeus

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CAVACO E O ESTATUTO DOS AÇORES

Cavaco Silva defraudou os portugueses, é o que se ouve dizer, por ter gorado as expectativas dos portugueses. O homem ameaçou falar, parou o país, houve gente que não tomou banho, nem bebeu caipirinhas e do que falou o homem? do Estatuto dos Açores. Ora bolas!

Pelo que sei, o Estatuto tinha sido aprovado por unanimidade na Assembleia da República, com copiosos elogios de todos os partidos. O Presidente
(e bem, na minha opinião)
achou que o Estatuto lhe retirava poderes, não gostou nem aceitou. Em vez de falar ao Parlamento, onde todos estavam, pelos vistos, contra ele, dirigiu-se directamente ao povão, e o povão
(ou o povinho)
achou mal?! Dizem os diversos comentadores que o meio foi excessivo para o assunto. E mais isto e mais aquilo. Mas fez mal Cavaco Silva? Em minha opinião, não. O assunto era sério e merecia atenção. Certamente gostaríamos de ouvir o presidente dizer que vinha aí a gasolina a 50 cents. O nosso desprezo e alheamento das coisa pública leva-nos a não ter atenção ao que se passa. Mas é pena. Quer queiramos quer não, a política toca-nos a todos e, se andássemos mais atentos, certamente o esforço dos nossos políticos era maior e a selecção mais exigente. Não só na política como nas empresas públicas. Mas, seguindo um fenómeno geral, os portugueses estão-se borrifando para estas coisas. Se calhar e de facto Cavaco foi ridículo. Ou nós?

escrito por Carlos M. E. Lopes

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O SR. ESCUSA (4)

O actual presidente da república socrática é perito em escusar-se a fazer comentários que impliquem tomada de posição polémica ou discurso não preparado
[ainda ontem uma jornalista lhe perguntava se estava ansioso em relação ao encontro que teria hoje com o papa; respondeu que os comentários ao encontro seriam feitos hoje, dia do encontro. Ainda ninguém lhe teria escrito o que deveria dizer?].
Por essa razão, há quem o conheça pelo cognome de Sr. Escusa.

Mas hoje, surpreendentemente, o Sr. Escusa atreveu-se a criticar a Igreja católica irlandesa por não se ter empenhado suficientemente no apoio ao "sim", no referendo ao Tratado de Lisboa.

Sim, senhor! O sr. Escusa é um poço de surpresas!...

escrito por ai.valhamedeus

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irreal quotidiano 8. QUE RAÇA!

Estas saborosas quadras continuam destacadamente expostas

[fotografei-as, esta manhã]
numa das muitas rotundas da cidade de Viseu
[na rotunda que dá para o hotel onde os seleccionados de Scolari ficaram hospedados].
E agora, graças ao Ai Jesus!, se fica a saber onde é que o actual inspirado presidente da república portuguesa foi beber a inspiração para o tão inspirado dia da raça.



escrito por ai.valhamedeus

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O SR. ANÍBAL E O 10 DE JUNHO

As comemorações do 10 de Junho

[que é amanhã]
começaram hoje
[e eu pergunto porquê hoje não é feriado].
Ouvi um pequeníssimo excerto do discurso do sr. presidente da república. Pequeníssimo mas suficiente para me levantar uma dúvida existencialíssima: quem terá escrito o discurso ao presidente
[ou terá ele aprendido a escrever umas coisas desde que preside ao reino?]?
escrito por ai.valhamedeus

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O SR. SILVA NÃO COMENTA ART(IMANHAS)

O Senhor Silva não quis dar Cavaco aos resultados arqueológicos, encontrados por um veterano jornalista do Público, sobre um conhecido artista. Por sua vez, o projectista considera que lhe andam a vasculhar a vidinha e se antes tinha um problema com a ética, agora, quanto mais não seja, também a estética lhe inferniza os dias

[se tivesse consciência, até as noites seriam uma tortura!].
Resta que a política lhe dê um encontrão; ele viveria melhor e nós, pior não haveríamos de ficar. Sócrates e Cavaco de mãos dadasEnquanto isso, vale a pena meditar na tese do PR sobre o Carnaval, que segundo ele, são apenas quatro dias
[só?],
tantos quantos os “cantos” dos Lusíadas, lembram-se?

Respigado do Público, aqui fica a substância:
Em época carnavalesca, o Presidente da República entende que se deve "deixar os portugueses descomprimirem, estarem tranquilos", e não comentar as notícias sobre Sócrates. "É bom que tenhamos agora quatro dias em que não se fala de política, para os portugueses não pensarem nisso e os próprios políticos poderem gozar com tranquilidade.»
escrito por Jerónimo Costa

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O SR. ESCUSA (3)

O actual presidente da república portuguesa

[de cognome Sr. Escusa -- se não sabe porquê, informe-se aqui]
declarou hoje escusar-se a interferir na escolha e substituição dos membros do Conselho de Estado representantes dos partidos.

Louvável escusa!

escrito por ai.valhamedeus

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