- 10% do território argentino
[estamos a falar de uma superfície superior a metade de França]
pertence a estrangeiros. O maior proprietário de terrenos é um grupo familiar italiano e multinacional da moda. Esse mesmo: os Benetton, que se dedicam também à reflorestação com uma grande variedade de árvores, cuja madeira é utilizada para o fabrico de móveis.
E eu pergunto: em circunstâncias destas, o que é que quer dizer “soberania nacional”? - Beit Lid é uma aldeia sem história da Cisjordânia, construída no cimo de uma colina. A armada israelita transformou-a, um dia destes, em campo de manobras. “Invasão”, considera a associação israelita de defesa dos direitos humanos Yesh Din.
E eu pergunto: estes Yesh Din não serão comunas?
Michelle Brito é portuguesa. Li na imprensa que é também boa tenista.
Vê-se a foto de primeira página do Público do último dia 23 e naturalmente comenta-se que também é tenista boa.
E eu pergunto: quando se lê melhor e se sabe que tem apenas 14 anos, é de recear acusação de pedofilia?
Comprei há tempos, com o jornal espanhol El País, o 1º número de uma colecção de cds com algumas óperas. Uns dias depois, vi a mesma colecção vendida com o português Diário de Notícias. Vejo-a agora a acompanhar o francês Le Monde.
E eu pergunto: ainda haverá quem não saiba o que é este fenómeno que dá pelo nome de globalização? Um pormenorzito que ajuda a perceber melhor o conceito: o DN vende os cds por 9,95€; o Le Monde, por 7,45€[com preços especiais para os assinantes].
- Bastante abaixo noutros domínios, Portugal encontra-se bastante acima da média europeia na taxa de incidência da tuberculose. Em 2006 registaram-se mais 3.000 novos casos.
E eu recordo: quando me dizem que o regime de Salazar “encheu os cofres do Estado”, eu acrescento “e encheu os sanatórios de tuberculosos”. Pergunto agora: será que também neste aspecto há semelhanças entre os tempos do ditador e os do senhor José de apelido Sócrates, dito primeiro ministro de Portugal? - Uma juíza alemã baseou-se no Corão para negar divórcio, pedido por uma mulher muçulmana alegando violência doméstica. Se a senhora, quando casou, já sabia que poderia levar porrada, de que se poderia queixar?
E eu recordo os tempos em que em Portugal quem "casasse pela Igreja" se não poderia divorciar, nem "pelo civil". E pergunto: se se pretende registar na Constituição europeia a dívida da Europa ao Cristianismo, que mal há em aceitar uma excepção à lei a partir de razões culturais/religiosas?[afinal, não é a tradição que justifica os touros de morte em Barrancos?]
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BREVES -9. dos últimos dias
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