...ou coisa parecida
EUTANÁSIA: A SAGRADA ALIANÇA CDS-PCP
Percebo a posição do CDS sobre a eutanásia. E continuo a tentar perceber a do PCP.
Tenho já várias hipóteses: terá o PCP votado ao lado do CDS
- para conseguir o elogio do cardeal Morto (perdão! Marto)?
- ou terá sido para não perder o voto de Cavaco Silva?
- ou terá sido para não ter concorrentes a dar aos velhinhos a injeção atrás da orelha?
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CINEMA E HISTÓRIA... AFETADOS
E, no entanto, é um livrito que poderia ser (bem mais) interessante, sem uma escrita tão afetada.
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TELEGRAM, UMA APLICAÇÃO SEGURA
O TELEGRAM Messenger já foi uma das minhas aplicações de comunicação favoritas.
Parece que foi-o (é?) também entre membros do "Daesh": por exemplo, foi através do Telegram que o “Daesh” reivindicou os ataques de Paris, o atentado que motivou a queda do avião russo na península do Sinai, no Egito, ou o ataque em Nice.
A censura do regime iraniano ao Telegram são outro sinal de que a aplicação é ótima, em termos de segurança (defesa da privacidade)?
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A ESPANHA "DEMOCRÁTICA" DE RAJOY
A campanha eleitoral (e as eleições) na Catalunha decorre(ra)m com
- candidatos presos proibidos de se exprimir
- uma assembleia dissolvida por Rajoy e não pelo presidente da Catalunha
- a promessa rajoyana de que o 155 continuará aplicado, seja qual for o resultado das eleições (que, tudo indica, não serão ganhas pelo seu partido)
- Junqueras com processo na prisão por ter feito declarações sobre as eleições
- com a "CNE" espanhola a proibir o uso de uma série de expressões. Assim, não podem ser usadas (nem pelos jornalistas) expressões como "governo no exílio", "Presidente Puidgemont", "liberdade para os presos políticos", sendo necessário recorrer a "estratagemas linguísticos" para ultrapassar essa proibição -- como se faz nos regimes ditatoriais...
Bem... se isto é democracia e liberdade de expressão, vou ali e já venho.
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O JERMÓLMINO E O ESTUDO DE ECONOMISTAS
Estudo de economistas apresenta alternativa ao governo.
Não esperaria apoio do PS ou, que é o mesmo, do governo (apesar da presença no grupo de um deputado independente do PS): alternativa ao governo é sempre dos outros.
Mas surpreende-me a posição (contra) do Jermólmino de Sousa. Diz ele que se deve prosseguir a política que tem sido seguida até aqui.
Como é que é? uma política orçamental "menos restritiva" do que a prevista pelo Governo até 2021? Diz o estudo. Jermólmino diz que não (talvez ele não saiba que é isto que se defende).
Para além do défice habitual, ter em atenção o défice social? Diz o estudo. Jermólmino diz que não (talvez ele não saiba que é isto que se defende).
[...]
Afinal, porque é que o Jermólmino diz que não? Só encontro uma razão: não parece haver nenhum economista "dele" no grupo de estudo. Isto é do karaças, não é?
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O MILITANTE E EL VIEJO TOPO
Não sei se toda a gente tem os seus rituais; eu tenho. Um deles, há já muitos anos, é, em meados de agosto, comprar a EP e o programa da Festa do Avante e O Militante (a revista de "Reflexão e Prática" do PCP).
Compro O Militante, na esperança, até agora vã, de encontrar uma revista com uma perspetiva de análise teórica dissonante (da pasmaceira das publicações portuguesas), mas arejada. Infelizmente, continua a ser muito uma publicação de catequese (de santinhos e catecismo).
Que fique claro: não espero (nem desejo) que a perspetiva de análise seja diferente (digamos, simplificadamente, que deixe de ser marxista-leninista); mas gostava de ler uma revista arejada nos temas, nas ilustrações, na própria mancha da página...
Como referência, tenho uma publicação espanhola que compro... quando calha (ir a Espanha): El Viejo Topo. Não, repito, na perspetiva de análise (neste caso, talvez anarquista), mas nos temas abordados.
(nb, para algum militante do PCP que eventualmente me leia: eu sei que quem define a linha editorial não sou eu; limitei-me apenas a... desabafar)
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ACERCA DA MONARQUIA E DA MÚSICA
Tenho alguns amigos monárquicos, que em comum têm o defenderem a monarquia com duas relevantes razões:
- a monarquia é mais barata que a república;
- o rei e a família real são exemplares.
Seja o exemplo de Don Juan, o emérito rei espanhol. Don Juan, diz quem sabe (diz-se, por exemplo, aqui), teve 5.000 amantes, com quem se encontrava de helicóptero. 5.000 dá para passar mais de um ano servindo-se de uma por dia, sem repetir. Se isto não é exemplar qualidade de vida, digam-me lá o que é. Quem é que não gostaria de ter uma vida assim?! Eu gostava.
O Don Juan espanhol ganhou aos pontos ao Don Juan de Mozart. Este, coitadito!, ficou-se por um modesto número de 2.065: pelas contas do seu criadote Leporello, 640 em Itália; 231 na Alemanha; 100 em França; 91 na Turquia; e, em Espanha, 1003. Leporello especifica que "são já 1003"; mesmo admitindo que esse "são já 1003" pode significar que o número continuava aberto para novas aquisições, mesmo assim, tenho dúvidas muito sérias de que alguma vez tenha conseguido o suficiente para chegar perto das 5.000.
Para que se não pense que estou a brincar (com coisas sérias não se brinca), convido a que (re)ouçam a aria onde Leporello faz a contagem:
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A TROPA E O AMOR
Vou dormir, para mastigar isto durante o sono.
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