Palestina livre!

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O VERDADEIRO INIMIGO

Veja este filme já, antes que o eliminem.


DISCURSO do veterano MIKE PRYSNER indicando quem é o verdadeiro inimigo do seu país...

escrito por José Alberto, Porto Rico

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MÚSICA PARA O FIM DE SEMANA - valsa com bashir

Valsa com BashirNo último vídeo de sexta, a Adriana apresentou Valsa com Bashir. No mesmo "post", a Gabriela recomendou este Globo de Ouro e eu, que não sou particularmente fã dos filmes de animação, garanto que se trata de um belííííííssimo documento sobre a guerra

[algumas notas sobre o filme aqui ou aqui ou aqui].
Se quiser dar-lhe uma vista de olhos, pode descarregá-lo daqui. As legendas portuguesas estão aqui. Vê o conjunto com, por exemplo, o programa BS.Player. Para o passar a dvd e vê-lo no leitor respectivo, faz o trabalhinho facilmente com o programa ConvertXtoDVD.

Já agora... a banda sonora está aqui.

NB: Convencido de que, no final, vai querer comprá-lo, procurei um sítio onde pudesse adquirir o original. Não encontrei nenhum. Se souber de algum, diga...

escrito por ai.valhamedeus

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DIREITOS E TORTOS

Leia aqui.

escrito por ai.valhamedeus

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ANNE FRANK AINDA ESTÁ VIVA E DE BOA SAÚDE

O gueto de Varsóvia está novamente cercado, e é em Gaza.

Não é um choque entre dois exércitos: é um massacre rigorosamente conforme à ortodoxia das limpezas étnicas, um assassinato colectivo cometido como se fosse um jogo de vídeo, no interior da maior prisão do mundo, cercada por terra, mar e ar, e a que os sitiantes cortaram previamente a água, a comida, a electricidade, os medicamentos.

Consta que no interior do braseiro Ann Frank ainda está viva e de boa saúde.

Esconde-se dos obuses, das bombas de fragmentação, dos mísseis de um milhão de asquerosos dólares, das cargas plásticas que abrem buracos nas paredes para facilitarem a progressão dos fantasmas de casa em casa.

E compreende até que ponto a lição foi bem aprendida.

escrito por Ya Allah

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O TERRORISMO SEGUNDO ISRAEL

Israel ataca escolas na Faixa de Gaza e mata dezenas de pessoas. Justificação de Israel: o Hamas usa instalações escolares para atirar contra Israel
[Shimon Peres justificou a uma tv a tragédia provocada por esta guerra com o argumento de que Israel não tinha outra alternativa].
Forças de Israel mataram motorista de camião com ajuda humanitária em Gaza. Já estou a ver a razão: o motorista deveria ser um infiltrado do Hamas. Ou talvez no camião fosse algum terrorista do Hamas.

Valha-nos Deus
[já que aos 763 mortos destes breves dias de guerra não lhes pode valer]!...
escrito por ai.valhamedeus

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UM BOM NATAL!

escrito por ai.valhamedeus

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AINDA A GUERRA (2)

O José Alberto já aqui deu a notícia, mas reli-a, ontem, noutro sítio:

Há mais baixas de veteranos do Iraque e do Afeganistão nos EUA do que no Iraque e no Afeganistão: suicidaram-se ao regressar. É uma investigação CBS News, segundo a qual em 2005, em 45 dos 50 estados da União, se suicidaram 6256 efectivos que tinham participado nessas guerras. Uma média de 120 por semana, sete cada dia, em apenas um ano, quase o dobro dos caídos em mais de quatro de conflito. Padeciam do que hoje se chama “desordens por stress pós-traumático” (PTSD, em sigla inglesa), uma generalidade que oculta muitas coisas: horrores do combate, crimes cometidos ou vistos cometer, desilusões de “a liberdade e a democracia” que iam levar a esses países, angústias, pesadelo, remorsos e muitas outras coisas. São números assustadores: cada unidade do total corresponde sobretudo a um jovem.
escrito por ai.valhamedeus

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AINDA A GUERRA

Os aguerridos guerreiros arraigados aos rentáveis tachos do Pentágono não se livram de uma para se meterem noutra. Se não é fácil manejar o caso da morte de 4.227 soldados no campo de batalha

[recordemos que a imprensa não pode cobrir a chegada dos mortos nem os seus funerais],
agora não sabem como explicar a epidemia de suicídios que grassa entre os que regressam vivos e os 30.000 mutilados, segundo números oficiais.

Desde as invasões já se registaram 577 suicídios entre os regressados do Afeganistão e do Iraque. Actualmente as estatísticas reconhecem que o suicídio de regressados é o dobro dos que se suicidam no campo de batalha, o que eleva os suicídios a cerca de 900.

escrito por José Alberto, Porto Rico

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MÉDICOS CUBANOS OPERAM ASSASSINO DE CHE

A vida tem disto. Mário Téran, o assassino de Che Guevara, foi operado por médicos cubanos na Bolívia, dizem os jornais. A história tem destas coisas. E é isto que penso que deve suceder.

Dizem os jornais que Guevara ordenava que se tratassem igualmente os seus guerrilheiros, como os soldados inimigos. Sempre achei que os soldados, de parte a parte, são carne para canhão.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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CONTRA A GUERRA

Os Estados Unidos fazem a guerra e levam-na a vários países e nós deixamos” (João Mota, actor, encenador e professor, in entrevista à Antena 2, 14/07/07)

Quem parará as bestas apocalípticas
De freio nos dentes?

Quem se levantará do caos
Para contar os mortos
Às golfadas?

Quem ousará olhar nos olhos
Os órfãos
E pedir perdão?
Ainda que lhe digam ser mais fácil
Mover a montanha.

Quem lavará a honra,
Proclamando a sua Humanidade?
Não pela ponta da espada
Em riste,
Mas com lágrimas do coração
Contrito e triste.

Quem urdirá afectos,
Consciências,
Erguendo um exército
Ao grito aflito:
“Basta!”?

Quem ousará dar sentido
À palavra Esperança?

Quem ousará?

(Julho de 2007. Após notícia de mais 150 mortos no Iraque)

escrito por Gabriela Correia, Faro

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EM ABRIL

Abril acabou ontem. E com ele tanto se foi! Não queria, todavia, deixá-lo partir completamente sem prestar aqui esta homenagem ao Vicente Roma, professor, que gastou alguns anos da sua vida a fazer a guerra dos outros na Guiné, guerra a que o 25 de Abril pôs fim. Não venceu, no entanto a sua guerra pessoal contra a doença que o estava lentamente “a comer por dentro”, como ele dizia.

Obrigada.

Em Abril

Partiste em Abril, devagarinho.
Quando a primeira luz da manhã
destapa mansamente
a sombra da noite,
envolvendo o casario, mal refeito
do longo e duro Inverno.

Partiste em Abril, devagarinho.
Quando a esperança perpassa
no vento, que afaga os campos ainda molhados,
num arrepio
de frémito incontrolado.

Partiste em Abril, devagarinho.
Quando o sol, escapando às nuvens
que passam ligeiras
lambe os úberes entumecidos
das mães a descansar no verde,
à espera que as crias saciem o apetite voraz,
equilibrando-se nas tenras pernas.

Partiste em Abril, devagarinho
Quando os primeiros caracóis
se aventuram no desconhecido,
farejando o ar forte e adocicado da terra que renasce.
E, incautos, acabam num prato
em frente a um fino da cor do sol,
e às conversas acesas
sobre política e futebol.

Partiste em Abril.
E eu não pude fazer nada!
escrito por Gabriela Correia, Faro

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AMERICAN DREAM

Mão forte contra o crime e guerra total contra o terrorismo, foram promessas e ameaças na boca dos políticos estado-unidenses durante os últimos 4 anos. Gastaram-se milhões de dólares nesta guerra de cruzada entre propaganda, programas de repressão e as guerras de Afeganistão e Iraque.

Os resultados são catastróficos: todos reconhecem

[incluindo os investigadores estado-unidenses]
que o mundo está hoje mais inseguro que há quatro anos. Os militares mortos nessas guerras já superam por muito as vítimas do «11 de setembro». E nem falar das vítimas civis
[simples danos colaterais]
em ambos os países invadidos... A oposição às guerras triplicou neste período de tempo dentro dos Estados Unidos.

Mas outro índice preocupa hoje os investigadores: a segurança/insegurança interna. Um informe publicado há dias pelo Police Executive Research Forum (PERF) diz que, em nove cidades estudadas entre 2004 e 2005, os assassínios aumentaram 20% (32.840); os assaltos à mão armada aumentaram 30% (289.106); os roubos atingiram 818.592 e os assaltos agravados, 1.710.328.

As ruas e avenidas da maior parte das grandes cidades estão desertas durante a noite como se houvesse um toque de recolher. As mafias mandam na noite. Quase todas as casas têm grades nas portas e janelas. Os assaltos a bancos e a carros blindados de transporte de valores
[em muitos casos com reféns]
não têm conta e repetem-se em todas as grandes cidades.

Aumenta todos os dias o número das pessoas que pensam que o remédio para acabar com a violência e o terrorismo só é bom para os bolsos dos políticos.

escrito por José Alberto, Porto Rico

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