Palestina livre!

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QUE VIVA O ZECA!










escrito por ai.valhamedeus

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SERÁ OUTRA VEZ QUANDO QUISERMOS - 12.

ENTREVISTA DO ZECA

Recolhido de uma das várias mailing lists que assino:

Olá, amigos!

envio uma entrevista de José Afonso, penso que dada à Antena Um pouco antes de falecer.

Infelizmente, não está nas melhores condições. Falta-lhe o fim, que julgo ser a ficha técnica do programa, após a canção "O pintor morreu". Procurei-a no sítio da RTP, mas não a encontrei.

No entanto, quem a quiser ouvir, pode usar a ligação infra, porque as palavras do Zeca lá estão desassombradas sobre Portugal e sobre a sua vida, prestes a findar. São palavras doloridas sobre este país que cada vez dá mais vontade de chorar, país onde uns passam fome e outros enchem os bolsos com o dinheiro que é de todos. Mas é o Portugal que nos resta e o Abril que podemos festejar!
Está AQUI.

escrito por ai.valhamedeus

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SERÁ OUTRA VEZ QUANDO QUISERMOS - 1.

Faço uma proposta aos leitores do Ai Jesus!: até (pelo menos) ao 1º de Maio, vamos festejar Abril, sob o lema
[dirigido particularmente a este governo pê-èsse]
Abril foi há 35 anos; voltará a ser quando nós quisermos.
Venham as evocações, seja qual for a forma sob que venham.

Começo eu, com a reprodução de um vídeo: é a Grândola, vila morena do Zeca interpretada por Franz Josef Degenhardt
[em alemão! ;-)],
que tive a oportunidade de ouver no blogue da Associação José Afonso, que lhe acrescenta outras como a de Linda de Suza, ao vivo no Olympia.



Para colaborar, basta clicar AQUI.

escrito por ai.valhamedeus

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JOSÉ AFONSO

Já o disse aqui. Há muitos Josés Afonsos. Conheci o filho mais velho, com o qual tive algum relacionamento. Chama-se José, o menino de Oiro. Conheci a outra filha do primeiro casamento, a Lena. O José foi para França e nunca se quis reconciliar com Portugal. Achou que o País tratou mal o pai. Acho que não. Mas ele é que sabe. A Lena foi para a Alemanha e não sei dela.

A Joana, dei-me mal com ela
(coisa de putos).
O Pedro está nos Açores. A Zélia, há alguns anos que não estou com ela. Dormi muitas vezes na tenda dele
(José Afonso),
na ilha da Fuseta. Quanto ao resto, sei que fui ao velório dele, em Setúbal, com uma gripe medonha.

O José Afonso, penso que era uma pessoa com um feitio muito difícil. Mas porquê os génios hão-de ser santos? Não compreendo...

escrito por Carlos M. E. Lopes

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RECORDAR JOSÉ AFONSO

José Afonso[ilustração rapinada do sítio da Associação José Afonso]

Cumprem-se hoje 22 anos sobre a morte de José Afonso.

O Zeca é, no Ai Jesus!, uma referência recorrente. Recordo:
  • José Alberto associou o cantor a Miriam Makeba;
  • Carlos Lopes recordou Verdes são os campos, o conhecido poema de Camões, que o Zeca musicou; completa o texto um vídeo que apresenta a versão de Uxia;
  • Eu transcrevi a sua Arcebispíada, dita também por Antón Reixa;
  • o nosso podcast inclui algumas canções do Zeca
    [procure-as na barra lateral à direita, na secção A Sua Rádio]:
    Cantigas do Maio, Milho Verde, Maio Maduro Maio e Coro da Primavera.
escrito por ai.valhamedeus

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SONS * 29. arcebispíada

Vem a propósito... de nada. A despropósito. Mas não faz mal. A despropósito, mas propositadamente, recordo a Arcebispíada do álbum Enquanto há força de José Afonso. Primeiro, a letra. Depois, a interpretação de Antón Reixa. Com um abraço para o Martim e outro para o Xico K'muna
[eles sabem porquê].
Pregais o Cristo de Braga
Fazeis a guerra na rua
Sempre virados prò céu
Sempre virados prà Virgem

A Santa Cruzada manda
Matar o chivo vermelho
Contra a foice e o martelo
Contra a alfabetização

Curai de ganhar agora
Os vossos novos clientes
Além do pide e do bufo
Amigos do usurário
Além do latifundiário
Amigo do Capelão

"Abre Nuncio Vade Retro
Querem vender a nação"

"A medicina é ateia
Não cuida da salvação"
Que o diga o facultativo
Que o diga o cirurgião
Que o digam as criancinhas
"Rezas sim, parteiras não"

Se o Pinochet concordasse
Já em Fátima haveria
Mais de trinta mil vermelhos
A arder de noite e de dia

Caridade, a quanto obrigas
Só trinta mil voluntários
"Cristo reina Cristo vinga"
Nos vossos santos ovários
E também nos lampadários
E também nos trintanários

"Abre Nuncio Vade Retro
Querem vender a nação"

Ó Carnaval da capela
Ó liturgia do altar
Já lá vem Camilo Torres
Com o seu fusil a sangrar

Igreja dos privilégios
Mataste o Cristo a galope
Também Franco, o assassino
Mandou benzer o garrote

escrito por ai.valhamedeus

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BALADAS DE COIMBRA DO ZECA

José Afonso Baladas de CoimbraPara recordar os velhinhos EP. Para ouvir o Zeca dos inícios

[1963].
Para matar saudades. Para...

Quatro canções
[duas de cada lado do EP],
pelo duas emblemáticas: Bairro Negro e Os Vampiros. Está tudo AQUI.

escrito por ai.valhamedeus [com um abraço para o Eduardo].

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HOMENAGEM A ZECA AFONSO

Hoje, no Telejornal da RTP1, as imagens vieram desmentir algumas ideias expressas no discurso do Presidente da República aquando do 34º Aniversário do 25 de Abril. Afinal a memória dos portugueses, mesmo dos mais jovens, ainda é o que era.

Exactamente. A memória dos governantes, que alternadamente nos governam, é que parece um pouco embotada. Já se esqueceram das suas responsabilidades, do discurso do "sucesso", dos propalados indicadores de crescimento da economia: "o aumento de 50% do parque automóvel". Fiam-se na fraca memória do povo. Felizmente há alguns, muitos, que se recordam.

Vamos então recordar, mais uma vez, quem merece ser recordado, e o resto são outras cantigas.

HOMENAGEM A ZECA AFONSO
Um frémito paira na sala
O coração estremece
E antes
que a voz comece
Solta,
Límpida,
Clara,
A multidão desfalece.

Desfalece de emoção,
Exaltação,
Recordação.

O corpo
ondula a compasso
Vozes brotam a espaço.
Tímidas,
Trémulas,
Inseguras,
A coberto do escuro.

E logo, num sobressalto,
Esvaem-se num sussurro.
Mudas,
P’ra não espantar a magia.

Magia de caras várias,
Mundo frágil,
Incoerente,
Estranho
De muita gente.

Ó Poeta coerente
Bem-hajas por Tu
Seres Tu!
Deste outro sentido ao mundo.
Fizeste da realidade sonho!

(Abril/94)
escrito por Gabriela Correia, Faro, 1 de Maio de 2008

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HOMENAGEM A ZECA AFONSO

HOMENAGEM A ZECA AFONSO

Um frémito paira na sala
O coração estremece
E antes que a voz comece
Solta,
Límpida,
Clara,
A multidão desfalece.

Desfalece de emoção,
Exaltação,
Recordação.

O corpo ondula a compasso
Vozes brotam a espaço.
Tímidas,
Trémulas,
Inseguras,
A coberto do escuro.

E logo, num sobressalto,
Esvaem-se num sussurro.
Mudas,
P’ra não espantar a magia.

Magia de caras várias,
Mundo frágil,
Incoerente,
Estranho
De muita gente.

Ó Poeta coerente
Bem-hajas por Tu
Seres Tu!
Deste outro sentido ao mundo.
Fizeste da realidade sonho!

[Abril 94]


30 ANOS DEPOIS

Ai, Abril
Que te quero Abril,
Abril da minha Saudade.

Dêem-me outra vez Abril
Que me sinto sufocar.

Que, tímido venha bater
À tua porta cerrada,
A sete chaves trancada,
No lado escuro da Vida,
Na sombra da Alvorada.

Que venha espreitar risonho
À florida sacada,
Rasgada sobre a Aurora,
Aberta sobre a Esperança.

Ai, Abril
Que te quero Abril,
Abril da minha Lembrança.

Que venha enxugar as lágrimas
Deste tempo sem idade,
Irromper pelas cidades
Como fogo abrasador
E despertar consciências
Do seu lascivo torpor.

Ai, Abril,
Que te quero Abril,
Abril da minha Vontade!

[Maio de 2004]
escrito por Gabriela Correia, Faro

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ZECA

Agradeço ao Carlos Lopes

[a quem invejo o privilégio da proximidade que teve com o Zeca]
a recordação desse mestre combatente da música portuguesa.

Há quem considere Cantigas do Maio o melhor disco do Zeca. Porque tem que ser selectiva, nesta lista para o podcast ficam apenas, e porque sim, 4 faixas:
  1. Cantigas do Maio
  2. Milho Verde
  3. Maio maduro Maio
  4. Coro da Primavera
escrito por ai.valhamedeus

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ZECA AFONSO

Fez 20 anos que morreu José Afonso.

José Afonso é daquelas pessoas que têm vários facetas e têm amigos para cada uma das suas facetas. O revolucionário, o lírico, o cantor, o professor. Se a maioria do grande público, já entradote, se lembra dos Vampiros, outros há para quem o Canto Moço é uma referência de liberdade, de juventude e despreocupação.

As primeiras referências que tenho de José Afonso é no Liceu e dos Vampiros. Era um valor absoluto. Levei alguns tempos a ouvir falar da canção, sem a ter ouvido. Até que a ouvi na Rádio de Argel com Manuel Alegre, com muitas interferências e de forma quase inaudível.

Já perto do 25 de Abril conheci o filho José Manuel, com quem privei. A filha mais velha, a Lena, poucas vezes a vi, com a Joana briguei, o Pedro mal o conheci

(era muito novo e só o via às cavalitas do pai nas areias da Praia da Fuseta).
Ao José Afonso, encontrava-o no barco do Fortunato na ida e volta da Ilha da Fuseta. Sempre com um livro na mão, cabelo encaracolado, toalha ao ombro, óculos de maça pretos, olhar distraído. Tinha uma tenda na Ilha onde raramente pernoitava. Eu, muitas vezes, fiz dela a minha casa. Tenho a ideia de uma pessoa com um feitio difícil, desprendido das coisas materiais ou, melhor dizendo, como me disse um dia Manuel Alegre, um franciscano. Sempre o achei uma pessoa seca e ríspida, mas não posso negar que sempre me fascinou e que continuo a ouvi-lo com prazer. Emociono-me sempre.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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