Palestina livre!

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O TRIUNFO DOS PORCOS EM MAIORIA ABSOLUTA

Os cartazes da polémica só me fazem comichão neste ponto: que Mário Nogueira (sim! esse! o da Fenprof) os tenha aproveitado para, mais uma vez!, dar ferroadas (em comentário a um canal televisivo) no Sindicato que o obrigou a vir para a rua, na tentativa de não perder mais sócios: refiro-me ao STOP -- para não deixar dúvidas.

Se o Nogueira tratasse (sendo capaz) de libertar os sindicatos da Fenprof da dependência partidária -- nas agendas, nos objetivos, na atenção aos interesses da classe docente... -- isso é que ele era um sindicalista a sério!

escrito por ai.valhamedeus

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VIVA A UNIÃO NACIONAL!

Parece-me pacífico: o governo continua na sua melhor forma num dos seus pontos mais fortes
[ou talvez mesmo o mais forte]
de sempre: o estratégico-propagandístico.

E com resultados. Apesar de as sondagens me não impressionarem, não me custaria acreditar que o ps
(quem diz ps diz o seu governo)
tenha efectivamente recuperado da diferença em relação ao psd: conheço vários psds que votarão -- dizem -- em Sócrates, por temer Passos Coelho como mal pior.

O governo tem estado, como sempre esteve, permanentemente ao ataque, expressa ou disfarçadamente. Esta tarde, em uma fracção desta tarde, dei de frente nas televisões
[eu, que não sou televidente assíduo]
com os ataques do ministro da presidência, da ministra da educação
[a garantir, nos seus domínios, avanços extraordinários e rápidos com extraordinarice e rapidez como nunca vistas. Não sei quais, mas o grande público votante há-de ficar a saber que sim],
da comentadeira cacarejante que dá pelo nome de Maria de Belém... e de Torres Couto.

Torres Couto comentou a situação actual, à luz da situação de 83, quando o fmi também por cá andou e ele era dono de alguns sindicatos. O gajo, disfarçadamente, passou o discurso oficial do ps-governo, todo o seu tempo de antena, com a auto-proclamada sabedoria de quem conhece os portugueses de "falar com eles na rua" durante muitos anos: o problema está no passado chumbo do pec, a oposição não se porta como deve
[até há, diz o próprio -- e vejam lá!, digo eu -- oposição, de esquerda, que não aceita negociar com o fmi!],
o Presidente da República tem tido uma actuação muito imprópria...

O remédio para a doença nacional presente? O grande remédio salvador: uma santa aliança dos partidos, sindicatos e organizações patronais
[ai a cassete!].
Chegou a advogar
[para que não haja dúvidas, declaro que vou citar o próprio]
um "espírito de união nacional". Ou será, pergunto eu, União Nacional?

Ganda sindicalista! Ganda ugtista!

escrito por ai.valhamedeus

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EX-CITAÇÕES * 84. os sorrisos da ministra

Recebi por email um texto com o título professores perdem estatuto especial na função pública. A notícia tem já uns meses
[ainda que o texto continue a circular e esteja a ser publicado em vários blogues com datas mais recentes: sintoma de que a coisa continua atravessada na garganta dos professores? ouvi, um dia destes, falar em movimentação dos movimentos; os não sindicais...],
mas recordou-me a frase com que, na altura, Mário Nogueira reagiu:
"Os sorrisos da ministra já não nos enganam".
O é significativo: houve um tempo em que eles se deixaram enganar pelos sorrisos da ministra. Enganar ou... seduzir. Espero que já não.

escrito por ai.valhamedeus

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O QUE É QUE A FENPROF QUER?

Fenprof

A gente toma conhecimento das dificuldades que o próximo modelo de avaliação continuará a levantar nas escolas, divulgadas pela Fenprof após reunião, ontem, no Ministério da Educação -- a gente lê e pergunta-se: mas que raio de acordo assinaram os sindicatos com o ministério da Alçada? que garantias obtiveram os dirigentes sindicais?

escrito por ai.valhamedeus

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A GREVE DE 4 DE MARÇO

A greve de 4 de MarçoPORQUE NOS DEMARCAMOS DA GREVE DO DIA 4 DE MARÇO

[COMUNICADO DOS MOVIMENTOS INDEPENDENTES DE PROFESSORES]

Os movimentos independentes de professores, APEDE, MUP e PROmova, demarcam-se da greve de professores agendada pelos sindicatos para o próximo dia 4 de Março e, por conseguinte, não farão nenhum apelo à participação dos docentes nesta jornada de luta, sem que tal opção traduza da nossa parte qualquer beliscar da justeza da greve para muitos funcionários públicos ou mesmo qualquer discordância de fundo com a maioria das razões invocadas para a justificação da mesma.

Esta posição, além de exprimir o sentimento geral de desmobilização e de falta de confiança dos professores na capacidade destas direcções sindicais para defenderem as suas reivindicações centrais, mercê da frustração e da indignação com que a maioria dos docentes recebeu o Acordo de Princípios celebrado entre sindicatos e ME, escora-se no conjunto das razões a seguir expostas:

  1. ninguém compreende que escassas semanas após a celebração de um Acordo entre sindicatos e ME, que passou para a opinião pública uma mensagem de entendimento e pacificação (mesmo que ilusória), os sindicatos se venham agora envolver na forma de luta mais extrema, ao mesmo tempo que continuam a negociar com o ME, sobretudo quando, no momento oportuno para o fazerem, claudicaram na defesa das principais reivindicações dos professores, nomeadamente o fim deste modelo de avaliação e a recusa do sistema de quotas (porque o fim da divisão da carreira era uma conquista adquirida), permitindo que a negociação se confinasse a uma redefinição das progressões na carreira, por sinal penalizadora para a maioria dos professores;

  2. as questões salariais nunca foram o ímpeto da mobilização dos professores e seria um mau sinal que a justíssima luta dos professores pudesse ser confundida, pela opinião pública, com reivindicações de natureza salarial, particularmente num período em que a situação económica da maioria das famílias portuguesas passa por dificuldades, em muitos casos dramáticas;

  3. é de todo incompreensível que a reivindicação que mobilizou a esmagadora maioria dos professores, a saber o fim deste modelo de avaliação, a qual persiste quase intacta na filosofia e nas práticas do modelo de avaliação em vigor e dos retoques que se anunciam, tenha sido inexplicavelmente abandonada pelos sindicatos e não constitua, sequer, parte das razões da greve;

  4. persiste a dificuldade em explicar aos professores a espantosa contradição entre aceitar, no precipitado e injustificado Acordo de Princípios, os bloqueios no acesso ao 5.º e 7.º escalões e vir agora invocar a contestação desses bloqueios como uma reivindicação que legitima a greve, o que constitui pura hipocrisia ou mero tacticismo sindical à custa dos interesses dos professores;

  5. a marcação desta greve foi, mais uma vez, decidida pelas cúpulas sindicais e à revelia da auscultação da vontade dos professores, a que acresce a circunstância de não se vislumbrar nenhuma movimentação significativa a nível dos sindicatos nas escolas para que a greve resulte;

  6. os professores sentem que os sindicatos, em sede negocial e pela segunda vez, não interpretaram e não defenderam condignamente as suas principais reivindicações, pelo que prevalece um sentimento, dificilmente superável nos próximos tempos, de que as estruturas sindicais não os representam convenientemente. A ideia que predomina nas escolas é a de que não vale a pena lutar conjuntamente com estas direcções sindicais, pois estas acabam quase sempre por desbaratar o capital de luta alcançado.
Tudo isto torna expectável uma baixíssima adesão à greve por parte dos professores, embora tal não deva ser interpretado como um sinal de apaziguamento ou de satisfação da classe pelas parcas conquistas alcançadas, pelo que se torna fundamental repensar formas, estratégias e acções de luta para o futuro que sejam verdadeiramente unitárias entre sindicatos, movimentos e professores.

Este modelo de avaliação, o sistema de quotas, o actual modelo de gestão, as situações de precariedade de muitos docentes e o desemprego de muitos milhares de outros, deverão mobilizar-nos para a definição e a dinamização de uma convergência de vontades que ausculte e debata formas de luta, antes de as impor.

[APEDE, MUP, PROmova]

escrito por ai.valhamedeus

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AUTONOMIA SINDICAL

Quem, "dentro" da Fenprof, andar mais empenhado nas lutas sindicais há-de conhecer uma das "tendências" daquela Federação. Identifica-se pela expressão "Autonomia sindical" e apresenta-se como um "grupo de sindicalistas independentes"
[para os eventuais interessados: Contactos - telefone: 21 357 20 78 (Carlos Vasconcellos); endereço electrónico: autonomiasindical@hotmail.com]
e o rosto mais visível é uma figura "castiça" -- o Carlos Vasconcelos, particularmente activo nos congressos da Fenprof.

Do seu boletim informativo de Fevereiro transcrevo o editorial:
O ano de 2010 iniciou-se com a celebração, entre a FENPROF e o ME, de um Acordo sobre a estrutura da carreira docente e o respectivo sistema de avaliação.

Acordo que terá sido, eventualmente, o possível, acabando com a divisão da carreira e desbloqueando a progressão na mesma – mas com condições de transição claramente injustas.

Outro tanto se poderá dizer do facto do sistema de avaliação, cuja revogação foi bandeira de luta durante os dois últimos anos, se ter mantido praticamente inalterado – apesar do Secretariado Nacional da FENPROF (SN) ter afirmado que não haveria acordo sem a sua revogação.

Circunstâncias que justificariam amplamente que o Acordo fosse submetido a ratificação democrática entre todos os Professores – como foi feito, em Abril de 2008, no dia D.

Como, aliás, deve ser feito, sempre, com qualquer acordo que envolva matérias decisivas para o futuro dos Professores.

Porque só assim os Professores manterão a confiança indispensável para avançarem para novas vitórias.

Vitórias inteiras – e não meias vitórias.
escrito por ai.valhamedeus

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O DIA DA TRAIÇÃO SINDICAL

Professores em luta"Enquanto houver quotas, não há paz nas escolas".

  • e o tempo de serviço?
  • movimentos independentes contra a assinatura do acordo. O PROmova, por exemplo. O MUP é mais comedido, mas também torce o nariz.
  • novo dia de...: o dia da traição sindical.
MRPP: uma traição anunciada à luta dos professores protugueses.

escrito por ai.valhamedeus

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VAGAS NÃO É O MESMO QUE QUOTAS

A 2 de Dezembro passado, Mário Nogueira pregava assim:

«A manutenção de mecanismos ou dispositivos de ordem administrativa, designadamente as quotas para a avaliação ou as vagas para a progressão, inviabilizaria qualquer acordo» [citação retirada daqui].
Se a Fenprof assinou agora este acordo, seria de supor que não há nele nenhum dos tais mecanismos. De facto, a palavra quotas nunca aparece -- é substituída por vagas. Acorda-se logo nas páginas 2 e 3:
"A progressão aos 5.° e 7.° escalões dependerá da fixação anual de vagas de âmbito nacional".
Talvez Mário Nogueira precise de um dicionário de português que lhe esclareça a equivalência dos significados de quota e vaga
[e eu fico com a sensação de que há por trás disto tremoços que eu não vejo].
escrito por ai.valhamedeus

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ACORDO OU ENTENDIMENTO?

É a própria quem declara e aqui esclarece: FENPROF celebra acordo com o ME sobre avaliação de desempenho e estrutura da carreira.

Na página de entrada do sítio da FNE na web a notícia não tem grande destaque.

Os sindicatos assinaram apesar de não terem sido satisfeitos aspectos essenciais como a anulação das quotas. Huuuuuuummm...

[só para recordar tempos. idos?]

O (novo) acordo está aqui (sítio da Fenprof) ou aqui (sítio da FNE)

escrito por ai.valhamedeus

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AS NOSSAS CAUSAS

O Governador do Banco de Portugal ganha 250.000 Euros anuais. O responsável do Banco Central dos Estados Unidos ganha 140.000 Euros anuais. Estamos esclarecidos
[bem pode Vitor Constâncio pregar contra o aumento dos salários…].

escrito por ai.valhamedeus

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E AGORA, MÁRIO?

Quando Roberto Carneiro foi nomeado ministro da Educação, a Fenprof transpirou optimismo

[estão por aí os documentos para comprovar que, segundo aquela federação, finalmente tínhamos um ministro que...].
Eu era, na altura, delegado sindical -- e em muitas reuniões tive que estar no contra: contra as alegações dos dirigentes sindicais de que devíamos dar ao novo ministro/governo o benefício da dúvida. O desenrolar dos acontecimentos, porém, viria a provar que eu tinha razão quando defendia que do poder não vem nada de mão beijada.

Mário NogueiraContinuo a defender que do poder não vem nada de mão beijada
[até de mão muito sofrida sabe Deus...].
[em particular aos da Fenprof, porque da FNE continuo a não esperar o melhor]
quando anunciavam esperanças em relação a este "novo" governo e a esta "nova" ministra da Educação.

Queira Deus que me engane, mas parece-me que mais uma vez se confirma a minha teoria. O Ministério anuncia o fim dos titulares, mas esse fim, em si, nem é bom nem é mau
[antes pelo contrário].
A existência de titulares, em si, nunca foi problema. Nem sequer para o governo
[há titulares que ganham menos do que os não titulares -- e o ganhar mais ou ganhar menos é que é questão para o governo].
O fim dos titulares
[que a FNE saúda com tanto júbilo]
não garante uma carreira única
[ao contrário do que a FNE anuncia acreditar].
Limitar o acesso a 3 escalões na carreira, como se pretende, é bem mais "penoso" do que a divisão entre titulares e não titulares; a existência de quotas, que se mantém, é que é importante, como critério de efectiva divisão.

Morrer em cadeira eléctrica ou guilhotinado, poderá fazer diferença no que se refere ao grau de sofrimento -- mas não faz em relação ao ponto principal: a morte. Que a FNE se sinta satisfeita, não me admira. Olho é o sorriso de Mário Nogueira, que me parece ensombrado; espero pelo momento de ele murchar definitivamente -- haveremos, então, de lhe perguntar: e agora, Mário?

escrito por ai.valhamedeus

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A FALTA DE CLASSE

A falta de classe

Por Santana Castilho

Um modelo de avaliação iníquo, tecnicamente execrável e humanamente desprezível é agora aceite em nome do pragmatismo
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Perdoem hoje o estilo. A prosa sairá desarticulada, quais dardos soltos. Este artigo é, conscientemente, feito de frases curtas. Cada leitor, se quiser, desenvolverá as que escolher. Meu objectivo? Manter a sanidade mental. Escorar a coluna vertebral. Resistir. Este artigo é também uma reconfirmação de alistamento na ala dos que não trocam os princípios de uma luta pelo pragmatismo de um lance. Porque amo a verdade e a dignidade profissional como os recém-chegados ao mundo amam o bater do coração das mães. Porque não esqueço os que nenhum lance poderá já compensar. Porque com a partida prematura deles perderam-se pedaços da Escola que defendo. Porque pensar em todos é a melhor forma de pensar em cada um.

A avaliação do desempenho é algo distinto da classificação do desempenho. A avaliação do desempenho visa melhorar o desempenho. A classificação do desempenho visa seriar os profissionais. Burocratas que morreram aos 30 mas só serão enterrados aos 70 tornaram maior uma coisa menor. Quiseram reduzir realidades díspares à unicidade de fichas imbecis. Tiveram a veleidade kafkiana de particularizar em 150.000 interpretações individuais os objectivos de uma organização comum a todos. Convenceram a populaça de que se mede o intangível da mesma forma que se pesam caras de bacalhau. Chefiou-os uma ministra carrancuda, que teve o mérito de unir a classe. Chefia-os agora uma ministra sorridente, que já se pode orgulhar de dividir a classe. Porque, afinal, custa, mas não há classe. Há jogos! De cintura. De bastidores. De vários interesses. Parlamentares, sindicalistas, carreiristas e pragmatistas ajudaram à Babel. Da sua verve jorra a água morna de Laudicéia, a que dá vómitos.

Alçada derreteu o implacável Mário Nogueira que, em socorro da inexperiência da ministra, veio, magnânime, desculpar-lhe as gafes. E, cristãmente, entendeu agora, de jeito caridoso, que não seja suspenso o primeiro ciclo avaliativo. Esqueceu duas coisas: o que reclamou antes e que ciclos avaliativos são falácias de anterior ministra. Ciclos avaliativos, Simplex I, Simplex II e o último expediente (no caso, um comunicado à imprensa, pasme-se) para dizer às escolas que não prossigam com o que a lei estabelece são curiosos comandos administrativos. Uma lei má, iníqua, de resultados pedagogicamente criminosos, devia ter morrido às mãos do Parlamento. Por imperativo da decência, por precaução dos lesados, por imposição das promessas de todos. Quanto à remoção das mágoas, meu caro Mário Nogueira, absolutamente de acordo. Depois de responsabilizar os que magoaram. Depois de perguntar aos magoados se perdoam. Por mim, cuja lei foi sempre estar contra leis injustas, a simples caridade cristã não remove mágoas. Não sei perdoar assim, certamente por falta de céu.

Agora, porque sou amigo de Platão mas mais amigo da verdade, duas linhas para Aguiar-Branco. Gostei de o ouvir dizer, a meu lado e a seu convite, que a avaliação do desempenho era para suspender. Mas não justifique a capitulação com a semântica. Poupe-me à semântica, porque a semântica não o salva. Enterra-o. Suspender é interromper algo, temporária ou definitivamente. É proibir algo durante algum tempo ou indefinidamente. Substituir é colocar algo em lugar de. Não só não tinha como não terá seja o que for, em 30 dias, para colocar em lugar de. Sabe disso. Bem diferente, semanticamente. Mas ainda mais importante nos resultados. O Bloco Central reanimou-se nas catacumbas e o PS agradeceu ao PSD o salvar da face. Mas os professores voltaram a afastar-se do PSD, apesar do arrependimento patético de Pedro Duarte. E, assim, o PSD falha a vida!

Um olhar aos despojos. Reverbera-se a falta de capacidade de muitos avaliadores para avaliar, mas homologam-se os "Muito Bom" e "Excelente", que significam mais 1 ou 2 pontos em concurso. Os direitos mal adquiridos de alguns valeram mais que os direitos bem adquiridos de muitos (como resolverão, a propósito, os direitos adquiridos dos "titulares" que, dizem, vão extinguir?). Porque toca a todos, muitos "titulares" que não tinham vagas de "titulares" em escolas que preferiam, foram ultrapassados em concurso por outros de menor graduação profissional, que agora lá estão, em almejados lugares de quadro. Ao mérito, há muito cilindrado, junta-se uma palhaçada final, em nome do pragmatismo. Muitos dos que foram calcados recordam agora que negociar é ceder. Mas esquecem que os princípios e a dignidade são inegociáveis, sendo isso que está em jogo. Um modelo de avaliação iníquo, tecnicamente execrável e humanamente desprezível, que não lhes foi aplicado ao longo de um processo, é agora aceite, em nome do pragmatismo, para não humilhar, uma vez, quem os humilhou anos seguidos.

Sócrates, que se disse animal feroz, vai despindo a pele. Mas não nos esqueçamos da resposta de um dos sete sábios da Grécia, quando interrogado sobre o mais perigoso dos animais ferozes. Respondeu assim: dos bravos, o tirano. Dos mansos, o adulador.

Vão seguir-se meses de negociações sobre o estatuto. O défice, que levou à divisão da carreira e às quotas, agravou-se. Se a desilusão for do tamanho da ilusão, tranquilizem-se porque a Fenprof ficará de fora, como convém, e a Fne poderá assinar um acordo com o Ministério da Educação, como não seria a primeira vez. Voltaremos então ao princípio. O que é importante continuará à espera. Mas guardaremos boas recordações de duas marchas nunca vistas.
leitura proposta por Jerónimo Costa

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80 MIL


Breve registo, em 9 fotografias de Vítor Monteiro:


escrito por ai.valhamedeus

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O SPRC NO CAMINHO DA MANIFE

...a força da organização.

Declarações de dirigentes do SPRC:


[vídeo da Lusa]
escrito por ai.valhamedeus

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MAIS UM RECUO

Dei aqui notícia da posição do Sindicato dos Professores da Região Centro sobre o fim do vínculo de nomeação dos professores, que aquele Sindicato considerou ilegal. Um novo comunicado do SPRC anuncia que a DREC recua perante a ilegalidade do fim do vínculo de nomeação e os Conselhos Executivos são instados a corrigir os actos ilegais:
Numa informação enviada pela Direcção Regional de Educação do Centro para os órgãos de gestão das escolas/agrupamentos é dada a orientação de que devem ser suspensos todos os procedimentos que tenham transformado nomeações definitivas em contratos de trabalho por tempo indeterminado, os quais foram ou poderiam vir a ser publicitados e afixados nas salas de professores.

O SPRC/FENPROF sempre considerou este procedimento ilegal e declarou guerra jurídica e judicial a estes actos precipitados e ilegais de muitos conselhos executivos, induzidos em erro pela administração educativa. Nesse sentido, o gabinete jurídico do SPRC elaborou uma minuta de requerimento de correcção da ilegalidade, profusamente divulgada, a qual foi interposta por muitos docentes da região.

Este procedimento de algumas escolas incorria em ilegalidade por dois motivos principais:

(1) o facto de existir um diploma regulamentador da função docente que prevalece sobre a norma geral contida no novo Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas — o Estatuto da Carreira Docente;

(2) o facto de esta matéria estar sob suspeita de ser inconstitucional, tendo merecido, por iniciativa do grupo parlamentar do PCP, a que se juntaram PEV, BE, e deputados do grupo parlamentar do PSD, bem como de uma deputada sem grupo parlamentar, um pedido de verificação dessa mesma inconstitucionalidade.

Esta matéria é, aliás, alvo de forte contestação pelos docentes portugueses e motivo de preocupação quanto ao que reservará o futuro neste ou num quadro político semelhante.

O SPRC congratula-se com o resultado de uma forte acção desenvolvida nos locais de trabalho e de pressão sobre o ME e a DREC, para que parassem todos os actos administrativos ilegais e corrigidos os já verificados.

VALE A PENA LUTAR!
escrito por ai.valhamedeus

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A FNE TEM INSUFICIÊNCIA DE INFORMAÇÃO

FNEPois!... Dias da Silva não comenta a decisão do ministério, por "insuficiência de informação". Apesar disso, em relação aos seus sindicalistas, está
"certo de que o fizeram na defesa dos interesses da escola, dos professores e dos alunos e com o objectivo de pôr em marcha os mecanismos necessários à instalação dos órgãos dirigentes previstos na lei”.
Tomo nota.

E, já agora, faço o contraponto, citando um comunicado da Fenprof, de há uns tempos, sobre a alegada entrega dos objectivos individuais por sindicalistas da FENPROF:
"3. Relativamente aos raros dirigentes que, eventualmente, tenham entregado os objectivos individuais, a FENPROF considera que deverão demitir-se do cargo que ocupam".
escrito por ai.valhamedeus

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CONTRA AS AMIBIGUIDADES, É TEMPO DE

Acho que é tempo de os sócios dos sindicatos que integram a FNE exigirem às respectivas direcções que definam explicitamente a sua posição em relação ao modelo de avaliação do ministério, para que acabem algumas ambiguidades.


É que, por exemplo, o sítio da web do Sindicato da Zona Norte
[integrante da FNE]
tem, na sua página de entrada, uma hiperligação para a
[por más razões famosa]
aplicação online de "gestão da avaliação de desempenho" da DGRHE. Eu pensava que os sindicatos da FNE estariam contra esta aplicação -- mas, ao publicitá-la, (não) sei o que pretenderão...

É bom que os sócios recordem que os dirigentes sindicais farão aquilo que os sócios exigirem. Eu diria novamente que é tempo de...

Registo com agrado a participação do SPZC
[também integrante da FNE]
no cordão humano do próximo dia 7. Aparentemente, o único sindicato da FNE a participar...

escrito por ai.valhamedeus

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SEGUNDA PROVIDÊNCIA CAUTELAR

[de um conjunto de 4]
para travar avaliação de desempenho -- para "impedir a emissão de orientações normativas que, sem fundamento legal, a Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE) tem vindo a dar aos conselhos executivos das escolas".

escrito por ai.valhamedeus

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A FNE A ROER A CORDA?

O título do comunicado da FNE faz-me torcer o nariz. Textualmente:
Ministério da Educação revela abertura para revisão do ECD.
Se fosse textualmente assim, estaríamos no bom caminho. Mas o contexto não aponta para tal bondade:
Jorge Pedreira admitiu a existência de pontos de convergência com a FNE,
afastando expressamente a FENPROF da aproximação de posições. A FNE confirma, embora continuando a defender que é imprescindível acabar com a divisão na carreira e com a existência de vagas para acesso aos patamares mais elevados da mesma.

A História mais antiga e a mais recente demonstram que
  1. a unidade sindical tem sido uma das linhas de força da força dos professores;
  2. mas os Sindicatos da UGT, e a própria FNE, foram já mais do que uma vez utilizados pelo poder para dividir o movimento sindical;
  3. este poder pê-èsse em geral e o secretário Pedreira em particular têm tentado investir na quebra da unidade acima referida, como via para quebrar a força que dela resulta.
Compete aos professores (ajudar a) resolver algumas ambiguidades que se possam antever...

escrito por ai.valhamedeus

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CADÊ OS SINDICATOS?

Manifestação de professores

Não haverá quem discorde: durante o domínio deste governo pê-èsse, o movimento sindical dos professores conheceu momentos históricos.

Após várias formas de luta, com a expressão numérica habitual numa classe bastante amorfa,
E, quando todos pensávamos que era inevitável haver mudanças "sérias" na política educativa
[designadamente, no que dizia respeito a um modelo de avaliação que a plataforma sindical considerou inaceitável],
os Sindicatos assinaram um entendimento com o Ministério da Educação
[os dirigentes sindicais justificá-lo-iam, mais tarde, com a necessidade de salvar o ano lectivo].
E, aparentemente, o acordo sossegou a luta... previsivelmente, até ao final do ano lectivo de 2008/2009.
E, de repente, neste momento, parece que tudo parou de novo. Pelo menos, os sindicatos remeteram ambiguamente a luta para o interior das escolas
[para a não entrega de objectivos].
E eu não entendo. A luta, esse tipo de luta, sempre se travou dentro das escolas; eu pergunto-me é pelas lutas, a curto e eventualmente a médio prazo, fora das escolas. E não encontro resposta.

Tudo parece passar-se como se tivéssemos novo entendimento, desta vez tácito. Será porque o sr. Escusa, mais conhecido por Presidente da República, recomendou serenidade? Será porque Albino, o pretenso pai dos pais que exige serviços mínimos na educação, avisou que «O direito dos professores à greve não pode colidir com o direito dos alunos e das famílias»?... Ou será porque, como eu
[que sempre fui sindicalizado e não posso ser acusado, com razão, de ser anti-sindicalista]
já aqui escrevi, os sindicatos são instituições do sistema e, portanto, amarrados a ele?

escrito por ai.valhamedeus

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