Palestina livre!

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ZOOM [73] - numa rua de Túnis

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...uma pérola recolhida por máquina e olho guiados pela mão de Alah
- abençoado seja! -
há uns 10 dias, numa rua de Túnis:

escrito por Ya Allah

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VOTO NA CARMEN AMAYA

Tentando temperar com cante flamenco a bafienta correcção comportamental e política imprescindível ao são desenrolar do acto eleitoral, prega-me Allah grande partida, fazendo-me ouvir uns tientos magistralmente bordados pela voz de Carmen Amaya.

O tema é o sinistro presídio valenciano de San Miguel de los Reyes, que antes de o ser foi mosteiro da Ordem de Cister e de São Jerónimo, e hoje é biblioteca.

Por magistral de incorrecção socio-política, transcrevo a letra, e espero que Deus nos Valha e coloque o mp3 à disposição do respeitável público:
Por San Miguel de los Reyes
Un día pasaba yo.
Y a la reja de aquel presidio
Un gitanito se asomó.

Ponme una cara tan fea
Que al verlo yo me asusté.
Y como era de mi sangre
Me acerqué y le pregunté:

Gitano porque estás preso?
Por causa mala ninguna...
Porque vendí a mi mujer
Como si fuera una mula
Ya a casita me volví otra vez...

Adiós San Miguel de los Reyes
Pateo de las tres palmeras,
Donde se mueren los hombres
Que de sentimiento y muchísima pena.
De sentimiento y mucha pena
Que de sentimiento y muchísima pena,
Adiós San Miguel de los Reyes
Pateo de las tres palmeras
A disfrutar!

[palavra de Ai Meu Deus: Allah valeu-nos duplamente. Como se pode ver a seguir]



Descarga do ficheiro mp3 aqui.

escrito por Ya Allah

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A INSURREIÇÃO ESTÁ AÍ

Anda toda a França bem-pensante aterrorizadíssima, e não pensem que é por causa da gripe dita "suína" - Salvo Seja! A razão de tanto temor é um escrito singelo intitulado "L'insurrection qui vient", editado sem foguetes nem granadas em Março de 2007, e que ultimamente tem sido grande sucesso de livraria.

São 125 páginas paridas naquele tom meio-sério e meio-grave que deixa histéricos os capados
(e as capadas, que también las hay)
do sentido de humor e da fruta necessária para reagir contra quem se mete connosco. Reclama a autoria um "comité invisível", colectivo anónimo que ousa analisar o status quo e incitar os leitores
(discretamente...)
à insurgência.

Sustentam os autores que a extensão e incorporação da economia e de esquemas de controlo em todas as áreas da vida que caracterizam a fase actual do capitalismo, produziram uma espécie de "vida mutilada", cujo modelo mais completo é a cidade-metrópole, espaço pretensamente transparente e lúdico em que por trás das catedrais e lojecas do consumo se perfilam o patrulhamento policial rigoroso e a curiosidade doentia das redes de vídeo-vigilância.

"A insurreição está aí" desencadeou em França uma das maiores operações policiais de sempre, destinada a identificar os autores. Perante o insucesso, o sistema atirou-se ao autor presumido, um certo Julien Coupat, guru de um grupo de miúdos
(e miúdas...)
activistas do protesto contra a energia nuclear. Coupat e oito "cúmplices" foram presos em Novembro de 2008 e acusados de terrorismo, sendo-lhes imputadas sabotagens de linhas do TGV. Oito dos detidos foram libertados rapidamente, e só Coupat ficou um pouco mais de seis meses em prisão preventiva, sendo solto sob fiança no passado mês de Maio.

Para os sócios e clientes do ai-jesus com pachorra para a digestão de textos enfadonhos - mas premonitórios, InchAllah - aqui fica o relambório completo.
Leia-o no Scribd

escrito por Ya Allah

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QUESTÕES DE SEGURANÇA

No passado fim de semana, os media cobriram com gravidade e pletóricos detalhes a problemática decorrente da falta de sedimentação da nova estrutura da Darak implementada desde há quatro meses em aplicação da nova lei orgânica, evocada pelo seu mais alto responsável em acto público e solene. Sem alarmismo, é contudo preocupante o grande descontentamento que grassa no seio
(salvo seja!)
da extinta PVT - perdão - Brigada de Trânsito, cujos quase 2 milheiros de briosos "militares" foram transferidos para uns tais de "destacamentos territoriais".

Al-Amir Al Darak declarou liminarmente que
"a implementação da Lei Orgânica não foi nem é, ainda, fácil"
e que
"as consequências no funcionamento da Guarda foram significativas e o completo ajustamento a uma nova orgânica e a um modelo de relacionamento demorará algum tempo a sedimentar".
Caveat populus!

Fez-nos também saber que em 2008 "a força"
(salva seja!)
fiscalizou mais de 2 milhões de condutores, ou seja, mais de 5464 condutores por dia
(ano bissexto...),
adivinhando que um tal índice de produtividade tenha engendrado recriminações por parte dos guardiães da dita, pois Al Darak contava em 2008 com mais de 25 mil efectivos.

Acontece que ainda no passado dia 15 de Abril o atraso na colocação de uma pulseira electrónica obrigou à permanência de uma patrulha da Darak durante 12 dias à porta de um indivíduo suspeito de ter disparado tiros contra o posto de Al-Piarssa da dita cuja, o que pode compaginar crime de dano.

Al-Qaidati do Tribunal de Al-Mairin que o interrogou, decidiu aquela medida de coação, mas a demora na colocação do instrumento ocasionou um esforço redobrado da Darak: detido no dia 27 de Março e presente a tribunal no dia seguinte, só no dia 9 de Abril à tarde é que os técnicos do Instituto de Reinserção Social de Shantarin se deslocaram a casa do presumível autor dos presumidos disparos, para lhe instalarem a coisa, depois de o interessado ter sido presente no tribunal onde assinou declaração consentindo que o anilhassem.

Ora na terça-feira, 7 de Abril, os moradores da rua Maria Albertina, em Al-Piarssa, telefonaram para o posto da Darak pedindo intervenção em calamitosos desacatos entre familiares que então ocorriam em plena via pública. A resposta dos "militares" foi que não tinham meios disponíveis, o que é perfeitamente compreensível à luz do rácio efectivos versus condutores diariamente fiscalizados.

Al-Amir Al Darak também exaltou a prestação internacional da dita, referindo a acção dos 421 "militares" destacados em Timor-Leste e 98 na Bósnia Herzegovina - Al Hamdullilah!

O ministro dito da tutela, declarou solene e peremptoriamente que a segurança constitui a máxima prioridade do Executivo, pois
"... é a primeira das prioridades e a última das demagogias"
- InchAllah.

escrito por Ya Allah

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SOBRE A ARTE DE OBSEQUIAR

A minha co-postante Sayyida Gabriela manifestou algum incómodo pelo à parte sobre a arte de obsequiar, e pareceu lamentar o rude golpe que essa impertinência infligiu à dignidade do texto. É evidente que em nenhum momento pôs em causa a dignidade do autor, e isso é detalhe de que me toca.

Já a limitação temporal que declara ao escrever "... as mulheres eram, nesses tempos, objectos usados como obséquio feito aos amigos" parece-me enfermar de falta de rigor histórico, pois a prática nem começou nem terminou nesses tempos, mantendo-se não viva, mas tendo até evoluído para formas comerciais mais ou menos sofisticadas.

Na pequenez lusa, temos prova disso nalguma da matéria de facto imputada a certos dirigentes futebolensium, que
(pretensamente)
se inspiraram no governador do Egipto para obsequiarem árbitros complacentes, e na oferta de ucranianas prontas a usar que se tem institucionalizado como obséquio tradicional aos que se despedem de solteiros
(também me consta que vice-versa, mas, como Deus manda, com muito mais recato).
Na grandeza decrépita americana, a recente iniciativa dos industriais de pornografia Larry Flynt e Joe Francis é prova do acima escrito: ambos requereram ao Congresso a inclusão do sector industrial em que operam
($20 biliões/ano, e, segundo clamam, sinistrado)
na lista dos beneficiários do package de auxílio financeiro, invocando a urgência em "rejuvenescer o apetite sexual da América", e as terríveis consequências sobre o nível de emprego da descida do volume de negócios em mais de 20%. Sabendo-se que uma parte desse volume de negócios é gerada pela utilização das "commodities" para obsequiar, creio ficar provado que, estes tempos, nada ficam a dever àqueles.

Quanto à evocação da cerimónia ocidental do "casamento religioso onde o pai entrega a noiva ao noivo, numa passagem de testemunho idiota", não chego a compreender se Sayyida Gabriela critica a entrega
(a "traditio" que os romanos já praticavam),
ou o seu carácter religioso. Se é este último, saibam os leitores que, no Islão sunita – 85% dos crentes - a cerimónia do casamento
("nikah" em árabe – desconheço se o português importou esse termo)
nada tem de religiosa, sendo acto de natureza exclusivamente civil em que qualquer muçulmano pode oficiar, e a noiva é acompanhada não pelo pai mas por um representante da família designado para o efeito, conhecido por "wali"
(palavra que em português deu o "valido" medievo, vítima do tempo e da degradação dos valores).
*-*-*-*-*-*-*-*
A homenagem de Sayyida Gabriela aos Rajul al-Ansar – "Homens-companheiros", denota a opção por um mundo em que a identidade masculina se esbate e o homem se feminiza, depilando-se, consumindo produtos de beleza, usando jóias, sonhando com o amor eterno, consumindo telenovelas, preferindo o compromisso à autoridade viril e privilegiando o diálogo (!!!) à luta.

Esta tendência é alimentada pelos poderes, que se deram conta dos múltiplos aspectos interessantes que vectoriza: a aproximação em direcção do feminino abre risonhas perspectivas a inúmeros mercados até aqui condicionados pelo género, e, sobretudo, à pressão eficaz no sentido de ser alcançada a igualdade de salários pela descida progressiva dos masculinos até ao nível dos femininos. No braço de ferro entre o trabalho e o capital, este humilha inflexivelmente aquele, mostrando aos machos que as mulheres podem fazer exactamente as mesmas coisas que eles, e ao mesmo preço.

Citando Al-Sahafiyy Az-Zemmour "...quando se recusa ver a relação sórdida entre o dinheiro, o poder e o falo, compram-se óculos com lentes opacas".

escrito por Ya Allah

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POLICARPO DIXIT

Corre nos mentideros pertinaz rumor segundo o qual Si Policarpo contratou a agência de comunicação que também serve o Rais Sarkozy, e a forma como nos últimos tempos cria happenings para ocupar espaço mediático parece dar-lhe alguma verosimilhança. Não podendo por bicicleta com dono nem ir ao Baba Bento pedir bênção para se embrulhar com qualquer Bruna, deu-lhe para debitar provocações e impertinências, que é importante deixar bem claro serem inócuas.

Na questão de alinhamento religioso dentro do casal, sucede que a suna
(doutrina do Islão baseada nas palavras e acções do Profeta que a tradição ("sunnah") cristalizou)
preconiza um sistema parcialmente discriminatório, em que, para espanto e confusão de muitos e de muitas, o discriminado é o homem: a mulher de muçulmano pode praticar qualquer religião, o marido de muçulmana deve converter-se ao Islão.

O Profeta – que não dispunha de estúdios de televisão para cantar loas ao ecumenismo e que por isso activamente o praticava - casou-se com Safiya, uma cativa judia, que segundo relatos coevos nada devia à beleza, e com Maria al-Qabtyiia
(Maria a Copta),
uma belíssima escrava cristã egípcia que libertou e que o governador do então Egipto lhe mandara como presente
(diga-se de passagem que eram tempo em que ainda se sabia obsequiar com generosidade).
Ambas são "Umm-al-Momineen"
("Mães dos Crentes"),
sendo-lhes tributado grande prestígio e respeito em todo o Islão.

Maria - Sayyidatnâ Maryam, mãe de Issa ben Yussuf – um dos últimos profetas que precedeu Maomé e que pereceu crucificado na Judeia no ano 33 – é também respeitada e venerada por todos os muçulmanos, e muito particularmente pelos chiitas, que ao longo dos séculos desenvolveram um complexo e resplandecente culto mariano.

Timendi causa est nescire – A ignorância é a causa do medo (Séneca)

escrito por Ya Allah

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ANNE FRANK AINDA ESTÁ VIVA E DE BOA SAÚDE

O gueto de Varsóvia está novamente cercado, e é em Gaza.

Não é um choque entre dois exércitos: é um massacre rigorosamente conforme à ortodoxia das limpezas étnicas, um assassinato colectivo cometido como se fosse um jogo de vídeo, no interior da maior prisão do mundo, cercada por terra, mar e ar, e a que os sitiantes cortaram previamente a água, a comida, a electricidade, os medicamentos.

Consta que no interior do braseiro Ann Frank ainda está viva e de boa saúde.

Esconde-se dos obuses, das bombas de fragmentação, dos mísseis de um milhão de asquerosos dólares, das cargas plásticas que abrem buracos nas paredes para facilitarem a progressão dos fantasmas de casa em casa.

E compreende até que ponto a lição foi bem aprendida.

escrito por Ya Allah

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MADRASA AL HISAR

Partilho a repulsa causada pelos graves incidentes ocorridos na Madrasa Al Hisar, no Porto, em que um grupo de talibans desembestados sequestrou a mestra de psicologia, no
[decerto vão!]
intento de lhe extorquir notas sem saldo suficiente de conhecimentos.

E maior ainda é o meu escândalo pela indolência estatal, pois trata-se de crime de extorsão na forma tentada, cometido com utilização de arma de fogo, contra funcionário público no exercício e por causa das suas funções.

Não me venham com argumentos tirados do material de que a arma era feita, pois se os talibans ensaiassem a mesma gracinha numa agência do BPN para sacarem uns trocos, logo os poderes constituídos mobilizariam dezenas de empapuçados hiper armados, que, em directo exclusivo para as tvi's, cercariam o bairro inteiro e não hesitariam em dar à morte tal escumalha.

O Almoxarife El Djej as'Seghir - que ainda há pouco tempo declarava estar ao corrente do porte habitual de arma de fogo pelos talibans de todas as idades - limitou-se a declarar molemente que mandaria estudar o assunto.

Al Aswas - o preclaro rais das confederações de progenitores - lançou-se numa furiosa diatribe contra os telemóveis, vectores da infâmia e instrumentos
[pretensamente]
ao serviço dos mais negros desígnios dos professores, que, como é publico e notório, não olham a meios para desacreditar a ministra.

Enfim, cacofonia geral! E até os profs mantiveram uma notável circunspecção, não fosse alguém lembrar-se que, no passado ano, um deles tentou gamar o telemóvel de má maneira a uma aluna, investindo-a com desenfreada brutalidade, limitando-se o crime à forma tentada porque a indómita proprietária
[privada]
resistiu com valentia e eficácia.

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

A cena ocorrida na Madrasa Al Hisar evoca-me um dos muitos fait divers que coloriram o reinado do Senhor D. Pedro I, tão acertadamente cognominado de Justiceiro.

Regressado D. Pedro de um dos périplos em que as modernas "presidências abertas" decerto se inspiraram, foi informado que dois dos seus mais fiéis escudeiros tinham morto um judeu. Eram rapazes de nobre estirpe e da sua idade, que com ele tinham crescido no conforto dos paços reais.

Cioso do respeito pelo princípio do contraditório, mandou-os vir à sua presença para se explicarem, ficando assim a saber que a façanha tinha por motivação exclusiva a raça do defunto.

Mandou-os D. Pedro garrotar sem mais delongas, causando grande escândalo na corte, que lhe recriminou o exercício de tanta severidade contra dois amigos de infância.

Um palaciano mais atrevido perguntou como era possível tamanho excesso "só porque mataram um judeu". Respondeu o rei com toda a candura:

- É que decerto mataram um judeu para se treinarem e a seguir matarem cristãos...

escrito por Ya Allah

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SIC

SIC Notícias, 2 de Janeiro de 2009.

Entrevista notável de Si Madinati al Carreira por Mário Crespo. Numa estação de televisão controlada
[principalmente]
pelos clientes do Mad... - perdão - do Doutor João Rendeiro, a honestidade intelectual e o desassombro de ambos merecem grande destaque.

A gravação tem neste modesto servidor cliente certo, InchAllah - desde que o preço seja conforme al Chariah, ou seja, desde que não seja especulativo.

escrito por Ya Allah

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CONFUSIÓN DE CONFUSIONES

Um dos primeiros livros que analisou em profundidade os mercados financeiros teve por titulo
"Confusión de confusiones. Dialogos curiosos entre un filósofo agudo, un mercader discreto y un accionista erudito describiendo el negocio de las acciones, su origen, su etimología, su realidad, su juego y su enredo".
Editado em Amesterdão em 1688, foi seu autor José Penso de la Vega, judeu espanhol que abandonou Córdova por ocasião das perseguições religiosas que empurraram os judeus ibéricos para os Países Baixos no século XVI.

Aqui fica a tradução de dois breves parágrafos, em que o autor claramente imputa à ignorância dos filósofos a responsabilidade pelos desmandos dos financeiros:
>Filósofo: Que negócio é este, que, apesar de tanto ouvir falar dele, não o compreendo nem consigo esforçar-me para o compreender, nem encontrei até hoje um só livro em que se fale dele de forma que compreenda?
>Accionista: Bem digo eu que sois néscio, barbudo amigo, pois ignorais o enigmático negócio, que é o mais real e o mais falso que há na Europa, o mais nobre e o mais infame que o mundo já viu, o mais fino e o mais grosseiro que nas urbes se pratica! É compêndio de ciências e sumo exemplo de enredos, pedra de toque dos atentos e tumba dos atrevidos, tesouro de utilidades e incentivo de ruínas, e, finalmente, é imagem de Sisifo que jamais descansa, símbolo de Ixion que anda sempre em roda-viva!
escrito por Ya Allah

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MAGANÕES...

Até hoje - que se saiba - só a CGD beneficiou de injecção de fundos públicos para "reforço de liquidez". Sendo a CGD detida a 100% pelo Estado, mal seria se o Estado
(este ou outro)
carecesse de legitimidade para lhe dar instruções sobre a forma como deve orientar a sua actividade.

Inaceitável é que o Estado lhe faça injunções ineptas, pois a CGD já entrou com quase tudo o que o Estado para lá mandou para tapar a boca do BPN e maquilhar a Quimonda, e fontes internas - perfeitamente informadas - coincidem na asserção de que não houve qualquer aumento de pedidos de crédito por parte das pequenas e médias empresas.

A CGD tem excesso de liquidez, pois foi o porto seguro para onde os assustados pela crise mandaram muita da nota que tinham na banca dita "privada". Mas a banca em geral também tem excesso de liquidez, pois uma boa parte dos clientes que andavam a acender charutos com papelame adquirido com fundos próprios desfizeram-se do dito a qualquer preço, jurando não voltarem tão cedo às compras nas bolsas de valores e deixando os despojos a repousar em contas a prazo.

Qual será pois a verdadeira causa deste nervosismo governamental, que se manifesta pela tentativa de empurrar a banca a fazer empréstimos?

Cá na minha, a cena é outra que não a já estafada das "pme"…

Uma parte muito importante do crédito bancário era - e escrevo "era" porque foi chão que deu uvas - destinado à aquisição de papelame e concedido sobretudo aos "amiguetes".

Toda a gente engordava: os bancos cobravam juros pelo crédito, comissões pela intermediação na compra do papel que ficava a caucionar o grosso das dívidas (
juntamente com pequenas somas liquidas designadas por "margins - margens de manutenção")
e ainda pela "guarda e conservação" do dito
(trafulhice - o que guardam são megabites, pois há muito que não há papel, desmaterialização oblige…),
e, por fim, pela venda sempre do mesmo, quando os "investidores" entendessem que as "mais valias" já eram o que pertencia.

É claro que o sistema cavalgava montado numa presunção que os idiotas consideravam inelidível: que as bolsas nunca parariam de subir, fosse graças ao "crescimento", ou à "globalização", ou a todas as demais cretinices dogmáticas que a gringalhada inventou no século passado.

Quando o esquema parte a cara, estão mesmo a ver o que se passou com os tais "investidores": mandaram
(de má maneira…)
os bancos pagarem-se ficando com o papelame que tinham cativo e com as tais "margens de manutenção", criando assim a actual situação de estagnação bolsista que tanto angustia os pais da pátria.

Pois como acima dizia, cá na minha, a histeria tem a ver com o facto de a banca, em salutar confirmação do adágio que imputa aos escaldados o medo da água fria, ter entrado numa de retranca. Confirma a minha desconfiança a irritação recente do grande argentário de frankfurt, que se queixava fazerem os bancos bicha à porta do BCE para depositarem liquidez a juro miserável…

Cosas veredes, sanchos!!!

ps(d): em relação à Quimonda, vale a pena ver a evolução da sua cotação e volume de transacções na bolsa de nova iorque - sobretudo a partir do anúncio da injecção de quase 400 milhões de dólares na dita… Cosas veredes, sanchos!!!

escrito por Ya Allah

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A COISA ESTÁ FEIA

Presume-se que a fraude alegadamente cometida por Bernard Madoff, ex-presidente e fundador do Nasdaq
(bolsa norte-americana em que são cotadas e negociadas acções de empresas tecnológicas),
esteja na origem do encerramento de uma organização caritativa e possa ter causado enormes perdas a outras importantes organizações de beneficência.

A Robert I. Lappin Charitable Foundation - Fundação Caritativa Robert I. Lappin, activíssima na área do turismo religioso juvenil, pois pagava viagens de jovens judeus a Israel
(certamente oriundos de meios desfavorecidos),
informa na sua homepage
(http://www.rilcf.org/)
que o dinheiro que financiava os seus programas provinha de rendimentos de importantes quantias "investidas" na empresa de Madoff.
"Os recursos necessários para financiarem a Fundação Lappin desapareceram",
informam os responsáveis da organização, que oportunamente acrescentam terem despedido todos os colaboradores da dita.

escrito por Ya Allah

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VIVÓ'S ARTISTAS!

Alguns dos mais arrogantes bancos do mundo andaram pelo menos 25 anos a alimentar o esquema piramidal de Bernard Madorff, metendo mais de 50 biliões de dólares na mão do artista e recebendo gulosamente juros usurários. A actual falta de liquidez com que apesar das generosidades governamentais se debatem, forçou-os a deitarem abaixo os tais depósitozitos. Qual Dona Branca acossada pelos credores, o Bernardo teve que lhes confessar que há muitos anos pagava os juros aos porcos com o pelo dos ditos.

Não posso evitar de mandar outra sarrafada aos quatro grandes mestres do mundo – deloitte, price waterhouse, kpmg e ernst & young – que até ao passado dia 9, a troco de chorudíssimos honorários, sempre certificaram os balanços do artista.

E regozijo-me com a cena, pois talvez seja desta que a seita incompetente e odiosa de sanguessugas que medram porque os nossos governos lhes entregam grossas fatias do pib delegando nelas o "controle" das contas de todos os agentes económicos cuja dimensão ultrapassa a de merceeiros, pois talvez seja desta que se entalam a sério.

Inch Allah!

Vendas EmpregadosAno
PricewaterhouseCoopers$28.2bn146,7002008
Deloitte Touche Tohmatsu$27.4bn165,0002008
Ernst & Young$24.5bn130,0002008
KPMG$19.8bn123,0002007

escrito por Ya Allah

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YASSER ABD EL RAHMAN

Um grande compositor e violinista egipcio.

Autor de excelentes bandas sonoras de excelentes filmes que não chegam às nossas praias, como Youm har gidda (Um dia escaldante), Al Masri (Egipto), Ayam al Sadat (Os dias de Sadat), Mallaki Iskandariya (Alexandria íntima), Laylat Al Babydoll (A noite do Babydol - uma obra prima!), Heya Fawda (O caos) e Nasser 56.





escrito por Ya Allah

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CONSULTORES

É por ser da treta, que a "Autoridade para a Comunicação Social" ainda não investigou o caderno de "Economia" do Expresso, que de alguns anos a esta parte se transformou em veículo quase exclusivo de publicidade nojenta
(mal)
disfarçada.

Na página 28 da edição de 6 de Dezembro, faz o Expresso, pela pluma do seu escriba
("jornalista"!!!)
João Ramos, a promoção de uma organização tenebrosa e do catalão com aspecto patibular que a comanda: trata-se, em língua bárbara, do "Accenture Public Service Operating Group", que vertido em português se chama qualquer coisa como "Grupo Operacional Accenture para a Administração Pública".

Que coisa é esta? Pois trata-se, nem mais nem menos, de uma das divisões "operacionais" da herdeira da famigerada Arthur Andersen, braço armado da Enron na façanha de mistificação dos pequenos investidores e vítima da enxurrada de esterco que afogou ambas. Dedica-se esta coisa a vender às administrações públicas soluções para toda a espécie de males que real ou supostamente as afligem, não sendo de excluir a hipótese de ter sido quem pariu o tal de "sistema" de avaliação dos professores.

A partir de Nice, e pela pena do escriba – cuja honestidade fica sem mácula ao explicar
(em letras pequeninas)
que "viajou a convite da Accenture" – diz-nos esta que "Portugal deve ter plano estratégico", desenhado à volta de "controlos biométricos", "redes colaborativas [sic] massificadas", "videovigilância" e "grelhas inteligentes".

Interroga-se este cromo se deve Portugal converter-se "num hub de distribuição mundial", ou "num hub de talento", ou se deve apostar "na indústria de cultura". Rigoroso e sincero, "admite custos sociais por haver pessoas não reconvertiveis por questões de idade e de habilitações". Defende que haja "mais rapidez, eficiência e alinhamento com as necessidades dos clientes".

Guru de pacotilha, prevê que "os gastos com segurança vão aumentar" e que o actual contexto "provoque mudanças e fusões nas organizações não governamentais (ONG) sem fins lucrativos", salientando que "há ONG que são geridas como verdadeiras multinacionais e outras pequenas com défices de profissionalismo". Termina declarando doutoralmente que as administrações públicas "deveriam ajudar as ONG a rever estas situações e a facilitar os diálogos".

O volume de recursos públicos que titulares de cargos também públicos transferem anualmente para esta coisa ronda, segundo ela própria, 3 biliões de euros. O esquema, ainda que esfarrapado, continua a funcionar em grande:
  • o "consultor" sugere o "conceito" ao titular de cargo público, constituído por insanidades, vacuidades e destemperos como os acima referidos "redes colaborativas massificadas", "grelhas inteligentes" e "hubs de talento", condimentado com os chavões do momento - "controlos biométricos", "videovigilância", "mais rapidez, eficiência e alinhamento com as necessidades dos clientes" – e justificado por asserções que é cada vez mais perigoso contestar, do género "os gastos com segurança vão aumentar";

  • não vá o morcão lançar-se em elucubrações de sua lavra, o "consultor" ataranta-o com um ou dois arrotos totalmente fora do contexto "...mudanças e fusões nas organizações não governamentais (ONG) sem fins lucrativos", "há ONG que são geridas como verdadeiras multinacionais e outras pequenas com défices de profissionalismo" e uma opinião hermética: "as administrações públicas deveriam ajudar as ONG a rever estas situações e a facilitar os diálogos".
Neta fase do campeonato o morcão desonesto – que por um lado não quer dar parte de tonto e por outro sabe que o "consultor" está muito bem relacionado
(principalmente no seio da "sociedade civil", em que é tão útil ter portas abertas quando os mandatos findam),
pois nesta fase do campeonato o morcão começa a ver-se autor e actor reputado de uma inteligente iniciativa de alta política, a que a colaboração
(interessada)
do "consultor" garantirá o sucesso.

Está feito o cambalacho, com ou sem concurso público. Se as directivas comunitárias impuserem concurso, não é difícil a quem concebeu o objecto do dito apresentar a melhor proposta. Se tal não for o caso, o ajuste directo será fácil de justificar.

No actual contexto, até é bem feito: estes esquemas desenvolvem-se e proliferam principalmente por culpa dos professores, que não ensinam a tabuada aos putos, nem os dotam com espírito crítico.

escrito por Ya Allah

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AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES E CRISE FINANCEIRA

O esquema da avaliação não é produção do ME: corresponde integral e fielmente à receita padrão dos consultores americanos comummente designados por "big 4"
(que eram 5, até à arthur andersen rebentar nos escândalos financeiros de 2001).
É extremamente provável que o ME tenha pago umas centenas de milhares de euros pelo "package", tão parecido que ele é a todos os que tenho visto. E o "produto", realmente, nada tem a ver com "avaliação", seja ela de professores ou de quaisquer outros agentes do estado a quem pretensamente se destina. O "package" visa tão só "redução de custos", e, no caso português, a implementação engendrou um bónus inesperado: afastar a atenção pública do krach financeiro e das cenas gravíssimas a que o dito está a dar azo.

Terminada a "crise"
(isto é: consumado o rombo no erário público decorrente do "salvamento" dos clientes do Banco Privado Português e da nacionalização das fraudes do BPN),
a ministra sairá pela esquerda baixa, e o substituto acomodará todas as reivindicações. A paz regressará aos estabelecimentos de ensino, Inch Allah!

escrito por Ya Allah

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MAWTINI

Mawtini é o hino nacional comum à Palestina e ao Iraque e hoje é adicionado ao podcast do Ai Jesus.

Quem canta é um irakiano chamado Ilham al Madfai.

Esta versão também é uma maravilha:



A propósito: "Mawtini" quer dizer "Pátria minha".

escrito por Ya Allah

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