Palestina livre!

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ENTRE CRAVOS E CARDOS


Thomas Fischer
Entre cravos e cardos : Portugal aos olhos de um estrangeiro que
se tornou português
Coimbra : Edições 70, 2024, 385 pp.

Gosto muito de ler sobre Portugal pelos olhos de um estrangeiro. Thomas Fischer quase não é um estrangeiro, até já é português. Aqueles pequenos pormenores que nos escapam não escapam ao olhar atento e surpreendido de Fischer. As nossas idiossincrasias são vistas por uns olhos atentos e observadores.

Fischer foi atraído pela revolução dos cravos, uma réstia de esperança para a juventude mais militante da Europa, na altura. Por aqui foi ficando, jornalista freelancer, isso permitiu-lhe acesso a fontes e a locais privilegiados.
 
Já vi comentários menos abonatórios em relação a este relato. Mas eu gostei, acho que é fiel, trata das nossas características de forma honesta e não esconde o que gosta do nosso país. Claro que há coisas que o surpreenderam. Por exemplo, num almoço de negócios, só se falar do assunto à sobremesa. É verdade. E muitas coisas mais. Abstenho-me de falar mais para não tirar o apetito de ler o livro. Despache-se.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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CARTAS PARA A MINHA AVÓ

 Djamila Ribeiro
Cartas para a minha avó
Alfragide : Caminho, 2024, 213 pp.

Fui ao engano. Não me tinha apercebido de que a autora não era a
Djaimilia Pereira de Almeida. Foi um bom engano.

Djamila, negra e mulher, a pretexto de escrever à avó, já falecida,
conta a sua vida. Negra, filha de negros, a viver num país com
grande percentagem de pessoas negras, eu fiquei surpreendido
com a discriminação a que estas pessoas estão sujeitas.
Duplamente, por ser negra e ser mulher. Aflitivo, incómodo, duro.

Uma infância, relativamente pobre, boa aluna, acaba por se
licenciar e doutorar e hoje ser uma voz audível no Brasil e não só.
Acho que pessoas, como eu, que falam ser antirracistas, deveriam
calar-se, pois só quem sente na pele a discriminação tem
autoridade para falar o que é sofrê-la. Já conhecia da Grada
Kilomba a discriminação, mas a Djamila veio reforçar essa ideia.

Um livro/memórias a não perder.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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MESSIEURS, ENCORE UN EFFORT...

 Elisabeth Badinter
Messieurs, encore un effort…
Flammarion Plon, 2024, 88 pp.

Ainda e sempre um dos problemas de momento. O envelhecimento da população, a fraca natalidade nos países industrializados, a questão da dificuldade de ser mãe, hoje.

O capítulo que mais me interessava, a autora passa um pouco por cima. Havendo, de início, uma aceitação dos imigrantes, provenientes de países em conflitos ou imigrantes económicos, tem havido uma restrição à imigração ilegal nos países ocidentais. Sendo que a queda de natalidade e a escassez de mão de obra têm sido encaradas, pelos economistas, como a solução a seguir. Contudo é inegável que haverá choques culturais que a autora não aborda. Mas eles existem.
Nos países asiáticos o recurso à robotização e à IA tem sido a solução que preconizam.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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MANIAC

 Benjamín Labatut
Maniac
Lisboa: Relógio D´Água, 2024, 325 pp.

Um mundo que nunca nos é mostrado. O mundo dos matemáticos, físicos, jogadores, génios que estão sempre na sombra.

Este livro prende-nos do princípio ao fim. A bomba de Hiroxima e Nagasaki. As manias, as loucuras, a genialidade destes homens quase anónimos. Por aqui deambula Einstein mas, sobretudo, John von Neumann e as bases da computação. Livro fascinante.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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ESTANTE DE ABRIL DE 2024






escrito por Carlos M. E. Lopes

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TRÊS MULHERES NA CIDADE

 Lara Moreno
Três mulheres na cidade
Lisboa: Alfaguara, 2024, 338 pp.

Três mulheres usam o mesmo prédio, em Madrid. Uma espanhola, uma colombiana e uma marroquina. Oliva, Damaris e Horia. A primeira vive uma relação conturbada, a segunda fugiu da Colômbia depois de um terramoto em busca de uma vida melhor. O mesmo sucede a Horia que vem em demanda de outra vida.
 
Horia aportou primeiro no sul, aqui perto de mim, em Cartaya e depois consegue o lugar de porteira no prédio onde as três circulam. Horia sempre à espera de que o filho chegue, mas este nunca chegará. Damaris cuida de dois gémeos e regressa a casa ao fim do dia. A família é a grande preocupação dela. Com o covid é despedida, como quem vai de caminho. Oliva consegue desembaraçar-se do homem que a faz sofrer.
 
Não sei se escrita feminista ou não, mas um romance de esperança, sofrimento e desilusão.
 
Uma boa leitura.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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HOTEL SAVOY

Joseph Roth
Hotel Savoy
Alfragide: Dom Quixote, 2ª ed., 2024, 156 pp.

Já tinha lido a Marcha de Radetzky, em 2018, e o autor voltou a fascinar-me.

Passado no rescaldo da I Grande Guerra, 1914-1918, julgo que na Polónia, no Hotel Savoy cruzam-se soldados que voltam da frente, muitos judeus a que o autor pertencia. No hotel cruzam-se pobres e ricos; estes, nos primeiros andares e os pobres, nos últimos. Muita pobreza e alguma riqueza. Imaginamos aquele vaivém de gente à procura de refazer a vida. 
 
Um mestre, este Joseph Roth! Alcoólico, morreu aos 44 anos, teve uma vida difícil. A sua experiência a viver em hotéis foi grande. 
 
Vale a pena ler.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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NA CABEÇA DE VENTURA

Vítor Matos
Na cabeça de Ventura
Lisboa: Zigurate, 2024, 188 pp.

“Quis ser padre e escritor. Ganhou notoriedade como comentador de futebol. Mas foi a descoberta de que havia mercado eleitoral para o discurso xenófobo que lhe proporcionou uma ascensão meteórica na política portuguesa”. A capa tem este resumo da vida pública de André Ventura. É, dos três livros sobre os líderes que se presume mais votados, o que mais vende, certamente. Todos nós queremos saber alguma coisa desta personagem.

Tendo lido o livro, fiquei com a ideia de que Ventura, apesar das boutades, é moderado. Pode parecer estranho. As interpretações religiosas dele deixam muito a desejar; as ideias, em geral, são repulsivas; mas ele explora um nicho de mercado que lhe deu notoriedade e apoio popular. Coisa diferente é o núcleo duro da sua entourage. Não surpreenderá que a criatura engula o seu criador. No seio do Chega há de facto fascistas, do piorio.

Ventura vai dizendo o que a maioria silenciosa quer ouvir. “Enquanto cresce, à medida que constrói caminho, com a subida exponencial nas sondagens, ganha ainda mais confiança. Mas uma coisa são as perceções; outra, as realidades: e André Ventura sabe ler e interpretar o que as pessoas querem ouvir, sabe alimentar essas perceções, e vai-se alimentado ele próprio delas” (p. 146). 
 
João Pereira Coutinho diz “Fez uma espécie de prospeção para saber qual seria o seu nicho e viu perfeitamente que faltava um partido populista de direita, tal como acontece nos outros países da Europa, e é mais um caso de oportunidade que de grande convicção ideológica. Oportunidade e oportunismo, claro” (p. 178).

Ventura copiou os grandes temas na Europa: refugiados, migrantes, minorias, religião, teoria da substituição e verbaliza-os, mesmo que nenhum desses temas sejam hoje problema em Portugal.

Mon chapeau!

escrito por Carlos M. E. Lopes

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NA CABEÇA DE PEDRO NUNO



Ana Sá Lopes
Na cabeça de Pedro Nuno
Lisboa: Zigurate, 2024, 159 pp.
 
Ana Sá Lopes traça o perfil de Pedro Nuno Santos, o secretário-geral do PS, mas há pouco a dizer. 

Definindo-se como fazedor, esteve pouco tempo no governo, mas esteve ligado a episódios, pouco claros, na TAP, embora reivindique resultados positivos na transportadora aérea, coisa que parece verdade. Anunciou a solução do problema do aeroporto, mas teve de retirar de imediato a medida, a mando do primeiro-ministro. 
 
Keynesiano, aposta no investimento público. Estudioso, rico, com avô sapateiro, tem carisma e a ele se deve, em grande parte, a constituição da geringonça. Mas o seu percurso também se fez com alianças com o PSD.

Defensor do casamento gay, sempre com posições de grande frontalidade, orador empolgante, chegando mesmo a ofuscar Costa, Pedro Nuno tem feito um percurso seguro e é, neste momento, de longe, o maior trunfo do PS. 

Pedro Nuno defende a União Política da Europa (para esquerdista, como lhe chama a direita, não está mal), a partir do Parlamento Europeu, e isto “porque todos os cidadão europeus perceberam que a Europa não se constrói em Bruxelas ou Estrasburgo, mas sim entre Berlim e Paris.” (pág. 85). 
 
Estejamos atentos a este furacão!

escrito por Carlos M. E. Lopes

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NA CABEÇA DE MONTENEGRO


Miguel Santos Carrapatoso
Na cabeça de Montenegro
Lisboa: Zigurate, 2024, 199 pp.
 
A história de Montenegro é um conjunto clamoroso de derrotas, copiosas derrotas. Desde sempre e em todo o lado. Mas é estoico. E, embora tenha o carisma de um calhau, nada o impede de vir a ser primeiro-ministro. Já vimos situações parecidas e opostas. Fernando Gomes, quando se recandidatou à Câmara do Porto, fanfarrão, foi derrotado por um Rui Rio sem chama. Nada impede que com Montenegro se passe o mesmo.

Dos dois partidos do “arco do poder”, o PSD é o que apresenta maiores dificuldades de se distinguir das suas sombras: Chega e IL. No caso de Montenegro, acresça-se Marcelo Rebelo de Sousa. Ambos lhe roubam eleitorado e lhe pisam áreas programáticas. Embora sem descurar a intervenção do Estado, Montenegro tem tido dificuldade em se demarcar e em dizer se afasta o Chega da área do poder, quando tudo indica que, sem IL e Chega, não poderá governar, a não ser que o Bloco Central se constitua no terreno.

No seu afã de se demarcar da IL e Chega – aquele com consistência programática e este, um manta de retalhos de slogans sonoros – daí que “Não assustar ninguém para convencer quase todos. Esquecer a ideia de «reformas estruturais», necessariamente temidas porque inevitavelmente disruptivas, fugir do espantalho da direita neoliberal e exorcizar o papão da direita reacionária e xenófoba. E, para isso, apresentar-se como uma versão melhorada de António Costa, a competência na continuidade, um projeto de renovação indolor.”(p. 146).

escrito por Carlos M. E. Lopes

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MENTIRAS DE MULHERES

Ludmila Ultskaya
Mentiras de Mulheres
Lisboa: Cavalo de Ferro, 2023, 155 pp.

Uma autora russa (soviética?) que nos retrata, com mestria, a vida de várias mulheres sobre as mentiras que contam. Dá-nos ideia das carências, dificuldades, pobreza da vida nos sovietes, com grande savoir-faire e uma mão sabedora.

Um livro que esteve para entrar nos meus melhores 20 de 2023. Por pouco.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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ESTANTE IRREGULAR * 0-3

Vamos dar início a uma estante irregular onde daremos conta dos livros que adquirimos e, sempre que possível, com uma nota explicativa.

Chama-se Estante por serem acrescentos na estante e irregular por não saber com que frequência os iremos adquirir. É quando calhar. O título tem reminiscência da obra poética do Fernando Assis Pacheco e talvez tenha aí a sua origem, pois, há pouco, devolveram-me um livro dele.

O uso da primeira pessoa do plural não deve ser visto como majestático, mas sim que qualquer membro do blog, ou terceiros, podem fazer a divulgação dos livros adquiridos (mesmo sem os ler).

Se conseguir influenciar alguém..., e no que me toca, isso não resulta de mérito meu, mas do livro, mas afaga-nos o ego, pois é manifestação de poder.

Boas leituras!




escrito por Carlos M. E. Lopes

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MEMÓRIAS DE UM PINGA AMOR

Groucho Marx
Memórias de um pinga amor
Lisboa: Assírio e Alvim, 1980, 210 pp.

Um livro escrito no princípio dos anos 60, adquirido em 1986 e lido agora.

Humor inteligente dos anos cinquenta. Sobre o quotidiano do próprio autor, na primeira pessoa. Receções, conversas, situações. Um estímulo à imaginação. 
 
A ler, ainda que, pense, indisponível. Experimente no OLX.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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LIVROS DO ANO 2023

Tenho lido “os melhores livros do ano de 2023”. Acho pretensioso. Em Portugal editam-se cerca de 15 000 livros por ano. Quando se diz os melhores livros do ano, dever-se-ia dizer os melhores livros do ano …que li. Nem mais. Alguém leu os cerca dos 20 mil livros publicado em Portugal? Acrescento cinco mil que não foram dados ou comunicados oficialmente (edições de autor e micro-editoras). Estão a brincar com quem?

Indico os 20 livros, que li!, e de que mais gostei em 2023. Muitos foram editados em anos anteriores.

A ordem e o género são arbitrários. 

Se influenciar dois leitores, é muito bom. O poder, meu Deus, o poder…

Aqui vão!




















escrito por Carlos M. E. Lopes

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ALGUÉM FALOU SOBRE NÓS

Irene Vallejo
Alguém falou sobre nós: Ensaios sobre o mundo atual à luz da sabedoria da Antiguidade Clássica
Lisboa: Bertrand Editora, 2023, 151 pp.

Pequeno ensaios publicados em periódicos pela famosa autora de O Infinito Num Junco.

Com alguém disse, está tudo nos clássicos. Sem dúvida. Podemos dizê-lo de outra forma, mas está tudo lá.

Como diz alguém, “ É possível ser-se uma filóloga magistral e, ao mesmo tempo, escrever como os anjos”.

É isso. Nem sempre as comparações são magistrais, mas nunca são medíocres. A ler com urgência.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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ESTA FERIDA CHEIA DE PEIXES

Lorena Salazar Masso
Esta ferida Cheia de Peixes
Lisboa: Guerra & Paz, 2023, 142 pp.

Esta colombiana, neste primeiro trabalho, deixa-nos fascinados.

Esta ferida é o rio Atrato (o mais caudaloso do mundo?) cheio de peixes. E a história passa-se nesse rio numa viagem em que uma mulher branca vai levar um menino negro, à mãe biológica, negra. 
 
As pessoas, os hábitos, a miséria, fazem-nos lembrar África. O final é trágico e monumental, magistral episódio de dor e sofrimento. Mas isso não impede passagens poéticas “O menino não avança no meio de nós; deixa-nos para trás, tem a energia que falta ao sol”(pag. 125). Os tiros que se “ouvem” devem ser da guerrilha ou do exército nacional. Mas isso pouco importa. O que nos interessa é o drama humano, comum em todas as latitudes.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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PATOS DESALINHADOS NÃO VOAM

Hugo Mendes e Frederico Pinheiro
Patos desalinhados não voam
Lisboa: Zigurate, 2023, 221 pp.

Duas figuras públicas, que se tornaram nisso por razões pouco abonatórias, escreveram um livro interessante e que aconselho vivamente a que seja lido.

Quando toda a gente tem opinião sobre a TAP e o buraco financeiro que se lhe associa, os autores fazem ver aspetos do problema que mostram a complexidade do assunto e como se fala, muitas vezes, sem ter a mais pequena noção da realidade.
 
Haverá outras visões, até opostas à exposta pelos autores, mas as questões levantadas não deixam de ser pertinentes e deveriam levar-nos a não “emprenhar pelos ouvidos” e deixarmo-nos de superficialidades. 
 
Boa leitura!

escrito por Carlos M. E. Lopes

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O PEQUENO RESTAURANTE DA FELICIDADE

Ito Ogawa
O pequeno restaurante da felicidade
Lisboa: Presença 2023, 206 pp.
 
Abandonada e roubada pelo namorado, fica sem voz e regressa à sua aldeia, aos 24 anos, depois de dez anos fora.

Vai ter com a mãe e, tendo tido uma experiência em restaurantes, abre um. Aí as pessoas sentem-se felizes. Exímia cozinheira, prepara pratos e o restaurante, a Cantina dos Caracóis, torna-se famoso. A sua relação com a mãe é fria. 
 
Ela não tem pai e a mãe, ao fim de trinta anos volta a encontrar o seu amor. Uma história simples mas bem urdida e bem contada. Uma história de amor, no fundo. 

Bom, mas o melhor é ler. A suavidade japonesa em seu grande esplendor.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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PORQUE HOJE É DOMINGO... * 5

 

"O padre avançou com intenções de abraçar, decidido a roçar faces. Este homem sempre manteve o gosto pelo afeto dérmico".

[Fernando Aramburu. Pátria. 4ª ed.. Alfragide: Dom Quixote, 2022, p. 135]

Nota:

Este romance é uma maravilha, a vários títulos. Querendo apreciar o nível de escrita de Aramburu, sugiro a leitura do capítulo 25.

Não é necessário comprar: numa livraria, uma leitura das 6 páginas não será demorada, mas será com certeza uma delícia.

O capítulo é um bom exemplo de como o autor caracteriza as personagens, sem grandes alongamentos nem adjetivação excessiva: são os atos e as expressões delas que as definem, que as vão definindo ao longo da história.

escrito por ai.valhamedeus

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NAPOLEÃO

A Visão, de há semanas, publicou um longo artigo sobre Napoleão, onde este está retratado como alguém que escrevia e falava mal o francês.

De facto, tendo nascido na Córsega, num território, até há pouco tempo pertencente à República italiana, é natural que tivesse dificuldade em falar bem o francês. Mas isso não o impediu de entrar na história da literatura francesa, de acordo com este livro de Kléber Haedens, cuja capa e excerto referente a Napoleão junto.


Para que conste. 

escrito por Carlos M. E. Lopes

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