Um cheirinho de Budapeste
[vista do teleférico]:LEIA O RESTANTE >>
[está tudo AQUI].

[rua principal de Ourém]
[malha do trigo]
Por casual conjugação de coincidências, duas referências amigas, nos últimos tempos, despertaram-me a curiosidade para a zona de Sanabria
[digo zona, porque não existe nenhuma localidade com esse nome, sendo apenas "apelido": há o Lago de Sanabria, o Parque Natural de Sanabria, a localidade de Puebla de Sanabria...].
[ver fotos]
[em castelhano, no sítio do Hostal Martin, junto do Lago, encontra detalhes de várias "rutas de senderismo"]
a cidade medieval de Puebla de Sanabria, presidida pelo castelo;
o mosteiro cisterciense de San Martín de Castañeda...
Sei que, no mínimo, um leitor do Ai Jesus! conhece a zona. A ele e a todos os restantes que queiram colaborar, peço informações que permitam [a mim e aos demais interessados]
[descarregue, em pdf, o programa completo]:Temos boas notícias: este é ano de Festival Islâmico em Mértola. A partir de quinta-feira e até domingo, as vielas da vila alentejana vão transformar-se num imenso "souk", haverá odaliscas e música em cada canto.
Mas do que se trata, afinal? De uma versão "arabizada" das feiras medievais que pululam um pouco por todas as urbes onde haja um castelo a servir de cenário? Pelo contrário. A ideia não é fazer uma reconstituição histórica da Mirtolah muçulmana do século VIII, mas sim dar a conhecer o século XXI tal como ele é vivido a sul do Mediterrâneo, revivendo o espírito cultural do Garb Al-Andalus - época áurea da povoação que chegou a capital de um reino taifa.
Tal como numa medina típica, linguarejares estranhos misturam-se com os sons do trabalho artesanal ao vivo, com os alentejanos dos montes circundantes a mostrarem-nos com quantos pontos se cozem umas botas e a destreza necessária para manejar um tear. Como há muito aprenderam que o caminho para o futuro de Mértola passa por cultivar o passado, jovens artistas do concelho mostram também o seu trabalho: joalharia contemporânea inspirada em peças islâmicas, réplicas em barro dos candis muçulmanos e lucernas romanas encontradas durante trinta anos de escavações arqueológicas, olaria pintada com técnicas antigas. Tudo isto acontece a partir das dez horas da manhã, prolongando-se por doze horas consecutivas. Porém, o evento que agora comemora o seu décimo aniversário não se esgota no mercado de rua, por mais animado que este seja com a passagem constante de tocadores de flautas e alaúdes, malabaristas e cuspidores de fogo. As actividades agendadas são múltiplas e pensadas para todas as idades. Os "contos do souk", narrados dentro de uma tenda instalada junto ao castelo; as oficinas de danças orientais, onde aprendemos a menearmo-nos com a sensualidade de odaliscas; o teatro ao fim da tarde; os lançamentos de livros e conferências; as exposições de fotografia e ourivesaria; os jogos tradicionais ou os passeios de barco no Guadiana são acontecimentos de entrada livre ou custo reduzido de que toda a família pode desfrutar.
A noite traz consigo espectáculos de dança e concertos verdadeiramente cosmopolitas, com actuações de grupos vindos da Turquia, Sudão, Síria, Argélia, Egipto e Marrocos, bem como de França e de Itália. Para não nos esquecermos que, afinal, não é no meio do deserto mas na planície que nos encontramos, o festival encerra com a actuação de grupos corais alentejanos.
De mesquita a igreja
Um convento divertido[e tem-nos, muitos e variados].
[mais concretamente a de saber se Aranda de Duero, entre Valladolid e Soria, mereceria uma visita].Garantiu-me um guia existir aí uma igreja notável

[a Iglesia de Santa María, com uma das mais belas fachadas "isabelinas"],valendo ainda a pena fazer a rota das suas famosas adegas
[las bodegas más espectaculares, garante o município].
Logo depois, um blogue apresentava-me um bem menos complicado motivo de interesse: um grupo de miúdas [já então, em 2004, não eram muito miúdas; hoje serão ainda menos...]que, segundo li, prometeram posar em top less, se ganhassem a lotaria. A vida não lhes deve ter corrido muito mal, a julgar pela foto:
Passei anteontem em Aranda de Duero. Um dia destes [quando regressar a casa e, em consequência, tiver os meios necessários],hei-de demonstrar fotograficamente que há de facto motivações suficientes para parar. As miúdas, essas não consegui pôr-lhes o olho em cima. Talvez numa próxima visita...
Espanha está no top do património da Humanidade
[está AQUI a lista completa dos bens espanhóis inscritos na lista do património mundial e hiperligações para as respectivas páginas oficiais da web].Só cidades, são 13
[com uma organização que visa defender o seu património histórico e cultural]:
Em tempo de férias, quero dizer, de viagens, comprei, na Fnac, Por tierras de Portugal y de España de Miguel de Unamuno [Madrid: Alianza Editorial, 2006].
[escritos entre 1906 e 1909 e reunidos, a primeira vez, em 1911]
[segundo Unamuno, "a literatura portuguesa, a que merece ser lida, data do século passado [o 18], do período romântico, da época de Almeida Garrett e de Herculano].
[ir a Braga "é um dos deveres do turista, iniludível para o que quiser escrever sobre o pitoresco desta terra"],o Bom Jesus do Monte, Guarda, o povo português
[uma visita a Lisboa é pretexto para uma excursão a "um povo suicida", um povo triste mesmo quando sorri, de escritores que se suicidaram, de meiguice apenas à superfície...],
[e em assuntos como a paixão pelo jogo].
A um quilómetro de Albernôa, concelho de Beja, mas perto também de Castro Verde, situa-se a Herdade dos Grous. Fomos lá e gostámos. Mais de 500 has. de terras, bem tratadas, com um enorme lago auto-suficiente de água e vinhas, vinhas a perder de vista. O proprietário é um alemão, dono também da Vila Vita, em Lagoa. Fomos a provas e, apesar de a D. Tina ter demonstrado à saciedade os seus conhecimentos no campo da enologia, sempre aprendemos alguma coisa com a simpática luso-alemã que nos ciceroneou durante a visita. Almoçámos uma sopa de grão, como não podia deixar de ser, e bebemos, bebemos, bebemos
[pagando, claro].Cada um pagou 17 euros pelo almoço
(modesto, como se vê)e 35 de vinho
(imodesto, como se constata).
A turma Y do 11º ano do ensino recorrente da Escola Secundária de Emídio Navarro de Viseu organizou uma visita de estudo às Terras do Demo. Foi o produto final de um trabalho de que resultou ainda um opúsculo
[que reuniu, além de alguns textos de Aquilino Ribeiro, impressões de professores da turma sobre a obra deste escritor]
[clique nas fotos, querendo vê-las ampliadas]:

Entre um extremo e o outro-o-mesmo, houve ainda tempo para substancial almoço na Quinta de Santo Estêvão [Ponte do Abade / Sequeiros / Aguiar da Beira]
e, na Casa do Paço de Dalvares, uma prova de espumante sec(ad)o com outra especialidade da "capital do sabugueiro": a bôla.A ideia que tenho de Lagos
[que conheço muito mal]é a de uma cidade assediada pelo turismo, mas que, apesar disso, mantém uma certa personalidade.
(onde se encontra, na esquina de uma rua, esta casa com arcadas que, no século XVI, foi o único mercado de escravos da Europa).
Nos seus roteiros gastronómicos 2002/2003
[Porto : Edições Afrontamento],José Salvador coloca a Casa Vidal
[Almas da Areosa, Aguada de Cima - Águeda Sul]entre os 150 melhores restaurantes portugueses.
[O leitão ideal, escreve o autor, em cru deve oscilar entre os oito e os onze quilos para depois reduzir no forno de lenha de fazer o pão durante prolongada assadura. Nesta casa o bacorinho sai quente, estaladiço e delicioso, sendo o seu verdadeiro ex-libris].
Ou chanfana, cozido à portuguesa e rojões à moda do Vidal. Ou peixes diversos, bacalhau incluído.