Palestina livre!

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HUNGRIA: BUDAPESTE

Um cheirinho de Budapeste

[vista do teleférico]:


escrito por Adriana Santos

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LUGARES -13. portugal

Porto cidade

[Porto. A cidade vista de uma janela]

O blogue Odisea 2008, que já aqui referi mais do que uma vez, faz um percurso visual por "esse belo país" que é Portugal, tal como era no século XIX e princípios do XX
[está tudo AQUI].
Utiliza as ilustrações de 3 obras, típicos livros de viagem da época:
Belezas de Tomar
[belezas de Tomar]

[rua principal de Ourém]
  • Through Portugal (Através de Portugal), com textos de Martin Hume e ilustrações Archibald Stevenson Forrest, editado en 1907.

    Contém 32 gravuras a aguarela, que (apesar da má qualidade, seja da impressão da obra seja da digitalização que se fez do original) nos permitem uma panorâmica interessante dos diversos lugares e gentes deste país em princípios do século XX.
Malha do trigo[malha do trigo]

tear
[tear]
  • Portugal, its land and people (Portugal, a sua terra e a sua gente), com texto de William Henry Koebel e gravuras das aguarelas de Susanna Roope Dockery (nascido no Porto em 1856). Editada em 1909, esta obra apresenta gravuras de melhor qualidade e complementa a anterior, já que as datas de edição são muito semelhantes.

Coimbra. Sé velha[sé velha de Coimbra]
[a cidade do Porto]
  • The tourist in Portugal : illustrated from paintings by James Holland (O turista em Portugal: Ilustrado com gravuras de pinturas de James Holland), com textos de William Henry Harrison. O blogue expõe 13 das 18 gravuras do livro, deixando hiperligação para as ver todas.
escrito por ai.valhamedeus

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LUGARES -12. sanabria

Por casual conjugação de coincidências, duas referências amigas, nos últimos tempos, despertaram-me a curiosidade para a zona de Sanabria

[digo zona, porque não existe nenhuma localidade com esse nome, sendo apenas "apelido": há o Lago de Sanabria, o Parque Natural de Sanabria, a localidade de Puebla de Sanabria...].


Ver mapa maior. Com o rato mova o mapa.

Situada no extremo noroeste de Castilla y León, na província espanhola de Zamora, confinando a oeste com a província de Ourense e a sul com Trás os Montes e o Parque Natural português de Montezinho, Sanabria
[ver fotos]
parece ter vários motivos de atracção. As caminhadas no Parque
[em castelhano, no sítio do Hostal Martin, junto do Lago, encontra detalhes de várias "rutas de senderismo"]
e as paisagens, com profundos vales e lagos, modeladas pela acção dos glaciares; as praias e os desportos náuticos do Lago de Sanabria, o maior de origem glaciárica na Península Ibérica;
a cidade medieval de Puebla de Sanabria, presidida pelo castelo;

mosteiro cisterciense de San Martín de Castañeda...o mosteiro cisterciense de San Martín de Castañeda...
Sei que, no mínimo, um leitor do Ai Jesus! conhece a zona. A ele e a todos os restantes que queiram colaborar, peço informações que permitam
[a mim e aos demais interessados]
planificar uma eventual/inevitável escapadinha ao sítio.

escrito por ai.valhamedeus

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LUGARES -11. mértola islâmica

Já não pouso em Mértola há bastante tempo. E, apesar dos meus projectos nesse sentido, nunca gozei este acontecimento notável que, cada 2 anos, é o Festival Islâmico de Mértola. E este ano é ano do 5º Festival, como detalha este texto rapinado do Fugas, o suplemento do Público, desta semana
[descarregue, em pdf, o programa completo]:
Temos boas notícias: este é ano de Festival Islâmico em Mértola. A partir de quinta-feira e até domingo, as vielas da vila alentejana vão transformar-se num imenso "souk", haverá odaliscas e música em cada canto.

Quem conhece Mértola embrulhada na sua habitual tranquilidade não irá reconhecê-la se por lá passar nos próximos dias. A modorra vai ser sacudida, a temperatura será aprazível à sombra dos panos que cobrem as ruas, a vila branca encher-se-á de cor. Falamos da 5.ª edição do Festival Islâmico, que a cada dois anos anima a margem direita do Guadiana, e que terá lugar entre 21 e 24 de Maio (de quinta-feira a domingo). Se sempre sonhou conhecer os nossos vizinhos do Sul, se tem saudades do sabor de um autêntico cuscuz, ou se os seus filhos já não o podem ouvir falar sobre os momentos maravilhosos que passou em Marrocos, esta é a altura ideal para pegar neles e encetar uma viagem até ao Magreb e mais além... sem sair do Alentejo.


MértolaMas do que se trata, afinal? De uma versão "arabizada" das feiras medievais que pululam um pouco por todas as urbes onde haja um castelo a servir de cenário? Pelo contrário. A ideia não é fazer uma reconstituição histórica da Mirtolah muçulmana do século VIII, mas sim dar a conhecer o século XXI tal como ele é vivido a sul do Mediterrâneo, revivendo o espírito cultural do Garb Al-Andalus - época áurea da povoação que chegou a capital de um reino taifa.

Como se estivéssemos a percorrer uma rua do Cairo ou de Marraquexe, nas vielas apertadas da parte antiga recria-se o ambiente dos "souks", com comerciantes marroquinos e egípcios a venderem coloridas peças de cerâmica, bijutaria brilhante, vestuário tradicional e artigos em pele, junto a barraquinhas onde é possível provar os biscoitos "cornes de gazelle" e outras delícias feitas de amêndoa e mel, acompanhadas por um chá de menta bem doce e quente, como é suposto.


Festival islâmico de MértolaTal como numa medina típica, linguarejares estranhos misturam-se com os sons do trabalho artesanal ao vivo, com os alentejanos dos montes circundantes a mostrarem-nos com quantos pontos se cozem umas botas e a destreza necessária para manejar um tear. Como há muito aprenderam que o caminho para o futuro de Mértola passa por cultivar o passado, jovens artistas do concelho mostram também o seu trabalho: joalharia contemporânea inspirada em peças islâmicas, réplicas em barro dos candis muçulmanos e lucernas romanas encontradas durante trinta anos de escavações arqueológicas, olaria pintada com técnicas antigas. Tudo isto acontece a partir das dez horas da manhã, prolongando-se por doze horas consecutivas. Porém, o evento que agora comemora o seu décimo aniversário não se esgota no mercado de rua, por mais animado que este seja com a passagem constante de tocadores de flautas e alaúdes, malabaristas e cuspidores de fogo. As actividades agendadas são múltiplas e pensadas para todas as idades. Os "contos do souk", narrados dentro de uma tenda instalada junto ao castelo; as oficinas de danças orientais, onde aprendemos a menearmo-nos com a sensualidade de odaliscas; o teatro ao fim da tarde; os lançamentos de livros e conferências; as exposições de fotografia e ourivesaria; os jogos tradicionais ou os passeios de barco no Guadiana são acontecimentos de entrada livre ou custo reduzido de que toda a família pode desfrutar.

Festival islâmico de MértolaA noite traz consigo espectáculos de dança e concertos verdadeiramente cosmopolitas, com actuações de grupos vindos da Turquia, Sudão, Síria, Argélia, Egipto e Marrocos, bem como de França e de Itália. Para não nos esquecermos que, afinal, não é no meio do deserto mas na planície que nos encontramos, o festival encerra com a actuação de grupos corais alentejanos.

Mértola - casteloDe mesquita a igreja
Já que nos encontramos na vila-museu, vale a pena reservar algum tempo e aproveitar o horário alargado deste fim-de-semana festivo para visitar alguns dos núcleos que dão a conhecer as muitas vidas de Mértola. De qualquer forma, quem resiste a uma subida ao castelo, nem que seja só para apreciar o panorama numa perspectiva de ave? Curiosos, os olhos não se limitam a voar pela extensão florida das planícies, nem a repousar no topo das serras circundantes. Descem até ao rio, seguindo as voltas lentas de uma cegonha, e detêm-se nos pátios escondidos a quem passa nas ruas, verdadeiros jardins secretos com aroma a jasmim e flor de laranjeira.
A fortaleza é dominada pela Torre de Menagem, que alberga um conjunto de fragmentos arquitectónicos da época pré-islâmica e é testemunha do século em que a povoação foi sede nacional da Ordem de Santiago. O recém-inaugurado circuito de visitas da alcáçova permite transitar pela zona onde as escavações arqueológicas das últimas décadas têm decorrido, com vistas sobre as fundações de um bairro islâmico, mosaicos e de um baptistério do primeiro milénio.

O nosso percurso segue agora em direcção à Igreja Matriz, erguida sobre a mesquita de outrora. Dessa época, o interior de abóbadas nervuradas conserva ainda quatro arcos em ferradura e o "mihrab" - nicho que indica a direcção de Meca. Por estes dias é habitual que a Bíblia e o Corão se encontrem lado a lado no altar, celebrando um encontro inter-religioso em solo sagrado para os dois credos.


Se o tempo não der para mais e a ideia for visitar um só núcleo expositivo, continue-se então o espírito da festa, seguindo directamente para a Casa de Bragança, onde está guardada a mais importante colecção de arte islâmica do país. Entre utensílios domésticos, jóias, peças de osso e estelas funerárias destacam-se os objectos de cerâmica em "corda seca", técnica decorativa oriental de vidrado sobre pintura. Ali perto, a antiga Igreja da Misericórdia acolhe o núcleo de arte sacra cristã, com imagens e alfaias litúrgicas recolhidas em igrejas do concelho.


Mértola e Convento de São FranciscoUm convento divertido
Importante entreposto desde o tempo em que fenícios e cartagineses utilizavam o seu porto fluvial para trocas comerciais, a Myrtilis romana era um dos pontos de passagem da via que ligava Baesuris (Castro Marim) a Pax Julia (Beja). Provas essenciais do seu estatuto foram encontradas há uns anos, quando obras no edifício da Câmara Municipal deixaram a descoberto vestígios de uma residência romana datada de 2000 a.C., e que agora constitui o núcleo românico.

Para que a descrição não se torne exaustiva, e porque o passado de Mértola é muito mais rico do que o seu reduzido tamanho permite imaginar, informe-se que a lista dos espaços museológicos inclui ainda a forja do ferreiro, a oficina de tecelagem e a basílica paleocristã, oculta num edifício incaracterístico fora da zona muralhada. E até no pátio da escola secundária nos deparamos com uma necrópole romana e as ruínas da ermida de São Sebastião, de origem quinhentista.


Seja qual for a escolha, há um sítio que não deve perder. Embora se encontre ali mesmo à mão, logo após a ponte sobre a ribeira de Oeiras, poucos conhecem o Convento de São Francisco, um misto de alojamento rural, retiro artístico e reserva natural. Propriedade privada de uma família holandesa, o espaço pode ser visitado mediante o pagamento de uma pequena taxa, de que as crianças estão isentas. O jardim é um oásis de frescura, onde arbustos exóticos convivem com orquídeas e flores silvestres fazem companhia a ervas aromáticas e condimentares. Sistemas antigos de irrigação, tanques de nenúfares e um labirinto aquático constituem o Museu da Água, cuja principal atracção é uma nora movida por um burro-robot, que fará com certeza a delícia dos mais pequenos. A antiga capela, agora transformada em galeria de arte, é outro lugar de uma tranquilidade ímpar, de onde se podem observar a colónia de peneireiros que têm guarida no convento, bem como inúmeras outras aves que ali se sabem protegidas.


Convém não esquecer que estamos a um passo do Pulo do Lobo, a poucos quilómetros do complexo mineiro das Minas de São Domingos e do cais do Pomarão, e bem no coração do Parque Natural do Guadiana. Bem vistas as coisas, um fim-de-semana é bem capaz de ser curto. O melhor mesmo é começar já a planear o regresso.

escrito por ai.valhamedeus

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LUGARES -10. aranda de duero

Quem sai de Portugal pelo Centro tem que sofrer a região espanhola de Castela e Leão. Digo sofrer pensando em quem a atravessa a horas de calor com a única preocupação de chegar longe: o vasto Planalto Central Espanhol não é propriamente pêra doce, a menos que se procure descobrir os seus encantos
[e tem-nos, muitos e variados].
Aliás, é minha preocupação, quando traço um trajecto de viagem, procurar pontos de interesse durante o trajecto entre pontos de interesse principais.

Andei, um dia destes, nesta azáfama
[mais concretamente a de saber se Aranda de Duero, entre Valladolid e Soria, mereceria uma visita].
Garantiu-me um guia existir aí uma igreja notável

Aranda de Duero
[a Iglesia de Santa María, com uma das mais belas fachadas "isabelinas"],
valendo ainda a pena fazer a rota das suas famosas adegas
[las bodegas más espectaculares, garante o município].
Aranda de Duero Logo depois, um blogue apresentava-me um bem menos complicado motivo de interesse: um grupo de miúdas
[já então, em 2004, não eram muito miúdas; hoje serão ainda menos...]
que, segundo li, prometeram posar em top less, se ganhassem a lotaria. A vida não lhes deve ter corrido muito mal, a julgar pela foto:

Aranda de DueroPassei anteontem em Aranda de Duero. Um dia destes
[quando regressar a casa e, em consequência, tiver os meios necessários],
hei-de demonstrar fotograficamente que há de facto motivações suficientes para parar. As miúdas, essas não consegui pôr-lhes o olho em cima. Talvez numa próxima visita...

[clique nas imagens para as ampliar]

escrito por ai.valhamedeus

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LUGARES -8. espanha mundial

cidades espanholas Património da HumanidadeEspanha está no top do património da Humanidade

[está AQUI a lista completa dos bens espanhóis inscritos na lista do património mundial e hiperligações para as respectivas páginas oficiais da web].
Só cidades, são 13
[com uma organização que visa defender o seu património histórico e cultural]:
Toledo, Segovia, Córdoba, Santiago de Compostela, Salamanca, Alcalá de Henares, Ávila, Cáceres, Cuenca, Ibiza, Mérida, San Cristóban de la Laguna e Tarragona. Elas são o tema de capa e de um dossiê de mais de 100 das 162 páginas do nº 113 da revista Descubrir el arte, de Julho de 2008.

escrito por ai.valhamedeus

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LUGARES -7. por portugal e espanha

Unamuno - Por tierras de Portugal y de EspañaEm tempo de férias, quero dizer, de viagens, comprei, na Fnac, Por tierras de Portugal y de España de Miguel de Unamuno
[Madrid: Alianza Editorial, 2006].
Esta colecção de artigos sobre a literatura e as terras portuguesas e espanholas
[escritos entre 1906 e 1909 e reunidos, a primeira vez, em 1911]
abre com um texto sobre Eugénio de Castro. Para Unamuno, a obra de eleição deste "delicadíssimo poeta português" é Constança, "a sua obra mais profundamente portuguesa", dedicada à tragédida da enamorada alma da mulher legítima do infante D. Pedro, enamorado por Inês de Castro.

Prossegue a viagem com um segundo texto sobre a literatura portuguesa contemporânea
[segundo Unamuno, "a literatura portuguesa, a que merece ser lida, data do século passado [o 18], do período romântico, da época de Almeida Garrett e de Herculano].
E visita-se João de Deus, Antero, António Nobre, Eça, Correia de Oliveira, Camilo...

Depois, viaja-se por doze páginas que percorrem As sombras de Teixeira de Pascoaes -- e, logo, oito sobre o assassinato do rei D. Carlos (escritas em Fevereiro de 1908) e algumas mais sobre o Portugal pós-regicídio (Julho do mesmo ano). Estas últimas, nascidas em Espinho, onde nasceu também, no mês seguinte, um capítulo dedicado ao culto d'As almas do Purgatório em Portugal, ao culto dos mortos, à religiosidade portuguesa -- guiado pela pena de Herculano.

E a viagem a Portugal continua pela pesca de Espinho, por Braga
[ir a Braga "é um dos deveres do turista, iniludível para o que quiser escrever sobre o pitoresco desta terra"],
o Bom Jesus do Monte, Guarda, o povo português
[uma visita a Lisboa é pretexto para uma excursão a "um povo suicida", um povo triste mesmo quando sorri, de escritores que se suicidaram, de meiguice apenas à superfície...],
Alcobaça. Sempre na companhia da literatura e da cultura lusas.

E entra-se em Espanha. Em Barcelona, Guadalupe, Yuste, a Ávila dos Cavaleiros... E no "espírito" das excursões, no "espírito" das grandes e das pequenas cidades, no sentimento da Natureza, numa excursão de Oñate a Aitzgorri, numa subida ao santuário de San Miguel de Excelsis em Navarra, numa análise das terras e das gentes da Galiza e das Canárias, na lagoa de Tenerife, nas terras extremeñas de Trujillo
[e em assuntos como a paixão pelo jogo].
E despedimo-nos com um aperto de mão, "esta misma mano com que trazo estas líneas: Chóquela, amigo; nos hemos entendido".

escrito por ai.valhamedeus

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LUGARES -6. a herdade dos grous

Herdade dos GrousA um quilómetro de Albernôa, concelho de Beja, mas perto também de Castro Verde, situa-se a Herdade dos Grous. Fomos lá e gostámos. Mais de 500 has. de terras, bem tratadas, com um enorme lago auto-suficiente de água e vinhas, vinhas a perder de vista. O proprietário é um alemão, dono também da Vila Vita, em Lagoa. Fomos a provas e, apesar de a D. Tina ter demonstrado à saciedade os seus conhecimentos no campo da enologia, sempre aprendemos alguma coisa com a simpática luso-alemã que nos ciceroneou durante a visita. Almoçámos uma sopa de grão, como não podia deixar de ser, e bebemos, bebemos, bebemos

[pagando, claro].
Cada um pagou 17 euros pelo almoço
(modesto, como se vê)
e 35 de vinho
(imodesto, como se constata).
Herdade dos GrousTal como há uns anos todos os países tinham um campeão do mundo de luta livre, todas os produtores têm um Barca Velha. E a Herdade dos Grous não fugiu à tradição. Lá nos foi dizendo a senhora que a Herdade dos Grous reserva era o melhor vinho português. Franzi o nariz, como sempre, quando oiço coisas destas.

A visita foi no domingo, dia 15 de Junho. No dia 17, comprei a revista Blue Wine e... que vejo lá nos 100 melhores? A Herdade dos Grous reserva 2006, o melhor dos 100! Na mouche!

Ora vejam! Que sorte!

escrito por Carlos M. E. Lopes

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LUGARES -5. percurso aquiliniano

A turma Y do 11º ano do ensino recorrente da Escola Secundária de Emídio Navarro de Viseu organizou uma visita de estudo às Terras do Demo. Foi o produto final de um trabalho de que resultou ainda um opúsculo

[que reuniu, além de alguns textos de Aquilino Ribeiro, impressões de professores da turma sobre a obra deste escritor]
distribuído aos participantes, como forma de "enquadrar" o percurso.

Os lugares principais do roteiro, concretizado no passado 24 de Maio, foram... os que tinham que ser
[clique nas fotos, querendo vê-las ampliadas]:
Soutosa. Casa de Aquilino Ribeiro
Soutosa, evidentemente. "É aqui ao pé de Barrelas que o escritor passa uma parte significativa da sua vida". Para visita à casa de Aquilino, com muitos objectos em incompreensível degradação.


Sernancelhe
Sernancelhe, a capital da castanha, "o lugar onde tudo começa e o lugar onde parece desenrolar-se uma boa parte dos enredos de Aquilino. São os soitos, as fragas, as trutas do rio, os bichos, as gentes do imaginário Aquiliniano".



A Srª da Lapa "é para o escritor lugar de juventude, de escola, de crescimento e educação".


Por Lamego "andou Aquilino Ribeiro (estudante) e por aqui andou também uma boa parte das suas personagens e decorreram alguns dos seus enredos".

Uma viagem que começou e terminou em Viseu, onde Aquilino "viveu na juventude; aqui viveu quando regressou do segundo exílio e por aqui passou em várias e fiéis tertúlias".


Entre um extremo e o outro-o-mesmo, houve ainda tempo para substancial almoço na Quinta de Santo Estêvão
[Ponte do Abade / Sequeiros / Aguiar da Beira]

e, na Casa do Paço de Dalvares, uma prova de espumante sec(ad)o com outra especialidade da "capital do sabugueiro": a bôla.

escrito por ai.valhamedeus

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LUGARES -4. lagos

A ideia que tenho de Lagos

[que conheço muito mal]
é a de uma cidade assediada pelo turismo, mas que, apesar disso, mantém uma certa personalidade.

Continua a ser muito agradável passear pelas ruelas da cidade antiga. Encontrar, por acaso ou como resultado de visita programada, igrejas
Lagos - Igreja de Santo Antóniocomo esta, de Santo António, ou praças como a da República
Lagos - antigo mercado de escravos(onde se encontra, na esquina de uma rua, esta casa com arcadas que, no século XVI, foi o único mercado de escravos da Europa).
Oferecer-se, nas redondezas, uns devaneios na Ponta da Piedade,

Lagos - Ponta da Piedadenos rochedos deleitando o olhar

Lagos - Ponta da Piedadeou perdendo-o na belíssima cor da água,

Lagos - Ponta da Piedadedos recantos alimentando a fantasia.

Lagos - barE à noite aquecer a alma.
Lagos à noiteOu, se se preferir outro modo de dizer, refrescá-la.

escrito por ai.valhamedeus

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LUGARES -6. a arte do leitão assado

Leitão assado à BairradaNos seus roteiros gastronómicos 2002/2003

[Porto : Edições Afrontamento],
José Salvador coloca a Casa Vidal
[Almas da Areosa, Aguada de Cima - Águeda Sul]
entre os 150 melhores restaurantes portugueses. Leitão assado à BairradaRecomenda o leitão assado à Bairrada
[O leitão ideal, escreve o autor, em cru deve oscilar entre os oito e os onze quilos para depois reduzir no forno de lenha de fazer o pão durante prolongada assadura. Nesta casa o bacorinho sai quente, estaladiço e delicioso, sendo o seu verdadeiro ex-libris].
Leitão assado à Bairrada Ou chanfana, cozido à portuguesa e rojões à moda do Vidal. Ou peixes diversos, bacalhau incluído.

José Salvador achou curioso que a maioria dos clientes acompanhem o leitão com espumante bruto tinto Bairrada. Nós experimentámos o da casa -- e não é coisa de se deitar fora, não, senhor...

escrito por ai.valhamedeus

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LUGARES -4-

Almeida

Porta exterior de acesso à aldeia histórica de AlmeidaPorta interior de acesso à aldeia histórica de AlmeidaPortas de São Francisco ou da Cruz.
São as portas de acesso à aldeia histórica de Almeida
[a 14 km da fronteira de Vilar Formoso].
Portas duplas em túnel abobadado.

escrito por (e fotos de) ai.valhamedeus

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