Ora "o idoso", esclarecera o jornalista uns segundos antes, o "idoso" tem... tem 54 anos.
escrito por ai.valhamedeus
LEIA O RESTANTE >>escrito por ai.valhamedeus
LEIA O RESTANTE >>Os jornais regionais, em França, pelo menos, têm uma tiragem muito superior aos nacionais. Na Bretanha havia um, o Ouest France, se não me engano, que andava nos 300 000 exemplares.
Um dia destes, senti uma CONVULSÃO NO MUNDO. A REVISTA Sábado explicou-me a razão: o mundo parou, quando Nicolau Breyner morreu. Agora entendo...
"Ao contrário do que [Nicolau Breyner] tinha profetizado há seis anos, o mundo parou no dia da sua morte".A revista revela ainda uma carta inédita de Maria Elisa sobre a noite em que pensaram casar, ela e ele (que casou cinco vezes e perdeu a conta às namoradas).
Notícia de abertura do jornal da SIC das 13h de hoje: Austeridade prolongada.
A RTP tem uma rubrica que pretende confrontar o espectador com palavras ou expressões modificadas com o acordo ortográfico.
Hoje a palavra era louva a deus e a pergunta era se levava hífen ou não. A maioria dos entrevistados disse que não levava hífen. A um dos entrevistados ainda perguntou porquê, sem obter resposta. A voz em off `explica` e dá a resposta. Neste caso e como muitas vezes acontece, a voz esclarece que, com o acordo ortográfico, muitas palavras são escritas sem hífen. Como se vê, a RTP esclarece cabalmente a razão da ortografia. Não há pai para a RTP!
escrito por Carlos M. E. Lopes
[não havendo mortes, como se pode justificar tanta barulheira em torno da gripe?].
[disto quer dizer, de vender notícias].
(pelo menos por mim que vivo na freguesia de Moncarapacho)?
[o (ex?)possível candidato à chefia do PSD],soube-se em Junho de 2005 que iria acumular
[à semelhança de outros políticos, note-se, e de acordo com a lei]a pensão de reforma da função pública de 4124,07 euros com o vencimento de presidente do Governo Regional. A publicação de tais notícias motivou então ao presidente um ataque aos jornalistas ao modo de Jardim:
"Há aqui uns bastardos na comunicação social do Continente. Digo bastardos para não ter que lhes chamar filhos da puta... que aproveitaram este ensejo para desabafar o ódio que têm sobre a minha pessoa".Se o meu caro leitor se indignou, particularmente com a expressão "filhos da puta", saiba que não tem razão para tanto. Garantiu-o, na altura, o Parlamento da Madeira pela voz dos deputados do PSD que, de pé, aclamaram que
"A Assembleia Legislativa da Madeira congratula-se com o modo, mais uma vez firme, como o presidente do Governo Regional denunciou comportamentos na comunicação social de Lisboa, os quais atentam contra os direitos, liberdades e garantias dos portugueses".A gente lê isto; recorda que anos antes Jardim avisara os jornalistas que tinham sorte por viverem em democracia, pois, não tivessem essa sorte, "seriam fuzilados" por acusação de crime contra a economia da Madeira; lembra as bombas verbais que, volta e meia, Jardim lança... e imagina que rico dirigente partidário
[quero dizer, ganhando as eleições, que rico primeiro-ministro de Portugal]o homem não daria...
No Domingo, (2 de Março | 2008), o director do JN, cujo nome não publicito, compôs a sua prosa editorial, dirigindo ataques contundentes aos professores. Para esta eminência, que há muito reincide nesta panfletária tarefa, os profesores não beneficiam - no seu campo de certezas absolutas - de qualquer benefício, mesmo de uma qualquer dúvida elementar.
Para minha surpresa, ou talvez não, depois das tranches para a "Confap", hoje, o ME, no caderno "JN Anúncios", ocupando a totalidade da sua primeira página, fez publicar, com foto a cores, publicidade com o título: "A Escola é uma Organização em Mudança". Escola a tempo Inteiro, Aulas de Substituição e Novas Oportunidades, são algumas das loas desfraldadas ao vento, na "Caravela".
Bem diz a Ministra da Avaliação: "Dinheiro não falta!" Pois não! Até sabemos qual é a origem: congelamento de salários; travagem na progressão.
escrito por Jerónimo Costa
À mesma hora em que as
[não há gralha no plural. É mesmo "as"]SIC punham no ar a entrevista em que o presidente do conselho de ministros propagandeava o seu país e o governo pê-èsse, a TVI passou uma reportagem sobre um outro Portugal: o Portugal da classe (que deixou de ser) média, que passou a classe pobre. Sobre a miséria engravatada, como lhe chamou um fadista "entrevistado".
os consumidores portugueses foram «mal habituados» na última década, em que os preços dos cereais se mantiveram estáveis apesar dos sucessivos aumentos dos factores de produção.Este faz lembrar o outro governante pê-èsse que, há uns meses atrás, utilizou o mesmo argumento para justificar o aumento do preço da electricidade: a culpa era também, neste caso, dos consumidores
[se quiser avivar a memória relativamente aos culpados do mal que acontece neste país, avive-a aqui].escrito por ai.valhamedeus LEIA O RESTANTE >>
Muitas páginas são votadas aos “rankings” escolares deste país, pelos jornais deste mesmo país. Desde comentadores de tudo, e também de “educação”, a cidadãos comuns, todos percebem muito do assunto.
Todos? Todos, não. Aparentemente só aqueles que deviam perceber de Educação, isto é os professores, é que não percebem nada do assunto. A não ser assim, na análise simplista de muitos, os resultados escolares seriam outros. Só não percebo como é que tanta gente douta ainda não encontrou uma tradução adequada para a palavra!...
Mas não é de “rankings” escolares que gostaria de falar. Por exemplo, já alguém se lembrou de publicar os “rankings” dos jornais e revistas portugueses, independentemente do número de vendas? Já alguém se lembrou de reivindicar o respeito pelos leitores e colocar os ditos num “ranking” de acordo com a percentagem de gralhas tipográficas, erros linguísticos, ortográficos e notícias dadas sem rigor, obrigando constantemente a posteriores correcções de informação?
Vem a este propósito a notícia sobre a morte de Sá Carneiro e Snu Abecassis (uma vez mais), na página 56 do Ípsilon de 16 de Novembro. No canto inferior esquerdo da fotografia a preto-e-branco, com letras brancas em fundo laranja, lia-se a legenda: Snu Abecassis e Mário de Sá Carneiro! Como poderia o poeta suicida acompanhar a dama com ar alegre e em segundo plano na fotografia? Esse interrompeu, ele próprio, a sua curta vida em Paris, não esperando que a tecnologia o apanhasse desprevenido. Erro grosseiro de informação, equivalente à resposta dada por um aluno à pergunta de História que questionava os seus conhecimentos sobre a histórica Defenestração: “foi quando os conjurados atiraram o Miguel Sousa Tavares pela janela fora”. Conjurada fosse eu!...
Portanto, a exemplo do leitor devidamente identificado que escreveu ao Director do Público sugerindo uma lista de funções para os professores do quadro de supranumerários, acrescento mais uma função de suprema importância: a de revisores de jornais de referência, a fim de preencherem o lugar dos extintos. E falo muito a sério. Já que se exige rigor que este seja para todos.
escrito por Gabriela Correia, Faro
Os pais de Madeleine foram recebidos pelo Papa que, vi no noticiário, benzeu a fotografia. A Sky news chegou a ter 80 jornalistas neste país de selvagens, qual National Geografic à procura de um chimpazé local raptor. As nossas TVs, com vaidade provinciana, também deslocaram meios em barda. A loucura, o desvario, o excesso estiveram em grande. E mantêm-se. Entretanto, na civilizada Inglaterra, desapareceram, neste lapso de tempo, 40 crianças... Estes desaparecimentos “não existiram”.
Abro o Público e vejo referências a candidatos à Câmara Municipal de Lisboa: Helena Roseta, António Costa, Ruben de Carvalho, Fernando Negrão, Telmo Correia e Sá Fernandes. Dizem-me que há 12 candidatos. Não acredito. Os “outros não existem”.
Tenho tido uma consideração residual pela imprensa. A falta de consideração vai-se, perigosamente, transformando em raiva. É mais forte do que eu.
escrito por Carlos M. E. Lopes
Vi-a há um par de dias. Não mete medo a ninguém com aquele corpo franzino e ar tímido
[quase assustado].Isso pensei eu, mas parece que, enquanto andou a fazer perguntas por Bagdade, várias pessoas se assustaram. Ela acha que as perguntas mais incómodas
[chatas? perigosas?]foram as relacionadas com o uso de bombas de fósforo durante a invasão e durante os assaltos para eliminar resistentes
[quem encheu a boca com as armas de destruição massiva do Sadam, não podia aceitar que lhe enchessem os ouvidos com notícias sobre as suas bombas de fósforo].Sgrena foi raptada e esteve em cativeiro durante um par de semanas
[outros jornalistas tiveram menos sorte. Morreram].Nunca deixou de fazer perguntas. O governo italiano meteu-se no caso e conseguiu a sua libertação. Agentes italianos foram buscá-la a Bagdade. A caminho do aeroporto uma patrulha estado-unidense fez fogo sobre o carro. Calipari, o agente encarregado da segurança da jornalista protegeu-a com o seu corpo. Morreu. Ela e os outros ficaram feridos.
[sempre jornalista, sempre a perguntar]:Se a ideia era deter o carro, por que é que foram feitos 57 disparos aos passageiros e só um ao carro? Não seria mais normal que todos fossem às rodas e ao motor?
Uma estreia absoluta: o “Ai Jesus” cede um naco do seu espaço sagrado
[leia-se laico]ao reputado “Avante”. O motivo é seríssimo e o contributo A talho de foice tem aqui um martelo relevante. O estado em que vivemos
[qualquer que seja o sentido]exige de nós persistência
[mesmo obstinada!]na denúncia da cada vez maior equidistância desta gente em relação à ética
[porque, da moral…, estamos conversados!].Já agora uma sugestãozita – que não tem grande importância –
[ou terá?!]:nas páginas do governo, decidam-se: o homem é engenheiro, licenciado em engenharia, Bacharel do mesmo ofício, ou? Vá lá…
O elogioescrito por J. Costa LEIA O RESTANTE >>
(Henrique Custódio)
Decerto para confirmar a sua independência, o viçoso semanário Sol impingiu esta semana ao País uma hagiografia de 20 páginas sobre José Sócrates, precedida por uma campanha de promoção espalhada por tudo o que é rua e paragem de autocarro. Olhando ao aparato e ao investimento a encomenda deve valer ouro, mas disso saberão os que patrocinam o chefe do hebdomadário, o formidável António José Saraiva.
De que se trata de uma encomenda é que restarão poucas dúvidas, tal o acervo de fotografias privadas e a abundância de apontamentos pessoais, obviamente apenas acessíveis a qualquer investigação se fornecidas directamente pelo visado, que nem sequer é um ilustre defunto com espólio a desbravar, mas um pujante primeiro-ministro reconhecidamente cioso da sua intimidade.
Por exemplo, contar que Sócrates, em criança, «é mordido pelo azar» porque «um cão vadio apanha-o pelo canela, deixa-lhe a perna a sangrar», sendo acudido por um polícia sinaleiro da Covilhã, que «desce do plinto e pede boleia para o hospital» valendo-lhe a prontidão «um louvor na folha de serviços», é tão pessoal, que tal ridículo não pode ser invenção de terceiros, mas uma memória de primeira. Primeira mão, evidentemente.
Mas se há coisa de que, obviamente, Sócrates não terá medo é do ridículo. Prova-o este repolhudo laudatório onde o homenageado surge na capa toda, a sorrir de corpo inteiro e agarrado a uma cadeira ao lado do título «Nascido para o Poder». Lá dentro, nas 20 páginas do encómio, explica-se como o «Zézito» da Covilhã viajou «da infância ao Poder», começando tudo «no externato do professor Cerdeira», onde o dito exigia «aos filhos da elite» que para lá iam leituras com «entoação e dotes de orador» treinados à reguada, expediente que o próprio Sócrates hoje agradece porque «era duro mas preparou-me e marcou-me para a vida». A infância na Covilhã prossegue sem sobressaltos de maior rumo ao Poder e com alguns lances heróicos a sinalizar o Predestinado que por ali andava, onde se destaca quando Sócrates, de atracão com companheiros de folguedo, comprava «mata-ratos» na taberna e os fumava «no jardinzito atrás da câmara», quando Sócrates foi mordido pelo tal cão vadio e salvo por um sinaleiro da Covilhã e quando Sócrates, «de conluio» com outro amigo, esportulou aos berros de menino mimado, para comprar cromos de futebol, os trocos que a «criada Augusta» recebera dos pais ausentes para uma emergência. O 25 de Abril apanha-o com 16 anos, na esteira do pai PPD inscreve-se na JSD mas os primeiros anos da Revolução são aproveitados «para ver mundo com Mané, amigo que aqui revela a alcunha mas não o nome» e com quem vai a salto para as vindimas em França. Quanto ao seu percurso académico, o extenso relato é curiosamente vago e nada esclarecedor em relação às dúvidas e reservas coligidas com minúcia pelo blogue DoPortugalProfundo sobre a autenticidade das suas habilitações, enquanto a ascensão meteórica no PS começa na sua conspiração com Guterres para este subir ao poder, o que por sua vez o lança no Governo e na ribalta para o projectar vertiginosamente rumo à chefia do partido e do País.
Se já é extraordinário que chegue ao Governo de Portugal este «Zézito» da Covilhã, apreciador de leituras à reguada e que aprendeu mundo através de passeios pelas vindimas, realmente fantástico é apresentar a coisa como um elogio...
[O Avante, 15 de Março de 2007]
Alguns jornais e revistas descobriram um novo filão: as entrevistas a presos.
Há uns anos, a Benetton fez publicar fotografias de pessoas que estavam a aguardar a sua execução nos corredores da morte nos Estados Unidos. Em Portugal descobriu-se, depois dos desgraçadinhos que vão à televisão agradecer à nossa senhora de Fátima, que há gente presa -- e nada melhor que explorar os dramas pessoais de quem está preso.
Vai ser um filão. A rebaldaria vai ser linda.
escrito por Carlos M. E. Lopes