Palestina livre!

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O FIM DO PITROIL

Às vezes diz-se que o mundo vai acabar. Ou é um meteorito, ou a poluição, ou Deus, ou…ou…ou….


A National Geographic em 2004 previa o fim do petróleo. Bom, podia ser ao fim de 5 anos ou … 30! Só passaram 15… Estes Zandingas…científicos!

escrito por Carlos M. E. Lopes

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LEIT(e)URAS [58] a partícula no fim do universo

Carlos Fiolhais propõe no Público de quarta umas leituras de Estio.

Já tenho seguido as sugestões dele e não me tenho arrependido. Desta vez sugere Sean Carrol, Cristina Carvalho (filha de António Gedeão), Luísa Costa Gomes, Thomas Mann, José Tolentino de Mendonça e Pedro Mexia e Maria de Sousa.


São seis livros
(Marcelo Rebelo de Sousa recomendaria, pelo menos, 80), 
dos quais o que mais me atrai é o de Sean Carrol, A partícula no Fim do Universo, da Gradiva, por ser a área de Carlos Fiolhais. Quanto ao resto, já não sou tão fão...

escrito por Carlos M. E. Lopes

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destaques [30] ELE E ELA

[está aqui ou aqui]

escrito por ai.valhamedeus

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destaques [63] no ano darwin

[Está aqui ou aqui ou aqui]

escrito por ai.valhamedeus

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LÉVI-STRAUSS


Morreu um dos maiores pensadores do século XX, Claude Lévi-Strauss, o pai do estruturalismo.
[entrevista publicada a 11 de Abril de 1999, e agora novamente, pelo Público: À face da Terra já não há nada para descobrir. É uma tristeza].
escrito por ai.valhamedeus

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DO CONTRA [39] interpretações

Depois de Maitê Proença, José Saramago decidiu incendiar Portugal. Só que o prémio Nobel, tendo atingido menos portugueses, atingiu mais alvos -- os católicos de toda a Terra; e os da Lua, onde provavelmente também haverá católicos -- quando declarou que
a Bíblia é um manual de maus costumes
[veja um vídeo com extracto das declarações].
Desta vez, Saramago tem razão. Só que a Igreja tem, contra ele, um argumento divinamente poderoso. Chamemos-lhe o argumento da interpretação, que é divinamente poderoso porque, quando aplicado a um texto
[no caso, aos textos bíblicos],
dá para tudo -- e, ao dar para tudo, anula qualquer hipótese de argumentação séria e impede quem quer que seja de ter razão em que circunstância for.

O argumento sintetiza-se assim, aplicado aos textos (pretensamente sagrados):
  • o que a Bíblia diz
[nalguns casos -- quais casos? isso é questão a decidir circunstancialmente]
não deve ser lido literalmente, mas interpretado;
  • o poder dessa interpretação -- e da mudança da interpretação -- tem o seu centro na cidade santa, o Vaticano.
A História provou já suficientemente que este argumento, além de divinamente poderoso, é divinamente maléfico, porque já forneceu fósforos para acender fogueiras para queimar hereges.

Seja, por hoje, um exemplo. O capítulo 10 do Livro de Josué
[um dos livros bíblicos, recordo eu, para que não haja dúvidas]
apresenta-nos um Josué chefe do povo de Deus que vence e destroça reis, com a ajuda super-poderosa do (seu) Deus: é Ele-Deus quem põe em desordem os inimigos
[que Israel "desbaratou com grande matança", diz a Bíblia],
é Ele quem depois lança do céu sobre os inimigos grandes pedregulhos
["e foram mais os que morreram das pedras da saraiva do que os que os filhos de Israel mataram à espada", diz a Bíblia],
é Ele quem finalmente manda parar o Sol e a Lua, para que o seu povo pudesse acabar definitivamente com os inimigos.

Esta coisa de Javé ter mandado parar o Sol
[e é a Bíblia, repito, que diz que foi assim. O Sol e a Lua]
foi entendida, durante séculos, pelos intérpretes oficiais assim mesmo, literalmente: o Sol anda porque só assim o Senhor Deus pôde fazê-lo parar até nova ordem. Quando, no século XVII, um senhor sem direitos de interpretação jurou
[antes de, sensatamente, jurar o contrário]
que o Sol não andava nada, que era preciso dar uma/outra interpretação ao texto bíblico, foi o cabo dos trabalhos: Galileu
[esse é o nome do tal senhor]
só não foi parar à fogueira
[que já se acendera para reduzir a cinzas as mentes heréticas de gente como Giordano Bruno]
pelas boas relações que tinha com a Sua Santidade (SS) da época. Mas, apesar de ter renegado a heresia, Galileu ficou em prisão domiciliária até à morte -- e foi bem feito para aprender que intérpretes da Palavra Divina há só uns: os donos do Vati-cano.

400 anos depois, os mesmo donos da Verdade Interpretada voltaram ao ofício interpretativo, desta vez para absolver Galileu; para dizer que afinal o cientista nunca foi condenado, porque SS da época nunca assinou a condenação
[o que prova que os intérpretes, além do mais, são cínicos];
para propor uma estátua, na cidade santa, do injustamente condenado; para lhe fazer exposições; ...só falta, mas talvez não tarde, que, um dia destes, o cientista de Pisa seja beatificado.

Não obstante, segundo os intérpretes, o texto bíblico continua válido; o que nele se pretende transmitir à humanidade é, segundo a nova interpretação, a ideia de que Deus é amigo do seu povo e está do seu lado, sempre que é necessário...

Agora pergunto eu: o que é que mudou para que mudasse a interpretação? Isto, apenas: já ninguém, hoje, vai nessa estória de o Sol andar -- e a estória bíblica é tão ridícula que há que tentar salvá-la pela (re)interpretação.

Segunda pergunta: quem garante que esta é a interpretação definitiva? ninguém. Nem Deus! Porque, afinal, nada disto é razoável. E, ao falar na falta de razoabilidade, Saramago tem toda a razão.

escrito por ai.valhamedeus

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ÁGORA [5] eppur si muove

Com o título do título deste "post", alunos de uma turma da Escola Secundária Emídio Navarro de Viseu levaram, no passado dia 4 de Maio, ao Teatro Mirita Casimiro, da cidade, "aspectos da vida desse grande génio que foi Galileu". A iniciativa está integrada num projecto de Área de Projecto da turma, orientado pela professora Graça Martins, a que foi dado o nome genérico de Doze Graus Celsius e inclui várias iniciativas
[conferências/debates, concerto musical comentado,...]
destinadas à comunidade escolar. Baseada em "A vida de Galileu" de Brecht, Eppur si Muove foi integrada pela Câmara Municipal da cidade no Festival Teatro Jovem
[ainda que por ela publicitada com o título errado de Eppum si Muove].
A peça é rica em ideias com interesse para os alunos de Filosofia, particularmente os do 11º ano. Destaco estas, relativas à nova ciência Física, em construção nos tempos de Galileu:
  • a libertação (progressiva) do dogmatismo. Galileu aparece, desde o início, a proclamar que há muitas descobertas a fazer, o que exige uma abertura constante do espírito a novos conhecimentos;
  • a atenção da nova ciência dirige-se aos fenómenos observáveis e recusa a procura das "causas últimas"
    [remetendo-as para a religião].
    Quando a Galileu lhe é perguntado, insistentemente, onde fica Deus no seu Universo, ele responde que não sabe, porque... é cientista e não teólogo. Deste modo, defende a autonomia da ciência em relação à religião;
  • na nova ciência a observação e a hipótese têm um lugar privilegiado. O apelo constante de Galileu à observação através do telescópio contrasta com o pedido expresso
    [recorde-se a primeira cena em Florença]
    para que o cientista argumente racionalmente a favor das suas teorias -- um pedido recusado, obviamente. Recusa igualmente que se procure nos livros
    [na Bíblia e nos livros de Aristóteles]
    o saber que deve ser encontrado pelo cientista na natureza.

escrito por ai.valhamedeus

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destaques [20] UM SISTEMA SOLAR JAMAIS VISTO

[Compre no quiosque. Dê uma vista de olhos aqui ou aqui]

escrito por ai.valhamedeus

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COPÉRNICO: A CIÊNCIA E A FÉ

O astrónomo e matemático polaco Nicolau Copérnico nasceu há 536 anos
[portanto, a 19 de Fevereiro de 1473].
A sua defesa do heliocentrismo teve consequências que nem ele próprio terá adivinhado, pelo menos em toda a sua dimensão. A mesma teoria levaria Giordano Bruno à fogueira e Galileu, à prisão domiciliária. O que estava em questão nesses idos séculos 16 e 17 continua a ser questão importante hoje: a relação entre a ciência e a religião institucionalizada.

Sobre esse período e esse tema, sugiro o vídeo seguinte:



escrito por ai.valhamedeus

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ANEDOTAS SÉRIAS

Há ideias que, no século XXI, deveriam ser autênticas anedotas para a gente se divertir quando não tem mais nada que fazer, mas que continuam a ser encaradas... seriamente por gente dita de respeito. Alguns exemplos:
  1. O Vaticano continua a defender fórmulas mágicas que transformam pão em carne -- e vinho, em sangue. As fórmulas mágicas são, respectivamente, "Tomei e comei isto é o meu corpo" e "Tomai e bebei isto é o meu sangue".

  2. Alguns grupos continuam a defender que o Holocausto foi uma invenção. Não são só "árabes"; com eles estão elementos da Igreja Católica Apostólica Romana, reabilitados pelo Papa Bento XVI.

  3. Em muitas escolas dos Estados Unidos continua a ensinar-se a versão bíblica sobre o início da vida na Terra -- Bush apoia o criacionismo
    [o Museu da Criação nos Estados Unidos apresenta como verdade a convivência de seres humanos com dinossauros].
  4. [deixo a continuação da lista para os meus leitores. Prossiga-a nos comentários!]
escrito por ai.valhamedeus

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destaques [15] O HOMEM QUE MATOU DEUS

Completam-se hoje 200 anos sobre o nascimento de Charles Darwin, o cientista que propôs a teoria
[mal recebida na época, até por cientistas]
que abalaria muitas convicções, da ciência à religião: o evolucionismo. Uma teoria que mexeu, por exemplo, com crenças explicativas da origem do Mundo/Vida
[como, por exemplo, a da criação do Mundo segundo o Génesis].
Terá Darwin matado Deus?

Darwin e Deus
[Leia aqui ou aqui].

escrito por ai.valhamedeus

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destaques [3] CHARLES DARWIN

Celebram-se, este ano, os 200 anos do nascimento de Charles Darwin, completados no próximo dia 12 de Fevereiro.

Charles Darwin

[Le Nouvel Observateur de 22 a 28 Janeiro/2009: - 200 ans après Darwin la guerre continue : Dieu contre la science; - Israël / Palestine : Les vraies conditions de la paix; - Exclusif, Pujadas : L'info sous pression]

[Leia AQUI].

escrito por ai.valhamedeus

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EX-CITAÇÕES *53. a ciência, o sexo e a religião

Sciences et Avenir Les valeurs de la science Ciência Filosofia ValoresDo número temático 114 da revista Sciences et Avenir, sobre Les valeurs de la science:

1.

A Física é como o sexo: ela pode ter, com certeza, resultados concretos, mas não é em virtude disso que nós a praticamos.
(Richard Feynman. Citado em Dominique Vinck - L'ethos de la science, )

2.
Na base de todo o trabalho científico encontra-se uma convicção comparável ao sentimento religioso, uma vez que aceita um mundo inteligível.
(Albert Einstein. Citado em Daniel Parrochia - La volonté d'intellectualité)

3.
A escolha da razão é uma escolha moral. Não pode ser determinada por argumentos, mas apenas esclarecida pela percepção das consequências morais da escolha inversa.
(Karl Popper. Citado em Pascal Engel - Vertus et vices intellectuels)

4.
A principal medicina alternativa nos Estados Unidos é... a oração: 55% dos Americanos rezam pela sua própria saúde ou pela saúde de qualquer outro, enquanto apenas 3,6% recorrem a tratamentos homeopáticos. Cerca de 75% das escolas de medicina ensinam a espiritualidade e 40 Estados têm leis que protegem os pais que escolham fazer cuidar dos seus filhos mais pela oração do que pela medicina. Como alguns deles, pertencentes a seitas de adeptos da cura pela oração, morrem, o debate não é puramente académico.
(Jean Briemont - La résolution matérialiste)

5.
A lógica é a ética do pensamento. Ambas devem estabelecer prescrições segundo as quais se devem orientar o pensar e o agir.
(Johann Herbart. Citado em Jean-Pierre Cléro - Le fantasme de la vérité)

traduzido por ai.valhamedeus

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A CIÊNCIA É LAICA

Papa Bento XVIFoi anunciado que o Papa Bento XVI visitaria a universidade romana La Sapienza, na inauguração do ano académico. Entretanto, cerca de cem professores e grupos de alunos da universidade protestaram contra a visita do pastor alemão, que consideram "obscurantista"

[alegando que o representante de Deus na Terra considera justo o processo da Igreja contra Galileu, é o "artífice" de atraso cultural, apoia dogmas anacrónicos, ataca o pensamento livre e só considera ética a heterossexualidade],
chegando mesmo, veja-se lá!, a convocar uma "semana anticlerical".

As reacções foram diversas
[com os protestantes a serem acusados, por políticos e clérigos, de estupidez, ostracismo,...].
O vice-presidente do Senado italiano fez saber que apresentará uma queixa contra os professores envolvidos e a emissora do Vaticano diz tratar-se de censura.

Se a coisa se passasse no Irão, no Afeganistão ou em qualquer dos países árabes em que
[diz-se e escreve-se, nos países laicos]
a religião e a política andam de mãos dadas, a gritaria que por aí se não faria ouvir
[recordem-se, para exemplo, as reacções às reacções contra as polémicas caricaturas da religião de Alá/Maomé. Neste caso, era a liberdade que estava em questão]!...
No caso agora noticiado, o caso parece ser diferente. Porque está em causa a Itália e não o Irão ou o Afeganistão? Porque se trata do cristianismo e não do islamismo?

Sou a favor de Estados laicos. Seja o Irão ou o Iraque. Seja Portugal
[em cujas escolas não aceito a existência de uma disciplina de religião e moral].
Seja a Itália.

Entretanto, SS
[leia-se Sua Santidade]
cancelou a visita. Fez bem
[mesmo na perspectiva do Vaticano. Afinal, o forte de SS B16 não parece ser a diplomacia. Nem a sensatez. E SS B16 deve estar recordado de que a universidade vaiou o seu antecessor, SSJP2, na única visita que aí fez].
escrito por ai.valhamedeus

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AS MELHORES FOTOS ASTRONÓMICAS DE 2007

É inevitável: acaba o ano e chegam os melhores de... Um top ten possível: as melhores 10 fotografias astronómicas de 2007. Para os amadores dos astros...

escrito por ai.valhamedeus

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EX-CITAÇÕES *48. deus e a ciência

"Pode parecer estranho, mas, na minha opinião, a ciência oferece um caminho mais seguro para Deus do que a religião. Correcta ou erradamente, o facto de que a ciência tenha avançado na realidade até ao ponto de poder abordar seriamente questões antes consideradas religiosas indica por si mesmo as possíveis consequências transcendentais da nova física" (Paul Davies - Deus e a Nova Física).

O tema central desta obra

[citei, traduzindo, a versão espanhola, mas há tradução portuguesa, das Edições 70]
são o que o autor denomina as quatro grandes perguntas sobre a existência:
  • Por que é que as leis da natureza são o que são?
  • Por que é que o Universo consiste nas coisas de que consiste?
  • Como apareceram estas coisas?
  • Como conseguiu o Universo a sua organização?
Uma leitura possível para o fim de semana.

escrito por ai.valhamedeus

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