Palestina livre!

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SIMBA PARA O PANTEÃO, JÁ!


Simba é um cão de Monsanto. É, não -- era: Simba foi morto a tiro, parece que por um vizinho.

Isto transformou-se num caso de indignação nacional -- e parece que mesmo internacional. As tevês fazem do caso notícia, as redes sociais estão inundadas de lágrimas... e já está online uma petição pública que pede «justiça à morte do Simba».

Os donos do animal morto e exumado querem que ele seja um símbolo nacional. E o Ai Jesus! associa-se à tragédia. Não só apoio a reivindicação da transformação do Simba em símbolo nacional -- já! -- como lanço a ideia de uma petição a favor de que o Simba vá para o Panteão -- já!
[afinal... depois de alguns animais humanos terem ido para lá, o que é que impede que qualquer animal não humano também tenha o direito de ir?].
escrito por ai.valhamedeus

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O NAMORADO DELE

Leio numa tal revista de fofocas que o Cristiano Ronaldo
[ou será Cristiano Ronaldo, sem artigo? ;-)]
ofereceu a uma tal namorada um relógio de diamantes.

Acrescenta a crónica que Manuel Goucha, num tal programa televisivo de nome Você na TV!, perguntou a uma tal Ana Guedes Rodrigues se ela seria capaz de "dormir com alguém" para ter um relógio igual.

Resposta dessa tal Ana:
"Contigo, não. O teu namorado ainda me batia".
Uffffff!...

escrito por ai.valhamedeus

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DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

Mais um Dia Mundial! Para o nosso calendário ficar mais airoso. Já imaginaram um calendário repleto de dias e meses e o respectivo espaço em branco, como algumas das nossas noites? Assim sempre fica mais compostinho. E ficamos a saber que existem crianças, mulheres, pais, mães, vizinhos, Santo disto e daquilo, etc, etc. Enfim, uma festa permanente. Melhor, um arraial pegado, como diria a minha Avó.

Pois, hoje é o Dia Mundial da Criança, e, por conseguinte, vamos dar-lhe visibilidade e prioridade, como vem acontecendo no recente concurso televisivo, muito bem apresentado por uma apresentadora muito competente. Sempre sorridente. Rindo-se do fracasso dos adultos perante o ar façanhudo
(o meu dicionário não aceita a palavra e sugere-me farfalhudo)
e impante
(também não conhece; sugere implante)
dos super miúdos. E sobretudo irritante. Quem não se sentiu já irritado? Como se este concurso mostrasse alguma sabedoria preponderante, quiçá importante! É a ideia que se faz, levianamente, do que é a aprendizagem e o conhecimento. Tal como outros, com responsabilidades, já o fizeram.

Porém, e para que não se diga que escrevo de cor, deixo aqui excertos, de depoimentos, no JL – Suplemento de Educação, de experts, sobre o concurso:

Uma professora, inquirida sobre a inocuidade, ou não, do concurso do ponto de vista pedagógico, diz que “… a experiência com o programa será mais marcante para as crianças que estão no ecrã do que para as que estão diante dele. Por via do grande nervosismo que têm de enfrentar ao competirem com uma equipa de adultos, de gerir expectativas quanto à sua prestação, de aprender a lidar com os fracassos
(que, por acaso, são escassos).
Mais à frente explica por que acha que …Na televisão portuguesa as crianças têm mais vez que voz, merecendo esta última, enquadrada no direito à participação, uma atenção especial. Direito inscrito na Convenção Sobre Os Direitos da Criança, a qual fará em Novembro 20 anos.

João Mendes Ferreira, Psicólogo Clínico acha que Supermiúdos exalta a competitividade como princípio absoluto, ao serviço da autoglorificação e da utilização das próprias capacidades para vedar o acesso dos demais àquilo que desejam – tal é a moral desta ingénua tele-escola de inveja e de inversão dos papéis educativos. …O respeito por uma identidade em construção e o reconhecimento da imaturidade daqueles que educamos, está subjacente ao dever de os protegermos. …Supermiúdos é um desperdício. Tóxico. E deixa um conselho final: Aos concorrentes
(os infragraúdos),
uma sugestão: metam-se com alguém do vosso tamanho.

Como dizia Fernando Pessoa: o melhor do mundo são as crianças.

E Gonçalo M. Tavares, na sua singularíssima poesia, INVESTIGAÇÕES. NOVALIS, escreve:
60
No fundo das Coisas: Nada.
No fundo do Nada: as Coisas.
A superfície é Poço, claro.

61
No fundo do poço, as crianças.
(Ah), como são altas!
Hei-de voltar a este singular autor, e à sua poesia. Que, como também disse Pessoa, primeiro estranha-se, depois entranha-se. Em mim já se entranhou.

escrito por Gabriela Correia, Faro

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MEDINA CARREIRA

Medina Carreira

Aconteceu-me ver, duas semanas seguidas
[e, em ambos os casos, casualmente],
o programa Plano Inclinado, da Sic Notícias. O formato é simples e comum a outros programas televisivos: um "moderador"
[Mário Crespo],
2 comentadores "residentes"
[Medina Carreira -- segundo parece, autor do figurino do programa -- e João Duque]
e um convidado diferente, cada semana
[hoje, Henrique Neto -- magnificamente lúcido, digo eu, ainda que discordando dele...].
A imagem que se colhe de Medina Carreira é pobre: a gente ouve-o a primeira vez, acha-o ousado, corrosivo, até... mas a seguir cansa-nos a repetir constantemente a(s) mesma(s) ideia(s). Ainda que, eventualmente, concordando com essa(s) ideia(s), a um certo ponto apetece segredar-lhe:
"ó amigo, já sabemos isso! não tem mais nada para dizer? não?! então deixe lá o lugar a outro!...".
escrito por ai.valhamedeus

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ANTES PELO CONTRÁRIO

Vi hoje
[pela segunda vez -- e, pela segunda vez, por mero acaso]
o programa Antes pelo Contrário, da RTP
[hoje, com Bagão Félix e Garcia Pereira].
O formato parece-me ser uma imitação do Frente-a-frente da Sic Notícias. Só que... a distância que há entre os 2 programas... ó meu Deus! Mesmo quando o frente-a-frente é com gente intelectualmente menos interessante, mesmo quando Mário Crespo está nos seus dias menos bons... a Sic Notícias ganha à RTP aos pontos
[a menos que eu tenha tido azar nos 2 programas da televisão pública que a sorte me fez calhar].
escrito por ai.valhamedeus

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A ESTRATÉGIA DO FUHRER

Transcrevo e subscrevo, na minha qualidade de divulgador do mesmo, uma notazinha que o autor deste vídeo fez publicar com ele:
Este vídeo é pura ficção e não representa as visões de quem o publica. O autor gostaria de reafirmar o seu apreço pelo Senhor Engenheiro José Sócrates, por quem cultiva um enorme respeito e admiração. O autor gostaria ainda de fazer saber que em passados processo judiciais de que foi alvo alegou, com sucesso, insanidade mental.
E o Ai Jesus!, na sua qualidade de blogue civilizado, reprova mesmo os palavrões usados pelo führer. Se divulgo o vídeo, é porque entendo ser o perfeito exemplo do que se não deve fazer.



escrito por ai.valhamedeus

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MANUELA MOURA GUEDES

Sempre achei o Jornal de Manuela Moura Guedes de fraca qualidade, um pasquim televisivo. Não gostava do género.

Acho que a direcção poderá ter o direito de suspender aquele como qualquer programa, se é que este seguiu as normas.

Estou convicto que a “ordem” não saiu de Sócrates, PS ou do governo. Penso mesmo que o PS poderá ver-se prejudicado por esta medida. Mas há uma coisa: esta suspensão só levantou toda esta celeuma porque o referido Jornal da Noite incomodava Sócrates e o PS. E estou certo de que a razão por que foi suspenso foi essa mesma. Não há nada a fazer...

Aguiar Branco, como bem denunciou Sócrates, era ministro da justiça aquando de um episódio semelhante com Marcelo Rebelo de Sousa. Tão parecidos que eles são…

escrito por Carlos M. E. Lopes

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LEIT(e)URAS [37] morangos com exercícios

Brotéria, é sabido, é nome de revista portuguesa jesuítica. Assume-se (explicitamente) como uma publicação de “Cristianismo e Cultura”.

O número 5/6 do vol. 162 (Maio/Junho 2006) reproduz a conferência que José Frazão Correia, jesuíta Director do Centro Académico de Braga, apresentou em Lisboa, a 16 de Março deste ano, no contexto da comemoração dos jubileus de S. Inácio de Loiola, S. Francisco Xavier e B. Pedro Fabro. Passar-lhe-ia por cima em velocidade TGV, não fosse o título chamar-me a atenção: “Inácio e os Exercícios Espirituais em tempos de ‘morangos com açúcar’”.

Os exercícios espirituais
(mais conhecidos por retiros)
são actividades
(espirituais, obviamente)
realizadas em certo isolamento
(frequentemente sem comunicação verbal com os companheiros de retiro)
com o objectivo de revitalizar e aprofundar a vida espiritual. Os célebres Exercícios Espirituais [século XVI] inacianos são um guia em que o autor propõe a sua fórmula dos exercícios espirituais.

Dito isto, entende-se que a associação dos Exercícios com a telenovela Morangos com açúcar
[“fenómeno televisivo conhecido de todos, pelo menos por ouvir falar”]
seja candidata ao prémio da improbabilidade de 2006. Supõe-se que será manha para atrair ouvintes da conferência
(e leitores da revista)
– e supõe-se bem, a julgar pela introdução do conferencista:

“[com esta associação] confesso que cedo um pouquinho ao gosto muito generalizado, ou a uma quase necessidade, de tudo temperar com uma pitadinha de provocação sedutora.

Nos tempos que correm, o picante, o fantástico, o alternativo ou o provocador, parecem ser quase os únicos expedientes, uma espécie de condição sine qua non, para conseguir despertar e mobilizar espíritos super requisitados. No nosso abundantíssimo e variado mercado à la carte de ofertas e de possibilidades, mesmo que seja de coisas pias e santas, o desinteresse, se não mesmo a apatia, não são concorrentes que se possam bater facilmente. Por ser tanto e tão variado o que se diz e se oferece, poucas coisas conseguem tocar e, para que toquem, têm que conseguir proporcionar aquele toquezinho de novidade, de originalidade e de radicalidade ainda não experimentado. Por isso, se Inácio de Loiola não despertasse demasiado interesse, pelo menos, ligando-o a “morangos com açúcar”, nem que fosse apenas pela estranheza da relação, um certo frisson estaria garantido. Inácio perdoar-me-á".
escrito por ai.valhamedeus

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MONIZ, O BENFICA E A IMPRENSA

A notícia seria grave, se fosse novidade, ou se não estivéssemos

(infelizmente)
habituados a isto.

Eduardo Moniz queria ser candidato a presidente do Benfica e os seus patrões esfregavam as mãos de contentes. É que o jornal de sextas, com Manuela Moura Guedes ao leme, incomoda os patrões da TVI, os espanhóis da Prisa.

Já há uns anos, Marcelo Rebelo de Sousa foi afastado da TVI por ter incomodado o governo de Santana Lopes.

O jornal das sextas, de Manuela Moura Guedes, é um jornalismo que não me entusiasma, ainda que uma estação que “bata” no governo seja vista por mim e sempre com alguma simpatia.

O que temos é que estes empresários, que apregoam a independência do Estado, abanam, caninamente, o rabo ao poder. Eles, que apregoam a sua “independência”, põem-se a quatro patas face ao poder político. Sempre foi assim.

Mas a notícia do Expresso tem uma explicação. É que a Prisa, estando cheia de dívidas, precisa de ser livre da TVI e, para isso, conta com o apoio do governo. Mas este já lhe fez saber que, com a família Moniz lá, não é possível contar com o governo. Como se vê, e a crer na notícia, os altos interesses do Estado português passam pelo afastamento de alguém que critica o governo.

Esta tendência de confundir os interesses do Estado com os interesses do governo não é nova. Faz parte da cultura política da nossa Europa, tão democrática e que tão bons exemplos dá ao Mundo.

Entretanto, Ferreira Fernandes, que é governado pelo melhor primeiro-ministro que já conheceu, não perde uma ocasião para mostrar quão agradecido está ao governo.

Isto está lindo.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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BELÉM, MÁQUINA FALANTE

Manuel Alegre e Maria de Belém

Neste país, onde há comissões para quase tudo, quando é que se cria uma comissão para avaliar que pessoas podem ir
(ou quais estão proibias de ir)
à tv? Sou candidato a presidente da dita, para propor, logo no início da primeira reunião, que seja impedida de aparecer nos ecrãs uma monocórdica máquina falante que dá pelo nome de Maria de Belém
[avisando, nomeadamente, a SIC Notícias da pesada multa em que incorre, se insistir em a pôr no ar].
Uma máquina com muitas bocas, mas sem qualquer vestígio de qualquer ouvido: a gente ouve-a a debitar montanhas de palavras, sem silêncio entre elas, a sobrepor a voz estridente à de toda a gente que esteja a falar quando era suposto ela estar calada... e chega-se ao fim com uma irritação de criar úlceras.

A bem da saúde psicológica nacional, é urgente acabar com esta peste. Uffff!...

escrito por ai.valhamedeus

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VÍDEOS DA SEXTA 20. os amigos de gaspar

Em maré de Sérgio Godinho, a recordação de uma série televisiva
[que, entretanto, deu origem a um disco]
que fez as delícias de miúdos que hoje são gente mais ou menos... crescida: Os Amigos de Gaspar.


E uma canção da série, interpretada ao vivo e por Sérgio Godinho
[autor das músicas da série]:
É tão bom.



escrito por ai.valhamedeus [com um beijo para o Pedro, outro para o Filipe e um terceiro para a Ana Lúcia]

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MONIZ CONTRA SÓCRATES

Finalmente há jornalistas que querem ver Pinto de Sousa, sentado num banco, à espera de notícias sobre o seu próprio julgamento. Moura Guedes prometeu; Moniz, publicamente, disse que o fará e instigou outros jornalistas, se assim o entenderem, a fazer o mesmo. As luvas e as pinças com que abordam o “freepór” podem ficar bem longe dos tribunais
[o engenheiro disse que é assim desde a antiguidade, será!]
mas, a defesa da honra dos políticos e o manifesto conflito com a liberdade de expressão irão atravancar o já débil aparelho judicial. Consta que, na Europa (TDH), Portugal tem sido condenado por decisões judiciais em que prevalece a defesa da honra contra o direito à liberdade de expressão. Mudaremos o prato da balança, ou tiramos a venda da justiça?

Enquanto isso, vale a pena passar os olhos pelo respigo da comunicação do Director da TVI
[os sublinhados são da própria notícia no sítio da TVI]:
Moniz avança com queixa contra Sócrates

O director-geral da TVI confirmou, esta quarta-feira, durante o Jornal Nacional, que já avançou para os tribunais com uma queixa contra José Sócrates.

«Já avancei para os tribunais com uma queixa contra José Sócrates, não impedindo outros jornalistas de o fazerem também», revelou.

José Eduardo Moniz utilizou as próprias palavras do primeiro-ministro para desmentir as mesmas: «Não sou cobarde, nem me escondo atrás de uma moita ou de um arbusto para fazer uma caça ao homem, utilizando um jornal travestido.»

«José Sócrates transmitiu o seu enorme desconforto perante o jornalismo de investigação que os melhores jornalistas desta casa têm desenvolvido em relação ao caso Freeport.

Ele teve oportunidade de esclarecer o país sobre o seu alegado envolvimento, mas não conseguiu, não pode, não soube ou não quis fazê-lo. Preferiu atacar a TVI. Ofendeu-me a mim em particular, o último responsável pela informação, quer na minha honra, quer na minha dignidade», afirmou.

O responsável do canal assegurou a sua «surpresa» e «alguma estupefacção», «não pela atitude crítica» em relação a um telejornal «do qual assumidamente não gosta», mas pelo «tom e termos impróprios para uma pessoa com as suas responsabilidades».

«A única vítima até agora parece ser a liberdade de informação», disse, acusando Sócrates de «processos de intimidação que querem condicionar o exercício do jornalismo» e acrescentando: «Tal não acontecerá enquanto aqui estiver. Continuaremos a trabalhar da mesma maneira, com independência e rigor.

Afirmando-se «seguro do profissionalismo e competência» dos jornalistas da TVI, Moniz reforçou: «A TVI só relatou factos, não os inventou. Não acusámos nem julgámos seja quem for (...) Até hoje ninguém desmentiu a nossa informação.»

«Não vou alimentar mais polémicas. É triste e irónico que a poucos dias do 25 de Abril se presenciem tantos ataques e ameaças ao jornalismo livre», concluiu.
escrito por Jerónimo Costa

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na rede [28] RÁDIOS DE PORTUGAL E TV

Quer ouvir as rádios de Portugal através do computador

[Antena1/2/3, Rádio Comercial,.. Rádio TugaNet]?
Pode fazê-lo aqui.

Prefere ver tv
[canais portugueses, brasileiros, de desporto,... de música]?
Pode fazê-lo aqui.

escrito por ai.valhamedeus

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SIC

SIC Notícias, 2 de Janeiro de 2009.

Entrevista notável de Si Madinati al Carreira por Mário Crespo. Numa estação de televisão controlada
[principalmente]
pelos clientes do Mad... - perdão - do Doutor João Rendeiro, a honestidade intelectual e o desassombro de ambos merecem grande destaque.

A gravação tem neste modesto servidor cliente certo, InchAllah - desde que o preço seja conforme al Chariah, ou seja, desde que não seja especulativo.

escrito por Ya Allah

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TELEVISÃO PELA IDENTIDADE

Televisión por la Identidad

Ainda bem que algo da boa TV foi premiado... na Argentina. Ante tanta TV-Lixo é bom que da Argentina tenha vencido o EMMY algo de qualidade.

O ciclo é forte, Televisión por la Identidad
[Televisão pela Identidade]
recria o drama das crianças nascidas de pais desaparecidos na última ditadura Argentina.

É algo muito difícil de entender, mas para os argentinos...

Os caras sequestravam as mães
(muitas vezes o casal),
se ela estava grávida esperavam que tivesse a criança e depois davam-na para adopção a uma fila de espera de casais militares ou policiais que não podiam ter filhos.

Era negar o mais básico de uma pessoa, a sua identidade.

O ciclo recria várias histórias de crianças recuperadas.

Aqui, a notícia.

Aqui deixei os enlaces para descarregar alguns dos capítulos, mas acho que não têm legendas.

escrito por Eduardo LG, Argentina

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NOVAS PEDAGOGIAS

Anda o burgo em festa porque os nossos queridos alunos do décimo segundo ano tiveram este ano melhores notas em Português

[e não só…].
Como é que isso se explica?

A senhora ministra mandou preparar um exame fácil
[dizem alguns professores e professoras].
Os nossos queridos professores trabalharam mais e ensinaram melhor este ano
[diz a senhora ministra].
Pessimistas eles
(e elas).
Optimista ela.

Eles a dizerem mal dela e ela a dizer bem deles
[a tal paga do mal com o bem].
A ficção continua a superar a realidade. Há umas horas estava eu a ver se encontrava notícias na televisão quando dou com um programa super excitante e educativo
[pensei logo que, sendo um canal público, estariam a divulgar as inovadoras estratégias pedagógicas que levaram aos excelentes resultados que tanto alegraram a senhora ministra e deram aplausos aos professores e professoras].
Era um concurso
[em tempo de vacas magras as pessoas agarram-se a tudo para conseguir um par de euros]
em que os concorrentes tinham que responder correctamente a perguntas do programa da escola primária, do primeiro ciclo ou como lhe queiram chamar, para meterem ao bolso os tais euros.
[Eu devia ser a única pessoa que nunca tinha visto esse concurso e que não sabia o nome do animador-examinador].
Os concorrentes eliminados confessavam
[sempre com um nervoso sorriso nos lábios]:
«Eu sei menos que um miúdo de 10 anos».

A confissão só era certa em parte, porque muitos dos miúdos e miúdas
[espero que o concurso não esteja a ser apresentado ao vivo, porque as crianças não têm idade para estar num estúdio de televisão àquela hora]
erravam mais perguntas que os concorrentes. Mas deixemos essas questões de lana caprina porque coisas mais importantes chamaram a minha atenção.

À pergunta: «como se chamam duas letras que se pronunciam de uma só vez», uma concorrente respondeu sem hesitar para não esbanjar o precioso tempo televisivo: «ditongo».

O examinador/animador
[a partir da cábula que sempre o acompanha, porque o rapaz não me parece tão ignorante como o programa quer que pareça]
quase lhe saltou em cima: «Não, senhora! A resposta correcta é… dígrafo».

A senhora foi imediatamente posta no olho da rua por ignorante
[depois da conhecida, pública e humilhante confissão de saber menos que um miúdo de 10 anos].
Um par de ideias fez ninho na minha mente:
  1. Há um saco com perguntas e outro com respostas. Umas e outras são tiradas à sorte.
  2. O pessoal da produção do Concurso sabe menos que a maior parte dos miúdos de 10 anos.
  3. Por falta de orçamento, as perguntas e respostas são preparadas pelo pessoal auxiliar do Canal 1 nas horas vagas. Por exemplo os porteiros fazem as perguntas e os seguranças, as respostas. Nas folgas de uns, alinham os motoristas, por exemplo.
Só espero o dia em que um concorrente responda com um decidido e sonoro «branco» à pergunta de História: «De que cor era o cavalo branco de Napoleão», e o rapaz da cábula o empurre para a porta com um: «Errado, a resposta correcta é… Napoleão nunca teve um cavalo».

escrito por José Alberto, Porto Rico

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O PAÍS VIRTUAL

Hoje acordei e pensei que estava num outro país.

Explico: disseram-me que o Afeganistão, e por conseguinte os Afegãos,
(sim, eu sei que se referiam aos Taliban; mas neste jogo enviesado de interesses e casos embrulhados quem pode assegurar com justeza que assim é?)
eram meus inimigos. Em conformidade com perigo tão perigoso, e talvez iminente, ampla reportagem passou na RTP 1, serviço público, sobre os ases do ar, mailas suas máquinas infernais e adjacente perícia, tirada em cursos nos States. Que novidade!...

Mais à frente, ou teria sido noutro local e noutra altura? tanto faz, uma notícia dava conta de que numa cidade qualquer, em Portugal, as pessoas são assaltadas e as suas vidas postas em risco por falta de meios na polícia e encerramento de esquadras.

Depois fiquei a saber que somos muito bons a Matemática: a média dos exames não foi de 12,5 mas de 14! Isto nem na Finlândia!
(O comentário é meu).
E, pasme-se! O Sr. Secretário de Estado Valter Lemos veio a terreiro dizer que não devemos exultar perante os resultados do exame do 9º Ano, pois 50% de negativas não é um bom resultado, e que, portanto, não se deve passar essa ideia. Mas quem é que a passou?

Terceira e estranha notícia. Eu que ainda nem entrei de férias, apesar das línguas viperinas contradizerem tal facto
(aprenderam bem a lição da Ministra, pese embora a vituperarem)
e que terei de as interromper, tal como algumas colegas para interrogarem alunos nas provas orais, e, no meu caso, possibilitar o direito dos alunos a interporem recurso aos resultados dos exames da 2ª Fase, eu, conforme dizia, tomei conhecimento de que no 1º Período do próximo Ano Lectivo
(este ainda nem terminou)
haverá uma pausa de 2 dias para actividades extra escolares; mas só se envolverem os alunos!!!... Pergunta inocente: as aulas são o quê? Não são actividades que envolvem os alunos?

Mas as novidades não terminam aqui. Já no dia 12 de Setembro, embora sem carácter obrigatório, se institui o Dia do Diploma! Decrete-se e assine-se! A bem da Educação.

Hummmm! Alguém anda a ver muitos filmes americanos!

E far-se-ão cerimónias com aquelas togas adejantes e aqueles “chapeuzinhos” traçados a régua e esquadro com um fio a sair do meio, pendendo? E que têm tudo a ver connosco. Ora pensem lá bem!

Ainda se fossem tricornes ou elegantes chapéus de fartas plumas de espadachins batendo-se pelas suas damas, e descobrindo-se sempre que uma passava, vá que não vá.

Admirável país novo, este!

Eu é que sou uma velha do Restelo, e o resto são cantigas.

escrito por Gabriela Correia, Faro

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SUGESTÕES TELEVISESCAS

Maria de Belém e a SICMaria de Belém está, neste momento, no frente-a-frente da Sic Notícias. Está hoje e está de vez em quando...

Admitindo a hipótese, pouco provável, de algum responsável pela programação daquela estação televisiva ler o Ai Jesus!, deixo aqui uma sugestão: não sendo, por qualquer razão, possível

[mas isso é que seria desejável]
proibir a referida senhora de aparecer frente-a-frente às câmaras, please, tirem-lhe o som, quando ela falar. Aquele irritante tom de voz
[associado a -- a condizer com -- a falta de ideias]
ainda me há-de matar. A mim, pelo menos...

PS (aqui, post-scriptum): já agora, além da sugestão deixo uma pergunta: aquele comentador de nome Vasco Pulido Valente que às sextas aparece na TVI é o mesmo VPV que escreve comentários no Público? Se sim, deixo outra pergunta: quem é que lhe escreve os textos que ele assina no jornal?

escrito por ai.valhamedeus

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A TOXICODEPENDÊNCIA, OS BONS COSTUMES E MÁRIO CRESPO

Os bons costumes têm feito um alvoroço sobre um famoso dicionário do Instituto da Droga e da toxicodependência.

Mário Crespo teve o seu presidente no Jornal das 9 de segunda-feira. João Goulão lá foi respondendo, mas Crespo, com aquele ar inteligente que o caracteriza, lá foi confrontando o pobre do João Goulão com perguntas sagazes e de grande alcance filosófico. Às tantas perguntou a João Goulão se era verdade que o Instituto no seu site dizia não haver receitas para que um indivíduo não se drogue. E perguntou isto com o ar de quem diz “vocês não têm vergonha?”. A deputada Caeiro do CDS já tinha dado corpo
(e que corpo!)
ao descontentamento das famílias face ao famosos dicionário do Instituto. Agora Crespo volta à carga com aquela de não haver receitas para evitar que um filho se drogue. Indignado, Crespo ficou perplexo
(com aquele ar de inteligente que o caracteriza),
com a resposta serena de Goulão: “Não, não há”.

De uma forma geral, somos todos drogados. Uns mais dependentes do que outros. Sabe-se que a toxicodependência
(é do senso comum, mas Crespo nem isso tem)
bate à porta de todas as classes sociais, sexos e idades. Apresenta-se sob qualquer forma e surge da maneira menos esperada. Toda a gente o sabe. Mas sabe Crespo? Não. Crespo não sabe. Crespo queria uma resposta simples. Por exemplo: quando o seu filho se drogar, dê-lhe porrada, tire-lhe o telemóvel e mande-o ver o programa… do Crespo. Assim, para que Crespo
(com aquele ar inteligente que o caracteriza)
ficasse descansado. Qualquer pessoa perceberá que o problema é complexo, não tem respostas fáceis nem receitas standard. Todos? Não. Crespo e já agora a deputada Caeiro têm solução para o problema.

João Goulão, com a paciência que anos a lidar com drogados lhe dá, teve uma pachorra inaudita com Crespo. Tratou-o como se fosse mais um paciente
(à inglesa).
Crespo é que não ficou satisfeito e depois de ameaçar que iria ler com atenção um estudo que João Goulão lhe deu
(ler, lerá, mas... e compreendê-lo?),
sorriu para a câmara
(com aquele ar inteligente que o caracteriza)
e despediu-se.

E que tal um internamento compulsivo
(para o Crespo, claro)?
escrito por Carlos M. E. Lopes

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GASTAR VELA COM RUIM DEFUNTO

A reunião, hoje, de dirigentes do PSD motivou um ajuntamento de caça-notícias

[vulgo jornalistas]
das tvs, à espera rodopiante do directo-na-hora que revelasse o segredo da salvação da crise em que, dizem, o PSD está mergulhado
[tudo em vão. O grande problema do PSD é o governo pê-èsse estar a fazer a sua política e, por via disso, o PSD não descobrir como pode fazer oposição. O seu grande problema é que não pode fazer oposição à sua própria política].
Ia caindo na tentação de escrever qualquer coisinha sobre o assunto
[quero dizer, sobre a pobre da jornalista da SIC que, nos vários directos, o mais interessante que conseguiu foi libertar o fio do microfone preso no automóvel do finado Menezes].
Desisti: apesar da azáfama(?) nacional(?) em torno das candidaturas à direcção do PSD, isto não tem assunto.

Fui novamente tentado à escrita pelo "frente a frente" da Sic Notícias. Uma eterna histérica Maria de Belém e uma trauliteira Maria José N. Pinto a interromperem-se constantemente
[numa garraiada com duas vencedoras anunciadas]
inspiram qualquer BIC, por mais desabituada que esteja de esfregar a esfera na brancura do papel. Mas desisti novamente: gastar vela com ruim defunto não é o melhor dos propósitos
[e espero que, um dia destes, a Sic Notícias renove alguns dos nomes da lista dos seus comentadores do contraditório].
Optei por uma terceira via: adiar para amanhã meia dúzia de linhas sobre o(s) livro(s). Porque amanhã é o Dia do livro. E há-de valer a pena gastar tinta...

escrito por ai.valhamedeus

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