Palestina livre!

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EX-CITAÇÕES * 126. ...os perigos da internet

Vimos que [a Internet] é uma poderosa ferramenta que foi utilizada nas revoluções de veludo.
[Ministro iraniano das Telecomunicações, Reza Taghipur. Fevereiro/2012]
A Internet converteu-se no inimigo número um dos censores iranianos.
[Hadi Ghaemi, da Campanha Internacional pelos Direitos Humanos no Irão. Fevereiro/2012]

escrito por ai.valhamedeus

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O PAÍS PÊ-ÈSSE NO SEU MELHOR

A OFICIALIZAÇÃO DA NOVA CENSURA PRÉVIA EM PORTUGAL:


O semanário Sol foi confrontado esta quinta-feira com uma providência cautelar interposta por Rui Pedro Soares, administrador executivo da Portugal Telecom, para travar a publicação de mais transcrições de escutas.

[actualização]
Iludindo (digo eu...) a providência cautelar, o Sol vai mesmo sair, amanhã

[e um dos destaques de primeira página é, como se pode ler na imagem supra, se ampliada, PS debate sucessão de Sócrates].
escrito por ai.valhamedeus

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OBAMA DEVE SER ASSASSINADO?

No Facebook, uma sondagem perguntava, neste fim de semana, se Obama deveria ser assassinado. Esteve "no ar" apenas algumas horas, porque os serviços secretos (SS) trataram de a mandar retirar
[porque, como se sabe, nos países de amplas liberdades, ao contrário dos outros, perguntar também "ofende" -- que é como quem diz, também é perigoso, eventualmente, terrorista até].
Mas, como o Ai Jesus! é um defensor da liberdade de expressão, estou a pensar seriamente em retomar aqui o referido inquérito. Mas, como os SS estado-unidenses não brincam, estou a pensar seriamente em consultar, antes, 2 especialistas do direito e colaboradores do Ai Jesus!: o Carlos Lopes e o Ya Allah.

Enquanto não recebo as respostas dos técnicos, vou avançar. Mas cautelosamente, não vá por aí a ira dos SS alevantar mais investigações -- porque, como avisou Darrin Blackford, um porta-voz dos SS, “Nós levamos estas coisas a sério”.

E estas cautelas hão-de ser suficientes: em vez das respostas do inquérito democraticamente banido
[que eram “não”, “talvez”, “sim” e “sim, se ele cortar o meu plano de saúde”],
as respostas no do Ai Jesus! serão estas:
a) Não!
b) Nem penses nisso, pá!
c) Ó pá, tu tás maluco ou quê?!
d) Porra! estás quase tão tolo como o Cavaco!
E prontos
(ou readys!, como dizem os SS)!
Podem começar a votar: é só clicar aqui!

escrito por ai.valhamedeus

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NO JARDIM DE SÓCRATES

Manuela Ferreira Leite elogiou, há dias, a governação de Jardim, contrapondo-a à "asfixia democrática" no jardim governado por Sócrates. Caíram em cima da senhora, designadamente o governador socratino do jardim. Talvez Sócrates já se não lembre, ou não queira lembrar-se, dos elogios que ao Jardim fez o seu
[seu de Sócrates]
camarada Jaime Gama, considerando-o «um exemplo supremo na vida democrática do que é um político combativo»
[os outros rasgadíssimos elogios podem ser lidos aqui].
Foi em Março, passou pouco tempo, mas Ferreira Leite recordou que ela própria não tinha sido tão excessiva, nos elogios, como o camarada pê-èsse. E tem razão.

A questão da democracia no jardim de Sócrates vai muito para além dos aspectos e das "intervenções" formais/explícitas
[e, ao longo destes 4 anos de governação, houve várias intervenções governamentais, directas e/ou indirectas, no domínio das liberdades. Não é preciso um grande esforço de memória...].
O dossier SócratesUm artigo de opinião de Helena Matos no Público de hoje analisa essa ideia magnificamente, partindo do "caso" do livro "O Dossier Sócrates", de António Balbino Caldeira, não publicado para não arranjar chatices
[o livro pode ser descarregado daqui].
[Se não aparecer o texto completo de Helena Matos, clique, abaixo, em Leia o restante].
O dossier Sócrates
ARRANJAR CHATICES

Em poucos dias um livro sobre o percurso académico de José Sócrates teve, em Portugal, sem cartazes nem entrevistas, mais de oito mil downloads. Esse livro chama-se O Dossier Sócrates e o seu autor, António Balbino Caldeira, descreve no seu blogue, Do Portugal Profundo, como numa grande editora portuguesa passaram a determinado momento de um imenso interesse pelo seu livro para não mais lhe atenderem o telefone. E outras editoras se seguiram com procedimentos bem diversos daqueles que adoptam perante algo que lhes garanta um mínimo de interesse por parte do público. As peripécias editoriais deste livro, tal como doutros num passado recente, são um bom indicador da disponibilidade das empresas e dos cidadãos para aceitarem um maior controlo das suas vidas por parte do Estado. Não me parece provável que as editoras pelas quais passou O Dossier Sócrates tenham recebido algum recado do gabinete do primeiro-ministro desaconselhando a publicação do livro, quanto mais não seja pela prosaica razão de que tal não é necessário: o país é pequeno, os negócios não vão bem, cada vez mais os empresários vivem à sombra da máquina estatal (e na comunicação social das campanhas publicitárias das várias empresas estatais), o crédito, via BCP e CGD, está nas mãos de quem governa. Mais vale perder um bom negócio do que comprometer outros. Em conclusão, ninguém quer 'arranjar chatices'.


Dir-se-á que o livro de António Balbino Caldeira é tão mau que a editora resolveu recuar na sua decisão. Certamente que isso pode acontecer, embora o nível lastimoso do que por aí se edita torne essa hipótese pouco verosímil. Mas o que caracteriza o ambiente malsão do 'não arranjar chatices' é que não só ninguém assume nada como todos procedemos como se nada tivesse acontecido: até ao dia em que escrevo, quarta-feira, 9 de Setembro, o cancelamento da edição de O Dossier Sócrates não foi objecto de qualquer notícia. Compare-se este opaco silêncio com a indignação gerada pela pública e notória decisão de uma cadeia de supermercados de não comercializar nas suas superfícies A Casa dos Budas Ditosos e não se pode deixar de pasmar com tanto silêncio.

Infelizmente este espírito do 'não querer arranjar chatices' além de legitimar o condicionamento de decisões para agradar a quem governa, tem a perversa consequência de transformar aqueles que não se conformam com este malsão estado de coisas em seres amalucados, pois só uma criatura doida e quezilenta é que anda para aí 'à procura de chatices' quando podia levar a vida em bom sossego. Nas ditaduras a coisa é simples: o censor não deixa e já está. Ele fica com o ónus da questão. Nas democracias, as decisões censórias são necessariamente mais subtis. Fazer de conta que não aconteceu nada é uma das estratégias: é cedo para dizer que será esse o destino de O Dossier Sócrates, mas foi esse o percurso de Contos Proibidos, Memória de um PS Desconhecido, de Rui Mateus, ou de vários livros sobre a descolonização. Para consolo das misérias nacionais, temos sempre a possibilidade de recordar as peripécias editoriais experimentadas por um livro de Chris Patten, o último governador britânico de Hong Kong, cujas memórias dessa sua experiência levaram a China a pressionar grupos editoriais da muito livre Grã-Bretanha.

A outra das estratégias censórias, essa comum às ditaduras e às democracias, passa por denegrir quem 'arranja chatices': populismo, ordinarice, crítica destrutiva, pessoa que só chegou àquele cargo por ligações familiares... Pode parecer que estou a falar de Manuela Moura Guedes e do Jornal Nacional em 2009, mas por acaso estou a citar alguns dos epítetos que recaíam sobre o semanário Expresso, em 1975. Este jornalismo deplorável, continuo a referir-me à forma como o Expresso era referido em 1975, valeu-lhe aliás algumas multas e o seu então director estava mais ou menos reduzido à caricatura do 'chiquinho dos Porsches'. Gostamos de acreditar que, passado o PREC, a liberdade de expressão ficou garantida para todo o sempre em Portugal. Como é óbvio, tal não é verdade nem pode ser. A liberdade de expressão implica uma prática quotidiana e sobretudo implica perceber de que lado se está quando o poder, seja ele político, religioso ou económico, interfere com essa liberdade. E nesses casos, em Portugal, a liberdade quase invariavelmente perde e, pior que tudo, perde perante a indiferença geral.

A censura é, em Portugal, o que mais parecido existe com o amigo preto dos racistas brancos: ninguém é a favor da censura, não há ninguém que não diga que "a censura é uma coisa inaceitável" e que declare a sua profunda admiração pelo jornalismo de investigação, mas, feita esta declaração inicial, tal como os racistas ressalvam que até têm um amigo que é preto, aqueles que se dizem contra a censura desatam na legitimação daquilo que supostamente condenam: suspensão de um programa, desaparecimento de um livro do mercado ou tentativa de controlo de um jornal. Tudo claro, sempre em nome do bom gosto, da decência e da verdade.

escrito por ai.valhamedeus

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MANUELA MOURA GUEDES

Sempre achei o Jornal de Manuela Moura Guedes de fraca qualidade, um pasquim televisivo. Não gostava do género.

Acho que a direcção poderá ter o direito de suspender aquele como qualquer programa, se é que este seguiu as normas.

Estou convicto que a “ordem” não saiu de Sócrates, PS ou do governo. Penso mesmo que o PS poderá ver-se prejudicado por esta medida. Mas há uma coisa: esta suspensão só levantou toda esta celeuma porque o referido Jornal da Noite incomodava Sócrates e o PS. E estou certo de que a razão por que foi suspenso foi essa mesma. Não há nada a fazer...

Aguiar Branco, como bem denunciou Sócrates, era ministro da justiça aquando de um episódio semelhante com Marcelo Rebelo de Sousa. Tão parecidos que eles são…

escrito por Carlos M. E. Lopes

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destaques [47] censura

...um vasto e interessante dossiê sobre a censura (e a auto-censura). Sobre a arte e os censores
[religiosos, políticos, morais, estéticos],
da Idade Média aos nossos dias. No cinema, da França aos Estados Unidos, do Japão ao Médio Oriente. Sobre a auto-censura nas nossas sociedades pretensamente livres
[haverá limites morais para a publicidade?]

...e o debate
[quais as fundamentações históricas da censura? terá vantagens?].
E as problemáticas relações entre o artista, a censura e a guerra. E as reacções e citações de pensadores conhecidos. E um portfólio: os múltiplos processos e polémicas contemporâneas, jurídicas e éticas, em torno da fotografia. E o mais que poderá ver-se na revista, que está aqui ou aqui.

escrito por ai.valhamedeus

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COURBET E A POLÍCIA DE BRAGA

A polícia de Braga apreendeu livros numa feira de Braga pelo facto de as capas conterem imagens pornográficas.

Acho bem. As capas reproduziam pinturas do fundador do realismo, Gustave Courbet (1819-1877)
Courbet(ver reprodução de A Origem do Mundo, ao lado).
Os bons costumes nunca se arredaram da cidade dos arcebispos e de Mesquita Machado. A actuação do MP em Torres Vedras
(uma enchente no Carnaval),
a directora da DREN, Santos Silva e agora Braga, contribuem para aquilo que já ninguém pode esconder: vivemos num retorno ao medo, à perseguição, ao silêncio. Ainda não é ostensivo, mas há cheiro no ar.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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DO CONTRA [16] as reais razões da censura

Finalmente o Ai Jesus! pode revelar as verdadeiras razões da censura das imagens do Magalhães no Carnaval de Torres Vedras. A queixa
[que motivou a decisão da beatíssima e ajuizadíssima senhora delegada do 1º juízo]
teve origem nas forças ocultas de derrube do governo. Na verdade, as imagens que o Magalhães mostrava não eram as que foram mostradas pelos mass media, mas as que mostramos na imagem abaixo
[clicar no monitor do Magalhães para ver melhor as miúdas e verificar que é verdade o que a seguir explico].
Censura MagalhãesAs verdadeiras imagens mostram 3 gémeas
[não nuas, como as notícias noticiaram, mas ainda melhores do que se estivessem]
num ambiente que faz lembrar uma qualquer sacristia de uma qualquer igreja de uma qualquer aldeia deste País de Magalhães. Ora, argumentavam as forças ocultas, estas imagens haveriam de ser a melhor promoção do Magalhães, já alguma vez imaginada
[confesso que, eu próprio, se o Magalhães desse imagens destas, até eu próprio o compraria].
Até o apelido das manas é lusíssimo: Lisboa, como se pode comprovar aqui
[o sítio na Internet de onde o malandrote do Magalhães retirou as imagens].
Vai daí, a queixa-crime... E vai daí, também, a pressa com que o democratíssimo governo do Reino se apressou a repor tudo na normalidade
[e com essa reposição repor toda a legalidade democrática, que é o seu principal objectivo, zelosamente cumprido].
E assim repomos nós também toda a verdade
[não estamos ainda em condições de garantir as fugas de informação de segredos vários de justiça segundo as quais a beatíssima delegada nunca mais vai ter hipótese de ter um qualquer job para os boyas do pê-èsse. Quanto às demais forças ocultas, essas parece que são sujeitos e sujeitas da extrema-direita, não se sabe ainda se chique se plebeia].
Assim seja!...

escrito por ai.valhamedeus

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Pê... quê?! [63] CADA VEZ MENOS DEMOCRACIA

O governo PS não é democráticoNão é novidade para ninguém, mas arquivo a notícia aqui

[como contributo para a História deste período da História de Portugal, onde o caminho para uma ditadura não está todo por percorrer. A polícia dos bons costumes, essa, tudo indica que já não falta. Talvez Sua Santidade o Policarpo pudesse sugerir a substituição das mulheres nuas por Nossa Senhora de Fátima; ficava ele satisfeito e o seu benjamim presidente do conselho de ministros, também]:
O presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Miguel, foi surpreendido ao início da tarde com um fax do Ministério Público no qual era dado um prazo à autarquia para retirar o conteúdo sobre o computador Magalhães, que fazia parte do "Monumento", e onde apareciam mulheres nuas no ecrã do portátil. “Achamos que pela primeira vez após o 25 de Abril temos um acto de censura aos conteúdos do Carnaval de Torres”, lamentou o responsável, em declarações à Antena 1.

“Fomos surpreendidos agora cerca da uma hora com um fax do Ministério Público assinado pela senhora delegada do 1º juízo, a qual nos dá um prazo até às 15h30 para retirar o conteúdo do computador Magalhães”, explicou o autarca, citado pela mesma fonte. Carlos Miguel acrescentou que “o que existe é uma sátira ao computador Magalhães com um autocolante que se pressupõe que seja o ecrã” do portátil e onde é visível uma pesquisa no Google com a palavra-chave "mulheres". Por isso, não entende o pedido para o retirarem do Carnaval e entregaram mais tarde ao tribunal judicial o autocolante.

O Carnaval de Torres Vedras, um dos mais antigos e que atrai mais visitantes e turistas em Portugal, é célebre pela sátira social e política que representa nos carros alegóricos. O corso nocturno, concurso de mascarados e muita música são algumas das ofertas originais desta festa que continua a ser o cartão-de-visita do concelho.

O “Monumento” é uma construção temática que todos os anos satiriza um aspecto da actualidade, como explica o site dedicado ao Carnaval de Torres. Em 2004 a temática escolhida foi “a excursão saloia ao Euro”, utilizando um longo veículo de transporte de passageiros em que os diversos países participantes no Campeonato Europeu de Futebol eram representados estereótipos nacionais. Em 2005 o tema foi “o futebol nacional”, retratando os símbolos dos três maiores clubes portugueses e os seus escândalos, com particular relevo para o “caso Apito Dourado”.

Em 2006 incidiu sobre as relações internacionais e ficou conhecido como “o fim da macacada” - numa alegoria satírica à preponderância mundial das opções de política externa americana do antigo Presidente George W. Bush. O ano de 2007 foi dedicado às preocupações estéticas. Em 2008 foram representados “super heróis” da banda desenhada.

O “Monumento” de 2009 aborda o tema “profissões” através da nuvem dos altos sonhos de um rapaz de tenra idade. Ele transporta-nos ao seu mundo, um quarto desarrumado, povoado por diversos brinquedos figurativos das reais profissões.

O Magalhães, que faz parte da iniciativa e-escolinha, é um computador portátil que está a ser disponibilizado, ainda que com atrasos significativos, aos alunos do primeiro ao sexto ano por um custo que varia entre os zero e os 50 euros. O acesso à Internet é uma possibilidade para os compradores deste produto.
escrito por ai.valhamedeus

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WWW [10] censura chinesa

São já 91 as páginas web censuradas pela China


Trata-se de sítios com conteúdo pornográfico e "vulgar", além de um portal de blogs políticos. O governo desse país tinha anunciado uma operação para "assegurar a moralidade na internet". O Partido Comunista Chinês mostra-se cauteloso perante as ameaças ao seu controlo da informação e levou a cabo numerosas censuras contra a pornografia, críticas políticas e fraudes na internet, mas desta vez os funcionários tomaram medidas mais duras.

"Noventa e uma páginas web que incluem pornografia e conteúdo vulgar foram fechadas entre 8 e 10 de Janeiro", disse o portal China (www.china.com.cn), com controlo estatal.

Bullog.cn, um portal de blogs chineses onde escrevem muitos famosos "blogueiros", incluindo alguns que assinaram a "Carta 08" a favor da democracia, está inacessível, desde sexta-feira.

Luo Yonghao, fundador de Bullog.cn, confirmou no seu próprio blogue que a web tinha sido fechada devido "à quantidade de informação política daninha", citando um comunicado do Governo.

"A Carta 08", publicada na internet com os nomes de 303 cidadãos chineses, pede liberdade de expressão e associação e eleições abertas.

A última operação chinesa contra o conteúdo na internet teve como objectivo importantes nomes como Google, MSN da Microsoft e a sua rival local e líder do mercado, Baidu, por minarem a moralidade pública.

Nenhum dos grandes nomes estava na lista das 91 webs fechadas.

FONTE: http://infobae.com/contenidos/425553-100918-0-Ya-son-91-las-páginas-web-censuradas-China.

escrito por ai.valhamedeus

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SONS * 19. quarteto 1111

Para dar música ao lançamento da biografia do grupo, o Quarteto 1111 voltou a reunir-se, 40 anos após a sua estreia discográfica.

Fico a saber, pela imprensa, que A Lenda d'El Rei D. Sebastião foi a canção mais celebrada no retorno do grupo. E talvez com razão. Escreveu António A. Duarte

[25 anos de rock'n Portugal. [sl]: Bertrand, 1984]
que a ruptura com determinadas letras de canções estereotipadas
[comuns tanto em Portugal como nos Estados Unidos]
foi operada com o Quarteto e a canção referida, que alargou os horizontes do rock português dessa altura e foi
"o princípio de muita coisa para o rock em português" (p. 36),
designadamente, o despontar da
"luta pela qualidade e pela dignidade de uma certa pop-rock de expressão nacional" (p. 68).
A censura portuguesa censura cd do Quarteto 1111A secção que António A. Duarte dedica ao grupo leva o título significativo:
"Quatro 'uns' subversivos e 'perigosos' para o regime".
Um perigo adivinhado na cópia da "carta" da DGI à Valentim de Carvalho, que se reproduz ao lado
[clicar na imagem, para ler]:
dos textos submetidos à censura
[que entretanto aprenderia o LP],
só a um não há nada a opor, sendo que, à excepção de um outro que é censurado nas 5ª e última quadras, todos os restantes
[em que se incluía a conhecida "Trovas do vento que passa"]
têm divulgação proibida. O que é significativo, mesmo considerando que a censura com alguma facilidade se atirava a monstros que não passavam de moinhos de vento
[o "pano de fundo da Lenda de Nambuangongo, por exemplo, era tema tabu: o colonialismo].
Evoco, pois,
  • A Lenda d'El Rei D. Sebastião: pelas razões acima expostas
escrito por ai.valhamedeus

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O BLOGUE PROCESSADO

O Ai meu Deus anunciou mais um processo a um blogue. O problema não é um blogue ser processado: será que o terreno dos blogues está isento de cumprir as regras que se impõem aos jornais, às televisões, às revistas, às rádios, etc.?

O que devemos perguntar é se o que se disse é de facto penalmente censurável.

O ter dito que o maior filho da puta é que está a dirigir o governo é censurável? O ter permitido que uma brincadeira sobre a ida do ministro da saúde ao SAP seja colocado num Centro de Saúde é errado? Ter dito que uma atitude da directora do Museu Grão Vasco é uma atitude censória e inexplicável deve ser punido? O dizer que vivemos num ambiente censório e sufocante com tantos bufos, a maioria incompetentes, ignorantes e alarves, deve-nos levar ao pelourinho? Essa é que é a questão.

Os partidos políticos transformaram-se numa grande União Nacional. O politicamente correcto, as medidas de higiene e exigências de comportamento colectivo estão a atingir o paroxismo. E com algumas medidas que todos vamos aceitando, o governo vai querendo introduzir algum “respeitinho” por si próprio. Inaugura-se a ponte bem longe do povo; mostra-se ofendido o Sr. Primeiro-Ministro porque se põe em causa a lisura da sua licenciatura; o ministro da saúde demite porque só ele pode dizer piadas; a senhora conservadora do Museu também se acha com direito ao “respeitinho”. E assim havemos de ver toda a choldra do PS a exigir “respeito e consideração” pela mais inocente das piadas ou a mais leve censura. O Sócrates não é mais do que eu... dizem eles

(com falta de respeito).
escrito por Carlos M. E. Lopes

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BREVES -12. o que (não) se sabe...

Cada vez se compram menos jornais pelos jornais -- cada vez se compram mais por "o que trazem com eles".

Não costumo comprar o Correio da Manhã. Comprei-o ontem porque oferecia um filme-dvd -- e acabei por lhe dar uma vista de olhos e... ficar a saber umas coisas. Designadamente:

  1. Jorge Coelho, sobre o professor, suspenso, da DREN, escreve que não acredita
    "que o primeiro-ministro, a ministra da Educação ou o secretário de Estado da Educação soubessem alguma coisa disto. São pessoas acima desse tipo de mixórdias".
    A gente lê isto e fica com a sensação de que a censora Margarida Moreira não tem nenhuma responsabilidade perante José Sócrates ou a Dona Maria de Lurdes Rodrigues. O Expresso sabe que a conta dos funcionários atingidos pela acção censora da Directora já vai em 6 e que também houve outros casos de bufaria -- mas o Governo está acima disto tudo. Sabe-se que em Viseu há pelo menos um caso idêntico ao de Charrua
    [embora não tão mediático]
    -- mas o Governo está acima disto também. A gente sabe que José Sócrates, a ministra e o secretário da Educação sabem... muito. A gente também sabe que a coisa já ultrapassou a dimensão do Charrua -- e da decência.

  2. Loureiro dos Santos quer saber melhor
    "as razões que levaram a considerar [a missão militar portuguesa no Afeganistão] como de interesse nacional".
    Também estará o Governo acima disto?

  3. A astróloga Maya escreve sobre a gaffe de Mário Lino, sobre o que deve ser feito no Benfica
    ["O principal dispensado devia ser o treinador"]
    e sobre o professor Charrua. Depois de saber disto, fico com menos receio de me pronunciar sobre estes temas...

  4. Transcrevo, para que se saiba:
    "Um homem de 27 anos foi o primeiro a ser autuado no âmbito do novo Código de Posturas de Chaves, com uma coima de 40 euros":
    foi apanhado a... mijar
    [o jornal diz que foi a urinar. Mas um homem destes não urina...]
    contra uma montra. Atendendo a que o valor máximo da multa é 4.000 euros, o mijão pagou o valor mais baixo por a transgressão se ter verificado às 5.15h, em situação de aflição? ou terá sido por ter lavado a montra? Saiba-se também que, por aquele Código, quem deixar galinhas soltas pelas ruas paga 5 euros. Saiba-se que este é o Portugal profuuuuundo...

  5. Saiba-se que a coisa em Portugal continua preta. A Semapa registou um resultado líquido de apenas 47,2 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, só mais 155 por cento do que no mesmo período do ano passado. Por este andar preto da coisa, quando é que os trabalhadores poderão ganhar mais qualquer coisinha?

  6. O desemprego está a crescer, mas Dias Loureiro faz-nos saber que pode ser por uma
    "boa razão, porque a economia está a mudar de ciclo, a fazer as coisas melhor e a libertar postos de trabalho que não eram verdadeiro emprego".
    Isto eu já sabia: que uma coisa é a economia do País e outra, o emprego dos trabalhadores
    [esta é uma das razões para eu me não considerar desse País].
  7. Soube-se agora que o PP do enclave espanhol de Melilla ofereceu vales de 60 euros a dezenas de eleitores. Sabia-se já que aquele partido obteve, lá e em 2003, a maioria absoluta. E sabe-se que por cá também há quem distribua frigoríficos e outros electrodomésticos na altura das autárquicas. Fica-se, portanto, a saber que estamos actualizados.

  8. António Costa, candidato à Câmara de Lisboa e ex-recente ministro do actual Governo, fez saber que não comenta as declarações de Mário Lino:
    "Não saí do Governo para ser comentador".
    Defende que o aeroporto da Ota é "incompatível" com a Portela e, por isso, a cidade deve pensar o que pôr ali (na Portela). Defende isto -- mas, como já saíu do governo, não defende que os lisboetas
    [e os portugueses]
    possam discutir a incompatibilidade da Ota com os "nossos orçamentos". Isso é para os comentadores nos fazerem saber.
escrito por ai.valhamedeus

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AINDA A PIADA SOBRE SÓCRATES

Segundo os jornais, a piada sobre Sócrates tem provocado algum mal-estar no PS. Há gente

(decente. No PS é raro)
que acha que a Directora da DREN foi mais papista que o Papa
(Jorge Coelho)
e tem dificuldade em digerir a parvoíce. O deputado-poeta nada diz
(talvez atazanado com a candidatura de Roseta)
e lá se vai uma oportunidade de dar uma satisfação aos seus apoiantes e mostrar a sua independência e espírito livre.

Mas Mário Lino não desarma, no seu afã de tirar a liderança do dislate a Manuel Pinho. Gostaria de o ouvir sobre a atitude da referida presidente.

Sócrates, enleado nestas teias mantém-se quedo e mudo. Incomodado, resolveu não se mexer para que a m... não alastre. Honra lhe seja feita, atendendo à porcaria, mantém alguma serenidade.

A Senhora Directora não desarma e surge nos jornais a ser entrevistada. Ninguém a manda calar?

Há um episódio que a senhora deveria saber. Há uns anos, no Parque Mayer, estava em cena uma revista em que entrava Amarante e uma actriz de famosos atributos físicos. Às tantas, numa das cenas, a actriz teve de se sentar ao colo do Amarante. Amarante, tentando evitar situação embaraçosa, após a diva se ter levantado, mexeu na zona genital a pôr a “coisa” em ordem. Aí alguém gritou da plateia “Amarante não lhe mexas que é pior”. Mas a mulher insiste. Que fazer?

PS – Socorro-me, nestas ocasiões, do acervo de histórias do amigo Quim que, neste episódio, certamente, está do lado da Directora...

escrito por Carlos M. E. Lopes

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CENSURA

A censura cerca-nos por todos os lados excepto por poucos.

  1. Há muito por onde escolher, nas notícias -- mas vai esta: o governo dos EUA
    [o reino das liberdades]
    exigiu em tempos ao Google a base de dados relativa aos utilizadores dos seus serviços. Pretexto justificativo
    [há sempre um pretexto. pois!...]:
    a protecção de menores. O Google recusou "vigorosamente"
    [ao contrário do Google, Yahoo, Microsoft e America Online, que colaboraram com o Governo e entregaram as suas respectivas bases de dados],
    mas um juíz da Califórnia decidiu que pelo menos parte das informações deveriam ser entregues.

  2. A China também não brinca em serviço. Exige filtragem de informação -- e o Google, a Microsoft e o Yahoo cederam. Pretexto justificativo
    [há sempre um pretexto. pois!...]
    é preferível oferecer aos chineses "um conteúdo limitado do que nada", diz o Google. Compreende-se(?): 64 milhões de chineses têm banda larga. Sejamos claros: estão muitos milhões de dólare$ em jogo.

    Foi feita a mesma exigência à Wikipedia; Jimmy Wales, o fundador da enciclopédia, garantiu que jamais cederá às exigências do poder chinês, a China bloqueou-a, a popularidade da enciclopédia aumentou, a China desbloqueou-a... Parabéns a quem resiste!

  3. O Parlamento Europeu decidiu investigar os voos suspeitos da Cia na Europa. A Base portuguesa das Lajes terá sido utilizada para escalas no transporte ilegal de prisioneiros por parte da «secreta» norte-americana. O relatório hoje aprovado em Bruxelas lamenta a falta de colaboração do governo português no caso. Mas compreende-se(?): está em questão uma coisa que se chama EUA. É censura? É auto-censura?

  4. O capítulo do relatório dedicado a Portugal não faz qualquer referência ao antigo primeiro-ministro Durão Barroso, ao contrário do que pretendia o deputado italiano Giusto Catania. Barroso, recorde-se, foi chefe de governo durante parte do período inquirido nas investigações sobre os voos. Por outro lado, estão ainda vivos na memória os apertos de mão de Barroso a Bush... Mas compreende-se(?): Barroso é o actual presidente da Comissão Europeia. Censura? Auto-censura?
escrito por ai.valhamedeus

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