TRUMP(A)

AI JESUS NO TWITTER

O Ai Jesus! aderiu à twittermania.

Já lá 'tá uma tuitada. Pouco crédula. Aqui.

Actualização (22/Julho): na coluna da direita, podem ler-se as últimas 5 tuitadas.

escrito por ai.valhamedeus

5 comentário(s). Ler/reagir:

Bea disse...

Por favor, mostrem-me o interesse do tuiter pq eu não consigo achar piada! Estou a ficar lenta!

Ai meu Deus disse...

Ó Bea,

modernices... ;-)

Bea disse...

a sério? mas há verdadeiros fans.... porquê, porquê, meu deus?
digam-me qual o objectivo pq eu não chego lá...

Ai meu Deus disse...

Esta coisa das redes sociais é uma forma nova (e tolerada e até promovida, como se sabe) de voyeurismo. É uma versão "fina" dos concursos tipo big brother, com um objectivo (comercialmente rentável): a invasão da privacidade. Versões mais condenavelmente pornográficas do que o twitter, encontramo-las nos jornais televisivos (e até, menos, em papel): a propósito de tudo e de nada, fazem-se directos com entrevistas ao primo e ao vizinho e à amante do noticiado, entra-se-lhe com câmaras pela casa adentro, mostra-se a dor banhada em lágrimas... Contaram-me que, no funeral de Miguel Torga, um jornalista se acercou com microfone da viúva e lhe perguntou "como é que se sente?". Garantiram-me que a resposta foi pouco polida (com razão... digo eu). O grande objectivo do twitter é que os outros saibam "o que estou a fazer agora?".

Noutra perspectiva, as redes sociais funcionam às mil maravilhas para promover (e vender) pessoas, instituições, produtos... É curioso o que se obtém com uma pesquisa em determinados motores de pesquisa. Experimentei num que busca publicações/livros sobre o assunto. Primeiros títulos: "How to make guaranteed money with Twitter.pdf"; "MAKE AN INTIAL $10 VERY FAST USING TWITTER.pdf"; etc... Sintomático, não?

Ai meu Deus disse...

Vamos supor uma situação concreta: eleições. Vamos supor que há um número significativo de "tuiteranos", de vários pontos do país, a "tuitar" e a enviar os resultados da sua zona: é possível fazer (ir fazendo) uma ideia da coisa.

Bem sei que as televisões fazem isso; mas substituamos as eleições por uma greve; ou por um cataclismo; ou por um jogo de futebol "tuitado" por algum espectador; uma sessão da assembleia da república onde se discute a queda do governo...