TRUMP(A)

DIA DA BASTILHA

Hoje é Dia da Bastilha. A tomada da Bastilha encontra-se entre os marcos fundamentais da Revolução Francesa.

Associo-lhe duas canções emblemáticas da Revolução: La Carmagnole e Ça ira. Lê-se aqui que
Depois de «A Marselhesa», La Carmagnole foi a canção preferida dos sans coulottes da Revolução Francesa, apenas disputando o lugar com «Ça Ira». Escrita na base de uma dança tradicional do Piemonte, assinala nos seus versos iniciais a derrota de Luís XVI ao tentar utilizar o direito de veto que lhe havia sido concedido pela Constituinte de 1791, dando origem ao assalto às Tulherias e à prisão da família real.

La Carmagnole manteve-se ao longo dos séculos como uma das mais populares canções francesas, conhecendo-se mais de 50 letras diferentes utilizadas noutras situações revolucionárias e de luta do movimento operário.




Quanto a Ça ira,
Ah ! ça ira, ça ira, ça ira, refrain qui symbolise la Révolution, fut entendu pour la première fois en mai 1790. Son auteur, un ancien soldat chanteur des rues du nom de Ladré, avait adapté des paroles anodines sur le Carillon national, un air de contredanse très populaire dû à Bécourt, violoniste au théâtre Beaujolais et que la reine Marie-Antoinette elle-même aimait souvent jouer sur son clavecin.


escrito por ai.valhamedeus

3 comentário(s). Ler/reagir:

Antigo Estudante de Coimbra disse...

A propósito da Bastilha tomo a liberdade de lhe enviar uma outra TOMADA DA BASTILHA quiçá bem mais gloriosa porque levada a efeito pelos briosos estudantes de Coimbra em 1920...

Tomada da Bastilha
- 25 de Novembro de 1920

"No rés do chão do edifício, onde se encontra a Associação Académica, estava miseravelmente instalada a Casa dos Estudantes. Duas salas e pouco mais. No primeiro andar, amplo e luxuoso, estava o Clube dos Lentes onde os mestres, instalados em confortáveis sofás, jogavam as aristocráticas partidas de voltarete.

Desde 1913 a AAC tinha a sua sede localizada na Rua Larga, no r/c do velho edifício do Colégio de S. Paulo Eremita que não oferecia as mínimas condições de comodidade. No andar de cima situava-se o Clube dos Lentes, espaço há muito destinado aos estudantes, mas que ninguém se apressava a ceder. Insatisfeitos com as decadentes instalações, na madrugada de 25 de Novembro de 1920, um grupo de estudantes tomava de assalto o Clube dos Lentes e como não podia deixar de ser, a Torre da Universidade.

... Sobre a madrugada, frigidíssima e chuvosa, foi escalonado um grupo para assaltar a Torre da Universidade e repicar os sinos festivamente, logo que um morteiro lhe anunciasse que o Clube dos Lentes estava nas mãos da Velha Briosa. Ao partir, receberam as chaves falsas que lhes abriam a porta da Torre.


Vem a propósito dizer, que a agitação política daquela época, estendia a sua paixão até aos espíritos mais humildes. E foi certamente por isso, que o serralheiro Alfredo Garoto, com oficina na rua das Covas, ao ser peitado em confidência para fazer as chaves falsas, se apercebeu de que alguma coisa de muito sério se ia passar. E nesta convicção, interrogou em meia voz:
-É contra os talassas? Se é, faço tudo de graça. Não foi contra os talassas, mas as chaves ainda hoje estão em dívida

Pelas 7 da manhã, a cidade acordava ao som de salvas de tiros e sinos a repicar. À noite, a Academia desfilou, da Alta até à Baixa, num cortejo luminoso ao qual se associou a população da cidade. "Tomada da Bastilha", expressão que desde a Revolução Francesa simbolizava a luta com os opressores, foi o nome logo associado ao assalto. Perante a rebeldia estudantil o Reitor, depois de reaver o mobiliário, imediatamente cedeu as instalações e assim, a AAC passou a ter sede condigna, ande permaneceu alguns anos. 0 dia 25 de Novembro, considerado o "Dia da Academia" foi marcado por um movimento de irreverência estudantil. Recordando anualmente um momento de orgulho para todos os estudantes desta Academia. Nesta data, revive-se o acontecimento reconstruindo a "Tomada da Bastilha" à qual não falta o Cortejo de Archotes.

Era ao tempo Presidente da República, o grande tribuno e eminente cidadão Dr. António José de Almeida, Presidente do Conselho Dr. Álvaro de Castro, e Ministro da Instrução Dr. Júlio Dantes, a quem a Academia enviou a comunicação telegráfica de que se encontrava instalada na sua nova sede, manifestando também, o seu mais ardente desejo na constante prosperidade de Portugal. Estas três individualidades, desconhecendo o que se passava e julgando, possivelmente que a Academia de Coimbra se instalara pacificamente e com conhecimento da Universidade na sua nova sede, responderam aos cumprimentos recebidos, retribuindo calorosamente e desejando todas as felicidades à esperançosa Academia de Coimbra: "A irreverência foi completa.

Anónimo disse...

É verdade, e no meu tempo ainda se comemorava esse acontecimento.
O dia é assinalável também... por ser o aniversário da minha filha!
Gabriela

Ai meu Deus disse...

Então... PARABÉNS! (à filha e à mãe).