TRUMP(A)

PERSPECTIVA FILOSÓFICA DA CRISE

XV Encuentros de FilosofíaPode a actual crise ser comparada com a grande crise de 1929? Serão as diferenças meramente quantitativas?

Na perspectiva destes encontros, uma perspectiva sobretudo gnoseológica, as diferenças poderiam resumir-se assim: na crise de 1929, a Economia Política não estava reconhecida como ciência universal; quer dizer, na época dos planos quinquenais da União Soviética reconheciam-se 2 tipos de economia, contraditórios e irredutíveis: a marxista e a capitalista, ou, dito de outro modo, a unidade da ciência económica não estava reconhecida universalmente; de facto, a Economia Política não ocupava ainda um lugar entre os Prémios Nobel, o que constitui sempre um indício do reconhecimento alcançado por uma disciplina. Mas nos nossos dias desapareceu a União Soviética, e com ela praticamente as economias centralizadas do marxismo (incluindo na República Popular da China). Por outro lado, cada ano, a Fundação Nobel atribui prémios a distinguidos economistas, que além disso diagnosticam e tomam partido face à crise actual, de um ponto de vista «científico».

Estão, portanto, abertos vários tipos de questões, de que se destacam os dois seguintes:
  1. A crise actual pode ser considerada como uma crise estritamente económica ou tem também raízes políticas? (por exemplo, as relacionadas com a queda da União Soviética, com a descolagem dos países árabes impulsionada pelo petróleo, com a Globalização, com o 11 de Setembro, a Guerra do Iraque, o desenvolvimento espectacular da República Popular da China...)

  2. A unidade da Economia Política como uma ciência pode considerar-se assegurada? Que tipo de cientificidade corresponde à Economia Política? Trata-se antes de uma tecnologia (se se preferir, de uma "ciência beta operatória", subordinada portanto a pressupostos políticos, religiosos, sociais, históricos...) ou podem reconhecer-se nela componentes verdaderamente científicas ("alfa operatórias")?
Programa completo aqui.

escrito por ai.valhamedeus

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