TRUMP(A)

LEIT(e)URAS [43] o enigma de aristóteles

Nunca li "O código da Vinci"
[nem o original nem os vários códigos que, de vários autores e em várias línguas, lhe tenta(ra)m imitar o sucesso de vendas].
Mas, pelo que tenho ouvido e lido sobre códigos, O Enigma de Aristóteles está escrito no estilo do Código. Todo o romance se desenrola (e, às vezes, enrola) em torno do assassinato
[logo anunciado no capítulo segundo]
de um "ex-corego, trierarca, patrício abastado": Butades. Polignoto, sobrinho do infeliz, acusa Filémon, um exilado, como autor do crime. Será Estéfano, primo de Filémon, a assumir a sua defesa.

Estamos na Atenas do século IV a. C., dominada por Alexandre, o Grande, de quem o filósofo Aristóteles fora professor. Será este filósofo quem ajudará Estéfano, também seu ex-discípulo, na defesa do inocente Filémon. Aristóteles aparece na obra como um detective exemplar, exemplarmente socorrendo-se da lógica e da retórica
[duas áreas em que o mestre foi distinto investigador]
para nos surpreender na desmontagem de toda a tramóia. Por vezes, as soluções encontradas são de tal modo surpreendentes que mais parecem ser... o que são: invenção, muito engenhosa, da autora, Margaret Doody, professora de literatura na Universidade de Notre Dame.

Apesar de tudo, a obra vale o tempo ocupado a lê-la, particularmente para quem estiver interessado em "observar" o quotidiano de uma cidade grega e, embora secundariamente, o tenso clima social da Atenas ocupada.

escrito por ai.valhamedeus

3 comentário(s). Ler/reagir:

Anónimo disse...

Com desagrado que partilho a mesma opinião do autor deste artigo, relativamente ao livro.
Gastei dinheiro no livro e quando comecei a ler ainda estava na expectativa se seria agradável e interessante. Porém, após ler algumas páginas comecei a perder o interesse porque é mesmo uma desgraça, desculpem a sinceridade!
Só deixo um conselho: se estão a pensar em comprar, desistam e optem por exemplo por "O Bom Inverno" de João Tordo, prémio José Saramago em 2009. Cumprimentos
Anónimo

Anónimo disse...

que não partilho a mesma opinião*

Anónimo disse...

Pois eu desaconselho vivamente "O Bom Inverno": tem dos diálogos mais desenxabidos que conheço. Uma estória com um enredo mal resolvido e inverosímil.
Para quem gostar de cenas picantes, tem lá uma. Ao pormenor