TRUMP(A)

DO CONTRA [75] são josé, o putativo

Bento XVI apresentou hoje a figura de São José como um modelo para os cristãos de todo o mundo.

Ainda bem que não sou cristão. Na verdade, não me identifico nada com um
  • pai putativo de um filho que não é seu,
  • noivo putativo de uma miúda “a qual, antes de terem vivido em comum, engravidou por obra de outro (de um tal Espírito Santo),
  • marido putativo de uma mulher que não é sua mulher, grávida e dizendo-se virgem.
  • A cereja em cima de um bolo mal cheiroso: José acredita em estórias contadas por um anjo... em sonhos.
O Papa diz mais: que
“nele se perfila o homem novo, que encara o futuro com confiança e coragem, não seguindo o seu próprio projecto, mas confiando-se totalmente à infinita misericórdia d’Aquele que cumpre as profecias e abre o tempo da salvação”.
'tá bem, então! eu quero ser homem velho!...

escrito por ai.valhamedeus

6 comentário(s). Ler/reagir:

Fátima Rodrigues disse...

Caro Valhamedeus!
para quê meter-se com "figuras" da fé cristã que, como se sabe, só à luz dessa fé, podem ser entendidas?!

Valhamedeus!Claro que à luz da razão todos estes aspectos são puros disparates...

Contudo, à luz da fé (dos crentes...) a coisa é bem diferente!

Ai meu Deus disse...

Cara Fátima Rodrigues,

que raio de fé é essa que transforma um disparate (ou estes disparates todos), à luz da razão, em outras coisas diferentes?

Em que coisa diferente pode a fé transformar, razoavelmente, um sonho? como pode a fé fazer com que uma virgem engravide e tenha um filho "sem conhecer homem"?

Isto tudo é disparate, tanto à luz da razão como à luz de qualquer fé que não seja disparatada (aliás, como se sabe, há grupos cristãos que, razoavelmente, não alinham nestes disparates...).

(nb: disparates destes, há-os em montes de mitos e lendas de montes de povos. Continuar a acreditar nos mitos católicos "à letra", rejeitando os outros, é, no mínimo, sinal de pouca sensatez).

Anónimo disse...

os disparates são semelhantes: com uma diferença, como vocês ex-seminaristas deviam saber: é que o papa está, como diz a D. Fátima, a falar para crentes com base no dogma da fé cristã que quer se goste ou não, é aceite por milhões de pessoas em todo o mundo, provavelmente, segundo os vossos critérios de liberdade plena, todos burros e diminuidos intelectuais... e vocês analisam um dogma da fé com as categorias da razão.
Como defensores da lógica, deveriam saber que não se pode analisar da mesmna maneira, aquilo que à partida é apresentado de forma diferente... mas vocês, que não são burros como os crentes, sabem isso, não querem é admiti-lo pois poriam em causa a vossa vasta sabedoria.
tenham um bom natal, pois mesmo os ateus comem rabanadas e bolo rei, bebem umas pingas e gozam do descanso natalício.

Anónimo disse...

É verdade. Mas o que é que o bolo-rei e as rabanadas têm a ver com os dogmas da igreja?
Sabem aquela do São José que andava a caçar no paraíso? Veio o S. Pedro e advertiu-o de que podia caçar todos os animais do Paraíso, à excepção de uma pomba branca, pois era o Espírito Santo. Nem de propósito, aparece nesse instante a pomba nos céus, por assim dizer, do Paraíso. S. José leva a arma à cara e pum.
Comentário de S. Pedro: tu nunca lhe perdoaste!

Ai meu Deus disse...

Um dia destes, hei-de escrever qualquer coisinha sobre o conceito de fé. Agora, digo apenas isto:

Eu não nego (quem seria eu, para o fazer?) a importância que a fé (religiosa) possa ter, ainda que a não aceite (para mim).

Só que a fé, não se identificando com a razão (pois claro!) -- a fé, se for irracional (se não for razoável), é tola.

E, se há fé razoável (e há fé razoável, embora questionável), também há fé tola.

E há tolices em que só uma fé tola acredita.

Anónimo disse...

O que é a fé razoável? se é fé não é razoável porque não se deiaxa abarcar pelas categorias da razão... provavelmente você está a pensar na "fezada" que nada tem a ver com a fé...
quanto a tolarias ponham-nas na balança e tentem perceber as que pesam mais, se as dos "crentes" se as dos "racionalistas" como vocês. Sigam o grande lógico Wittgenstein e descubram por aí que a razão e a fé/crença são dois campos de interpretação inconciliáveis, sem que afirmar um tenha que se rebater o outro: são duas formas de avaliar o real: a razão virada para o mensurável, a fé/crença virada para o sentimento, a parte mais intima de cada um...
quem não tiver preconceitos não pode confundir estes dois planos, nem os pode subsumir um ao outro porque a sua forma de actuação é diversa... o resto é conversa, não de filosofia, que essa é séria, mas de café e já com uns copos a toldarem-nos o juízo.