TRUMP(A)

EX-CITAÇÕES * 101. era bom que trocássemos...

Era Bom Que Trocássemos umas Ideias Sobre o Assunto, é o título de um dos livros de Mário de Carvalho. Se aqui o utilizo, é para trocarmos umas ideias mesmo. Com civismo e alguns conhecimentos sobre o assunto, e não sensos comuns, que mais não são do que opiniões apaixonadas e, por conseguinte, discutíveis.

Diz Mário de Carvalho sobre a necessidade da exigência:
Há uma coisa que nunca esqueço e que espero que os meus leitores também não. É que não nascemos ontem. Portanto, quando utilizo uma determinada palavra é porque estiveram cá os Romanos, os Árabes, os Fenícios. Temos essa espessura histórica, ao contrário do que os interesses dominantes querem instilar. Porque quando desaparece o sentido da História e a memória, perde-se a capacidade de comparação. E essa é incómoda, quando se está interessado em formar consumidores e não cidadãos. Os meus livros são o contrário do processo de ablação da História. (…) Por isso tenho de rever palavra a palavra. É preciso fazermos sempre um grande esforço para acrescentar alguma coisa à literatura.

A propósito da História e da memória, PORTUGAL-TAILÂNDIA: UMA ALIANÇA HÁ 500 ANOS.

Ao contrário do que nos tem acontecido com a aliança com a velha Albion, "as relações tecidas entre Portugal e a Tailândia, o então Reino do Sião, foram, a todos os títulos, peculiares ao longo dos séculos". Tão peculiares, que a maioria dos Portugueses as desconhecem. Como eu, aliás.

“O primeiro tratado entre o Sião e um país ocidental_ Portugal_ data de 1516. Nos seus termos os Portugueses acordaram em fornecer armas e munições ao Sião em troca da autorização do estabelecimento de feitorias comerciais em Ayutthaya (antiga capital), Ligor., Patani, Tenasserim e Mergui. Também lhes foi concedida a liberdade de culto religioso.”

(…)” A comunidade portuguesa no Sião foi florescente… os Portugueses não se imiscuíram na política complicada e perigosa da corte siamesa. E quando Ayutthaya foi destruída em 1767, em consideração da ajuda dada nas guerras contra o rei birmanês, receberam uma concessão de terrenos em Banguecoque… os vestígios dessa presença são visíveis no edifício da Embaixada de Portugal, construído num terreno cedido em 1820 pelo monarca siamês a Portugal para o estabelecimento de uma feitoria e residência do cônsul. … Os vestígios são também visíveis em bairros junto às igrejas de Santa Cruz e da Imaculada Conceição, de onde são oriundas várias famílias luso-siamesas (o meu computador não aceita este casamento e propõe-me luso-chinesas), cujos apelidos, nalguns casos, remontam a mais de 400 anos… a presença portuguesa ecoa também no vocabulário. …”Não podemos esquecer que a língua portuguesa subsistiu aqui como língua franca até meados do séc. xix, a ponto de ter sido adoptada em 1833, a par do mandarim, no primeiro tratado de amizade, comércio e navegação entre o Sião e os Estados Unidos, visto que nenhuma das partes conhecia suficientemente bem a língua nacional da outra”, diz Luísa Dutra, responsável do CCP/IC de Banguecoque.

Eh, meu, bué da fixe!

“Em Malaca, a comunidade de portugueses de Malaca é uma minoria reconhecida pelas autoridades da Malásia, mas sendo fundamentalmente constituída por pescadores pobres tem tido dificuldade em manter a sua identidade peculiar, alicerçada na religião cristã e na língua que fala, um crioulo de base portuguesa, o papiá kristang. … Os alunos puderam constatar a “existência de uma comunidade de descendentes de portugueses em Malaca, e orgulhosa de o ser, de que eu tinha falado muitas vezes nas aulas…

Maria Cristiana Casimiro, Leitora do IC (Instituto Camões) na Universidade Malaya.

E nós, de que nos orgulhamos, hoje em dia? Das atoardas dos políticos? Da variante da língua portuguesa -- o português televisivo?

escrito por Gabriela Correia, Faro

1 comentário(s). Ler/reagir:

mitro disse...

Todo o político português tem uma visão limitada por horizonte de 4 anos...
E a única estratégia que sabem ter é a do merceeiro!
Depois há os 'barões da política' seguidistas das correntes neo-liberais que consomem sem qualquer sentido crítico ou de que se aproveitam no suborno que lehs pagam os que deles se aproveitam!