TRUMP(A)

CONTRA AS PORTAGENS


escrito por ai.valhamedeus

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Anónimo disse...

Força. Mostrem os pópós e apitem muito pois o alcatrão por onde passam ajudou fortemente a empobrecer-nos a todos. Uns andam em autoestradas e pagam. Outros andam em autoestradas e querem que os outros lhas paguem. mas que grande moralidade a vossa!

Frei José da Santíssima Trindade disse...

Tem V.Exa muita razão, ilustre e clarividente anónimo. Há muitos e muitos anos que o país interior anda a pagar os transportes do país costeiro. Tenho a certeza que V.Exa se referia por exemplo à Carris e aos transportes públicos do Porto. E depois à auto-estrada do Norte. O interior do país sempre subsidiou os transportes da malta das grandes cidades. E de repente, essa malta que sempre gozou as benesses de transportes baratos, vem agora com a treta do «quem usa, que pague». Linda moral: Os do interior pagam o que usam e o que sempre usaram os outros. Para não falar da miséria de transportes que sempre deram ao interior. Deverei recordar a esses oportunistas que só hà um par de meses é que o comboio eléctrico chegou à Covilhã? Os do interior pagam o Alfa e têm que usar automotoras recicladas.
Mas que grande moralidade, ilustre anónimo, mas que grande moralidade!

Anónimo disse...

Mas pelos vistos agora os transportes também tendem a aproximar-se dos gastos - e muito bem. Dagamos assim: chegou a hora do fim dos subsídios, quem gasta que pague, TGvs, autoestradas, etc. Só assim se poderá manter o país com alguma capacidade para continuar a ter a educação e a saude TENDENCIALMENTE gratuita que é o que mais importa.

Frei José da Santíssima Trindade disse...

É bom ter ilusões de igualitarismo. Sonhar não paga impostos nem portagens (por enquanto!). Mas a realidade está aí: os do interior continuarão a pagar para subsidiar os transportes (carris, Metro de Lisboa e Porto, Alfa, Auto-estrada Lisboa-Porto) dos do litoral. Alguma dúvida? Que Moral?!

Ai meu Deus disse...

O princípio do utilizador pagador sofre do mesmo mal de todos os princípios: é um princípio e, portanto, de tal modo genérico que facilmente falha quando aplicado:

1) os utilizadores já pagam (a maioria?): pagam impostos. Se generalizarmos o princípio do utilizador pagador, abolimos os impostos.

2) vejamos o caso da A25. As auto-estradas devem ser pagas, quando há alternativas: o IP5 foi construído porque a alternativa era (e ainda é) um caminho de cabras (se pensarmos em camiões e muito trânsito a passar por lá, transforma-se em caminho do Inferno). Quando se transformou o IP5 em "auto-estrada", houve quem defendesse que se construísse uma paralela ao IP 5 e se mantivesse este, pelas razões antes referidas. Optou-se por outra solução, mas manteve-se o problema da ausência de alternativa. A questão principal da A25 parece-me ser esta: não há alternativa.

3. Acresce que, se a A25 é uma auto-estrada (com aquelas zonas de curvas e de declives acentuadíssimos onde os travões dos camiões fervem com frequência; para além de outras características da estrutura), se isto é uma auto-estrada, já não sei o que não é uma estrada vulgar.

4. Para dar um exemplo que deveríamos seguir: percorre-se Espanha em vias que são superlativamente melhores que a A25 sem pagar um único cêntimo. Autênticas auto-estradas. Eu fi-lo, a última vez, neste Verão, durante 15 dias: não paguei um cêntimo; é só escolher as autovias em vez das autopistas; mas as autovias são... as nossas modernas auto-estradas que resultaram da transformação de IPs.

Ai meu Deus disse...

Sorry: em 3. deve ler-se "já não sei o que é uma estrada vulgar" em vez de "já não sei o que não é uma estrada vulgar"

Frei José da Santíssima Trindade disse...

O melhor exemplo está na fronteira de Vilar Formoso: pagarás um dinheirão desde Aveiro por uma porcaria de estrada, e entras numa boa estrada que te leva a cruzar a Espanha sem pagar um tusto. Mas isso justifica-se porque em Portugal os salários são muito mais altos e dão para pagar até as estradas só porque foram cognominadas pomposamente como auto-estradas.

Anónimo disse...

o problema é que vivemos em Portugal e não em espanha. se querem andar nas autopistas, mudem de residência. Quando o pão não chega para todos, temos que o partilhar. podia-se ter feito muitas coisas, mas não se fizeram. pediu-se emprestado para transformar os Ips em auto-estradas. agora chegou a hora de pagar e não há como. para nós e as próximas gerações outra coisa não resta que pagar os empréstimos que os nossos democratas contrairam. Podem "empurrar para a frente", mas alguém há-de pagar e quanto mais tarde, pior.

Frei José da Santíssima Trindade disse...

Gostei da argumentação deste pobre psdanónimo. A ver se entendo: O PS e o PSD endividaram-se para construirem os IPs. Uma boa parte desses empréstimos foi parar às contas deles na Suíça. Conclusão: as novas gerações devem pagar com a língua de palmo. Que linda moral democrática!
Porque há muitos anónimos como este, é que há tantos ladrões do PSD e do PS a gozar.