TRUMP(A)

LIVROS E CULTURA

 Hoje apetece-me falar de livros. Esses objectos que muitos desataram a escrever e que poucos lêem.

O LIVRO DOS LIVROS ou THE GOOD BOOK, no original.
Da autoria do filósofo britânico A. C. Grayling propõe uma versão não religiosa do Livro Sagrado do Cristianismo, inspirada em 2 500 anos de pensamento, ciência e literatura, ocidentais e orientais. 
[Lua de Papel, 696 pp., 24,90 euros]

COMO OS POLÍTICOS ENRIQUECEM EM PORTUGAL
por António Sérgio Azenha, que pegou nos casos de 15 ex-governantes, ministros ou Secretários de Estado, e mostra como os seus (não os seus, caro leitor! Os deles) rendimentos cresceram, por vezes exponencialmente, após deixarem o Executivo -- muitas vezes passando a trabalhar em empresas do sector que antes tutelavam. … O autor pergunta (e nós com ele) se o aumento dos seus (deles) rendimentos, após deixarem o Governo, embora não sendo ilegal, será “eticamente correcto”.
[Lua de Papel, 264 pp., 14,40 euros]

A nível social e político,
não só Portugal mas em toda a Europa, sou completamente contra a política da União Europeia. Mesmo quando esta se mascara de humanismo e de promoção cultural…. Que encarna a maneira mais eficaz de defender um capitalismo selvagem subordinado à finança, de aumentar as grandes fortunas pessoais, e quem paga é quem trabalha (quem o tem). Um argumento que eu acho genial: não há dinheiro! É claro que não há, porque está noutro sítio. É como se houvesse um planeta onde há dinheiro e outro que não o tem; isto é perfeitamente simbólico de um capitalismo desenfreado. …Uma política cultural honesta e virada para um verdadeiro projecto acaba sempre por ter efeitos de progresso económico na vida social do país. 
[Emmanuel Nunes]


A França e a Itália
estão em estado de choque por terem de fechar teatros de 2ª ou 3ª categorias em vilarejos de província. Não se trata de um teatro nacional, como o São Carlos! … Ainda não me mandaram emigrar, mas se esta política de cortes continuar terei de repensar se quero continuar a viver em Portugal. … Gosto de viver em cidades vivas e com pessoas a mexer. 
[Jorge Vaz de Carvalho, cantor lírico, tradutor e poeta]

(Nem de propósito, uma aluna disse-me que gostava de Londres por ser uma cidade buliçosa, com movimento)

escrito por Gabriela Correia, Faro

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