TRUMP(A)

MANUAIS ESCOLARES

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Fui proprietário de uma livraria durante vinte anos. Sei o que é a tortura dos livros escolares. Quer para os alunos e pais (sobretudo estes), quer para as livrarias. As editoras eram, ao tempo, essencialmente duas: a Porto Editora e a Texto. A margem de lucro cifrava-se nos 20% e não havia devoluções.

A coisa “evoluiu”. Hoje a Leya e a Porto Editora dominam o mercado do livro escolar e não só. Segundo sei, tal mercado representa 40 milhões de euros.

Os professores eram aliciados com os livros enviados pelas editoras. A pressão era enorme e ai daquele que pensasse trocar de livro.

Li no Público de 24 de Junho (pág. 12) que um banco de livros escolares, de forma a facultar troca/empréstimo dos livros a alunos mais carenciados foi chumbado por um “estudo” da… Porto Editora, onde se demonstrava, por A mais B, que os alunos mais prejudicados com a troca de livros eram precisamente os mais carenciados…

A edição e comercialização dos livros escolares são um escândalo de proporções enormes. Para quando alguma decência? Não sei como, mas gostava de saber a opinião dos professores.

escrito por Carlos M. E. Lopes

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