Jung Chang tinha-nos brindado com Cisnes Selvagens, que achei um livro interessante. Agora, em colaboração com o marido, Jon Halliday, brinda-nos com Mao: a História Deconhecida (Bertrand). Neste (sem ainda ter acabado de o ler...) ressalta desde logo que o biografado não tinha qualquer qualidade. Até atingir notoriedade, é de um oportunismo atroz. Calculista, oportunista, cobarde, malandro, sanguinário, etc.. Todas estas qualidades tem a personagem -- sem ponta por onde se lhe pegue.
Tudo isto pode ser verdade, mas, assim contado, faz-nos pôr o pé atrás, por preconceituoso. Jung Chang parece que escreveu o primeiro livro ainda na China, ou pouco depois de ter ido para Londres. Este (a autora já integrada, casada com um britânico) foi redigido todo em plena liberdade. Não há uma tentativa de enquadramento no tempo e lugar dos acontecimentos.
Se à mulher de César não bastaria ser séria, a Jung não basta não ser bajuladora.
escrito por Carlos M. E. Lopes
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Há 1 semana
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