Para não esquecer...

DIZCIONÁRIO [40 aconselhamento]

Estou convencido de que o referendo sobre o aborto foi mais uma jogada do governo que nos atormenta todos os dias, para parecer ser progressita

[o chefe do dito dizia um dia destes que o pê-èsse é um partido progressista... e eu fico sem saber já o que é ser progressista].
Para eventualmente captar a esquerda, já que a direita parece estar a ser captada pelas medidas "anti-populares mas necessárias".

Passado o referendo, fica o dito pê-èsse sem saber o que há-de fazer. Aconselhem-se as mulheres que queiram abortar, gritam uns pê-èsses. Nada disso!, responde o grito de outros. O senhor presidente da república
[que nunca disse qual seria o seu voto, ainda que a gente lho adivinhe]
também vem dizer que alto lá. Alto lá dizem também os movimentos do não, que perderam a votação.

Ora bem... eu, que sempre fui apologista da clareza, convido a que sejamos claros. Qual foi a pergunta a que 60% dos votantes responderam que sim? Esta:
Você está de acordo com a descriminalização da interrupção voluntária da gravidez, se a mesma for realizada por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas e em um estabelecimento de saúde legalmente autorizado?
Há 3 condições para a descriminalização da interrupção voluntária da gravidez:
  1. ser nas 10 primeiras semanas da gravidez;
  2. ser em um estabelecimento de saúde legalmente autorizado;
  3. e ser essa a opção da mulher.
Pode custar muito a quem preferia que o não tivesse tido uma votação superior
[pode custar muito ao presidente da república],
mas não há aqui nenhum aconselhamento previsto
[há até já quem fale em 2 sessões de aconselhamento].
Esclarece o sábio dicionário Houaiss que aconselhar é
"mostrar a alguém a necessidade, conveniência ou desejabilidade de"; digamos, recomendar.
Se vingar a ideia do aconselhamento, ainda haveremos de ver os médicos objectores de consciência em relação ao aborto constituirem comissões de aconselhamento... e tentarem ganhar aí o que não ganharam no referendo.

escrito por ai.valhamedeus

4 comentário(s). Ler/reagir:

Mocho Falante disse...

ora pois e onde está a competência da classe médica para fazer aconselhamento deste género????

este país precisa definitvamente de um tsunami politico

abraços

Ps: Adorei este blog e a selecção de musica parabéns!

Anónimo disse...

Para evitar problemas éticos posteriores, declara-se que o aconselhamento só poderá ser dado por pessoas que tenham votado NÃO no referendo(exemplo: presidente da república, médicos objectores de consciência, padres, bispos, dirigentes da direita empedernida).
E se assim for, creio que o aborto aumentará... como em Espanha.

Anónimo disse...

Estes gajos trabalham muito em tempo e pouco em qualidade.
Por isso aqui lhes deixo este

PENSAMENTO DO DIA

Aquele que ao longo do dia:
É activo como uma abelha, forte como um touro, trabalha que nem um
cavalo e que ao fim da tarde se sente cansado que nem um cão,
deveria consultar um veterinário porque é bem possível que seja burro

Anónimo disse...

Para os ignorantes radicais: o referendo autorizou o Governo a legislar.Peguem na Constituição e aprendam como decorre oprocesso legislativo.
Isto apesar do referendo não ser JURIDICAMENTE VINCULATIVO.
PODIA MUITO SIMPLESMENTE SER MANDADO PARA O LIXO.
A lei feita pelo Governo tem que cumprir os trâmites legais.
É isto que diz a CONSTITUIÇÃO DE 1976