TRUMP(A)

PRIMAVERAS LIVRES, FLORES VERMELHAS

[Para festejar o 25 de Abril, recupero um texto escrito a 25 de Novembro de 2007, com o título "Viagem a Ítaca"]

Não queria que passasse em branco o 25 de Novembro. Lembro-o celebrando o 25 de Abril e as gratas recordações que desses tempos guardo.

Socorro-me de uma canção do cantautor catalão Lluís Llach
[Abril 74, do álbum Viatje a Ítaca],
dedicada à "revolução dos cravos", quando Espanha era ainda dominada por Franco. Canta-a, aqui, com o tenor José Carreras:

Para o caso de querer acompanhar, deixo a letra:
Companys,
si sabeu on dorm la lluna blanca,
digueu-li que la vull
però no puc anar a estimar-la,
que encara hi ha combat.

Companys,
si coneixeu el cau de la sirena,
allà enmig de la mar,
jo l'aniria a veure,
però encara hi ha combat.

I si un trist atzar m'atura i caic a terra,
porteu tots els meus cants
i un ram de flors vermelles
a qui tant he estimat,
si guanyem el combat.

Companys,
si enyoreu les primaveres lliures,
amb vosaltres vull anar,
que per poder-les viure
jo me n'he fet soldat.

I si un trist atzar m'atura i caic a terra,
porteu tots els meus cants
i un ram de flors vermelles
a qui tant he estimat,
quan guanyem el combat.
Companheiros,
se sabeis onde dorme a nuvem branca
dizei-lhe que a quero
mas que não posso ir amá-la
porque aqui ainda há combate.

Companheiros,
se conheceis o canto da sereia,
lá, no meio do mar
eu iria lá vê-la
mas aqui ainda há combate.

E se um triste azar me barra e caio por terra
levai todos os meus cantos
e um ramo de flores vermelhas
a quem tanto amei,
se ganharmos o combate.

Companheiros,
se desejais as primaveras livres,
quero ir convosco
que para poder vivê-las
me fiz soldado.

E se um triste azar me barra e caio por terra
levai todos os meus cantos
e um ramo de flores vermelhas
a quem tanto amei,
quando ganharmos o combate.


Com menos uns anos, Luís Llach interpretou assim, numa versão mais intimista, Abril 74:


escrito por ai.valhamedeus
[com um abraço para o Cunha, através de quem conheci Lluís Llach]

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