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CONSELHOS GERAIS CONTRA "MEGA AGRUPAMENTOS"

Do Diário de Viseu de hoje:

O conselho geral da Escola Secundária de Emídio Navarro, de Viseu, insurgiu-se contra a criação de "mega agrupamentos", garantindo não estar disponível para abdicar dos direitos e deveres que lhe foram atribuídos legalmente.

O presidente do conselho geral, Jerónimo Costa, frisou que este é "um órgão democraticamente eleito, com um mandato para cumprir". "O mandato é de quatro anos, cumprimos o primeiro e estamos dispostos a cumprir os três que faltam. Não sairemos pelo nosso pé com facilidade", garantiu.

Anteontem, a Fenprof anunciou que vai apoiar os directores e conselhos gerais que pretendam avançar com processos em tribunal contra a constituição do que chama de "mega agrupamentos de escolas".

Jerónimo Costa disse que, "para já, não paira qualquer ameaça em relação à Emídio Navarro", mas que os elementos do conselho geral estão preocupados com o futuro.

Já o presidente do conselho geral da Escola Secundária Alves Martins lamentou a "falta de transparência e de informação" em todo este processo. Adelino Monteiro defendeu que qualquer mudança pressupõe diálogo, acusando o Ministério da Educação de não fazer "uma comunicação mais clara de modo a que as instituições se possam pronunciar de uma forma convicta". "Não sabemos de nada, não temos nenhuma informação, a não ser o que vamos ouvindo daqui e dali", sustentou, estando, no entanto, convicto de que este ano, a Alves Martins não estará envolvida em nenhum processo de constituição de mega agrupamentos. "Temos de aguardar para ver qual é a argumentação que serve de base ao Governo para estabelecer estes mega agrupamentos", disse, anunciando que este será um dos temas de hoje à noite da reunião do Conselho Geral.

Na opinião deste responsável, antes de avançar com a reorganização, era "necessário fazer uma análise 'swot' ao ensino em Viseu, para depois se ter uma opinião fundamentada".

Reunião na DREC

Já amanhã, os directores executivos de escolas de Viseu vão ser recebidos na Direcção Regional de Educação do Centro. Em cima da mesa, estes responsáveis vão colocar as suas preocupações relativamente a este processo que consideram ser "contraproducente".

Adelino Pinto, director executivo da Escola Secundária Alves Martins, um dos elementos que vai estar presente, recorda que com a constituição dos mega agrupamentos "são os alunos e a organização que saem a perder".

Conselho de Escolas reúne com Governo

O Conselho de Escolas vai defender na segunda-feira, junto do Governo, a suspensão do processo de reagrupamento de escolas, no âmbito da reorganização da rede escolar, alegando que por lei deveria ter sido previamente ouvido.

"Vamos expor de viva voz a posição do Conselho de Escolas", disse o presidente deste órgão consultivo do Ministério da Educação, Álvaro Almeida dos Santos, que vai reunir-se com o secretário de Estado da Educação, João Mata, após o governante ter anunciado que está concluído o processo de reordenamento da rede escolar no que respeita às unidades de gestão para ano lectivo 2010/2011, a iniciar em Setembro.

O Conselho de Escolas (CE) entende que "deveria ter sido ouvido previamente aos procedimentos de constituição da rede, dando um parecer sobre o assunto", afirmou Álvaro Santos, manifestando a discordância deste órgão com "a metodologia que foi usada na reorganização".

"Deveriam ter sido ouvidos os conselhos gerais e os directores das escolas", defende. O presidente do CE frisa que as escolas e as comunidades educativas foram "apanhadas de surpresa" pela decisão do Governo e sublinha que há directores e conselhos gerais que recentemente "tinham feito um esforço para a eleição" dos respectivos corpos.

"O processo não foi feito com as comunidades educativas. Até percebo que em alguns casos haja vantagens no agrupamento de escolas, os passos é que não foram todos dados na sequência que está estabelecida na própria legislação", sustenta Álvaro Santos, que espera ainda encontrar abertura do Ministério da Educação.

escrito por ai.valhamedeus

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